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02 DE MAIO 2015

FILIPE TOLEDO VENCE NA CALIFÓRNIA

O paulista Filipe Toledo usou os aéreos para liquidar seus adversários nas ondas de Lower Trestles e festejar o terceiro título consecutivo do Brasil em etapas do Qualifying Series em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. O evento ficou dois anos sem ser realizado e voltou agora promovendo o primeiro QS 10000 da World Surf League, com Filipe faturando o prêmio máximo de 40 mil dólares derrotando o francês Jeremy Flores na bateria decisiva do sábado por 16,30 a 13,70 pontos. A segunda etapa de 10.000 pontos para o ranking do WSL Qualifying Series é no Brasil, o Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade, que começa terça-feira nas ondas poderosas da Praia de Itaúna, na Cidade do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Filipe Toledo voando para a vitória (Foto: Sean Rowland / WSL)

Filipe Toledo voando para a vitória (Foto: Sean Rowland / WSL)

“Eu estava definitivamente muito animado esta semana por poder ficar com meus amigos e minha família aqui em San Clemente”, disse Filipe Toledo. “Eu sinto uma energia muito boa quando estou com eles e acho que isso me deixou mais relaxado e tranquilo para poder competir me divertindo, só querendo fazer o meu melhor nas ondas. Eu me senti bem confortável, confiante para fazer as manobras e minhas pranchas também estavam incríveis. Foi tudo maravilhoso”.

Esta foi a segunda vitória de Filipe Toledo nos quatro eventos que ele disputou este ano. A primeira foi na etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Gold Coast, Austrália, quando ele liderou o ranking mundial pela primeira vez. E com os 10.000 pontos recebidos pelo título em San Clemente, ele foi direto para a segunda posição no ranking do WSL Qualifying Series, que passou a ser liderado por Alejo Muniz. O catarinense assumiu a ponta com os 3.700 pontos que ele marcou pelo nono lugar, com a derrota para o havaiano Dusty Payne nas oitavas de final. Filipe atualmente mora na cidade de San Clemente e o Brasil já vinha de um bicampeonato nas últimas etapas do QS disputadas em Trestles, com Miguel Pupo em 2011 e Gabriel Medina em 2012.

Nas ondas de 2-4 pés que rolaram durante esta semana em Lower Trestles, Filipe usou o seu vasto repertório de aéreos acrobáticos para vencer todas as baterias do Oakley Pro Trestles que disputou. No sábado decisivo, começou o dia despachando Charles Martin, da Ilha Guadalupe, nas quartas de final. Depois passou pelo havaiano Dusty Payne e na final ganhou as duas maiores notas das bateria contra o francês Jeremy Flores, 8,30 e 7,83. Ele agora volta a se concentrar somente no Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que começa em 11 de maio e vai até o dia 22 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Filipe já está escalado para estrear na décima bateria com o também brasileiro Miguel Pupo e o australiano Matt Banting.

“O título mundial é definitivamente o que está na minha mente esse ano e eu não posso esperar para conseguir a camisa amarela (de líder do ranking) de volta”, disse Filipe Toledo. “O campeonato no Brasil certamente vai ser incrível, com grande público para apoiar a gente, principalmente depois do título mundial do Gabriel (Medina) no ano passado. Vai ser uma loucura e não vejo a hora que chegue logo o evento, porque é muito bom competir no Brasil, ao lado da nossa torcida”.

Foto: Sean Rowland / WSL

Foto: Sean Rowland / WSL

Filipe preferiu nem participar do Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade para manter o foco somente no Oi Rio Pro. Ao contrário, o vice-campeão do Oakley Lowers Pro, Jeremy Flores, bem como o também integrante da elite dos top-34 da World Surf League, Dusty Payne, que dividiu o terceiro lugar na Califórnia com o australiano Wade Carmichael, vão competir nas ondas da Praia de Itaúna antes da etapa brasileira do CT na capital do Rio de Janeiro. Aliás, quase metade do atual grupo que disputa o título mundial deste ano vai participar do QS 10000 de Saquarema, dezesseis no total.

SEIS MUDANÇAS NO G-10 – Os 10.000 pontos colocados em jogo nestas etapas com status máximo do WSL Qualifying Series são decisivos na briga pelas dez vagas para o seleto grupo dos 34 melhores surfistas do mundo. Na Califórnia, o resultado do Oakley Lowers Pro modificou bastante o ranking, com seis mudanças de nomes no G-10. Os únicos que permaneceram na lista foram o catarinense Alejo Muniz, que vai defender a liderança do ranking no Quiksilver Pro Saquarema, o australiano Jack Freestone, que manteve a terceira posição, o norte-americano Kolohe Andino, que caiu do primeiro para o quarto lugar, e o australiano Stu Kennedy, que permaneceu em sexto.

Os finalistas Filipe Toledo e Jeremy Flores são as primeiras novidades, mas eles já estão entre os top-22 do CT que são mantidos na elite para o ano que vem e dispensam a classificação pelo QS. Os que passaram a figurar no G-10 foram o norte-americano Michael Dunphy em sétimo lugar no ranking, o australiano Wade Carmichael em oitavo, o cearense Michael Rodrigues em nono, o havaiano Dusty Payne em décimo, Charles Martin da ilha Guadalupe em 11.o e o francês Joan Duru em 12.o. Eles tiraram três brasileiros da zona de classificação, o pernambucano Ian Gouveia, o paulista Deivid Silva e o carioca Pedro Henrique, além do australiano Ryan Callinan, o taitiano Mateia Hiquily e o norte-americano Evan Geiselman.

Jeremy Flores (Foto: Sean Rowland / WSL)

Jeremy Flores (Foto: Sean Rowland / WSL)

Michael Rodrigues foi o único brasileiro a entrar no G-10 nos Estados Unidos, sem contar o novo vice-líder, Filipe Toledo. O cearense também é especialista em aéreos e as ondas de Lower Trestles estavam formando boas rampas para voar durante toda a semana. Ele também competiu no sábado decisivo do Oakley Lowers Pro e perdeu por pouco para o vice-campeão Jeremy Flores nas oitavas de final que abriram o último dia na Califórnia. O placar terminou em 16,77 a 16,50 pontos, com Michael Rodrigues dividindo o nono lugar com outros dois brasileiros, o paulista Miguel Pupo barrado pelo americano Tanner Gudauskas e o novo líder Alejo Muniz pelo havaiano Dusty Payne.

CAPITAL MUNDIAL DO SURF – Agora o Brasil se transforma na capital mundial do surf com os dois eventos mais importantes do calendário da World Surf League sendo realizados nas próximas semanas no Rio de Janeiro. O primeiro é o QS 10000 Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade, que começa na terça-feira e vai até domingo no Maracanã do Surf, como é conhecida a Praia de Itaúna pela potência das suas ondas. Depois, o Oi Rio Pro com os melhores surfistas do mundo disputando o quarto desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour entre os dias 11 e 22 de maio na Barra da Tijuca. O palco principal é nas ondas do Postinho e uma estrutura alternativa estará instalada no Meio da Barra, próximo ao Posto 6, para ser utilizada se as ondas estiverem melhores.
 

G-10 DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES 2015 – 9 etapas:

1.o: Alejo Muniz (BRA) – 11.250 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 10.000

3.o: Jack Freestone (AUS) – 9.750

4.o: Kolohe Andino (EUA) – 9.360

5.o: Jeremy Flores (FRA) – 8.400

6.o: Stu Kennedy (AUS) – 8.295

7.o: Michael Dunphy (EUA) – 7.750

8.o: Wade Carmichael (AUS) – 7.705

9.o: Michael Rodrigues (BRA) – 7.080

10.o: Dusty Payne (HAV) – 7.055

11.o: Charles Martin (GLP) – 6.360

12.o: Joan Duru (FRA) – 6.180

TERÇA FEIRA 28 DE ABRIL 2015

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SEXTA FEIRA 24 DE ABRIL 2015

MINEIRINHO DETONA E VENCE NA AUSTRÁLIA.

O paulista Adriano “Mineirinho” de Souza, 28 anos, fechou com chave de ouro o ótimo início de temporada da “seleção brasileira” no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. O novo líder do ranking mundial faturou o título do Drug Aware Margaret River Pro na sexta-feira, derrotando a sensação do surfe havaiano, John John Florence, 22 anos, com as duas únicas ondas que surfou na final disputada em boas ondas de 6-8 pés em Main Break. Mineirinho perdeu no desempate a decisão da etapa passada, em Bells Beach, para o australiano Mick Fanning, mas agora festejou sua quinta vitória na carreira por 17,53 a 16,87 pontos e vai competir com a lycra amarela de número 1 do ranking no Oi Rio Pro, a nova etapa brasileira da World Surf League no Rio de Janeiro, de 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca.

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu estou muito feliz, acabei de bater o melhor surfista do planeta!”,disse Adriano de Souza, que dedicou a vitória para o amigo Ricardo dos Santos, assassinado em janeiro na frente da sua casa na Guarda do Embaú (SC), por um policial militar que estava de folga. “Eu estava muito motivado pra vencer aqui para dedicar um título para ele (Ricardo dos Santos). Depois de chegar a final em Bells Beach e não ganhar, isso realmente me estimulou ainda mais. É uma honra colocar o meu nome nesta escadaria, junto com todos os campeões do passado aqui em Margaret River. Todas as manhãs eu via esses nomes e só desejava que o meu estivesse lá algum dia, então estou muito feliz que foi hoje”.

John John Florence era o único surfista que estava invicto em Margaret River, sem perder nenhuma bateria no campeonato. Já o brasileiro teve que disputar duas a mais, pois foi derrotado nas duas rodadas que não eram eliminatórias, a primeira pelo também havaiano Sebastian Zietz e na quarta fase pelo australiano Taj Burrow, sua primeira vítima na sexta-feira do Drug Aware Margaret River Pro. O havaiano é apontado como forte candidato ao título mundial, mas Mineirinho teve muita frieza e uma precisão cirúrgica para vencer a bateria final nas duas únicas ondas que surfou durante os 40 minutos da decisão.

O brasileiro foi paciente para escolher bem as melhores das séries nas direitas de Main Break, usando o mesmo ataque de três manobras fortes, finalizando com uma batida explosiva na junção. Na primeira recebeu nota 8,93 e na segunda 8,60 para faturar o prêmio máximo de 100.000 dólares por 17,53 a 16,87 pontos. O havaiano começou com notas 7,00 e 7,87 e ainda tirou a maior da bateria – 9,00 – usando a sua incrível variedade de manobras modernas para destruir a melhor onda da final. Com ela, John John conseguiu diminuir a vantagem do brasileiro para 8,53 pontos e ainda teve uma chance para virar o placar, mas recebeu nota 7,07 e terminou como vice-campeão, subindo da 21.a para a oitava posição no ranking liderado por Adriano de Souza.

John John Florence (Foto: Kelly Cestari / WSL)

John John Florence (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“O John John (Florence) é um dos surfistas mais talentosos que nós temos no circuito”, destacou Adriano de Souza. “Eu vinha assistindo suas baterias aqui neste evento e ele estava arrebentando. O campeonato todo deu altas ondas e foi um verdadeiro desafio. Tivemos excelentes condições em The Box que foi fantástico e em Main Break também, então estou muito feliz por poder vencer este campeonato em ondas incríveis. A corrida do título mundial está boa e agora todos vão tentar me pegar. Eu sei que preciso continuar melhorando e trabalhando duro, mas estou muito motivado para competir no Rio de Janeiro”.

A decisão do título do Drug Aware Margaret River Pro foi também um tira-teima particular entre os dois finalistas. Eles tinham se enfrentado apenas duas vezes em duelos eliminatórios na divisão de elite, ambos nas quartas de final da etapa norte-americana em Trestles, na Califórnia. O brasileiro venceu o primeiro em 2012, o havaiano deu o troco no ano passado, mas Adriano desempatou este placar para 2 a 1 com a vitória em sua segunda final consecutiva na Austrália. Mineirinho agora totaliza 24.500 pontos no ranking e os únicos que podem lhe tirar a lycra amarela da liderança no Oi Rio Pro, são o australiano Mick Fanning e o também brasileiro Filipe Toledo, que venceu a primeira etapa do ano na Gold Coast.

“Eu adoro surfar aqui em Margaret River”, disse John John Florence. “No ano passado eu perdi cedo e não tive a chance de competir em The Box, então o evento deste ano foi realmente incrível poder surfar lá e depois aqui em Main Break também para fazer vários tipos de manobras. A seção final da onda estava um pouco complicada hoje (sexta-feira), eu errei algumas finalizações, mas fiquei feliz pela minha última onda que foi realmente muito boa. Só que o Adriano (de Souza) esteve impecável, ele é muito consistente, só pegou duas ondas lá fora e em ambas tirou notas acima de 8, então mereceu a vitória”.

CINCO VITÓRIAS – Esta foi a quinta vitória de Adriano de Souza em etapas válidas pelo título mundial. Ele entrou na divisão de elite em 2006, com 19 anos de idade, já chegando as semifinais em sua primeira etapa contra os melhores do mundo na Gold Coast. Mas, a primeira vitória só veio em 2009, na extinta etapa de Mundaka, na Espanha, depois de perder as suas duas primeiras finais da carreira no WCT, para o australiano Joel Parkinson novamente na Gold Coast e para Kelly Slater na penúltima edição da etapa brasileira na Praia da Vila, em Imbituba, Santa Catarina. Quando retornou para o Rio de Janeiro em 2011, Mineirinho festejou sua segunda vitória na Barra da Tijuca lotada, derrotando o mesmo Taj Burrow que ele eliminou nas semifinais em Margaret River.

Homenagem a Ricardo dos Santos na prancha da vitória (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Homenagem a Ricardo dos Santos na prancha da vitória (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Com o título no Brasil, Adriano assumiu a liderança do ranking mundial pela primeira vez e no mesmo ano conquistou outra etapa de forma inesquecível em Portugal, contra Kelly Slater num mar clássico em Supertubos, Peniche. Ele vingou a derrota sofrida em Santa Catarina para o maior ídolo do esporte, porém também levou o troco de Taj Burrow na abertura da temporada 2012, perdendo outra decisão na Gold Coast para um australiano. Mas, em 2013 se tornou o único brasileiro a badalar o sino da vitória em Bells Beach e foi vice-campeão na etapa brasileira no Rio de Janeiro, saindo mais uma vez do Brasil como número 1 do ranking mundial após a final com o sul-africano Jordy Smith nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca.

CLÁSSICO NA SEMIFINAL – Para disputar sua segunda final consecutiva na Austrália, Adriano teve que vencer um confronto que já virou um clássico no circuito mundial contra o veterano Taj Burrow, 36 anos, que é local de Margaret River e competia em casa. O australiano já mostrou o seu conhecimento do pico logo na primeira onda que pegou, começando com nota 7,5 na única esquerda surfada na sexta-feira em Main Break. Mineirinho entrou na briga depois de acertar duas manobras potentes numa boa direita para tirar nota 6,60 e na seguinte recebeu 7,03 para assumir a ponta. Taj fica precisando de 6,13 pontos e a bateria foi decidida nas últimas ondas surfadas nos minutos finais. A do brasileiro foi melhor, valeu 6,63 e não entrou mais onda para o australiano tentar a virada no placar encerrado em 13,66 a 13,27 pontos.

OI RIO PRO – Agora todas as atenções ficam voltadas para o Brasil, que vai sediar a próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nos dias 11 a 22 de maio no Rio de Janeiro. Adriano de Souza vai usar a lycra amarela de número 1 do ranking mundial pela primeira vez no Oi Rio Pro apresentado pela Corona. Além do novo patrocinador, outra novidade da etapa brasileira esse ano é uma estrutura alternativa na praia de São Conrado, mas o palco principal continua sendo nas ondas do Postinho, no início da Barra da Tijuca. Será a primeira vez que o evento acontece com um brasileiro como campeão mundial, Gabriel Medina, além de Adriano de Souza estar liderando o ranking com Filipe Toledo em terceiro lugar.

O defensor do título, Gabriel Medina, não começou bem a temporada e chega no Brasil em 16.o lugar na classificação geral das três etapas da Austrália. O também paulista Miguel Pupo foi até as semifinais na Gold Coast como Mineirinho e ocupa a 12.a posição. Os outros integrantes da “seleção brasileira” são os potiguares Jadson André e Italo Ferreira, que dividem o 17.o lugar com o australiano Matt Wilkinson e o irlandês Glenn Hall, além do paulista Wiggolly Dantas, que está empatado em 21.o com o taitiano Michel Bourez e o australiano Bede Durbidge.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeão: Adriano de Souza (BRA) por 17,53 pontos (notas 8,93+8,60) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: John John Florence (HAV) com 16,87 pontos (9,00+7,87) – US$ 40.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 NO  RANKING DA WORLD SURF LEAGUE – após as 3 etapas na Austrália:

1.o: Adriano de Souza (BRA) – 24.500 pontos

2.o: Mick Fanning (AUS) – 16.950

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 15.700

4.o: Julian Wilson (AUS) – 14.950

5.o: Nat Young (EUA) – 14.750

6.o: Taj Burrow (AUS) – 13.450

7.o: Josh Kerr (AUS) – 12.250

8.o: John John Florence (HAV) – 11.500

9.o: Kelly Slater (EUA) – 10.950

9.o: Jordy Smith (AFR) – 10.950

9.o: Owen Wright (AUS) – 10.950

12.o: Miguel Pupo (BRA) – 8.750

13.o: Jeremy Flores (FRA) – 8.500

14.o: Joel Parkinson (AUS) – 7.500

14.o: Sebastian Zietz (HAV) – 7.500

16.o: Gabriel Medina (BRA) – 7.450

17.o: Jadson André (BRA) – 6.250

17.o: Matt Wilkinson (AUS) – 6.250

17.o: Glenn Hall (IRL) – 6.250

17.o: Italo Ferreira (BRA) – 6.250

21.o: Michel Bourez (TAH) – 6.200

21.o: Bede Durbidge (AUS) – 6.200

21.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 6.200

TERÇA FEIRA 21 DE ABRIL 2015

COURTNEY VENCE CARISSA NA AUSTRÁLIA.

A norte-americana Courtney Conlogue, 22 anos, acabou com a invencibilidade da havaiana Carissa Moore, 22, no último desafio da “perna australiana” do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. Já as semifinais masculinas, com Adriano de Souza na segunda bateria contra Taj Burrow, foram adiadas para as 7h00 da quinta-feira na Austrália, 20h00 da quarta-feira pelo fuso horário de Brasília. Só as meninas competiram nas ondas de 6-8 pés da quarta-feira em Main Break e a decisão do título foi um tira-teima entre as duas bicampeãs das quatro últimas edições do evento de Margaret River. Apesar da derrota, Carissa Moore continua em primeiro no ranking e vai defender a liderança no Oi Rio Women´s Pro, a nova etapa brasileira da World Surf League nos dias 11 a 22 de maio no Rio de Janeiro.

Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“É simplesmente fenomenal tudo isso”, disse Courtney Conlogue. “A Carissa (Moore) está numa fase brilhante e eu estava pensando que talvez eu poderia ganhar dela nessas condições de mar. Eu tive um início um pouco complicado neste evento, estava me sentindo fora de ritmo. Nos dias de folga, procurei surfar bastante e peguei um monte de ondas, então acho que isso me deixou mais empolgada e confiante para competir hoje (quarta-feira). Não vieram muitas ondas na final, mas eu consegui achar duas muito boas e estou muito feliz pela vitória”.

A quarta-feira foi mais um dia com ótimas condições em Main Break, principalmente as direitas perfeitas de mais de 2 metros de altura para as meninas darem um show de coragem com grandes manobras em Margaret River. Courtney Conlogue venceu esta etapa quando era válida pelo Qualifying Series em 2011 e 2012. No ano seguinte ela entrou no calendário principal do WSL Women´s Tour e Carissa Moore igualou o bicampeonato da norte-americana em 2013 e 2014. As duas fizeram grandes apresentações para chegaram em mais uma final, mas a bateria acabou marcada por longas calmarias, com poucas ondas boas entrando justamente na decisão do título.

A americana largou na frente com notas 5,33 e 6,67, mas Carissa já respondeu com um 8,5 em sua primeira onda. A havaiana ficou a maioria do tempo com a prioridade de escolha da próxima onda, só que a Courtney foi quem pegou uma muito boa para ela atacar com fortes manobras e ganhar nota 8,43 dos juízes. A defensora do título continuou esperando e só conseguiu surfar mais uma, porém era fraca e rendeu apenas 4,63 pontos. Já a norte-americana achou outra direita da série que abriu o paredão para ela sacramentar a vitória com nota 8,5, faturando o prêmio máximo de 60 mil dólares por 16,93 a 13,13 pontos.

Courtney Conlogue e Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Courtney Conlogue e Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Com os 10.000 pontos da vitória, Courtney Conlogue assumiu a vice-liderança no ranking, sendo a única ameaça à primeira posição da Carissa Moore no Oi Rio Women´s Pro. Mas, para a norte-americana só interessa a vitória na etapa brasileira da World Surf League e a havaiana não poderá alcançar as quartas de final, ou seja, não vencer duas baterias nas ondas do Rio de Janeiro. Esta foi a terceira vitória da norte-americana desde que entrou na elite das top-17 que disputam o título mundial em 2011. A última tinha sido na Nova Zelândia em 2013. No ano passado, ela sofreu uma contusão em Bells Beach e não competiu no Brasil, ficando de fora ainda nas duas etapas seguintes, em Fiji e em Huntington Beach, nos Estados Unidos.

“Estou me sentindo muito bem, vendo que o trabalho duro que venho fazendo está começando a dar frutos”,falou Conlogue. “Foram muitas horas e muitos dias treinando para buscar o topo do ranking e meu objetivo é ficar entre as três primeiras esse ano. Todas as meninas estão surfando de forma incrível e você tem que estar bem preparada para competir com elas. Eu estou muito emocionada por ter a oportunidade de surfar aqui em Margaret River nestas condições incríveis e quero agradecer todos que me apoiaram para eu estar aqui hoje”.

Courtney Conlogue começou a quarta-feira decisiva do Drug Aware Margaret River Pro despachando a vice-campeã desta etapa nos dois últimos anos, a australiana Tyler Wright, 21 anos. Mas o seu melhor momento foi na semifinal contra Malia Manuel, 21, a mesma havaiana que ela enfrentou na decisão do seu bicampeonato em 2012. Nesta bateria ela surfou grandes ondas, já iniciando com nota 9,00 na primeira onda, depois 7,00 na segunda, 6,87 na terceira, 8,00 na quarta e 8,53 na quinta para fechar o maior placar do último dia em 17,53 pontos. Malia Manuel também achou boas ondas para tirar notas 8,77 e 7,10 e somar 15,87 pontos, superando o resultado da primeira semifinal.

O duelo que já virou um clássico desta talentosa nova geração do WCT feminino, entre Carissa Moore e a australiana Sally Fitzgibbons, 24 anos, foi o mais acirrado da quarta-feira e definido por uma pequena diferença. A havaiana achou uma onda fantástica para manobrar forte e arrancar a maior nota do dia, 9,33, que acabou decidindo a vitória por 14,73 a 14,27 pontos. Na quarta de final havaiana contra a sensação da temporada, Tatiana Weston-Webb, 18 anos, Carissa também pegou boas ondas para vencer por 17,37 a 9,07 pontos, somando notas 8,70 e 8,67. Com duas vitórias e um vice-campeonato, a havaiana lidera a corrida pelo seu terceiro título mundial com 28.000 pontos, contra 21.700 da nova vice-líder, Courtney Conlogue.

Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Estou muito feliz por conseguir mais um bom resultado”, disse Carissa Moore. “As ondas estavam muito boas hoje (quarta-feira) e a Courtney (Conlogue) fez um trabalho incrível e mereceu a vitória na final. Ela é uma trabalhadora, treina bastante e estou feliz por ela ter vencido também. Esta perna australiana foi incrível para mim e estou muito animada para voltar para casa com três bons resultados. Obrigado a todos que fizeram este evento, nós meninas pudemos competir em ótimas condições durante todo o campeonato e foi ótimo isso”.

A hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, 27 anos, que defende o título mundial e foi finalista nas duas primeiras etapas vencidas por Carissa Moore, contundiu o joelho em Margaret River e é dúvida para o Oi Rio Pro. Ela agora é a terceira colocada no ranking com 19.300 pontos, seguida pelas também australianas Tyler Wright com 16.900 e Sally Fitzgibbons com 16.300 pontos. A única sul-americana no seleto grupo das 17 melhores surfistas do mundo é a brasileira Silvana Lima, 30 anos, que tirou as duas únicas notas 10 do ano entre as meninas na Austrália e divide a nona colocação com a havaiana Coco Ho, 23 anos.
 

FINAL FEMININA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeã: Courtney Conlogue (EUA) por 16,93 pontos (8,50+8,43) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 13,13 (notas 8,50+4,63) – US$ 25.000 e 8.000 pontos
 

TOP-10 NO RANKING DA WORLD SURF LEAGUE WOMEN´S TOUR 2015 – 3 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 28.000 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 21.700

3.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 19.300

4.a: Tyler Wright (AUS) – 16.900

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 16.300

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 15.600

7.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 15.000

8.a: Malia Manuel (HAV) – 13.450

9.a: Coco Ho (HAV) – 11.800

9.a: Silvana Lima (BRA) – 11.800

 
Sábado 18 de abril 2015

MINEIRINHO DETONA SLATER E ASSUME A
LIDERANÇA DA LIGA MUNDIAL.


O paulista Adriano “Mineirinho” de Souza, 28 anos, vai competir com a lycra amarela de número 1 do ranking mundial no Oi Rio Pro, a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, nos dias 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A liderança foi confirmada em grande estilo, com a classificação para as semifinais do Drug Aware Margaret River Pro derrotando Kelly Slater, 43, na última bateria do sábado de grandes ondas de 8-12 pés em Main Break. Mineirinho já atingiu imbatíveis 21.000 pontos no ranking e vai disputar a segunda vaga para a grande final contra o surfista local de Margaret River, Taj Burrow, 36. A primeira será entre o havaiano John John Florence, 22, e o norte-americano Nat Young, 23 anos.

Adriano de Souza encarando as morras em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Adriano de Souza encarando as morras em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu fiquei realmente aliviado quando vi entrando aquela onda enorme, porque eu sabia que o Kelly (Slater) não estava bem posicionado para ela, mas foi muito difícil”, disse Adriano de Souza, sobre a onda que tirou sua maior nota na bateria, 8,90. “Estou muito feliz pelo que aconteceu nesta competição até agora. Tem sido maravilhoso surfar Main Break e The Box com ondas enormes assim e principalmente ter sobrevivido nestas condições realmente desafiadoras. Agora quero recarregar as energias para vir focado de novo para as semifinais, pois vou competir contra um local, que é o Taj Burrow, que vem surfando muito bem e é sempre um adversário difícil de bater”.

O maior ídolo do esporte em todos os tempos abriu a bateria contra Adriano já tentando um tubaço numa direita monstruosa que fechou, felizmente para o brasileiro. Mineirinho demorou um pouco para pegar sua primeira onda, mas escolheu bem e ela abriu para ele desferir três manobras potentes que valeram nota 6,83. Slater tentou dar o troco, mas errou de novo na escolha, enquanto Mineirinho respondia com outra onda melhor ainda que a primeira para fazer grandes manobras e arrancar nota 8,90 dos juízes. O onze vezes campeão mundial ainda fez três tentativas sem sucesso, chegando até a quebrar sua prancha numa queda terrível em uma onda gigante. Slater só conseguiu surfar mesmo a última onda que pegou e valeu nota 7,13 para sair da “combination”, que no surfe é como ganhar de goleada no futebol, quando o adversário precisa de mais de 10 pontos para reverter o resultado que foi encerrado em 15,73 a 9,96 pontos.

Adriano de Souza realmente aprendeu a ganhar baterias de Kelly Slater nos últimos anos. Esta foi a 22.a vez que eles se enfrentaram em etapas do WCT desde 2004 e o brasileiro ganhou nove das dez últimas que disputaram. No começo, foi o norte-americano quem venceu nove seguidas, até Adriano conseguir a sua primeira em 2009, nas semifinais da extinta prova de Mundaka, na Espanha. No ano seguinte, Slater venceu mais duas, porém de 2011 até o sábado em Margaret River, só dá Mineirinho. Uma das mais marcantes para o brasileiro foi na decisão do título do Rip Curl Pro Peniche de 2011 em Portugal, com um mar clássico em Supertubos. O placar entre eles agora está em 12 a 10, ainda a favor de Kelly Slater.

Diferente dos outros dias, em que a competição iniciava em The Box, no sábado a quarta fase do Drug Aware Margaret River Pro já começou em Main Break, que bombava séries perfeitas de mais de 3 metros de altura, formando lindos tubos e paredes limpas para grandes manobras dos melhores surfistas do mundo. Adriano de Souza precisou enfrentar as difíceis condições do mar três vezes, pois perdeu a primeira chance de classificação para as quartas de final para o mesmo Taj Burrow que vai voltar a enfrentar nas semifinais. O australiano mostrou todo o seu grande conhecimento do pico para vencer esta bateria e também a quarta de final contra o único surfista que ainda tinha chance matemática de tirar a liderança do ranking do brasileiro, Julian Wilson.

O local de Margaret River, Taj Burrow (Foto: Kelly Cestari / WSL)

O local de Margaret River, Taj Burrow (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“Estou muito contente por estar nas semifinais deste evento e principalmente porque está dando altas ondas”,disse Taj Burrow. “Fico muito orgulhoso por isso, pois deu grandes ondas todos os dias aqui em Main Break e em The Box, então ver todos esses caras dando um show parece irreal para mim. Eu não sinto qualquer pressão por ser local daqui, pelo contrário, eu só quero entrar lá para surfar boas ondas e me divertir, pois assim os resultados vêm na sequência, como uma espécie de bônus”.

Julian competiu com Taj e Mineirinho na primeira rodada classificatória para as quartas de final que abriu o sábado de cenário perfeito em Margaret River, com Sol, céu azul, praia lotada e mar clássico, com direitas e esquerdas adrenalizantes rolando durante todo o dia. Antes de perder para Burrow, Wilson tinha vencido uma bateria espetacular em outro duelo australiano com Owen Wright por incríveis 19,06 pontos de 20 possíveis.

Foi o maior placar do dia e só não superou os 19,50 da nota 10 de Kelly Slater na sexta-feira também em Main Break. A única chance de Julian Wilson tirar a ponta do ranking de Adriano de Souza era vencer o Drug Aware Margaret River Pro, mas parou nas quartas de final. Assim como contra Slater, Mineirinho competiu muito bem na quinta fase, despachando o vice-campeão desta etapa no ano passado, Josh Kerr, por 14,83 a 10,66 pontos.

QUARTAS DE FINAL – As quartas de final foram iniciadas logo após esta bateria, com o havaiano John John Florence barrando a grande surpresa do evento, o surfista local Jay Davies, que já havia eliminado dois campeões mundiais, o atual Gabriel Medina e Mick Fanning, que perdeu a liderança do ranking com esta derrota na terceira fase. Os dois deram um show nas ondas e John John garantiu a primeira classificação para as semifinais por 17,87 a 13,84 pontos. O adversário do havaiano será o californiano Nat Young, que no duelo seguinte parou o defensor do título do Drug Aware Margaret River Pro, o taitiano Michel Bourez, por 14,60 a 11,23. Depois, Taj Burrow surfou de forma impressionante para derrotar Julian Wilson por 16,27 a 13,67 antes de Adriano de Souza e Kelly Slater disputarem o último confronto do dia.

FEMININO ADIADO – Depois de fecharem a sexta-feira igualmente de grandes ondas em Main Break, as meninas não competiram no sábado. As seis primeiras colocadas no ranking confirmaram o favoritismo e venceram suas baterias, avançando direto para a terceira fase do Drug Aware Women´s Margaret River Pro. A brasileira Silvana Lima perdeu o penúltimo confronto do dia para a australiana Tyler Wright, que fez o maior placar das meninas, 16,74 pontos. A cearense agora vai enfrentar a havaiana Alessa Quizon na primeira rodada eliminatória da competição feminina para tentar avançar para a terceira fase.

SEXTA FEIRA 17 DE ABRIL 2015

SOBRARAM 12, BRASIL FICA SÓ COM 01

O Brasil já recuperou a primeira posição no ranking mundial com Adriano de Souza, após a sua vitória sobre o neozelandês Ricardo Christie e a eliminação do ex-líder Mick Fanning para o surfista local, Jay Davies, na terceira fase do Drug Aware Margaret River Pro na Austrália. Mineirinho conquistou a única vitória entre os quatro brasileiros que competiram nas grandes ondas de 8-12 pés da sexta-feira em The Box e depois em Main Break. O também paulista Miguel Pupo perdeu para o americano Nat Young em The Box e os potiguares Jadson André e Italo Ferreira foram derrotados em Main Break pelos australianos Owen Wright e Josh Kerr, respectivamente, com os três ficando em 13.o lugar na última etapa da perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.

Adriano agora tem duas chances de classificação para as quartas de final e confirma o primeiro lugar no ranking se avançar para as semifinais em Margaret River. O único que pode impedir que Mineirinho participe da etapa brasileira do WCT, nos dias 11 a 22 de maio no Rio de Janeiro, com a lycra amarela de número 1 do mundo é Julian Wilson. Mas, para isso, o australiano tem que vencer o Drug Aware Margaret River Pro e Adriano de Souza não passar das quartas de final. A sexta-feira foi mais um dia de mar difícil e ondas desafiadoras tanto em The Box como em Main Break, onde Kelly Slater deu um verdadeiro espetáculo na última bateria do dia, ganhando nota 10 num tubaço e estabelecendo um novo recorde de 19,50 pontos para o campeonato.

Adriano de Souza vencendo sua terceira bateria em The Box (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza vencendo sua terceira bateria em The Box (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Já Adriano de Souza competiu no penúltimo duelo do dia em The Box, quando o mar já apresentava grandes intervalos entre as séries e poucas ondas entravam abrindo os tubos. Mesmo assim, Mineirinho achou um muito bom no começo para largar na frente com nota 7,83 que praticamente definiu sua vitória sobre o algoz do ex-líder do ranking, Filipe Toledo, o neozelandês Ricardo Christie. O placar foi encerrado em 9,60 a 4,37 pontos e o da vitória de Julian Wilson sobre o também australiano Adrian Buchan foi menor ainda, 7,50 a 6,77, com a comissão técnica decidindo parar a competição em The Box e mudar para Main Break.

“As condições estão muito difíceis, assustadoras até, mas estou muito feliz por ter a oportunidade de competir três vezes já neste lugar incrível que é The Box”, disse Adriano de Souza. Sobre ter assumido a liderança do ranking, Mineirinho respondeu não estar preocupado com isso no momento: “É muito cedo ainda, o circuito está só começando e meu foco mesmo é surfar bem cada onda, cada bateria, cada evento, procurando fazer o meu melhor e ainda tenho muito o que fazer aqui. Depois sim vamos ver como vai ficar, mas prefiro manter o meu foco como venho fazendo até agora”.

E o primeiro confronto direto pela liderança do ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour já vai acontecer na próxima bateria de Adriano de Souza em Margaret River. O único que pode ultrapassa-lo é Julian Wilson, que será um dos seus adversários na disputa pela terceira vaga direta para as quartas de final na quarta rodada do Drug Aware Margaret River Pro, que vai abrir o sábado nas direitas de The Box. Outro australiano completa esta bateria, Taj Burrow, que é local de Margaret River como o vencedor da triagem, Jay Davies, que já despachou o atual campeão mundial Gabriel Medina na quinta-feira e o tricampeão Mick Fanning, que defendia a ponta do ranking na sexta-feira.

Além de Mick Fanning, outro medalhão do surfe australiano também ficou em 13.o lugar ao perder na terceira fase, o também campeão mundial Joel Parkinson. O havaiano Sebastian Zietz conseguiu uma melhor sintonia com as séries em The Box para surfar bons tubos e vencer a bateria por 14,30 a 7,50 pontos, enquanto Fanning foi eliminado por Jay Davies por 16,83 a 13,90. Entre estas duas baterias o Brasil estreou na sexta-feira e Miguel Pupo conseguiria a classificação se saísse do último tubo que surfou contra o norte-americano Nat Young, que levou a melhor por uma pequena diferença de 13,50 a 12,37 pontos.

Os outros dois brasileiros, ambos do Rio Grande do Norte, competiram em Main Break, que bombava séries mais constantes de 10-12 pés, com as direitas apresentando bons tubos e paredes gigantes para grandes manobras. Italo Ferreira surfou bem e segurou a classificação até o último minuto com as notas 5,83 e 7,83 das duas únicas ondas que pegou contra o vice-campeão desta etapa no ano passado, Josh Kerr. O potiguar de Baía Formosa tinha a prioridade de escolha e uma vantagem de 6,84 pontos, então passou a marcar de perto o australiano. Só que ele escapou remando forte para uma onda que formou um lindo tubo para Josh Kerr ganhar uma nota 7,67 e virar o placar para 13,66 a 11,50 pontos.

Italo Ferreira em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Italo Ferreira em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

No duelo seguinte, o dono da única nota 10 até ali, Owen Wright, foi mais uma vez impecável e começou forte atacando uma direita para largar na frente com nota 8,5. Jadson André também foi bem na sua primeira onda que valeu nota 7,17, mas depois quebrou sua prancha, teve que sair do mar para pegar outra e perdeu um pouco a sintonia com o mar. Seu oponente ainda surfou mais uma onda muito bem para praticamente garantir a vitória com nota 7,83, totalizando 16,33 pontos contra 12,50 do surfista da praia de Ponta Negra, em Natal. Os dois potiguares terminaram em 13.o lugar como Miguel Pupo e marcaram 1.750 pontos no ranking, com cada um recebendo 10.500 dólares de prêmio.

SPEED RANKING – Com os resultados da sexta-feira atualizados no ranking, Miguel Pupo caiu do oitavo para o décimo lugar, mas Jadson André e Italo Ferreira permanecem empatados na 17.a posição com o australiano Matt Wilkinson e o irlandês Glenn Hall. Já o campeão mundial Gabriel Medina, que não venceu nenhuma bateria em Margaret River, despencou da nona para a 16.a colocação. Os três ainda podem ser ultrapassados pelo defensor do título do Drug Aware Margaret River Pro, Michel Bourez, do Taiti, e pelo convidado desta etapa, Jay Davies.

Estes dois também ameaçam tirar o paulista Wiggolly Dantas do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 do WCT para a próxima temporada. Guigui é um dos estreantes deste ano no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour e começou muito bem chegando as quartas de final da primeira etapa na Gold Coast. Mas, depois não passou nenhuma bateria em Bells Beach e nem em Margaret River, onde foi barrado pela outra novidade da “seleção brasileira”, o potiguar Italo Ferreira.

Na parte de cima da tabela, Adriano de Souza já aparece encabeçando a classificação geral, ultrapassando os dois surfistas que dividiam a liderança do ranking com a sua passagem para a quarta fase do Drug Aware Margaret River Pro. O primeiro a cair foi Filipe Toledo, que no dia que completava 20 anos de idade acabou eliminado pelo neozelandês Ricardo Christie na segunda fase. Já Mick Fanning parou na grande surpresa do evento, Jay Davies, que usou todo o seu conhecimento do pico em The Box para liquidar os dois melhores surfistas do mundo no ano passado.

FEMININO INICIADO – Depois da terceira fase masculina, ainda na tarde da sexta-feira foi iniciada a etapa feminina do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em Margaret River. As meninas estavam ansiosas para competir em ondas tão grandes em Main Break, com mais de 2,5 metros de altura, mas as condições estavam boas para as meninas. As primeiras vitórias foram conquistadas pela norte-americana Lakey Peterson, a australiana Sally Fitzgibbons e pela líder do ranking mundial, Carissa Moore, havaiana que venceu as duas primeiras etapas da temporada e defende o título de campeã em Margaret River conquistado no ano passado.


QUARTA FEIRA 15 DE ABRIL 2015

ÍTALO , JADSON E MINEIRINHO AVANÇAM AO ROUND 03.


Jadson André numa bomba

Dia de muitas perdas brasileiras na Austrália com a eliminação do líder do mundial Filipe Toledo
do Campeão Mundial Gabriel Medina e do novato Wigglloy Dantas, esse eliminado pelo potiguar
Ítalo Ferreira numa bateria muito disputada. Agora o Brasil chega ao round 03 com 04 atletas
que vão com tudo em busca do título da etapa 03 da WSL. O mar esta bombando e a sessão em
THE BOX estão espetaculares exigindo muita disposição dos surfistas.


TERÇA FEIRA 14 DE ABRIL 2015

MIGUEL PUPO SALVA A PÁTRIA E AVANÇA AO ROUND 03



Miguel Pupo escolheu bem as ondas no mar difícil de Main Break e botou pra baixo nas morras de
10-12 pés para conquistar a primeira vitória brasileira no Drug Aware Margaret River Pro, derrotando
o número 1 do ranking e grande amigo, Filipe Toledo, e Glenn Hall, que ainda tem uma segunda
chance de classificação para a terceira fase em M-River:

Dos oito atletas brasileiros, sete foram para a repescagem, com isso teremos duas baterias com
enfrentamento verde-amarelo, 
Adriano de Souza enfrenta Alejo Muniz na bateria 02 e Italo Ferreira 
vai enfrentar 
Wiggolly Dantas na bateria 10. É a repescagem cruel quem perder já arruma a
mala de volta para o Brasil.


SÁBADO 11 DE ABRIL 2015

PORTO FUNCIONA NO SÁBADO.



Fernanda Casoti no ataque

Nesse sábado o Surf funcionou na maior cidade cidade do estado, Porto de Galinhas. de manhã na Vala do Lobo e no final da tarde
no Marupiara. Maracaipe tava beiral e sem condição de ondas, a coisa boa foi o peixe no Bar do 
Marcão de Maracaípe que é sempre
especial. Depois do almoço aquele papo na fabrica do Shaper 
Ricardo Marroquim Jr para colocar as novidades em dia e curtir o
final de tarde no pico do Marupiara foi a pedida da trip.

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DO SÁBADO


SEXTA 10 DE ABRIL 2015

CARISSA MOORE MANDA NA AUSTRÁLIA

A havaiana Carissa Moore, 22 anos, manteve o seu reinado nas direitas de Bells Beach, conquistando um inédito tricampeonato consecutivo no Rip Curl Women´s Pro na reedição da final da primeira etapa na Gold Coast, onde também derrotou a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, 27. O próximo desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour é em Margaret River, com Carissa Moore também defendendo o título de campeã na última prova da “perna australiana”, antes da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro, nos dias 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca.

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Na sexta-feira em Bells Beach, o grande intervalo entre as séries continuou como no dia anterior para os homens e as finalistas só surfaram as duas ondas que são computadas no resultado das baterias. A campeã somou notas 8,00 e 6,00, contra 8,77 e 4,50 de Gilmore, para badalar o sino do troféu da vitória em Bells pelo terceiro ano seguido. A havaiana lidera o ranking das duas primeiras etapas da temporada 2015 com 100% de aproveitamento e faturou mais um prêmio máximo de 60 mil dólares para a categoria feminina.

“É uma grande honra vencer este evento de novo, eu adoro vir aqui para Bells, é um lugar mágico”, disse Carissa Moore. “Tem sido uma experiência maravilhosa e superemocionante para mim. É um grande desafio para conseguir uma vitória, pois estamos competindo contra as melhores do mundo, então você tem que estar sempre em forma para permanecer no topo”.

A havaiana está invicta desde a última etapa do ano passado em Maui, no Havaí, completando agora a terceira vitória consecutiva. Ela ainda desempatou o placar do confronto com Steph Gilmore em baterias no WCT que estava em 10 a 10. Na sexta-feira, Carissa primeiro derrotou a francesa Johanne Defay, 21 anos, por 16,37 a 8,23 pontos no segundo duelo do dia. Depois, fez uma semifinal de bicampeãs do Rip Curl Women´s Pro contra Sally Fitzgibbons, 24, vencedora desta etapa em 2011 e 2012, antes da havaiana iniciar seu reinado em Bells Beach. Carissa avançou para mais uma decisão superando a australiana por 15,50 a 13,40 pontos.

“Eu estou amarradona e só quero curtir este meu momento aqui”, disse Carissa Moore, quando questionada sobre o título mundial. “O ano é longo ainda, só tivemos duas etapas até agora, todas as meninas estão surfando muito bem e elas querem isso também. Todas vão estar surfando o seu melhor e eu só quero viver cada momento. Estou muito feliz por estar aqui e obrigado a todos vocês que vieram a praia hoje (sexta-feira) assistir o campeonato”.

A campeã Carissa Moore e Stephanie Gilmore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

A campeã Carissa Moore e Stephanie Gilmore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Stephanie Gilmore também passou por duas batalhas para fazer sua segunda final consecutiva no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. A primeira foi contra a vice-campeã mundial do ano passado, Tyler Wright, 21 anos, que ela venceu por15,34 a 13,77 pontos. Depois derrotou a norte-americana Courtney Conlogue, 22, na bateria mais disputada do dia. A segunda vaga na grande final foi definida por menos de meio ponto de diferença no placar encerrado em 16,50 a 16,23 pontos.

DECISÃO DO TÍTULO – A australiana começou a decisão do título com uma onda sem tanto potencial que só rendeu 4,50 pontos, mas depois conseguiu a maior nota – 8,77 – da bateria com seu surfe suave de manobras bem definidas. A havaiana teve um início melhor com nota 6,0 e em sua segunda e última onda ganhou 8,0 dos juízes com uma série de manobras executadas com pressão e velocidade para fechar o placar em 14,00 a 13,27 pontos. Gilmore também tem três vitórias em Bells Beach, mas não consecutivas como Carissa conseguiu pela primeira vez na categoria feminina. As duas primeiras foram nos anos de 2007 e 2008 em duas finais com a peruana Sofia Mulanovich e a outra em 2010.

“Cada ano fica mais difícil de ganhar estes eventos com o nível das meninas que estão no circuito”, disse Stephanie Gilmore. “Isto é o resultado de tanto trabalho e tempo que todas têm dedicado para o surfe e estou muito orgulhosa de fazer mais uma final. A Carissa (Moore) é sempre uma adversária difícil de bater. Tivemos grandes batalhas pelo título mundial nos últimos anos e cada bateria com ela é muito difícil. Eu amo este evento, adoro competir aqui e vou continuar tentando tocar este sino de novo, quem sabe no próximo ano”.

BRASIL NOTA 10 – Entre os destaques neste início de temporada está a brasileira Silvana Lima, 30 anos, que retorna ao grupo das top-17 do WCT depois de 1 ano fora. A volta foi triunfal, pois ela foi a única surfista a receber nota 10 dos juízes esse ano e conseguiu isso duas vezes, uma em cada etapa. A primeira foi com um aéreo perfeito em Snapper Rocks, na Gold Coast, manobra que poucas meninas arriscam nas baterias. E a outra foi na primeira fase em Bells Beach, mas a cearense ainda não conseguiu passar das quartas de final e divide o oitavo lugar no ranking com a havaiana Coco Ho, 23 anos.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

Campeã: Carissa Moore (HAV) por 14.00 pontos (notas 8.00+6.00) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 13,27 (8.77+4.50) – US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 16.250 de prêmio:

1.a: Carissa Moore (HAV) 15.50 x 13.40 Sally Fitzgibbons (AUS)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.50 x 16.23 Courtney Conlogue (EUA)
 

TOP-10 NO RANKING DO DO WCT FEMININO – 2 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 20.000 pontos

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 16.000

3.a: Tyler Wright (AUS) – 11.700

3.a: Courtney Conlogue (EUA) – 11.700

5.a: Lakey Peterson (EUA) – 10.400

6.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 9.800

6.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 9.800

8.a: Coco Ho (HAV) – 8.500

8.a: Silvana Lima (BRA) – 8.500

10.a: Malia Manuel (HAV) – 6.950

10.a: Johanne Defay (FRA) – 6.950


QUARTA FEIRA 08 DE ABRIL 2015

MICK FANNING VENCE, MINEIRINHO É SEGUNDO.

Uma decisão entre os dois últimos vencedores do Rip Curl Pro Bells Beach fechou a 54.a edição da etapa mais tradicional do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. E a segunda vitória de Adriano de Souza escapou por 1 centésimo na nota que acabou só empatando em 15,16 pontos a final contra o defensor do título, Mick Fanning. O bicampeonato do australiano foi confirmado pela nota 8,17 da sua melhor onda, contra a 7,77 que o brasileiro recebeu quando precisava de 7,78 para repetir sua vitória de 2013. Mineirinho começou a quinta-feira vencendo o campeão mundial Gabriel Medina e com a vitória assumiria a liderança isolada do ranking, que passa a ser dividida por Filipe Toledo e Mick Fanning.

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Esta foi a quarta vez que o australiano badala o sino do troféu do Rip Curl Pro Bells Beach, igualando o número de títulos dos também campeões mundiais Kelly Slater e Mark Richards. O primeiro foi competindo como convidado em 2001 e depois repetiu o feito já como top da elite em 2012 e 2014. Em 2013 o campeão foi Adriano de Souza, que levou o Brasil ao alto do pódio repetindo o feito da cearense Silvana Lima no feminino em 2009. Mick Fanning também igualou outro número histórico com o igualmente tricampeão mundial Andy Irons, já falecido, completando vinte vitórias em etapas do WCT.

“Eu nunca me imaginei estar em uma categoria com o MR (Mark Richards), o Kelly Slater e o Andy Irons. Esses caras são meus heróis. O MR é um deus, o Kelly é um rei e o Andy é para sempre. Isto é incrível para mim”, disse Mick Fanning. “Bells é um lugar especial para mim, eu vinha aqui assistir esse campeonato desde criança e o apoio da multidão aqui é sempre fantástico. Toda vez que eu remo lá pra fora só quero fazer o meu melhor, mas é um evento muito difícil”.

A matemática acabou definindo o campeão em Bells Beach esse ano. O curioso é que dos cinco juízes, três deram nota 7,80, ou seja, analisando que a onda de Adriano de Souza valia a vitória no Rip Curl Pro. Mas, os outros dois acharam que ele chegou perto e deram 7,70 e 7,50. Como a menor e a maior nota são cortadas, a soma das outras (7,80+7,80+7,70=23,30) dividida por três resultou em 7,77 e ele precisava de 7,78. Com isso, Mineirinho apenas igualou os 15,27 pontos de Mick Fanning e a decisão ficou para a maior nota de cada um. O australiano só surfou duas ondas durante os 35 minutos da bateria e uma delas foi a melhor da final, 8,17, enquanto o brasileiro pegou seis e tirou quatro notas na casa dos 7 pontos.

“Hoje (quinta-feira) foi a primeira vez que uma final do WCT terminou empatada, o que é muito radical”, destacou Mick Fanning. “Como a vitória veio para mim, eu sei como foi doloroso para o Adriano (de Souza). Ele é um dos melhores surfistas do circuito, treina muito e bota o seu coração em tudo. Ele é o mais velho integrante do ‘Braziliam Storm’ e faz um trabalho impecável a frente deles”.

O grande intervalo entre as séries foi o fator negativo na quinta-feira de boas ondas de 5-7 pés no Bowl de Bells. A decisão do título só começou depois de 6 minutos, com Adriano de Souza pegando uma onda fraca. Mick Fanning ficou com a prioridade de escolha da próxima, mas deixou passar uma que abriu toda para Mineirinho mandar uma série de manobras potentes com velocidade para tirar nota 6,33. Já passava da metade da bateria quando o australiano pegou a sua primeira e errou a primeira manobra. O brasileiro veio na de trás que abriu para ele fazer outra sequência de manobras aproveitando qualquer espaço na parede de uma boa direita para abrir vantagem com nota 7,50.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Mas, logo Fanning pega uma boa onda e vai estendendo o limite das manobras, invertendo a direção da prancha, surfando com pressão para entrar na briga com nota 8,17. Mineiro dá o troco em seguida sem desperdiçar nenhuma chance de manobrar no crítico da onda e recebe 7,47. As séries ficaram mais constantes e Mick pega outra boa para conseguir os 6,80 pontos que lhe daria a liderança na bateria e os juízes dão nota 7,10. Com isso, Mineirinho passa a precisar de 7,78 nos 8 minutos finais da bateria e ele lutou muito pela vitória. Chegou perto da virada arriscando tudo em duas manobras muito fortes no outside, seguiu fazendo grandes rasgadas abrindo leques de água e finalizando com uma batida explosiva na junção, mas a nota saiu 7,77 e tinha que ser 7,78 no mínimo.

A diferença baixou para 7,51 pontos e o guerreiro Adriano de Souza ainda pegou outra onda há 3 minutos do fim que abriu a parede para ele ir manobrando forte, lincando uma na outra com velocidade, porém a nota foi 7,00 e o resultado terminou mesmo empatado em 15,27 pontos. Se vencesse o Rip Curl Pro Bells Beach de novo, Adriano de Souza assumiria a liderança isolada no ranking mundial com 16.500 pontos, ultrapassando os 15.200 do Filipe Toledo que Mick Fanning igualou com o bicampeonato conquistado na quinta-feira de praia lotada em Bells.

“Para mim, foi um sonho se tornando realidade fazer outra final aqui em Bells”, enalteceu Adriano de Souza. “Este lugar é incrível e foi muito marcante para mim colocar meu nome neste troféu em 2013, então toda vez que venho aqui é uma experiência especial. O Mick (Fanning) mereceu a vitória e muito obrigado a todos que torceram por mim e que lotaram a praia hoje. Obrigado a Rip Curl e a WSL por fazerem outro grande evento e espero estar aqui no próximo ano”.

INVENCIBILIDADE – Nas condições de mar do último dia, com longos intervalos entre as séries fazendo com que poucas ondas boas entrassem nas baterias, uma boa seleção das melhores ganhou peso decisivo nos resultados. Foi assim na grande final e no confronto brasileiro que abriu a quinta-feira em Bells Beach. O campeão mundial Gabriel Medina começou mais ativo, pegando três ondas antes de Adriano de Souza surfar a primeira dele, mas todas fracas. Mineirinho teve paciência, foi mais seletivo e só pegou duas ondas, a segunda já nos minutos finais para ganhar nota 6,50 e vencer por 11,60 a 8,33 pontos.

“O mar está muito difícil, poucas ondas, então dei até um pouco de sorte de pegar duas regulares, pois minha opção mesmo foi esperar pelas melhores”, disse Adriano de Souza, logo após vencer a primeira bateria da quinta-feira em Bells Beach. “É sempre ruim competir contra brasileiros, ainda mais o Gabriel (Medina) que é o atual campeão mundial, é muito talentoso, mas bateria é bateria e um tem que vencer. Pena que não entraram muitas ondas para ficar uma disputa mais bonita”.

Mick Fanning e Adriano de Souza no pódio do Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Mick Fanning e Adriano de Souza no pódio do Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Esta foi a sexta bateria que eles se enfrentaram no WCT e Adriano de Souza está invicto, não perdendo nenhuma vez para Gabriel Medina. A última tinha sido também em Bells no ano passado, mas na fase anterior a quartas de final. E quando se tornou o único brasileiro a badalar o sino da vitória no Rip Curl Pro de 2013, Mineirinho também tinha derrotado Mick Fanning nas quartas de final. Ele ainda eliminou o australiano nesta mesma fase na primeira etapa deste ano na Gold Coast. Mas, Fanning leva vantagem no confronto com o brasileiro, registrando sua sétima vitória nas dez baterias que eles disputaram no WCT.

“Infelizmente não vieram muitas ondas e é sempre difícil competir contra o Adriano (de Souza)”, disse Gabriel Medina. “Eu esperava ter tido ondas melhores, mas tudo bem, competição é assim mesmo. Agora vamos pra Margaret River e eu acho a onda lá melhor do que aqui para mim, então espero conseguir outro bom resultado. Só tivemos duas etapas ainda, o quinto lugar hoje foi bom e espero continuar assim para poder lutar pelo título mundial até o fim do ano”.

LÍDER BARRADO – Assim como Gabriel Medina, o ainda líder do ranking Filipe Toledo também parou nas quartas de final sem conseguir somar uma segunda nota mais consistente para superar o norte-americano Nat Young. Na melhor onda do brasileiro, ele atacou o lip com manobras fortes e acertou um aéreo reverse bem alto para ganhar nota 8,33. Mas, o californiano tirou 8,60 com uma sequência de batidas e rasgadas potentes levantando água e ainda somou o 6,50 da sua última onda. Filipinho teve que computar um 5,53 e foi batido por 15,10 a 13,86 pontos.

“Foi uma bateria muito difícil contra o Nat (Young) e ele surfou muito bem as ondas que pegou”, reconheceu Filipe Toledo. “Mesmo assim, estou feliz com o quinto lugar que foi um bom resultado para somar no ranking. Eu cometi alguns erros lá fora e deveria ter tentado algumas manobras, mas serve de aprendizado e vamos em busca de outro bom resultado em Margaret River. Estou amarradão e obrigado a todos que vem torcendo por mim e me apoiando”.

BRASIL BEM NO RANKING – Com os resultados das duas primeiras etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, a seleção brasileira está toda no grupo dos 22 primeiros que são mantidos na elite dos top-34 para o próximo ano, com Filipe Toledo permanecendo em primeiro lugar e Adriano de Souza em terceiro. O único que estava fora era Jadson André, que foi barrado pelo campeão Mick Fanning na quinta fase e ficou em nono lugar. Com isso, subiu de 25.o no ranking para dividir a 17.a posição com o também potiguar Italo Ferreira e mais dois surfistas, o francês Jeremy Flores e o irlandês Glenn Hall.

Antes de perder para Fanning, Jadson derrotou o australiano Taj Burrow e o brasileiro Miguel Pupo, que caiu da terceira para a oitava posição. Outro paulista que não venceu nenhuma bateria em Bells Beach foi Wiggolly Dantas, que despencou do quinto para o 15.o lugar. Já o campeão mundial Gabriel Medina começou a temporada em 13.o e está empatado em nono com os australianos Taj Burrow e Owen Wright. Agora todos partem para a terceira e última etapa da “perna australiana”, que começa no dia 15 e vai até 26 de abril em Margaret River.

TÍTULO FEMININO – Mas o Rip Curl Pro ainda continua na sexta-feira com a decisão do título feminino. As oito concorrentes estão divididas nas quartas de final que vão abrir o último dia das meninas em Bells Beach. A atual bicampeã desta etapa, Carissa Moore, havaiana que ainda defende a liderança do ranking 2015, está na segunda bateria com a francesa Johanne Defay. E na seguinte, se enfrentam as duas melhores surfistas do ano passado, a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore e a vice-campeã Tyler Wright.
 

FINAL DO RIP CURL PRO BELLS BEACH 2015:

Campeão: Mick Fanning (AUS) por 15.27 pontos (notas 8.17+7.10) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Adriano de Souza (BRA)  com 15.27 pontos (7.77+7.50) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.00 de prêmio:

1.a: Adriano de Souza (BRA) 14.83 x 9.87 Josh Kerr (AUS)

2.a: Mick Fanning (AUS) 16.70 x 14.23 Nat Young (EUA)
 

TOP-22 DO RANKING DA WORLD SURF LEAGUE – 2 etapas:

1.o: Mick Fanning (AUS) – 15.200 pontos

1.o: Filipe Toledo (BRA) – 15.200

3.o: Adriano de Souza (BRA) – 14.500

4.o: Julian Wilson (AUS) – 9.750

5.o: Jordy Smith (AFR) – 9.200

6.o: Josh Kerr (AUS) – 8.250

6.o: Nat Young (EUA) – 8.250

8.o: Miguel Pupo (BRA) – 7.000

9.o: Gabriel Medina (BRA) – 6.950

9.o: Taj Burrow (AUS) – 6.950

9.o: Owen Wright (AUS) – 6.950

12.o: Kelly Slater (EUA) – 5.750

12.o: Joel Parkinson (AUS) – 5.750

12.o: Matt Wilkinson (AUS) – 5.750

15.o: Bede Durbidge (AUS) – 5.700

15.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 5.700

17.o: Jadson André (BRA) – 4.500

17.o: Jeremy Flores (FRA) – 4.500

17.o: Glenn Hall (IRL) – 4.500

17.o: Italo Ferreira (BRA) – 4.500

21.o: John John Florence (HAV) – 3.500

21.o: Kolohe Andino (EUA) – 3.500


SEGUNDA FEIRA 06 DE ABRIL 2015


FILIPE E ADRIANO CHEGAM AS QUARTAS DE FINAL

 

Mais um show de Filipe Toledo nas ondas de Bells Beach garantiu 100% de vitórias do Brasil na terceira fase do Rip Curl Pro na Austrália. Filipinho usou os aéreos e a sua incrível variedade de manobras modernas e progressivas para estabelecer um novo recorde de 18,57 pontos para a segunda etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. O campeão mundial Gabriel Medina, Adriano de Souza e Jadson André, já haviam derrotado os seus adversários e depois Filipe e Mineirinho ainda conquistaram classificação para as quartas de final na última rodada da segunda-feira de boas ondas no Bowl de Bells e em Rincon. Medina e Jadson perderam e vão ter que disputar a quinta fase que vai abrir a terça-feira. O campeão mundial enfrenta a fera Kelly Slater na primeira bateria e o potiguar encara o defensor do título desta etapa, Mick Fanning, na terceira.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

O vencedor do confronto entre Medina e Slater será o adversário de Adriano de Souza na abertura das quartas de final. Com a eliminação do australiano Julian Wilson na segunda-feira, Mineirinho agora já defende o segundo lugar no ranking que passa a ter dois brasileiros liderando a corrida pelo título mundial neste início de temporada na Austrália. Ele primeiro liquidou o australiano Adam Melling logo nas duas primeiras ondas que surfou na terceira bateria do dia. Depois, na abertura da quarta fase, surfou uma onda incrivelmente bem e ganhou a maior nota do dia, 9,63, para superar Kelly Slater e Josh Kerr na batalha pela primeira vaga direta para as quartas de final.

Já Filipe Toledo, com seus apenas 19 anos de idade, mostrou que não quer largar a lycra amarela de número 1 do mundo tão cedo. Ele usou o seu arsenal de aéreos mais uma vez e a grande variedade de manobras executadas sempre com pressão sem perder velocidade, para fazer o maior placar do Rip Curl Pro Bells Beach com notas 9,00 e 9,57 nas duas melhores ondas surfadas contra o havaiano Sebastian Zietz no penúltimo confronto da terceira fase. O recorde foi estabelecido numa direita com ótima formação, que abriu uma longa parede para ele atacar toda a parte funcional da onda até a areia. Os juízes deram nota 9,57 para ele sacramentar a vitória por 18,57 a 15,10 pontos.

A condição do mar variou bastante durante o dia e com grande intervalo entre as séries para dificultar ainda mais a atuação dos competidores. Algumas baterias foram disputadas com boas ondas para os dois competidores, como a de Filipe Toledo. Em outras faltaram ondas, como a do campeão mundial Gabriel Medina, que entrou na pior hora do mar, quando estava em transformação com mudança de maré e longas calmarias. O havaiano Mason Ho pegou logo a sua primeira, enquanto Medina só achou uma na segunda metade da bateria. As poucas ondas ainda fechavam rapidamente e Medina conseguiu uma que abriu um pouco mais para fazer três manobras e vencer com o placar mais baixo do dia, 10,00 a 8,10 pontos.

O campeão mundial também não se achou no mar no confronto com dois locais australianos na quarta fase e terminou em último na bateria. A briga pela segunda vaga para as quartas de final ficou entre Joel Parkinson e Owen Wright, que levou a melhor por uma pequena vantagem de 15,97 a 15,70 pontos. Além de Slater, Parkinson e Medina, mais um campeão mundial não conseguiu aproveitar a primeira chance de classificação para as quartas de final e terá que disputar a quinta fase. Também por uma pequena diferença, Mick Fanning foi batido pelo sul-africano Jordy Smith por 15,97 a 15,17 e vai enfrentar Jadson André no terceiro duelo da terça-feira.

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

VITÓRIA TÁTICA – O potiguar despachou o experiente Taj Burrow, vice-campeão do Rip Curl Pro Bells Beach na final do ano passado contra Mick Fanning, com uma vitória tática na terceira fase. O australiano era o recordista do campeonato, com os 17,27 pontos que totalizou na segunda fase disputada no Domingo de Páscoa.  Apesar de bem mais jovem, Jadson usou muito bem o regulamento a seu favor. Ele construiu uma boa vantagem com notas 6,67 e 7,20, mas Burrow conseguiu uma nota 7,00 e Jadson foi inteligente ao partir para perto do australiano nos minutos finais, pois a prioridade de escolha era dele. Nos últimos segundos entrou uma boa onda e Taj Burrow entrou nela porque tinha potencial de virada, mas Jadson também dropou e foi marcada a “interferência” para o australiano, com o brasileiro vencendo por 13,87 a 7,00 pontos.

Depois, ele competiu junto com Filipe Toledo no confronto que fechou a segunda-feira, quando o mar já estava bem mais difícil, com ondas menores e poucas séries para dividir entre três competidores. Foi outra bateria definida por uma pequena diferença e o líder do ranking usou mais uma vez os aéreos para conquistar a última vaga direta para as quartas de final. Filipe totalizou 13,47 pontos para superar os 13,17 do francês Jeremy Flores, com Jadson ficando em terceiro lugar com 11,90. Como terminou em último, o potiguar agora vai ter que encarar o defensor do título do Rip Curl Pro Bells Beach, o tricampeão mundial Mick Fanning.

QUARTAS DE FINAL FEMININAS – No Rip Curl Women´s Pro também já foram definidas as quatro primeiras classificadas para as quartas de final. Nos últimos confrontos do Domingo de Páscoa em Bells Beach, a australiana Sally Fitzgibbons e a havaiana Carissa Moore, que defende a liderança do ranking e o título desta etapa, conquistaram as primeiras vagas. Carissa ganhou a última bateria do dia por 18,50 pontos e a brasileira Silvana Lima ficou em último nessa. A terceira rodada feminina terminou na segunda-feira, com a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore e a havaiana Coco Ho, também passando direto para as quartas de final.

As adversárias delas serão conhecidas nos duelos das perdedoras da terceira fase. Silvana Lima está na primeira bateria com a norte-americana Lakey Peterson e a vencedora irá enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons. Foi contra Sally que Silvana conseguiu tirar as duas únicas notas 10 do ano entre as meninas. A primeira foi na Gold Coast e a outra quando elas estrearam em Bells Beach, só que a australiana ainda venceu a bateria desta vez, forçando a cearense a passar pela segunda fase do Rip Curl Women´s Pro.


DOMINGO 05 DE ABRIL 2015


ROBSON SANTOS É CAMPEÃO NA ARGENTINA

 

O paulista Robson Santos, 28 anos, manteve a hegemonia brasileira no alto do pódio do Rip Curl Pro Argentina, mas desta vez a final não foi 100% verde-amarela como nas outras duas edições e sim contra o jovem norte-americano Nic Hdez, 18 anos. Ele derrotou o pernambucano Luel Felipe, 23, e o carioca Lucas Silveira, 19, para chegar na decisão do título da primeira etapa do World Surf League Qualifying Series na América do Sul este ano. Pela vitória no domingo de vento sul forte, muito frio e mar difícil, com ondas mexidas de 2-3 pés na Playa Grande de Mar del Plata, Robson Santos faturou o prêmio máximo de 8.000 dólares, marcou seus primeiros 1.500 pontos no ranking mundial do QS e 1.000 pontos para liderar o primeiro ranking sul-americano da WSL South America em 2015.

Robson Santos (Foto: Rodrigo Mairal)

Robson Santos (Foto: Rodrigo Mairal)

“Estou muito, muito, muito feliz. É a minha primeira vitória no WQS e só tenho que agradecer a Deus, a todo mundo que vem me ajudando e acredita em mim. Agora é voltar pra casa, treinar mais ainda porque na semana que vem já tem outro campeonato”, disse Robson Santos, que deve se dedicar na disputa do Circuito Brasileiro esse ano.“Infelizmente eu não tenho um patrocínio forte pra correr o Circuito Mundial. Eu gostaria muito de ter um para ir em busca do meu sonho que é entrar pro WCT, então vou ficar pelo Brasil mesmo, correr o SuperSurf, que ficou 10 anos fazendo do Circuito Brasileiro o mais rico do mundo e vai voltar esse ano. Estou muito feliz pela vitória aqui na Argentina e agora vou comer muito pra festejar, porque estou morrendo de fome”.

Robson Santos foi preciso na escolha de ondas para vencer a grande final do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina. A bateria começou com Nic Hdez pegando qualquer onda que entrava perto dele, mas todas fechando rápido para tirar boas notas, enquanto Robson preferiu esperar pelas melhores e a primeira esquerda que pegou abriu a parede para ele acertar três manobras e largar na frente com nota 7,00. O americano respondeu com nota 5,00 e se mantinha na briga do título. No entanto, Robson logo pega outra esquerda abrindo para aplicar quatro manobras fortes usando a borda para levantar grandes leques de água e consolidar a liderança com nota 8,17. Nic Hdez conseguiu sair da “combination” com uma nota 5,67, mas ainda precisava de um 9,50 nos 10 minutos finais pra vencer.

O brasileiro passou então a marcar o americano mais de perto, remando lado a lado com ele no mar mexido da Playa Grande. Hdez ainda escapou para arriscar um aéreo que não completou, enquanto Robson mantinha a prioridade de escolha, administrando a vantagem no outside. O tempo foi passando e a primeira vitória do paulista Robson Santos no Circuito Mundial foi confirmada nas duas únicas boas que ele surfou na bateria. O título valeu um prêmio de 8.000 dólares, 1.500 pontos no ranking do WSL Qualifying Series e 1.000 pontos para liderar o primeiro ranking sul-americano profissional da temporada 2015 da WSL South America. Já Nic Hdez ficou com 4.000 dólares e marcou 1.125 pontos no ranking mundial, mas não pontua no sul-americano por não ser do continente.

Nic Hdez (Foto: Rodrigo Mairal)

Nic Hdez (Foto: Rodrigo Mairal)

O domingo decisivo do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina começou com 16 surfistas de cinco países brigando por vagas para as quartas de final na última rodada de confrontos formados por quatro competidores. Doze deles eram do Brasil e entre os quatro de outros países, somente o argentino Leandro Usuna e o norte-americano Nic Hdez se classificaram, com o francês Tom Cloarec e Dimitri Ouvre, da ilha São Bartolomeu, ficando em último nas suas baterias.

Nos duelos homem a homem inaugurados nas quartas de final, Leandro Usuna foi barrado pelo campeão Robson Santos, mas Nic Hdez passou por Luel Felipe e depois também derrotou Lucas Silveira nas semifinais. O carioca dividiu o terceiro lugar com o paulista Hizunomê Bettero, que numa das baterias mais eletrizantes do último dia foi eliminado por Robson Santos na batalha pela primeira vaga na final.

RANKINGS MUNDIAL E SUL-AMERICANO – O resultado do Rip Curl Pro Argentina formou o primeiro ranking sul-americano do WSL South America Surf Series 2015, mas alguns surfistas também ganharam posições importantes no ranking mundial do WSL Qualifying Series. Com os 1.500 pontos da vitória, Robson Santos foi direto para o 52.o lugar e o vice-campeão Nic Hdez saltou de 228 para 68 na classificação geral das seis etapas completadas na Argentina.Os terceiros colocados, Hizunomê Bettero e Lucas Silveira, marcaram 840 pontos e subiram do 42.o para o 25.o lugar e do 79.o para 38.o, respectivamente.

O campeão Robson Santos ao lado de Freddy Tortora, do vice-campeão Nic Hdez e dos terceiros colocados, Hizunomê Bettero e Lucas Silveira (Foto: Rodrigo Mairal)

O campeão Robson Santos ao lado de Freddy Tortora, do vice-campeão Nic Hdez e dos terceiros colocados, Hizunomê Bettero e Lucas Silveira (Foto: Rodrigo Mairal)

E quem também melhorou de posição foi o atual campeão sul-americano Pro Junior, Deivid Silva. Ele foi barrado no sábado, mas, com os 300 pontos do 17.o lugar em Mar del Plata, abandonou o último lugar na lista dos dez surfistas que se classificam para o WCT e agora é o oitavo colocado. Além de Deivid Silva, mais três brasileiros estão no G-10 do QS, o catarinense Alejo Muniz em segundo lugar, o pernambucano Ian Gouveia em sexto e o carioca Pedro Henrique em sétimo.

FESTIVAL RIP CURL – O Rip Curl Pro Argentina fechou um verdadeiro Festival de Surf realizado em Mar del Plata desde segunda-feira na Playa Grande. Na sexta-feira foram definidos os campeões da segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf League, com Luan Wood ganhando a decisão brasileira contra o defensor do título, Deivid Silva, e Lucia Indurain vencendo a inédita final argentina contra a jovem Catalina Mercere, de apenas 14 anos de idade. Deivid Silva continua liderando o ranking Pro Junior, agora com Luan Wood em segundo lugar. Na categoria feminina, a peruana Miluska Tello também permaneceu firme na busca pelo bicampeonato sul-americano com uma boa vantagem sobre a chilena Lorena Fica, que passou a ser seguida por três argentinas, Lucia Indurain, Lucia Cosoleto e Josefina Ane.

PRÓXIMAS ETAPAS – A próxima etapa do WSL Qualifying Series na América do Sul será no Brasil, o QS 10000 Quiksilver Saquarema Prime apresentado pela Powerade na Praia de Itaúna, em Saquarema, nos dias 04 a 10 de maio na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Mas, pelas novas regras da World Surf League, esse evento não vale pontos para o ranking sul-americano por ser nível QS 10000. Então, a próxima etapa do WSL South America Surf Series 2015 será o QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour nas grandes ondas de El Gringo, nos dias 04 a 09 de agosto no Chile.

O QS 1500 Rip Curl Pro Argentina e o Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata estão sendo transmitidos ao vivo na internet pelo www.ripcurlproargentina.com

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 1500 RIP CURL PRO ARGENTINA:

Campeão: Robson Santos (BRA) por 15,17 pontos (notas 8,17+7,00) – US$ 8.000 e 1.500 pontos

Vice-campeão: Nic Hdez (EUA) com 10,67 pontos (5,67+5,00) – US$ 4.000 e 1.125 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 840 pontos e US$ 2.300 de prêmio:

1.a: Robson Santos (BRA) 14.35 x 13.50 Hizunomê Bettero (BRA)

2.a: Nic Hdez (EUA) 13.60 x 12.10 Lucas Silveira (BRA)


SÁBADO 04 DE ABRIL 2015

ASO PROMOVE REMADA EM OLINDA.



Associação do Surf Olindense movimenta o Surf na cidade.

Nesse sábado aconteceu o primeiro evento da ASO para movimentar a cena do Surf em Olinda.
Foi realizado o Olindense de Remada 2015 com uma raia de 2km de casa caiada ao Zé Pequeno.
O dia estava perfeito e todos na disposição para faturar uma prancha zero bala da ANT MATERIA.
Logo na largada o campeão disparou e colocou uma distância confortável sobre seus oponentes e
faturou o bicampeonato da remada. O IAN SANTIAGO foi o vencedor da remada com
CRISTIANO SOARES em segundo e o JUNIOR SOARES em terceiro, completando o pódio
tivemos o 
Adriano Silva em quarto e o JUNIOR SURF em quinto.
O Presidente da ASO , Thalis Odilany,agradeceu a presença de todos e prometeu
novos eventos para movimentar o esporte em Olinda.As incrisões foram em alimentos que
serão distribuidos para pessoas carentes.

veja fotos do evento em Olinda.


01 DE ABRIL 2015


ARGENTINAS BRILHAM EM CASA

 

As surfistas da Argentina brilharam pelo segundo dia consecutivo nas ondas da Playa Grande, com as três que competiram na quarta-feira se classificando para as semifinais do Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata. Uma delas já está garantida na decisão do título feminino da segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf League, pois Lucia Cosoleto e a jovem Catalina Mercere, de apenas 14 anos de idade, vão se enfrentar na segunda bateria. Na primeira, o duelo será entre Lucia Indurain e a atual campeã sul-americana Sub-20 e líder do ranking 2015 do WSL South America Pro Junior Series, Miluska Tello, do Peru. Na quarta-feira, só foi realizada as quartas de final femininas, pois entrou um vento terral muito forte afetando diretamente a qualidade das ondas na Playa Grande.

Lucia Indurain surfou a melhor onda do dia na quarta-feira (Foto: Rodrigo Mairal)

Lucia Indurain surfou a melhor onda do dia na quarta-feira (Foto: Rodrigo Mairal)

Com isso, a terceira fase masculina do Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata e a igualmente terceira rodada do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina foram adiadas, assim como as semifinais femininas. A primeira chamada da quinta-feira para as três competições foi marcada para as 8h00 na Playa Grande, mas as previsões indicam que as condições só devem melhorar a partir da sexta-feira. Este é o último dia do prazo para o encerramento da categoria Pro Junior para os surfistas com até 20 anos de idade, enquanto a primeira etapa do WSL Qualifying Series 2015 na América do Sul prossegue até o Domingo de Páscoa na Argentina.

Assim como no primeiro dia de baterias femininas em Mar del Plata, Miluska Tello fez a maior placar das meninas no duelo peruano com Vania Torres que abriu a quarta-feira na Playa Grande. Ela recebeu notas 7,00 e 6,25 nas duas melhores ondas que surfou na bateria e ninguém conseguiu superar os seus 13,25 pontos. Em seguida aconteceram dois confrontos diretos entre Argentina e Brasil e as donas da casa saíram vitoriosas com iguais 11,75 pontos.

A catarinense Marina Rezende somou 10,65 contra Lucia Indurain, que surfou a melhor onda do dia, recebendo nota 7,5 dos juízes. Já a carioca Luara Thompson só conseguiu 10,25 nas duas notas computadas contra Lucia Cosoleto, que garantiu a vitória com a nota 7,0 da sua melhor atuação nas ondas da Playa Grande na quarta-feira. Na última bateria, com as condições do mar já bastante deterioradas pela ação do vento terral, Catalina Mercere com seus apenas 14 anos de idade surpreendeu a chilena Lorena Fica, derrotando-a por 9,15 a 5,50 pontos.

Os três eventos estão sendo transmitidos ao vivo na internet, com o link podendo ser acessado clicando-se no banner do Rip Curl Pro Argentina na capa dowww.wslsouthamerica.com


———————————————————–

SEMIFINAIS FEMININAS DO RIP CURL PRO JUNIOR SERIES MAR DEL PLATA:

———–Vitória=Grande Final / Derrota=3.o lugar com 420 pontos e US$ 150 de prêmio:

1.a: Miluska Tello (PER) x Lucia Indurain (ARG)

2.a: Lucia Cosoleto (ARG) x Catalina Mercere (ARG)


SEGUNDA FEIRA 30 DE MARÇO 2015

PEDRO LIMA É BICAMPEÃO EM NORONHA.


     
 Pedro Lima conquista de forma brilhante o bicampeonato em Noronha ao repetir a final da
primeira etapa em Maracaípe e conseguir vencer o ex-wct Danilo Costa que é uma pedreira
competindo. Com isso Pedro Lima dispara na pontuação e já começa a sonhar com o mundial
nas Ilhas Canárias. Desde 2013 que ele vem colecionando vitórias em cima de vitórias e partindo
para se sagrar bicampeão Brasileiro Máster. Parabéns pelos dois anos de defesa do título.

Mais um ano de sucesso do evento produzido pela MARANDS com a ANS e CBS com parceria da
Federação Pernambucana e Associação de Surf de Noronha. Esse ano o festival realizou a primeira
etapa do Pernambucano / Nordestino 2015 nas categorias PRO / AM e Junior e a segunda etapa
do Brasileiro Máster, evento que se tornou um espetáculo, pois reúne os maiores nomes do Surf
nacional no paraíso de Fernando de Noronha. Além disso, a MARANDS também apoiou o circuito
local de Noronha que é produzido pelo Caia de Sousa e o Iapoanã.

resultados completos:
www.surfcore.com.br



SÁBADO 28 DE MARÇO 2015

DEIVID SILVA (SP) VENCE NA ABERTURA
DO BRASILEIRO PROFISSIONAL.


O surfista Deivid Silva de Guarujá(SP), largou na frente na corrida pelo título brasileiro 2015 de surfe profissional, vencendo a etapa de abertura do Circuito Catarinense de Surf Profissional, na Praia da Joaquina em Florianópolis (SC), válido também pela primeira etapa do Abrasp Tour 2015 (Circuito Brasileiro de Surf Profissional).

Deivid veio surfando muito bem durante toda a competição e na grande final não foi diferente, mesmo com o mar difícil, quase sem ondas, e enfrentando grandes nomes do surfe brasileiro, procurou escolher bem as ondas para poder garantir a vitória na Praia da Joaquina. Deivid somou 14,06pontos, contra do cearense Messias Felix, que ficou na segunda colocação somando 10,44 pontos. Completaram o pódio os atletas Alex Ribeiro (SP) na terceira colocação somando 10,34 pontos, e Márcio Farney (CE) na quarta colocação somando 8,90 pontos.

A competição distribuiu R$ 30.000,00 de premiação, além de 1000 pontos para os rankings catarinense e brasileiro de surf profissional 2015 e contou com a participação de 128 surfistas de todo Brasil, que proporcionaram um verdadeiro show de surfe nas ondas da Joaca.

 

Esta sexta feira foi realmente especial, além do encerramento com chave de ouro da abertura do Circuito Catarinense de Surf Profissional na Praia da Joaquina, tivemos a confirmação da volta do Super Surf ao circuito brasileiro de surf profissional. A confirmação veio através da rede social do “maestro” do Super Surf, Evandro Abreu, que correu atrás incansavelmente e não mediu esforços para reditar o maior circuito nacional do mundo. Parabéns Evandro, e viva o surfe brazuca.

Os recordes da competição ficaram com o surfista paulista Flávio Nakagima, que apesar das condições difíceis do mar, conseguiuachar uma boa esquerda e mandou um aéreo Full Rotation irado, que que lhe rendeu 9,77 pontos, a maior nota do campeonato, na sétima bateria do quarto round. Nakagima também cravou o maior somatório do evento, com 17,87 pontos na mesma bateria.

O Circuito Catarinense de Surf Profissional 2015 foi apresentado pela Prefeitura de Florianópolis e Fundação Municipal de Esportes, tem o patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fesporte, o apoio da Kavosk, Cris Hotel, a Divulgação do Site Nas Ondas com Banana, Waves e Jornal Drop, e a realização da Fecasurf, Associação de Surf da Joaquina e Abrasp.

 

RESULTADO DA 1a ETAPA – Joaquina – Florianópolis(SC)

Campeão: Deivid Silva (SP) -R$ 8.000,00 e 1.000 pontos no Catarinense

Vice-campeão: Messias Felix (CE) -R$ 5.000,00 e 860 pontos no Catarinense

3olugar: Alex Ribeiro (SP) – R$ 3.200,00 e 730 pontos no Catarinense

4olugar: Márcio Farney (CE) – R$ 2.600,00 e 670 pontos no Catarinense

 


SEXTA FEIRA 27 DE MARÇO 2015

PATRICK TAMBERG É BICAMPEÃO DO MARANDS



Foto: Claudio Damangar / ANS

A primeira etapa do circuito Pernambucano de 2015, também pontuou para o
circuito Nordestino de 2015 e o local Patrick Tamberg largou na frente
nesta disputa. Não foi nada fácil com Lucas Silveira, Danilo Costa e
Júnior Lagosta surfando como nunca.

Danilo Costa que amanhã competirá também no brasileiro máster, mostrou que
ainda está com o surf afiado e começou os trabalhos na final jogando muita
água. Lucas Silveira foi o surfista que pegou as melhores ondas nos treinos
livres e onda (com direito a um tudo perfeito com saída no Spray) procurou
por estas ondas que hoje não vieram pra ele deixando o duelo mesmo ficou
entre Patrick Tamberg e Júnior Lagosta.

Júnior lançou mão de sua especialidade, os aéreos muitos altos e as suas
manobras modernas.Mas a estratégia de Tamberg enxergou que o mar não
estaria tão bom como ontem e soube aproveitar muito melhor as ondas.
Variando seu repertório de rasgadas, batidas e finalizando com um aéreo
seguro, ele primeiro atendeu os critérios dos juízes e depois se preocupou
em voar. Estratégia simples que chegou a colocar a seus adversários em
combinação e terminar sua bateria com a média 14.75 para ser campeão,
contra Júnior Lagosta que fechou com 13.90 para ser o vice-campeão e o
destaque do evento.


Na Júnior, vitória de André Labanca. A briga entre Labanca e Raul Bormann
se extendeu até o último momento, com Raul buscando ondas mais “lisas” que
abrissem para a esquerda e proporcionassem condições do surf que ele
treinou toda a semana. Labanca também buscou as melhores ondas mas sabia
que não poderia esperar muito. Assim Deixou para pegar as ondas do canto
da Cacimba do Padre apenas depois de ter garantido a vitória, antes disso
trabalhou nas direitas sobre a Laje e mostrou uma linha de onda que está
amadurecendo rápido. Foi show de surf e uma bela visão do que a nova
geração esta trazendo.

O Noronha Surf Festival é um patrocínio da Marands com o apoio do Governo
de Pernambuco através da Secretaria de Turismo e Esportes, Administração de
Fernando de Noronha, ICMBio, Projeto Tamar, Revista Surfar, Teccel e Real
Magia.

É uma realização da CBS, ANS, FEPESU e Associação de Surf de Fernando de
Noronha.


QUINTA FEIRA 26 DE MARÇO 2015
FESTIVAL DE SURF EM NORONHA COMEÇA HOJE

A marca MARANDS junto com a Associação Nordestina de Surf , Federação Pernambucana de Surf e a
Associação de Surf de Noronha, confirmam a realização do Noronha Surf Festival que agita a ilha
nos dias 26, 27, 28 e 29 de março na Cacimba do Padre. Serão realizados a última etapa do Noronhense,
a primeira etapa do Pernambucano (categorias PRO e Junior) e a segunda etapa do Brasileiro Master
com a presença dos grandes nomes nacionais como Fabio GouveiaJojó de OlivençaFred Vilela e o líder do
circuito Pedro Dos Santos Lima.

Dia 26 - Última Etapa do Circuito Noronhense 
Dia 27 – Primeira etapa do Circuito pernambucano e Nordestino PRO/AM e Categoria Júnior. 
Dias 28 e 29 – Segunda Etapa do Circuito Brasileiro Surf Máster.

As vagas são limitadas. 
16 vagas para a categoria Junior. Inscrição R$ 70,00 
32 vagas para categoria PRO/AM. Inscrição R$ 130,00

As inscrições estão sendo feitas pelo Facebook da CBS e você pode acessar no link abaixo.
Facebook CBS -https://www.facebook.com/cbsurf.cbs

QUARTA FEIRA 25 DE MARÇO 2015

BALANÇO DO ECLIPSE ATINGE ÁPICE.



André Barros bota pra baixo na Enseada dos Corais.

Nessa terça o balanço foi com terral muita chuva e boas ondas. O fundo de areia da Enseadas e a laje do CP
funcionaram na maré cheia e na secante

CLIQUE E VEJA FOTOS DO BALANÇO


QUINTA FEIRA 19 DE MARÇO 2015

ABRASP CONFIRMA PRIMEIRA ETAPA
DO CIRCUITO BRASILEIRO PROFISSIONAL




O atual Campeão Brasileiro Italo Ferreira (foto) agora esta na WSL.Foto: Basilio Ruy / arte SN

A Federação Catarinense de Surf confirmou a realização da primeira etapa do Circuito Catarinense Profissional deste
ano e que valerá também como primeira etapa do ABRASP Tour 2015. O evento acontecerá entre os dias 25 e 27 de março
(quarta a sexta-feira) na Praia da Joaquina em Florianópolis e distribuirá R$30.000,00 em prêmios além de 1.000 pontos
nos rankings catarinense e brasileiro.
A inscrição custa R$ 190,00 e deverá ser feita através de reserva via e-mail para fecasurf@fecasurf.com.br com cópia para klauskaiser68@gmail.com O evento será realizado no meio da semana (quarta a sexta) pois no final de semana
(28 e 29/3) acontecerá também na praia da Joaquina a primeira etapa do Circuito ASJ Pro-Am, com premiação de
R$3.000,00. Neste evento local somente estarão autorizados a participar os surfistas que forem catarinenses e aqueles
que não forem filiados à ABRASP.
2 – TAXA DE FIILIAÇÃO ABRASP 2015
Todos os atletas que quiserem fazer parte do ABRASP Tour 2015 e ranquearem neste ano deverão efetuar o
pagamento da taxa de filiação anual no valor de R$200,00 (duzentos reais). Este valor poderá ser pago de duas maneiras:
- via depósito bancário na conta da ABRASP (CNPJ 31.886.401/0001-14).
BRADESCO – AG. 3233 – C.C. 85626-6
BANCO DO BRASIL – AG. 0497 – C.C. 32.960-6
Após o depósito ser efetuado o comprovante deverá ser enviado aos emails
pedrof@abrasp.com.br com cópia para klauskaiser68@gmail.com, lembrando que só serão
consideradas filiações pagas as que recebermos os comprovantes;
- pagamento na praia da Joaquina durante o Catarinense Profissional com o Tour Manager Klaus Kaiser.
 


QUARTA FEIRA 18 DE MARÇO 2015
ARGENTINA VAI RECEBER O WSL QUALIFYING


Próxima etapa do calendário da World Surf League é o Rip Curl Pro Argentina, que do dia 28 de março a
05 de abril vai promover a segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf League
e a primeira etapa do WSL Qualifying Series na América do Sul esse ano, o QS 1500 que vale
1.500 pontos para o ranking de acesso ao WCT! Em 2014, o vencedor desta prova foi o brasileiro
Alex Ribeiro, que no final da temporada se sagrou campeão sul-americano de surfe profissional!

SEGUNDA FEIRA 16 DE MARÇO 2015

MULHERES NO COMANDO



Marília Lacerda vence a Open.

A bela praia de Itapuama (25 km do Recife), recebeu nesse domingo um evento de Surf feminino em homenagem ao dia das mulheres. A competição foi produzida pela Federação Pernambuca em parceria com o projeto, NASCI PARA FAZER O BEM da Claudia Molinna e recebeu 24 inscritas em duas categorias, Open e Iniciantes. Na Open vitória da localMarília Lacerda que não deu chances a suas adversárias e mostrou todo seu Surf na vala do seu quintal. Na Iniciante a vitória ficou com a local de Porto de Galinhas Ana karolina que participou das duas finais e foi considerada a revelação do evento. Um fato que marcou foi a presença de mães e filhas competindo no mesmo evento, no caso Ramayana Silveira e Juliana Soares que trouxeram suas herdeiras. Com certeza foi um evento que além da homenagem estimula as nossas atletas a continuar dentro d'água.Parabéns a todos os envolvidos no evento.

RESULATADOS DA OPEN.
- Marilia Lacerda , 2 - Ramayana Silveira 3- Juliana Soares 4- Ana Karolina 

RESULTADOS DA INICIANTES
1- Ana Karolina , 2 - Gabriela Crivelare , 3 - Ingrid Leite , 4 - Priscila Acioli

CLIQUE AQUI E VEJA AS FOTOS DO EVENTO



SEXTA 13 DE MARÇO 2015

DIA DE FILIPINHO

O Brasil começa a temporada 2015 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour dominando o ranking mundial com a vitória espetacular de Filipe Toledo, 19 anos, no Quiksilver Pro Gold Coast e com os também paulistas Adriano de Souza, 28, e Miguel Pupo, 23,  dividindo o terceiro lugar no primeiro desafio do ano na Austrália. O primeiro título de Filipinho em etapas do WCT foi conquistado de forma sensacional, com nota 10 na última onda surfada contra o australiano Julian Wilson, 26 anos, e com o maior placar do campeonato, 19,60 a 14,70 pontos. A vitória valeu um prêmio de 100.000 dólares e a liderança no primeiro ranking de 2015 com 10.000 pontos.

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“Essa é a melhor sensação do mundo e estou muito feliz por começar o ano com vitória”, disse Filipe Toledo. “Só Deus e minha família sabem o quanto eu tenho treinado para estar aqui hoje (sexta-feira), tanto física como mentalmente. Eu estava muito confiante durante todo o evento e quero dedicar esta vitória ao meu pai (o bicampeão brasileiro Ricardo Toledo) e toda a minha família que sempre está junto comigo me dando força. Só sei que este será um grande ano para os brasileiros e provamos isso aqui em Snapper Rocks”.

O ubatubense Filipe Toledo, que atualmente mora na Califórnia (EUA), agora vai competir na próxima etapa, o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 01 a 12 de abril, com a lycra amarela de número 1 do mundo, que desde o ano passado vinha sendo usada pelo campeão mundial Gabriel Medina. Já no Roxy Pro Gold Coast, a havaiana Carissa Moore, 22 anos, bateu a defensora do título, Stephanie Gilmore, 27, também com duas notas acima de 9 pontos para começar o ano em primeiro no ranking e Silvana Lima, 30, terminou em quinto lugar nas quartas de final.

“É incrível a multidão que lotou a praia hoje. Eu nunca tinha recebido tanto entusiasmo, tantos aplausos, foi realmente emocionante”, disse Carissa Moore. “A Stephanie (Gilmore) é uma surfista incrível e tenho certeza que ela vai faminta pra vencer a próxima etapa em Bells Beach. Estou muito feliz pela vitória e também porque vou voltar a competir com a camisa amarela, que é a minha cor favorita. Agora quero aproveitar um pouco pra curtir, mas logo volto ao trabalho pra me preparar para Bells”.

Entre os homens, o confronto Brasil e Austrália marcou o Quiksilver Pro Gold Coast deste ano. Dos doze surfistas que passaram para a quarta fase, cinco eram brasileiros e cinco australianos. Entre os oito que se classificaram para as quartas de final que abriram a sexta-feira, metade era do Brasil e metade da Austrália. Mas, os brasileiros foram maioria nas semifinais com três surfistas e na grande final Filipe Toledo brilhou mais uma vez com seu incrível repertório de manobras modernas e progressivas, tanto usando a borda da prancha com fluidez e velocidade, como nas aéreas que são uma especialidade de mais um grande talento do surfe brasileiro que vem assombrando o mundo com performances fantásticas nas baterias.

Nas direitas de Snapper Rocks, ninguém surfou como Filipe Toledo, que na quinta-feira já havia batido todos os recordes do campeonato quando derrotou a sensação do surfe norte-americano, Kolohe Andino, por 18,50 pontos com nota 9,67 da sua melhor onda. Na sexta-feira, começou o dia despachando o australiano Bede Durbidge por 17,34 a 16,23 pontos nas quartas de final. Depois, usou os aéreos para ganhar o duelo verde-amarelo com Adriano de Souza por 17,23 a 10,34. E na grande final, atingiu impressionantes 19,60 pontos com a única nota 10 do Quiksilver Pro Gold Coast para fechar a sua primeira vitória em etapas do WCT.

“Esta minha última onda foi realmente incrível e fiquei muito contente pelos juízes terem me dado nota 10”, disse Filipe Toledo. “O ano passado foi fantástico para o Brasil, com o Gabriel (Medina) deixando todos nós orgulhosos pelo título mundial. A conquista dele foi definitivamente uma grande motivação para mim, pois mostrou que podemos chegar lá também. Agora eu sou o número 1 do mundo, nem consigo acreditar, estou muito feliz. E a torcida brasileira é sensacional. Não importa o tempo, se está Sol ou chovendo, eles estão sempre nas praias torcendo pra gente e eu adoro o povo brasileiro”.

Mais uma vitória brasileira na Gold Coast (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Mais uma vitória brasileira na Gold Coast (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

PRIMEIRA VITÓRIA – A última bateria na sexta-feira de praia superlotada em Snapper Rocks foi mais um show de Filipe Toledo. Ele largou na frente numa boa direita que valeu nota 8,0. Enquanto o australiano ficava pacientemente esperando por uma onda boa, o brasileiro foi pegando as que ele deixava passar e uma delas abriu a parede para somar um 6,0 nas duas notas computadas. Julian Wilson demorou 12 minutos para surfar sua primeira onda e começou forte, mas errou a segunda manobra. Logo entra outra série de direitas e Filipe vem primeiro com uma combinação de três manobras explosivas cravando a borda da prancha para abrir grandes leques de água na onda. Julian surge na de trás também detonando a onda e finaliza com um aéreo reverse, mesma arma que usou para superar Miguel Pupo na semifinal.

Foram duas ótimas apresentações e a nota do australiano saiu primeiro, 9,10. Mas a do brasileiro valeu 9,60 para manter uma boa vantagem de 8,51 pontos nos dez minutos finais da bateria. Na série seguinte, Filipe arrisca o aéreo, mas erra a manobra, assim como seu adversário na onda dele. Logo Filipe pega outra boa onda que abriu a parede para ele usar o seu estoque de manobras variadas com pressão e velocidade, incluindo um aéreo 360 com alto grau de dificuldade para ganhar 9,17 dos juízes. Com ela, Filipe já aumentava o seu próprio recorde de maior placar do ano no WCT para 18,77 pontos.

Julian Wilson passou a precisar de uma nota 9,67 nos 5 minutos finais para impedir a segunda vitória consecutiva do Brasil no Quiksilver Pro Gold Coast. Ou seja, só um aéreo muito espetacular para isso.  Só que foi Filipinho quem deu mais um espetáculo, estendendo o limite das manobras executadas com muita pressão, lincando uma na outra e acertando outro aéreo rodando incrível para confirmar a sua primeira vitória no WCT com nota 10 dos juízes.

MAIS BRASIL NO TOPO – A temporada 2015 começa como terminou a do ano passado, com o Brasil no topo do surfe mundial. Depois da festa pelo inédito título mundial de Gabriel Medina no Havaí, agora foi Filipe Toledo que brilhou na Austrália. Em Banzai Pipeline, o australiano Julian Wilson carimbou a faixa do brasileiro na decisão do Billabong Pipe Masters, mas na Gold Coast ele só conseguiu impedir uma final verde-amarela em plena Snapper Rocks, quando derrotou Miguel Pupo nas semifinais. No entanto, o australiano não foi páreo para o melhor surfista do campeonato, Filipe Toledo, que largou na frente na corrida pelo título de campeão mundial da World Surf League.

A sexta-feira decisiva já foi iniciada com uma bateria 100% brasileira abrindo as quartas de final e Miguel Pupo ganhou por pouco do melhor estreante na elite dos top-34 do WCT nesta primeira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015, Wiggolly Dantas. O duelo terminou com uma diferença de apenas 3 centésimos no placar encerrado em 13,70 a 13,67 pontos. Depois Julian Wilson ganhou o confronto australiano com Taj Burrow e Adriano de Souza despachou o tricampeão mundial Mick Fanning, antes de Filipe Toledo dar o seu primeiro show contra o veterano Bede Durbidge.

Nas semifinais, o primeiro classificado só foi anunciado depois de um longo suspense pelas notas das últimas ondas surfadas no minuto final por Julian Wilson e Miguel Pupo, que liderou toda a bateria. O australiano só pegou duas ondas, na primeira ganhou nota 8,43 e na última tirou 7,83 dos juízes. O brasileiro tinha começado com nota 7,17 e estava na frente com o 7,37 da sua quarta onda, então ficou precisando de 8,89 pontos para vencer e recebeu nota 8,23. Na semifinal brasileira, Filipe Toledo largou na frente com 7,83 na primeira onda que acertou dois aéreos e sacramentou a vitória com o 9,40 de mais uma incrível apresentação nas direitas de Snapper Rocks.

MR. GOLD COAST DO BRASIL – Depois de brilhantes atuações, desta vez Adriano de Souza foi vítima do longo intervalo entre as séries que marcou o último dia do Quiksilver Pro. Ele não conseguiu achar as ondas que vinha pegando nas baterias anteriores e repetiu o mesmo terceiro lugar do ano passado, quando também ficou a um passo da decisão do título. Mesmo assim, Mineirinho é o verdadeiro Mr. Gold Coast do Brasil.

Esta foi a sua décima participação nesta etapa que abre a temporada na Austrália e na metade delas chegou as semifinais. Isso aconteceu logo no seu primeiro ano em 2006, quando também não passou para a grande final. Em 2009 e 2012 ele conseguiu, porém terminou como vice-campeão. E agora em 2014 e 2015 ficou em terceiro lugar, mais uma vez começando bem a temporada entre os top-5 do mundo.

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

BRASIL NOTA 10 – Se no Quiksilver Pro Gold Coast, a primeira nota 10 do campeonato só saiu na última onda surfada por Filipe Toledo, no Roxy Pro a única nota máxima das meninas também só foi conseguida pela representante do Brasil, Silvana Lima, quando completou um aéreo rodando perfeito para despachar a australiana Sally Fitzgibbons na briga por uma vaga nas quartas de final. A cearense está retornando ao grupo das top-17 do WCT feminino esse ano e estreou carimbando a faixa da hexacampeã mundial Stephanie Gilmore na primeira fase.

Depois voltou a enfrentar a australiana na outra rodada classificatória, com a defensora do título vingando a derrota. E ainda teve o tira-teima que aconteceu nas quartas de final que abriram a sexta-feira. A brasileira até começou bem a bateria com nota 8,0, mas perdeu muito tempo esperando por outra onda boa, enquanto Gilmore foi mais ativa surfando mais ondas para conquistar a classificação para as semifinais. Silvana Lima terminou em quinto lugar com 5.200 pontos no ranking que passou a ser liderado pela havaiana Carissa Moore, após a vitória sobre a australiana na grande final.

PRÓXIMAS ETAPAS – Carissa Moore agora vai defender os títulos das duas próximas etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. No ano passado, a havaiana ganhou o Rip Curl Pro Bells Beach e também o Drug Aware Margaret River Pro em duas decisões contra a australiana Tyler Wright. Como na Gold Coast, as duas provas serão disputadas pelos homens e pelas mulheres. O Rip Curl Pro está marcado para os dias 01 a 12 de abril nas direitas geladas de Bells Beach e no dia 15 já começa o prazo de Margaret River que vai até 26 de abril.
 

RESULTADO FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,60 pontos (notas 10.00+9.60) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 14,70 pontos (9.10+5.60) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 16.26 x 15.60 Miguel Pupo (BRA)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 17.23 x 10.34 Adriano de Souza (BRA)

RESULTADO FINAL DO ROXY PRO GOLD COAST:

Campeã: Carissa Moore (HAV) por 18,43 pontos (notas 9.40+9.03) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 15,50 pontos (8.33+7.17) – US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 16.250 de prêmio:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.26 x 11.53 Tatiana Weston-Webb (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 16.86 x 16.06 Tyler Wright (AUS)

 

QUINTA FEIRA 12 DE MARÇO 2015

BRASIL FORTE, 04 ATLETAS NAS QUARTAS

Quatro brasileiros e quatro australianos vão decidir o título do Quiksilver Pro Gold Coast nesta sexta-feira em Queensland, na Austrália. O campeão mundial Gabriel Medina foi barrado ainda na terceira fase pelo irlandês Glenn Hall, mas os também paulistas Adriano de Souza, Filipe Toledo, Miguel Pupo e o estreante Wiggolly Dantas, vão tentar a segunda vitória consecutiva do Brasil na etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015 em Snapper Rocks. Um deles já está garantido nas semifinais, pois o primeiro duelo do último dia será verde-amarelo, entre Miguel Pupo e Wiggolly Dantas. Os outros dois estão na chave de baixo, com Adriano de Souza enfrentando o tricampeão mundial Mick Fanning e Filipe Toledo fechando as quartas de final contra o também experiente Bede Durbidge.

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipinho foi o grande destaque do dia nas direitas de 2-3 pés da quinta-feira em Snapper Rocks. O surfista de Ubatuba que atualmente mora na Califórnia, fez os recordes do ano no WCT com o seu arsenal de manobras modernas e progressivas apresentadas contra a sensação do surfe norte-americano, Kolohe Andino. Ele já começou forte a bateria com nota 9,67 e foi ampliando a vantagem a cada apresentação até fechar o placar em 18,50 a 15,74 pontos. Depois também fez a maior pontuação da quarta fase, conquistando a última vaga direta para as quartas de final por 17,83 pontos, contra 16,57 do sul-africano Jordy Smith e 12,23 do australiano Matt Wilkinson, que depois foram eliminados na repescagem.

“Eu amo surfar direitas como essas aqui de Snapper Rocks, então estou me sentindo bem confortável e confiante nas baterias”, disse Filipe Toledo. “A longa espera (onze dias) foi bom para a minha mente e para treinar novas pranchas. Hoje (quinta-feira) eu só procurei escolher bem as ondas e surfar o melhor que posso, pois isso é o que eu mais gosto de fazer, então fico super excitado e quero continuar assim, me divertindo. Eu acho que este vai ser um grande ano para o Brasil e para os surfistas mais jovens do circuito”.

NOVATOS BARRANDO CAMPEÕES – O dia já tinha começado bem para o Brasil com as novidades da seleção verde-amarela no WCT 2015 despachando campeões mundiais nos primeiros confrontos da terceira fase. As condições do mar estavam difíceis, com poucas ondas boas entrando nas baterias, então era preciso aproveitar as poucas chances e foi isso que o potiguar Italo Ferreira fez para superar o onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Foi a vitória de um estreante e o mais jovem da elite dos top-34, com apenas 19 anos de idade, contra o maior ídolo do esporte e o mais velho e experiente com seus 43 anos completados no dia 11 de fevereiro. Italo somou 13 pontos nas duas notas computadas contra apenas 8,77 de Slater.

“Estou superfeliz por conseguir surfar bem outra bateria”, disse Italo Ferreira. “O Kelly (Slater) é uma inspiração para mim e para muitos surfistas da minha geração. Ele é uma verdadeira lenda do esporte e pena que a nossa bateria não deu muita onda boa, mas eu consegui achar duas para fazer boas manobras, então estou muito contente por ter conseguido derrota-lo logo na minha primeira etapa no WCT”.

Na disputa seguinte, o paulista Miguel Pupo teve uma disputa mais acirrada contra o australiano Josh Kerr. Ambos surfaram boas ondas e o placar foi encerrado com uma pequena vantagem de 13,67 a 13,20 pontos a favor do brasileiro. E no terceiro duelo do dia deu Brasil de novo com Wiggolly Dantas não dando qualquer chance para Joel Parkinson, vice-campeão nas duas últimas edições do Quiksilver Pro Gold Coast, inclusive na final do ano passado contra Gabriel Medina. A vitória foi por massacrantes 15,77 a 9,93 pontos e ficou formada uma bateria verde-amarela para abrir a primeira rodada classificatória para as quartas de final, entre Italo Ferreira, Miguel Pupo e Wiggolly Dantas.

“Eu estava apenas querendo surfar boas ondas hoje (quinta-feira) e estou feliz por ter conseguido”, disse Wiggolly Dantas. “Eu consegui derrotar o Parko (Joel Parkinson), que nasceu aqui e conhece essa onda como ninguém, procurando surfar as ondas maiores. Estou me sentindo bem confiante, as pranchas estão boas e espero que continue assim, que eu vá avançando as baterias para sair daqui com um bom resultado nesta minha primeira participação no WCT”.

ZEBRA IRLANDESA – Mas, as surpresas não aconteceram apenas a favor do Brasil, pois Gabriel Medina também acabou eliminado na terceira fase pela maior “zebra” do campeonato, Glenn Hall. O irlandês já havia barrado o número 5 do mundo no ano passado, Michel Bourez, do Taiti, na quarta-feira e repetiu a dose contra o atual campeão mundial. Assim como Slater e Parkinson, Medina não achou boas ondas para mostrar tudo o que sabe e chegou até a ser penalizado com uma “interferência” após se chocar com Glenn Hall, passando a computar apenas uma onda contra duas do adversário. Não fosse isso, Medina teria vencido o confronto, mas o resultado foi encerrado com vitória do irlandês por 14,23 a 7,50 pontos. Aliás, dos seis melhores do mundo em 2014, apenas o vice-campeão Mick Fanning avançou para a quarta fase.

Depois da derrota de Gabriel Medina, mais dois brasileiros se classificaram com grandes apresentações. Adriano de Souza não teve qualquer dificuldade para despachar o havaiano Fredrick Patacchia, que praticamente não surfou nenhuma onda na bateria e a única que pegou acabou parando nas pedras de Snapper Rocks. E Filipe Toledo bateu todos os recordes do Quiksilver Pro Gold Coast em sua primeira atuação na quinta-feira contra Kolohe Andino. Após o encerramento da terceira fase, foi iniciada a primeira rodada classificatória para as quartas de final com uma bateria 100% brasileira em plena Austrália.

Miguel Pupo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Miguel Pupo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

BATERIA BRASILEIRA – Esta quarta fase não era eliminatória e Miguel Pupo pegou as melhores ondas que entraram para superar os dois novatos do Brasil na elite do WCT 2015. A vitória foi com duas notas na casa dos 8 pontos que totalizaram 17,23, contra 13,47 do também paulista Wiggolly Dantas e 13,37 do potiguar Italo Ferreira. Depois, Wiggolly aproveitou a segunda chance de classificação para as quartas de final despachando o algoz de Gabriel Medina, Glenn Hall, por uma larga vantagem de 17,34 a 13,33 pontos e vai voltar a enfrentar Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Já Italo Ferreira acabou eliminado na quinta fase por menos de meio ponto pelo veterano australiano Taj Burrow no placar de 15,73 a 15,50 pontos.

Quem também teve que seguir o caminho da repescagem foi Adriano de Souza, que perdeu no desempate para Mick Fanning na melhor bateria da quarta fase. Os dois brigaram pela ponta onda a onda e a série que entrou nos minutos finais foi decisiva. O australiano pegou a onda da frente e aumentou a vantagem para 8,34 pontos sobre Mineirinho, que veio na de trás e acertou uma série de três manobras explosivas executadas com pressão e velocidade para buscar a virada, mas a média da nota ficou em 8,33. O placar então terminou empatado em 16,50 pontos e o vencedor foi definido pela maior nota, com a 8,67 da primeira onda de Mick Fanning lhe garantindo a vitória e o também australiano Bede Durbidge ficando em último.

Com isso, Adriano de Souza teve que voltar ao mar para disputar a quinta fase e ele voltou a brilhar nas direitas de Snapper Rocks com o seu ataque variando as manobras para não dar qualquer possibilidade de reação para o imprevisível Matt Wilkinson. Mineirinho conseguiu construir uma sólida vantagem inicial e controlou toda a bateria, apesar das investidas do australiano que chegou a encostar no placar encerrado em 16,94 a 16,07 pontos. Com a vitória, Adriano festejou a última classificação verde-amarela da quinta-feira e agora vai tentar a revanche contra Mick Fanning na terceira quarta de final para seguir na busca do título no Quiksilver Pro Gold Coast.

“Estou muito feliz por estar nas quartas de final mais uma vez deste evento”, disse Adriano de Souza. “Esta já é minha décima temporada aqui e desta vez é mais especial porque estou contando com a força do Ricardinho dos Santos (assassinado em 20 de janeiro deste ano), que era como um irmão pra mim e está lá em cima no céu passando uma energia positiva não só para mim, como para todos os brasileiros certamente, porque ele era um grande amigo de todos nós”.

BRASIL NO WCT FEMININO – Se Adriano de Souza vai enfrentar o tricampeão mundial pela segunda vez em Snapper Rocks, no WCT feminino a cearense Silvana Lima terá que encarar a hexacampeã Stephanie Gilmore pela terceira vez neste seu retorno à elite das top-17 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. A brasileira ganhou dela na primeira fase com o maior placar das meninas no Roxy Pro Gold Coast, 18,16 pontos. A australiana deu o troco na quarta fase, mas Silvana foi para a repescagem tirar a única nota 10 do ano no WCT com um aéreo reverse perfeito para voltar a enfrentar a defensora do título mundial, também na terceira quarta de final como Mineirinho.

O Quiksilver Pro Gold Coast e o Roxy Pro Gold Coast terminam nesta sexta-feira em Snapper Rocks, em Coolangata, Queensland, com as duas competições sendo transmitidas ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports na Austrália. Os vencedores largam na frente na corrida dos títulos mundiais com 10.000 pontos no primeiro ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em 2015.


QUARTA FEIRA 11 DE MARÇO 2015

BRASILEIROS AVANÇAM NA AUSTRÁLIA



Depois de onze longos dias de espera, o Quiksilver Pro Gold Coast finalmente retornou na quarta-feira para realizar a primeira rodada eliminatória
da etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015 na Austrália. Sem mais prazo para adiamentos, a segunda
fase aconteceu nas mesmas ondas pequenas em Snapper Rocks que foram dispensadas nos outros dias. As condições difíceis do mar não foram
problema para os brasileiros, que venceram todas as cinco baterias que disputaram. A única baixa foi o potiguar Jadson André, eliminado no duelo
verde-amarelo com Miguel Pupo que fechou o dia. Já o outro potiguar, Italo Ferreira, que está estreando na elite do WCT, festejou sua primeira vitória
e vai encarar a fera Kelly Slater no primeiro confronto da quinta-feira na Austrália.


O onze vezes campeão mundial também competiu na quarta-feira, derrotando o australiano Jack Freestone no segundo confronto do dia iniciado
com vitória de Mick Fanning sobre o outro convidado do Quiksilver Pro Gold Coast, Dane Reynolds. Na terceira bateria veio a primeira surpresa, com
o irlandês Glenn Hall barrando o top-5 do WCT 2014, Michel Bourez. Depois de passar pelo taitiano, ele agora vai enfrentar o atual campeão mundial
que também defende o título desta primeira etapa, Gabriel Medina, na sexta bateria da terceira fase.


Em seguida, o Brasil estreou na segunda fase com vitória tranquila de Adriano de Souza sobre o veterano norte-americano C. J. Hobgood, campeão
mundial de 2001, por 13,83 a 11,00 pontos. Depois desta bateria, encerrada por volta das 9h30, a competição foi paralisada por causa da maré
cheia em Snapper Rocks e retornou as 14h30 em condições ainda irregulares e com ondas pequenas de 2-3 pés. Já os outros cinco brasileiros
disputaram as últimas vagas para a terceira fase nos duelos que fecharam a quarta-feira na Austrália.


O novato Italo Ferreira foi o primeiro a se apresentar e sentiu-se à vontade porque as ondas estavam bem parecidas com as direitas do Pontal
de Baía Formosa, cidade do litoral sul do Rio Grande do Norte onde ele nasceu. O potiguar foi inteligente e saiu pegando ondas, surfando três
seguidas antes do australiano Adrian Buchan fazer sua primeira apresentação. O placar foi encerrado com uma pequena diferença de
11,67 a 11,00 pontos, mas valeu a primeira vitória do estreante no WCT. Agora, o mais jovem integrante
da elite, com 19 anos, terá pela frente o mais velho dos top-34, Kelly Slater, que já completou 43 anos de idade em 11 de fevereiro.


"O ano passado foi o melhor ano da minha vida por causa da minha classificação para o WCT", disse Italo Ferreira. "Este sempre foi o meu sonho
e estou muito feliz por conseguir vencer a minha primeira bateria hoje (quarta-feira) aqui. As condições do mar acabaram até me favorecendo
e estou me sentindo bem confiante. Eu não consegui mostrar todo o meu surfe, mas o importante para mim era passar essa bateria. Sei
que daqui pra frente será mais difícil porque sou um dos novatos e sempre vou enfrentar os primeiros do ranking".


O surfista de Baía Formosa abriu a série de vitórias verde-amarelas que fecharam a quarta-feira em Snapper Rocks. No duelo seguinte, o paulista
Filipe Toledo, que também tem 19 anos de idade como Italo Ferreira, usou os aéreos para liquidar outro australiano, Adam Melling, por uma
larga vantagem de 16,47 a 13,10 pontos. Esta marca só não superou os 16,60 que o australiano Owen Wright totalizou contra uma das novidades
do Havaí no WCT 2015, Keanu Asing.


"Eu estava muito animado e confiante para esta bateria", disse Filipe Toledo. "Eu cometi alguns erros na primeira fase, por isso eu tentei
competir mais relaxado dessa vez, respirar bem e ficar calmo para escolher bem as ondas. E deu tudo certo, principalmente depois de começar bem
a bateria com uma nota 8. Meu objetivo para este ano é conseguir um lugar entre os top-5 do ranking e disputar o título mundial contra o
Gabriel (Medina), o Kelly (Slater), ou o Mick (Fanning). Estou acreditando que vai ser um bom ano para mim".


O outro estreante do Brasil no grupo dos top-34 do WCT também festejou sua primeira vitória na quarta-feira em Snapper Rocks. O
australiano Kai Otton vencia a bateria por 13,93 pontos, mas nos minutos finais o paulista Wiggolly Dantas aproveitou bem uma onda que
abriu a parede para ele executar uma série de manobras e conseguir a virada com uma nota 6,33. Com ela somada a nota 7,83 da sua melhor
apresentação, aumentou o seu placar para 14,16 pontos na terceira vitória do Brasil sobre a Austrália na segunda fase.


Os brasileiros só não terminaram a quarta-feira com 100% de aproveitamento porque um duelo verde-amarelo fechou o dia e só um deles
poderia avançar. O paulista Miguel Pupo começou bem com uma nota 7,00 e depois fez outra onda parecida que valeu 7,10, enquanto o potiguar
Jadson André só conseguiu 5,67 na sua melhor apresentação. O placar terminou em 14,10 a 10,00 pontos e Jadson foi o único brasileiro a
começar o ano em 25.o lugar com apenas 500 pontos no ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.


TERCEIRA FASE - Os outros seis continuam na disputa do título do Quiksilver Pro Gold Coast, que vale um prêmio de 100.000 dólares e
10.000 pontos para largar na frente na briga pelo posto de melhor surfista do mundo. Se na quarta-feira, os brasileiros disputaram as últimas
baterias da segunda fase, agora metade deles foi escalado nos primeiros duelos do rounde 3. A quinta-feira começa com o confronto de
gerações entre o mais velho integrante do WCT, Kelly Slater, 43 anos, com o mais jovem deles, Italo Ferreira, 19. 


Os outros dois confrontos serão entre Brasil e Austrália, primeiro entre Miguel Pupo, 23 anos, e Josh Kerr, 30, seguido por Wiggolly Dantas, 25,
contra Joel Parkinson, 33, vice-campeão do Quiksilver Pro Gold Coast na vitória de Gabriel Medina, 21, no ano passado. O defensor do título
será o próximo brasileiro a disputar classificação para a quarta fase, contra o irlandês Glenn Hall, 33, na sexta bateria. Depois tem
Adriano de Souza, 28, contra o havaiano Fredrick Patacchia, 33, na nona e na 11.a o também paulista Filipe Toledo, 19, fecha a
participação brasileira na terceira fase em um duelo da nova geração com o norte-americano Kolohe Andino, 20.


O prazo do Quiksilver Pro Gold Coast e do Roxy Pro Gold Coast termina nesta sexta-feira em Snapper Rocks, em Coolangata,
Queensland, com as duas competições sendo transmitidas ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports na Austrália. 



SÁBADO 07 DE MARÇO 2015

BALANÇO DO TEMPORAL

Natalia Malta presente

O Verão nublado balançou nessa sexta feira e levou uma multidão para a escolinha do Nordestão.
Para pegar onda foi preciso dibrar pranchas e surfistas. Vamos invadir a nossa praia.
Hoje depois do temporal que caiu na madrugada, Pernambuco amanheceu com ruas alagadas e ondas
para quem conseguiu chegar nos picos que fizeram a secante de gala.Na maré cheia conferimos a
escolinha do Nordestão que estava com a lotação esgotada em plena sexta feira. 
Natália Malta veio
conferir o balanço e encontrou suas ondas, no por do sol as cores apareceram. Verão nublado rendeu.

CONFIRA FOTOS DO VERÃO NUBLADO


SEXTA FEIRA 06 DE MARÇO 2015

WSL ESTENDE JANELA , AUSTRÁLIA SEM ONDAS

Sem condições de continuar o evento depois que lendou as previsões de ondas,
a WSL estendeu a janela da primeira etapa até o dia 13 de março para esperar o swell,
chupa previsão de ondas.


TERÇA FEIRA 03 DE MARÇO 2015

SILVANA LIMA VAI ENFRENTAR GILMORE DE NOVO

A brasileira Silvana Lima vai voltar a enfrentar a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore no Roxy Pro Gold Coast na Austrália. A cearense estreou no sábado com um ainda imbatível placar de 18,16 pontos de 20 possíveis na vitória sobre a australiana que também defende o título de campeã desta primeira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. Depois de dois dias sem competições na Gold Coast, as ondas melhoraram na terça-feira em Snapper Rocks para realizar a rodada das meninas que perderam no sábado. A número 1 do mundo aproveitou a segunda chance de classificação e agora vai disputar a segunda bateria da terceira fase com Silvana Lima e a sua compatriota australiana, Dimity Stoyle.

Silvana Lima voando na Expression Session do domingo em Snapper Rocks (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Silvana Lima voando na Expression Session do domingo em Snapper Rocks (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

A vitória vale passagem direta para as quartas de final, mas esta rodada não é eliminatória e as derrotadas podem se recuperar nos confrontos diretos da quarta fase, como os que aconteceram na terça-feira de ondas de 2-3 pés em Snapper Rocks. As condições do mar ainda estavam um pouco irregulares e a segunda fase do Quiksilver Pro Gold Coast foi adiada pelo terceiro dia consecutivo. As previsões indicam a entrada de uma ondulação mais consistente só a partir de sexta-feira, então os surfistas que não conseguiram vencer suas baterias no sábado, incluindo Kelly Slater, Mick Fanning e seis dos sete brasileiros da elite do WCT, foram dispensados e uma nova chamada para eles anunciada para as 7h00 da quarta-feira na Austrália.

Já as meninas competiram na terça-feira e a única surpresa do dia foi a estreante Tatiana Weston-Webb, que fez os recordes da segunda fase até ali para bater a vice-campeã do Roxy Pro Gold Coast do ano passado, Bianca Buitendag. A havaiana totalizou 15,93 pontos nas duas ondas computadas, contra 11,07 da sul-africana. A marca de Tatiana Weston-Webb foi superada no duelo seguinte que fechou a terça-feira pela também havaiana Coco Ho, que atingiu 16,16 pontos para despachar a australiana Laura Enever. Com isso, a recordista da temporada 2015 ainda é a brasileira Silvana Lima com os 18,16 pontos que somou na bateria que marcou o seu retorno ao grupo das top-17 da World Surf League, depois de recuperar a vaga em primeiro lugar no ranking do Qualifying Series em 2014.

Coco Ho bateu os recordes do dia na última bateria da terça-feira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Coco Ho bateu os recordes do dia na última bateria da terça-feira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

As duas surfistas que a cearense derrotou no sábado voltaram a se enfrentar na terça-feira, mas Stephanie Gilmore não deu qualquer chance para a convidada do Roxy Pro Gold Coast, Bronte Macaulay, vencendo o duelo australiano por 15,27 a 12,00 pontos. Na disputa seguinte, a vice-campeã mundial Tyler Wright, que também tinha estreado com derrota, foi outra favorita que se recuperou e despachou a havaiana Alessa Quizon por 14,70 a 11,24. As outras vitórias do dia foram conquistadas pela australiana Nikki Van Dijk sobre a francesa Johanne Defay e Courtney Conlogue na bateria norte-americana com Sage Erickson que abriu a terça-feira em Snapper Rocks.

O prazo do Roxy Pro Gold Coast, bem como do Quiksilver Pro Gold Coast, começou no sábado e vai até 11 de março em Snapper Rocks, em Coolangata, Queensland, com as duas competições sendo transmitidas ao vivo da Austrália pelowww.worldsurfleague.com

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QUARTA FEIRA 25 DE FEVEREIRO 2015

TERÇA DO NORTE.



Com 72 cabeças dentro da Enseada dos Corais, foi assim que a galera recebeu
o balanço de norte com vento terral nessa terça feira em Pernambuco. Muita gente
fissurada para pegar umas ondas coisa que nunca mais aconteceu por essas bandas.
Demorrou pouco tempo o terral de norte no verão , quem pegou pegou..

clique e veja fotos do terral


DOMINGO 22 DE FEVEREIRO 2015

ALEJO MUNIZ DESTRÓI NA AUSTRÁLIA NO DIA
DO SEU ANIVERSÁRIO, PARABÉNS


O catarinense Alejo Muniz festejou o seu 25.o aniversário no alto do pódio do tradicional Surfest de Newcastle realizado em homenagem ao tetracampeão mundial Mark Richards na Austrália. A vitória sobre o australiano Jack Freestone, 22 anos, na grande final do World Surf League QS 6000 Burton Automotive Pro, foi a quinta do Brasil nos 30 anos da história do evento e valia a vice-liderança no ranking do WSL Qualifying Series 2015. Antes de faturar o prêmio máximo de 25 mil dólares, Alejo ganhou uma semifinal verde-amarela com o carioca Pedro Henrique, 32 anos, que dividiu o terceiro lugar em Merewether Beach com o campeão mundial Joel Parkinson, 33. Esta foi última etapa australiana válida pelo ranking que classifica dez surfistas para disputar o título mundial no Samsung Galaxy World Championship Tour.

Foto de Steve Robertson / WSL

Foto de Steve Robertson / WSL

“É o meu aniversário hoje (domingo), então o sentimento dessa vitória é extra especial”, disse Alejo Muniz. “O sentimento é ainda mais incrível porque dois anos atrás eu perdi a final aqui para o Parko (Joel Parkinson) e agora eu consegui vencer esse campeonato que é muito especial. Antes da final, eu escrevi uma mensagem na minha prancha para o meu amigo Ricardo dos Santos, ele era um surfista incrível e faleceu há um mês (assassinado em 19 de janeiro por um policial militar em frente a sua casa na Guarda do Embaú). Este é um dia muito especial para mim, de poder dedicar esta vitória para ele”.

O australiano Jack Freestone chegou confiante na decisão do Burton Automotive Pro depois de barrar nas semifinais o grande favorito ao título, Joel Parkinson. Ele já começou forte, repetindo seu ataque aéreo que rendeu notas 6,33 e 7,00 nas duas primeiras ondas que surfou na bateria, largando na frente na disputa pelos 6.000 pontos da vitória, que valia o segundo lugar no ranking do WSL Qualifying Series liderado pelo norte-americano Kolohe Andino. Alejo Muniz falhou nas primeiras tentativas e depois surfou duas ondas regulares para entrar na briga com notas 6,50 e 6,20.

O australiano permanecia na frente, porém não conseguiu mais nenhuma onda melhor nas condições difíceis do mar no domingo em Merewether Beach, para aumentar os seus 13,33 pontos. Ao contrário do brasileiro, que nos minutos finais achou uma boa direita para apresentar suas manobras de WCT e assumir a ponta com nota 8,67. Alejo ainda ganhou outro presente no dia do seu aniversário, uma onda melhor ainda para arrancar um 9,73 dos juízes e garantir a vitória com um placar recorde de 18,40 pontos para o Burton Automotive Pro 2015.

“É difícil você ir tão longe num evento e acabar em segundo lugar na final”, lamentou Jack Freestone, que tem dois títulos mundiais da categoria Pro Junior no currículo. “Só tenho que tirar o chapéu para o Alejo (Muniz), que é um grande surfista e mostrou isso aqui hoje (domingo). Mesmo assim, eu estou empolgado com este ótimo começo de ano para mim, já fazendo final no segundo evento que participo. Agora vou voltar para casa e me preparar para o Quiksilver Pro Trials (triagem para a primeira etapa do WCT na Gold Coast) na próxima semana. Vamos ver o que acontece lá”.

Foto de Matt Dunbar / WSL

Foto de Matt Dunbar / WSL

Jack Freestone não conseguiu impedir que Alejo Muniz conquistasse a quinta vitória do Brasil em Newcastle esse ano. Alejo repetiu o feito de outros dois catarinenses, Willian Cardoso na decisão brasileira contra o paulista Filipe Toledo em 2012 e Neco Padaratz em 2006. Também já escreveram seus nomes no troféu do Surfest de Newcastle, o paulista Adriano de Souza em 2008 e o niteroiense Guilherme Herdy, que foi o primeiro a levantar a bandeira do Brasil no alto do pódio em Merewether Beach na temporada de 1996.

MUDANÇAS NO G-10 – Integrante da elite mundial do WCT até o ano passado, Alejo Muniz começou bem a batalha para recuperar sua vaga pelo G-10 do WSL Qualifying Series na “perna australiana”. Ele e o experiente Pedro Henrique, que está voltando a disputar o circuito mundial depois da mudança para Portugal, foram dois dos cinco surfistas que entraram na lista dos dez primeiros colocados no ranking com seus resultados no WSL QS 6000 de Newcastle. Os outros foram os australianos Jack Freestone e Brent Dorrington e o norte-americano Evan Geiselman.

Entre os cinco que saíram da zona de classificação para o WCT em Newcastle, dois eram do Brasil, o paulista Jessé Mendes e o cearense Michael Rodrigues, que foram substituídos por Alejo Muniz e Pedro Henrique. Já as outras três vagas eram dos havaianos John John Florence, que não competiu nas duas etapas do WSL QS 6000 da Austrália e Fredrick Patacchia e Mason Ho, que perderam logo em suas estreias no Burton Automotive Pro.

Foto de Hayden-Smith / WSL

Foto de Hayden-Smith / WSL

DOMÍNIO BRASILEIRO – A histórica trigésima edição do Surfest Newcastle foi dominada pelos brasileiros. No domingo passado, o paulista Deivid Silva conquistou o título da categoria Pro Junior e foi uma das surpresas do evento principal, se destacando desde as primeiras fases até parar em Joel Parkinson no duelo das quartas de final que abriu o domingo decisivo em Merewether Beach. O atual campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America chegou no último dia em décimo lugar no G-10 do Qualifying Series, mas foi ultrapassado por Pedro Henrique quando o carioca derrotou o australiano Brent Dorrington na terceira bateria do dia.

WSL QS 1000 FEMININO – No domingo também foi decidido o título do World Surf League QS 1000 Burton Automotive Women´s Pro, com a novata Ellie Brooks conseguindo a sua primeira vitória no circuito mundial no desempate. Ela e a também australiana Philippa Anderson terminaram a bateria com 12,66 pontos nas duas ondas computadas e a nota 7,83 da melhor apresentação de Ellie Brooks lhe garantiu o título. Porém, elas não conseguiram entrar no grupo das seis surfistas que o ranking do Qualifying Series feminino classifica para o WCT nesta etapa de 1.000 pontos. A única que ingressou no G-6 em Newcastle foi a surfista de Barbados, Chelsea Tuach, mesmo após ser barrada nas semifinais pela campeã Ellie Brooks.

PRÓXIMAS ETAPAS – Depois da “perna australiana” do World Surf League Qualifying Series, a próxima disputa por pontos na batalha pelas dez vagas para o WCT será na América do Sul, o WSL QS 1500 Rip Curl Pro Argentina, de 31 de março a 5 de abril na Playa Grande de Mar del Plata. Esta etapa será a primeira organizada pelo escritório da WSL South America e vai abrir a corrida pelo título sul-americano, que agora garante participação nas principais etapas qualificatórias para o WCT da próxima temporada, com status QS 6000 e QS 10000.

Já para as meninas, tem uma etapa do WSL QS 1000 nos dias 16 a 27 de março em Pipeline no Havaí, porém a próxima importante é o QS 6000 da Nova Zelândia, o Port Taranaki Pro NZ Home Surf Festival nos dias 26 a 29 de março nas ondas geladas de Fitzroy Beach, em Taranaki. No ano passado, esta prova foi vencida pela cearense Silvana Lima, que confirmou o seu retorno a elite das top-17 do WCT em primeiro lugar no ranking do Qualifying Series. Ela volta a representar o Brasil e a América do Sul na disputa o título mundial da World Surf League, que começa no próximo dia 28 na Gold Coast, Austrália.

RESULTADOS DO DOMINGO NO SURFEST DE NEWCASTLE:

FINAL DO WSL QS 6000 BURTON AUTOMOTIVE PRO:

Campeão: Alejo Muniz (BRA) por 18.40 pontos (9.73+8.67) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Jack Freestone (AUS) com 13.33 (7.00+6.33) – US$ 12.000 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 5.500 e 3.550 pontos:

1.a: Jack Freestone (AUS) 17.17 x 14.57 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Alejo Muniz (BRA) 14.44 x 10.10 Pedro Henrique (BRA)

FINAL DO WSL QS 1000 BURTON AUTOMOTIVE WOMEN´S PRO:

Campeã: Ellie Brooks (AUS) com 12.66 pontos (7.83+4.83) – US$ 2.000 e 1.000 pontos

Vice-campeã: Philippa Anderson (AUS) com 12,66 (6.83+5.83) – US$ 1.000 e 750 pontos

G-10 DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES 2015 – 5 etapas:

1.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.260 pontos

2.o: Alejo Muniz (BRA) – 7.550

3.o: Jack Freestone (AUS) – 6.050

4.o: Mateia Hiquily (TAH) – 4.620

5.o: Stu Kennedy (AUS) – 4.595

6.o: Ian Gouveia (BRA) – 4.190

7.o: Pedro Henrique (BRA) – 4.160

8.o: Ryan Callinan (AUS) – 3.950

9.o: Brent Dorrington (AUS) – 3.900

10.o: Evan Geiselman (EUA) – 3.710





QUINTA FEIRA 19 DE FEVEREIRO 2015

BAÍA FORMOSA NO CARNAVAL


Hemerson Marinho pegando todas no Pontal.

Baía Formosa (RN) recebeu uma multidão nesse carnaval lotando suas ruas e praias, cada vez mais seu carnaval atrai turistas e moradores de cidades vizinhas. A parte boa foi que dentro d'água o crowd não apareceu e os locais desfilaram tranquilos no swell da folia. Destaques para a nova geração que vem chegando inspirada em grandes nomes como: Chicó, Alan Jhones e Italo Ferreira , eles estão sempre extrapolando nos treinos em busca das melhores manobras, isso é BF, até no carnaval a escola nunca para.

 

CLIQUE AQUI E VEJA AS FOTOS DE BF

DOMINGO 15 DE FEVEREIRO 2015.

KOLOHE E LAURA VENCEM NA AUSTÁLIA

O norte-americano Kolohe Andino, 20 anos, é a sensação da World Surf League neste início de temporada. Ele já começou 2015 vencendo o WSL QS 1000 em casa na final com o brasileiro Ian Gouveia em Huntington Beach, na Califórnia. Agora, conquista o título do primeiro QS 6000 do ano na Austrália para ratificar a liderança no ranking do WSL Qualifying Series que garante os dez primeiros colocados no grupo dos top-34 que participa da disputa do título mundial no WCT.  A decisão do Hurley Australian Open of Surfing em Sydney foi contra o taitiano Mateia Hiquily, que começou a se destacar quando barrou o tricampeão mundial Mick Fanning nas oitavas de final. Os brasileiros Jessé Mendes e Michael Rodrigues ficaram nas quartas de final que abriram o domingo e dividiram o quinto lugar em Manly Beach, passando a figurar no G-10 do QS junto com Ian Gouveia. Já a final feminina foi australiana e Laura Enever ganhou da vice-campeã mundial Tyler Wright.

Kolohe Andino brilhando em Manly Beach (Foto: Matt Dunbar / WSL)

Kolohe Andino brilhando em Manly Beach (Foto: Matt Dunbar / WSL)

O paulista Jessé Mendes foi o primeiro a se apresentar, mas o australiano Ryan Callinan achou as melhores ondas que entraram na bateria para vencer por 16,66 a 13,27 pontos. O cearense Michael Rodrigues entrou na última quarta de final e também não conseguiu duas notas consistentes na primeira participação do líder Kolohe Andino nas boas ondas de 3-4 pés do domingo de praia lotada em Manly Beach. O americano ganhou essa com boa vantagem de 14,33 a 9,67 pontos, mas passou um sufoco para vencer o australiano Stu Kennedy nas semifinais por 13,60 a 13,46. Foi logo depois de Mateia Hiquily estabelecer um novo recorde de 17,63 pontos na briga pela primeira vaga na grande final com Ryan Callinan.

Mas, na decisão do título o taitiano não repetiu esse desempenho, enquanto Kolohe Andino achou boas ondas e acertou todas as manobras que arriscou para somar notas 9,73 e 7,33 na vitória por 17,06 a 10,13 pontos. Além dos 6.000 pontos no ranking, o californiano faturou 25 mil dólares de prêmio, com Mateia Hiquily ficando com 12 mil dólares e 4.500 pontos que o levaram direto para o segundo lugar no ranking em sua estreia na temporada 2015. Dos brasileiros no G-10, Jessé Mendes é o quinto colocado, seguido por Ian Gouveia em sexto e Michael Rodrigues divide a sétima posição com o havaiano Fredrick Patacchia, após as quatro etapas completadas em Sydney.

DECISÃO AUSTRALIANA – No WSL QS 6000 feminino, a vencedora na decisão australiana do Hurley Australian Open of Surfing foi Laura Enever, batendo a vice-campeã mundial Tyler Wright por 14,77 a 13,94 pontos. Mas a líder no ranking é a havaiana Tatiana Weston-Webb, uma das novidades da elite do WCT este ano e que perdeu por menos de um ponto para a campeã nas semifinais, 13,16 a 13,07 pontos.

Com o título em Sydney, Laura Enever agora divide a segunda posição com a ex-líder, Mahina Maeda, do Havaí, que começou o ano com vitória no QS 6000 da China. Apenas quatro sul-americanas competiram na Austrália e só a equatoriana Dominic Barona conseguiu passar uma bateria em Manly Beach, terminando em 17.o lugar no evento. Ela divide o quinquagésimo lugar no ranking com mais quatro surfistas que também perderam nessa fase em Sydney.

PRÓXIMAS ETAPAS – A “perna australiana” da World Surf League parte agora para o tradicional Festival de Newcastle realizado em homenagem ao tetracampeão mundial Mark Richards, com o Burton Automotive Pro promovendo a segunda etapa masculina do QS 6000 esse ano, junto com uma feminina do QS 1000 a partir desta segunda-feira nas ondas de Merewether Beach. Esta é a última etapa do WSL Qualifying Series na Austrália e a próxima para os homens será na América do Sul, com o QS 1500 Rip Curl Pro Argentina abrindo o calendário do WSL South America Surf Series 2015 do dia 31 de março a 5 de abril na Playa Grande de Mar del Plata.

RESULTADOS DO DOMINGO FINAL DO WSL QS 6000 HURLEY AUSTRALIAN OPEN OF SURFING:

Campeão: Kolohe Andino (EUA) por 17,06 (notas 9,73+7,33) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Mateia Hiquily (TAH) com 10,13 (5,13+5,00) – US$ 12.000 e 4.500 pontos
 

FINAL FEMININA DO QS 6000 HURLEY AUSTRALIAN OPEN OF SURFING:

Campeã: Laura Enever (AUS) por 14,77 (notas 7,77+7,00) – US$ 8.000 e 6.000 pontos

Vice-campeã: Tyler Wright (AUS) com 13,94 (7,77+6,17) – US$ 4.000 e 4.500 pontos
 

G-10 DO RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2015 – 4 etapas:

1.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.260 pontos

2.o: Mateia Hiquily (TAH) – 4.500

3.o: Stu Kennedy (AUS) – 3.945

4.o: Ryan Callinan (AUS) – 3.550

5.o: Jessé Mendes (BRA) – 3.250

6.o: Ian Gouveia (BRA) – 3.140

7.o: Fredrick Patacchia (HAV) – 3.010

7.o: Michael Rodrigues (BRA) – 3.010

9.o: John John Florence (HAV) – 3.000
 

G-6 DO WSL QUALIFYING SERIES FEMININO – 3 etapas:

1.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 7.100 pontos

2.a: Laura Enever (AUS) – 6.700

2.a: Mahina Maeda (HAV) – 6.700

4.a: Bronte Macaulay (AUS) – 6.050

5.a: Paige Hareb (NZL) – 5.550

6.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 4.600
 

QUINTA FEIRA 12 DE FEVEREIRO 2015

LUEL FELIPE QUEBRA TUDO NA AUSTRÁLIA

Seis brasileiros vão disputar vagas para as oitavas de final do World Surf League QS 6000 Hurley Australian Open of Surfing em Sydney, na Austrália. Eles se classificaram na quinta-feira de ondas de 2-3 pés em Manly Beach, com o pernambucano Luel Felipe fazendo o maior placar do dia – 16,84 pontos – na dobradinha brasileira com Ian Gouveia que fechou a terceira fase. Eles repetiram o feito que o catarinense Alejo Muniz e o paulista Jessé Mendes já haviam conseguido na quinta bateria, logo após outro catarinense, Jean da Silva, ter conquistado a primeira vitória verde-amarela do dia. Além de Jean, o cearense Michael Rodrigues também enfrentou três estrangeiros, mas passou em segundo lugar no confronto Brasil x Estados Unidos vencido por Kolohe Andino.

Foto de arquivo de Luel Felipe no Oceano Santa Catarina Pro 2014 (Crédito: Daniel Smorigo / WSL)

Foto de arquivo de Luel Felipe no Oceano Santa Catarina Pro 2014 (Crédito: Daniel Smorigo / WSL)

Os dois catarinenses agora vão competir juntos na terceira bateria da sexta-feira, contra o top do WCT, Bede Durbidge. Ele vai tentar impedir que Alejo Muniz consiga outra dobradinha brasileira em Sydney, desta vez com Jean da Silva, que na quinta-feira já despachou outro australiano da elite mundial, Kai Otton. O paulista Jessé Mendes entra na disputa seguinte para encarar mais dois australianos, Mitch Coleborn e Ryan Callinan. Já os outros três brasileiros estão nas duas baterias que vão definir os últimos classificados para as oitavas de final, quando os duelos passam a ser homem a homem, sistema que prossegue até a grande final do Australian Open.

O pernambucano Ian Gouveia começou bem a temporada sendo vice-campeão em sua primeira final no Circuito Mundial, contra o norte-americano Kolohe Andino no WSL QS 1000 de Huntington Beach, na Califórnia. E os dois finalistas da primeira etapa do ano voltam a se enfrentar nesta sexta-feira na Austrália, com o australiano Brent Dorrington completando esta penúltima bateria. Na última, o recordista da quinta-feira, Luel Felipe, agora vai competir junto com o cearense Michael Rodrigues, contra outro surfista da Austrália, o bicampeão mundial Pro Junior Jack Freestone.

G-10 DO WSL QS – Com os resultados da quinta-feira atualizados no ranking do WSL Qualifying Series, três brasileiros aparecem na lista provisória dos dez surfistas que se classificam para o WCT. Ian Gouveia largou em segundo lugar, depois teve o QS 3000 de Pipeline no Havaí e ele caiu para quinto, mas já recuperou uma posição em Sydney. E com a passagem para a quarta rodada do WSL QS 6000 de Sydney, Alejo Muniz e Jessé Mendes também entraram neste grupo, mas vão precisar avançar mais na competição para permanecerem na lista.

A participação sul-americana na quinta-feira poderia ter sido melhor, pois o argentino Santiago Muniz e os brasileiros Tomas Hermes, Caio Ibelli, David do Carmo e Caetano Vargas, chegaram perto da classificação, mas todos terminaram em terceiro lugar nas suas baterias. Os primeiros a cair foram Santiago Muniz e o paulista David do Carmo. Depois veio a vitória de Jean da Silva sobre os australianos Mitch Coleborn, Kai Otton e o havaiano Tanner Hendrickson, seguida pela primeira dobradinha verde-amarela de Alejo Muniz e Jessé Mendes sobre o costa-ricense Carlos Munoz e o australiano Kai Hing.

Aí vieram duas dobradinhas australianas antes de uma série de três baterias seguidas com brasileiros sendo eliminados. O paulista Caio Ibelli foi barrado pelo irlandês Glenn Hall e o norte-americano Nathaniel Curran, o ainda recordista absoluto do campeonato com sua brilhante apresentação na quinta-feira, Deivid Silva, terminou em último na disputa seguinte e o também paulista Hizunomê Bettero e o paranaense Caetano Vargas perderam o confronto direto contra a Austrália para Jack Freestone e Brent Dorrington. Já o desafio contra os Estados Unidos terminou empatado em 1 a 1, com Kolohe Andino ficando em primeiro lugar e Michael Rodrigues ganhando a briga pela segunda vaga do catarinense Tomas Hermes.

MELHORES DO DIA – E para fechar o dia, uma bateria eletrizante com participação tripla do Brasil entre três pernambucanos com um norte-americano. Evan Geiselman não conseguiu impedir a dobradinha de Luel Felipe com Ian Gouveia e foi eliminado junto com Alan Donato. Os dois surfaram muito bem e Luel aumentou o recorde do dia que era do top do WCT, Fredrick Patacchia, de 16,44 para 16,84 pontos, somando notas 8,67 e 8,17 contra 9,27 e 7,17 do havaiano. Ian ganhou 8,13 e 7,67 nas suas melhores ondas e totalizou 15,80 pontos.


QUARTA FEIRA 11 DE FEVEREIRO 2015

PERNAMBUCANOS CHEGAM NA FASE DOS 48 NO OPEN DE SURF NA AUSTRÁLIA

As ondas melhoraram na terça-feira em Sydney e o segundo dia do WSL QS 6000 Hurley Australian Open of Surfing ficou reservado apenas para os homens competirem nas direitas e esquerdas de 3 pés com boa formação de Manly Beach. Um total de 25 surfistas da América do Sul entrou no mar e doze se classificaram, com os brasileiros Jean da Silva e David do Carmo e o argentino Santiago Muniz, já passando para a terceira fase da competição que prossegue até domingo na Austrália. Sete deles venceram suas baterias e ainda foram registradas duas dobradinhas brasileiras nos confrontos que restavam para fechar a primeira fase.

Miguel Tudela na primeira vitória sul-americana da terça-feira (Foto: Matt Dunbar / WSL)

Miguel Tudela na primeira vitória sul-americana da terça-feira (Foto: Matt Dunbar / WSL)

A primeira vitória foi conquistada pelo jovem peruano Miguel Tudela, sobre o experiente norte-americano Nathaniel Curran e os australianos Micheal Wright e Ty Watson na terceira bateria do dia. Depois, o catarinense Luan Wood passou em segundo na disputa vencida pelo francês Adrien Toyon e o paranaense Caetano Vargas conseguiu a segunda vitória sul-americana no confronto que eliminou o argentino Leandro Usuna. Ainda teve Deivid Silva se classificando em segundo e em seguida foi concretizada a primeira dobradinha verde-amarela da terça-feira, com os também paulistas Hizunomê Bettero e Victor Bernardo despachando o australiano Jay Thompson e o sul-africano Slade Prestwich.

Depois disso brilharam os pernambucanos Alan Donato e Luel Felipe. Donato superou o havaiano Kevin Sullivan e o português José Ferreira para passar atrás do norte-americano Evan Geiselman. E Luel Felipe conseguiu uma virada espetacular no minuto final da sua bateria para fechar a primeira fase como ela começou, com dobradinha brasileira. O pernambucano Ian Gouveia liderou quase toda a disputa, com o japonês Shun Murakami em segundo. Mas Luel iniciou a recuperação igualando a nota 7,17 da primeira onda do japonês e no último minuto pegou uma boa direita para encaixar duas manobras antes de finalizar com um aéreo perfeito para ganhar nota 7,53 dos juízes e pular do terceiro para o primeiro lugar com 14,70 pontos, contra 14,67 de Ian Gouveia e 13,44 de Shun Murakami.

Em seguida foi iniciada a rodada de estreia dos cabeças de chave e o desfile das principais estrelas do Hurley Australian Open começou com o tricampeão mundial Mick Fanning destruindo suas duas primeiras ondas que valeram notas 8,50 e 7,00. No entanto, o taitiano Mateia Hiquily surpreendeu o favorito também surfando muito bem duas ondas para vencer o confronto por 15,73 a 15,50 pontos somando notas 8,30 e 7,43. O brasileiro Krystian Kymerson também fez bonito e quase ganhou a segunda vaga do australiano Mick Fanning, totalizando 15,20 pontos com notas 7,83 e 7,37. O capixaba acabou eliminado junto com o australiano Jacob Willcox.

O carioca Pedro Henrique, que completou a dobradinha verde-amarela com Krystian Kymerson que abriu o Hurley Australian Open na segunda-feira, também caiu na disputa seguinte, mas duas baterias depois o argentino Santiago Muniz conquistou a primeira classificação sul-americana para a rodada dos 48 melhores do campeonato. Na briga pela segunda vaga, o japonês Takumi Nakamura surpreendeu o novo top do WCT, Wiggolly Dantas, superando-o por 11,23 a 9,50 pontos.  O paulista David do Carmo também ignorou uma estrela da elite mundial, Kai Otton, para estrear com vitória despachando o outro australiano da bateria, Thomas Woods, além do japonês Kaito Ohashi, que ficou em último.

Ainda rolou mais uma bateria sem sul-americanos e na penúltima do dia o francês Joan Duru conseguiu a segunda vaga no confronto contra três surfistas representantes do nosso continente. Ele só não superou o catarinense Jean da Silva, que passou em primeiro lugar com 13,87 pontos, mas acabou eliminando o cearense Heitor Alves por 12,77 a 12,17 pontos, com o uruguaio Marco Giorgi ficando em último. Foi realizada até a oitava bateria da segunda fase na terça-feira e os quatro primeiros combates da terceira rodada já estão formados.

O argentino Santiago Muniz, irmão mais jovem de Alejo Muniz, que compete representando o Brasil, está no segundo com o Mick Fanning, o neozelandês Billy Stairmand e o havaiano Mason Ho. No terceiro, David do Carmo vai enfrentar o francês Joan Duru, o norte-americano Parker Coffin e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias. E Jean da Silva entra na quarta bateria com os australianos Kai Otton e Mitch Coleborn e o havaiano Tanner Hendrickson. Outros dezessete brasileiros e um peruano ainda vão disputar a segunda fase, que ficou para ser encerrada nesta quarta-feira em Sydney, na Austrália.

O WSL QS 6000 Hurley Australian Open of Surfing está sendo transmitido ao vivo na internet e o link pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa do www.wslsouthamerica.com

SÁBADO 07 DE FEVEREIRO 2015

WSL AMERICA DO SUL, PROMOVE 14 EVENTOS EM 2015

Um total de quatorze eventos da World Surf League está previsto no calendário do escritório regional da América do Sul para este ano de 2015. A premiação a ser distribuída para os surfistas chegou perto de 1 milhão de dólares, totalizando 985 mil dólares, além de importantes pontos na corrida pelas vagas no WCT masculino e feminino, bem como para as decisões dos títulos mundiais das categorias Pro Junior e Longboard. O calendário mais forte da WSL South America é o do WSL Qualifying Series masculino, com seis etapas oferecendo 850 mil dólares. Outros 60 mil dólares serão disputados nas duas provas femininas do WSL QS, 50 mil dólares nas quatro seletivas sul-americanas para o Mundial Pro Junior e 25 mil dólares nas duas do Longboard. Tanto no Pro Junior como no Longboard, a premiação total é para as categorias masculina e feminina.

Depois do título mundial na China, o bicampeonato em casa (Foto: Renato Moreno / Olas Norte)

Depois do título mundial na China, o bicampeonato em casa (Foto: Renato Moreno / Olas Norte)

Como já vem acontecendo nos últimos anos, a abertura do calendário da WSL South America será mais uma vez no Huanchaco Repalsa Longboard Pro apresentado pela Claro e Samsung, que promoverá a sua sexta edição nos próximos dias 12 a 14 de fevereiro na Playa El Elio de Huanchaco, em Trujillo, norte do Peru. Esse evento vinha decidindo o título sul-americano e os classificados para o Mundial de Longboard desde 2011, mas nesta temporada a definição será em duas etapas. A novidade é a estreia do Rip Curl Longboard Pro nos dias 24 a 26 de julho em San Bartolo, também no Peru. Em cada uma das provas, serão distribuídos US$ 10.000 para a categoria masculina e US$ 2.500 para a feminina. O peruano Piccolo Clemente e a brasileira Atalanta Batista defendem os títulos sul-americanos conquistados em Huanchaco no ano passado.

Nas quatro seletivas do WSL South America Pro Junior Series 2015 a premiação masculina também é de US$ 10.000, mas a feminina é de US$ 5.000, mas todas valem 1.000 pontos para os rankings sul-americanos das duas modalidades. O primeiro desafio para os surfistas com até 20 anos de idade será também em San Bartolo no Peru, o Rip Curl Pro Junior Series San Bartolo nos dias 26 a 28 de fevereiro. Ainda no primeiro semestre tem outro Rip Curl Pro Junior Series na Argentina, de 30 de março a 3 de abril em Mar del Plata. Já as outras duas provas foram marcadas no segundo semestre, o Red Nose Pro Junior no Brasil, de 6 a 9 de agosto no Pontal de Baía Formosa (RN), e o Chicama Pro Junior definindo os campeões sul-americanos Sub-20 nos dias 9 a 13 de setembro em La Libertad, no Peru. Em 2014, os títulos ficaram com o brasileiro Deivid Silva e a peruana Miluska Tello.

BRASIL NO TOPO – Já nas etapas classificatórias para a divisão de elite da World Surf League, a WSL South America apresenta um dos calendários mais importantes na corrida por vagas para os top-34 do WCT e o Brasil é o país onde serão disputados mais pontos – 29.000 – no ranking do WSL Qualifying Series, além de ser o que oferece a maior premiação – US$ 750.000. Os países que mais se aproximam destes números são o Havaí – 27.000 pontos e US$ 708.000 nas cinco etapas confirmadas na ilha de Oahu – e os Estados Unidos – 27.500 pontos e US$ 685.000 em sete etapas. Na Austrália só serão realizados três torneios totalizando US$ 315.000 dólares que valerão 13.000 pontos e as últimas são as duas do WSL QS 6.000 que acontecem nestas duas próximas semanas em Sydney (dias 9 a 15) e Newcastle (16 a 22).

Wiggolly Dantas conquistando o Quiksilver Saquarema Prime (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Wiggolly Dantas conquistando o Quiksilver Saquarema Prime (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

No Brasil, serão reeditados os mesmos quatro eventos do ano passado, sendo dois do WSL QS 10.000 com nível máximo de pontuação e premiação, um do QS 6.000 e um do QS 3.000. O primeiro deles é o QS 10.000 de US$ 250.000 e 10.000 pontos, Quiksilver Saquarema Prime, nos dias 4 a 10 de maio na Praia de Itaúna, em Saquarema, na semana seguinte a do encerramento do prazo da etapa brasileira do WCT na capital do Rio de Janeiro. As outras três provas formam a “perna brasileira de fim de ano” da WSL South America resgatada no ano passado.

PERNA BRASILEIRA – A diferença é que desta vez ela começará pela Bahia e não por Santa Catarina, com o QS 3.000 Mahalo Surf Eco Festival nos dias 20 a 25 de outubro, que aumentou sua premiação para US$ 100.000 e valerá 3.000 pontos no ranking. Depois tem o QS 6.000 Oceano Santa Catarina Pro de US$ 150.000 na Praia da Joaquina, de 27 de outubro a 1.o de novembro em Florianópolis, com outra etapa do QS 10.000 de US$ 250.000 nos dias 2 a 9 de novembro na Praia de Maresias, na casa do campeão mundial Gabriel Medina em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Esta será a última parada do circuito mundial antes de fechar a temporada no Havaí.

Além das quatro etapas no Brasil, a WSL South America ainda promoverá duas do QS 1.500 com premiação de US$ 50.000 valendo 1.500 pontos em outros países da América do Sul. A primeira disputa por pontos no ranking sul-americano profissional e para o mundial da WSL QS no continente, será novamente no Rip Curl Pro Argentina, do dia 31 de março a 5 de abril na Playa Grande de Mar del Plata. Já o tradicional desafio nas perigosas ondas de El Gringo no Chile, o Maui and Sons Arica World Tour, está marcado para 4 a 9 de agosto em Arica. As seis provas da WSL South America distribuirão um total de US$ 850.000 em prêmios e 32.000 pontos para o ranking de acesso para o WCT.

WSL QS FEMININO – Diferente do WSL Qualifying Series masculino que será encerrado no Havaí, o feminino terminará no Brasil, durante a perna brasileira de fim de ano da WSL South America. A lista das seis classificadas para a elite das top-16 da World Surf League será finalizada no Mahalo Surf Eco Festival da Bahia. Esta etapa do QS 3.000 vai distribuir US$ 30.000 para as meninas na mesma semana do QS 6.000 masculino, de 20 a 25 de outubro. O evento também irá decidir o título sul-americano feminino da WSL South America, fechando o ranking iniciado pelo resultado do Maui Women´s Pro Punta de Lobos, que neste ano será realizado antes, de 27 a 30 de agosto em Pichilemu, no Chile. As duas provas do QS 3.000 valem 3.000 pontos para a vencedora. No ano passado, a campeã sul-americana foi a catarinense Jacqueline Silva e o título masculino foi conquistado pelo paulista Alex Ribeiro.

TERÇA 03 DE FEVEREIRO 2015
JOHN JOHN VENCE EM CASA.

As duas grandes estrelas do WSL QS 3000 do Havaí confirmaram as expectativas e chegaram como favoritos na bateria final, com o havaiano John John Florence colecionando a sua quarta vitória no Volcom Pipe Pro. O onze vezes campeão mundial Kelly Slater defendia o título e tinha conseguido a única nota 10 do campeonato durante as quartas de final, mas na decisão não achou boas ondas e também foi batido por Mason Ho, com outro havaiano ficando em quarto lugar, Sebastian Zietz. O único brasileiro que competiu na segunda-feira de ondas de 4-6 pés em Pipeline e Backdoor foi o pernambucano Ian Gouveia, que perdeu no primeiro confronto do dia, mas ocupa a quinta posição no ranking das três etapas do WSL Qualifying Series 2015 completadas no Havaí.

John John Florence tetracampeão no Volcom Pipe Pro (Foto: Ben Reed / Volcom)

John John Florence tetracampeão no Volcom Pipe Pro (Foto: Ben Reed / Volcom)

O filho caçula de Fábio Gouveia começou o ano sendo vice-campeão no WSL QS 1000 de Huntington Beach, na Califórnia, Estados Unidos, vencido pelo americano Kolohe Andino. No domingo, Ian foi o único brasileiro a passar para as quartas de final, junto com o tetracampeão do Volcom Pipe Masters, John John Florence. Nesta bateria ele eliminou um havaiano da elite do WCT 2015, Dusty Payne, mas a vingança dos surfistas locais veio na segunda-feira, com Sebastian Zietz e Ezekiel Lau ganhando as duas primeiras vagas para as semifinais.

Depois John John Florence venceu um confronto 100% havaiano, com Ian Walsh passando em segundo, Kelly Slater ganhou a única nota 10 do campeonato num tubaço incrível na dobradinha norte-americana com Kolohe Andino e o japonês Masatoshi Ohno surpreendeu ao ficar com a última vaga na bateria vencida pelo havaiano Mason Ho que fechou as quartas de final.

Os favoritos Kelly Slater e John John Florence também venceram as semifinais, mas na decisão do título disputada praticamente nas direitas do Backdoor, quem pegou as melhores ondas que entraram na bateria foi o havaiano. Com notas 9,20 e 8,43, Florence registrou um novo recorde de 17,63 pontos para o Volcom Pipe Pro 2015, faturando o prêmio máximo de 16 mil dólares e os 3.000 pontos para liderar o ranking do WSL Qualifying Series. Mason Ho também achou boas ondas para ficar com os 10 mil dólares e os 2.250 pontos do vice-campeonato com notas 8,60 e 7,30. Já Slater terminou em terceiro lugar totalizando 9,00 pontos nas duas notas computadas, com Sebastian Zietz ficando em quarto com 8,47 pontos.

No ano passado, dois brasileiros chegaram na decisão do título do Volcom Pipe Pro, com Wiggolly Dantas só perdendo para Kelly Slater e Adriano de Souza ficando em quarto lugar. Mineirinho escolheu não competir em Pipeline esse ano, mas Wiggolly foi e desta vez parou nas oitavas de final, ficando empatado em 17.o lugar com outros dois surfistas do litoral paulista, Jessé Mendes e Hizunomê Bettero. Vencedor do prêmio de “Estreante do Ano” (Rookie of the Year) da última Tríplice Coroa Havaiana, o carioca Lucas Silveira também parou nas oitavas de final e terminou em 25.o lugar por ter ficado em último no confronto contra três norte-americanos que fechou o domingo no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO WSL QS 3000 VOLCOM PIPE PRO:

Campeão: John John Florence (HAV) por 17,63 pontos (9,20+8,43) – US$ 16.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Mason Ho (HAV) com 15,90 (notas 8,60+7,30) – US$ 10.000 e 2.250 pontos

Terceiro lugar: Kelly Slater (EUA) com 9,00 pontos (6,70+2,30) – US$ 4.750 e 1.680 pontos

Quarto lugar: Sebastian Zietz (HAV) com 8,47 (notas 7,00+1,47) – US$ 4.250 e 1.580 pontos
 

G-10 DO RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2015 – 3 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 3.000 pontos e Top-22 do WCT

2.o: Kolohe Andino (EUA) – 2.260 e Top-22 do WCT

3.o: Mason Ho (HAV) – 2.250 e 1.o do G-10

4.o: Kelly Slater (EUA) – 1.680 e Top-22 do WCT

5.o: Ian Gouveia (BRA) – 1.590 – 2.o do G-10

6.o: Sebastian Zietz (HAV) – 1.580 e Top-22 do WCT

7.o: Ezekiel Lau (HAV) – 1.260 – 3.o do G-10

8.o: Ian Walsh (HAV) – 1.180 – 4.o do G-10

8.o: Masatoshi Ohno (JPN) – 1.180 – 5.o do G-10

10: Kalani David (HAV) – 1.100 – 6.o do G-10

11: Mitch Crews (AUS) – 1.000 – 7.o do G-10

12: C. J. Hobgood (EUA) – 900 – 8.o do G-10

12: Aritz Aranburu (ESP) – 900 – 9.o do G-10

12: Hank Gaskell (HAV) – 900 – 10.o do G-10

Domingo 01 de fevereiro 2015

22 DE JANEIRO NA BAÍA FORMOSA.


José Junior na toca da "ROSA"

Veja imagens do dia 22 de janeiro na Baía Forrmosa quando o mar balançou
oferecendo boas ondas.

VEJA IMAGENS DO DIA 22 


QUINTA FEIRA 29 DE JANEIRO 2015

PEDRO LIMA COMENTA SUA VITÓRIA EM MARACAÍPE.

O Campeão da primeira etapa do brasileiro master comenta sua vitória na Baía de Maracaípe (Ipojuca) PE



SEGUNDA FEIRA 26 DE JANEIRO 2015
CIRCUITO BRASILEIRO MASTER

MARACÍPE EM FESTA COM MASTER 2015.



O POTIGUAR JOCA JUNIOR FLUTUANDO EM MARACA.- nossa cobertura tem apoio da : SECRET POINT

VEJA UM SHOW DE IMAGENS DO MASTER 2015

DOMINGO 25 DE JANEIRO 2015
CIRCUITO BRASILEIRO MASTER

PEDRO LIMA COMEÇA 2015 COMO TERMINOU 2014; VENCENDO.

CAMPEÃO

O ATUAL CAMPEÃO BRASILEIRO PEDRO LIMA SE MANTEVE NO TOPO

O atual Campeão Brasileiro Master, Pedro Dos Santos Lima, confirmou sua excelente fase vencendo a primeira etapa do brasileiro 2015 em Maracaípe (Ipojuca), assim ele começa o ano como terminou 2014, vencendo. Numa bateria de alto nível ele derrotou o ex integrante do WCT Danilo Costa que surfou muito e valorizou a vitoria de Pedro deixando no final uma diferença de apenas 0,95 pontos entre os dois.Outros dois atletas também atuaram muito forte na bateria, os paraibanos Paulo Germano (terceiro) e Saulo Carvalho (quarto) fizeram milagre nas micro ondas de Maracaípe dando muito trabalho nos vinte minutos e podendo a qualquer momento obter uma virada como foi o caso de Saulo na semi final que conseguiu um aéreo espetacular faltando 2 minutos.O evento foi uma grande confraternização de gerações do esporte atraindo atletas de todas as regiões do Brasil gerando grandes baterias espetaculares e atualizando o Surf da geração de campeões.Parabéns a CBS, comandada pelo Adalvo Argolo e a Associação Nordestina de Surf na pessoa do Geraldinho que mais uma vez começam com o pé direito as competições nacionais, trazendo para Pernambuco a honra de sediar a etapa inaugural. Na Grand Master vitória do cearense Rogério Dantas, na Kahuna vitória do Mestre Fabio Gouveia e na Grand Kahuma vitoria do Claudio Marroquim que também fez a final Kahuna. Daqui a pouco fotos e mais detalhes dessa etapa em Maracaípe.
Nossa cobertura tem apoio da : SECRET POINT.


SÁBADO 24 DE JANEIRO 2015
CIRCUITO BRASILEIRO MASTER

O BRASIL COMEÇA EM PERNAMBUCO



FABIO GOUVEIA MOSTRANDO TODO SEU ESTILO EM MARACAÍPE

Dia de festa na Baía de Maracaípe (Ipojuca) com a abertura do circuito CBS para atletas MASTER. Reunindo um número
excelente de surfistas de todas as regiões do Brasil, foi dada a largada para o circuito nacional que vai dar vagas para o
circuito mundial que deve acontecer até o final do ano. Com a presença do mestre 
Fabio Gouveia ,(foto) na categoria
Kahuna a etapa ficou completa. Ainda tivemos uma demostração com a Prancha Gigante produzida pe
lo Cláudio Marroquim
da Real Magia com a Comercio Teccel e uma apresentação inédita de Hoverboard em Pernambuco. Como sempre a
Associação Nordestina de Surf em parceria com a Club Social agita o mês de janeiro com novidades para quem
veio prestigiar a etapa.O mar não deu muita onda mais os atletas estavam mandando muito em qualquer condição.
Com nomes como Danilo Costa, Joca Junior, Da Rosa Roni Ronaldo Ronaldo, Jojó de Olivençaça, Pedro Dos Santos Lima,
 Gustavo Gouveiaa, Fred Vilela, Rodrigo Jorge e Mickey Hoffmann a etapa inaugural do CBS Master foi de alto nível.
Estamos começando a cobertura que tem apoio cultural da : SecretPoint Surf

VEJA FOTOS DESSE SÁBADO


QUARTA FEIRA 21 DE JANEIRO 2015
SURFE DE LUTO
RICARDO DOS SANTOS NÃO RESISTE AOS FERIMENTOS



Infelizmente, o catarinense Ricardo dos Santos, 24 anos, não resistiu aos ferimentos dos três tiros que levou do policial militar
Luiz Paulo Mota Brentano, 25 anos, do 8.o Batalhão de Joinville, que estava de folga e assassinou nosso surfista em frente a
casa dele na Guarda do Embaú, em Palhoça, na manhã da última segunda-feira. Ricardinho foi socorrido pelo Corpo de
Bombeiros e levado de helicóptero para o Hospital Regional de São José, mas perdeu muito sangue e não suportou a
parada cardíaca sofrida durante a quarta cirurgia a que foi submetido na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro de 2015,
para tentar interromper a hemorragia interna causada pelas perfurações entre o tórax e abdômen.


O assassino foi preso em flagrante e depois de ouvido na Delegacia da Palhoça acabou transferido para o
Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, onde está detido. O delito aconteceu por volta das 8h30 da manhã
da segunda-feira, após uma discussão que já parecia encerrada para o meliante tirar o seu carro da frente da
casa de Ricardinho, para que ele, o seu avô, Nicolau dos Santos, e o seu tio, Mauro da Silva, pudessem realizar
uma obra de encanamento desde a rua. Segundo informações do seu tio, Ricardinho viu o policial fazer uso de
droga (cocaína) e pedido para ele não fazer isso ali naquela hora da manhã, em frente a casa de famílias, além
de precisar fazer a obra no cano que o carro estava impedindo.


"Ele (Ricardo dos Santos) pediu mesmo para eles fazerem isso em outro lugar e eles logo disseram que
já iam vazar. Então a gente subiu até a caixa d´água pra pegar as ferramentas pra fazer a obra, aí quando o
Ricardo passou na frente do carro o cara simplesmente atirou sem falar mais nada. Ele tava tão doido que
atirou até no próprio retrovisor do carro", contou Mauro da Silva, que também comentou sobre o início
da discussão. "Ele meio que falou uma gracinha pro Seu Nicolau (avô do Ricardinho). Eu não vi o que foi,
mas ele falou uma palavra e ficou meio que rindo, aí o Ricardo perguntou o que estava havendo, o que que
foi, aí o cara disse para deixar eles curtirem a onda deles. Na verdade, foi pouca conversa, não teve muita
discussão não, aí na hora que o Ricardo passou, já estava de costas, uma distância de uns 4 metros, deu
pra ver o cara sacar a arma e ele atirou assim sem discutir sem nada".


"Eu cheguei a pegar o Ricardinho nos braços e ele falou para eu correr atrás dos caras, fazer alguma
coisa, anotar a placa, então saí correndo atrás deles e consegui gravar o número da placa", continuou o
tio de Ricardinho. "Eles estavam bem alterados, o motorista (autor dos disparos) não conseguia nem falar
direito. Na real, na hora que eu olhei pra ele, senti que ele era um policial, porque eles têm uma fisionomia
diferente mesmo e quando ele sacou a arma me deu mais certeza ainda, mas na hora a gente não sabia, foi
tudo muito rápido. O Ricardo que chegou mais perto dele no carro, viu que ele tava cheirando (cocaína), aí
disse pra ele que ali não era lugar pra isso, que eram 8 horas da manhã, em frente a casa de famílias, aí
ele disse que ia vazar. Até viramos as costas pra voltar pra casa e nem acreditei quando ele sacou a
arma e atirou. Não teve briga ou discussão pra chegar naquele motivo de sacar a arma e atirar, foi
totalmente sem sentido". 


Um policial do Corpo de Bombeiros da Guarda do Embaú foi o primeiro a socorrer Ricardinho e chamar
o helicóptero que o levou até o Hospital Regional de São José, cidade localizada entre a Palhoça e
Florianópolis. Na segunda-feira mesmo, ele foi submetido a três cirurgias para a retirada das balas e
conter as várias hemorragias internas que duraram cerca de 7 horas. Depois foi encaminhado para
a UTI, onde passou a noite e voltou para a sala de cirurgia na manhã da terça-feira para os médicos
tentarem mais uma vez interromper as hemorragias causadas pelas perfurações. Ele perdeu muito
sangue e não resistiu, sofrendo uma parada cardíaca fatal durante esta quarta cirurgia.


A mãe e a namorada do surfista foram chamadas para dentro do hospital e depois de alguns minutos
voltaram chorando muito para a frente da emergência, onde desde segunda-feira amigos e familiares
faziam uma corrente para o restabelecimento de Ricardo dos Santos. "É mentira, é mentira. Eu quero
o meu filho de volta. Traz ele de volta, traz, por favor", gritava a mãe Luciene dos Santos, que chegou
a cair no chão e precisou ser socorrida pelos familiares. 


Ninguém conseguia acreditar que Ricardinho havia realmente falecido e vários surfistas e fãs do esporte
postaram mensagens de apoio nas redes sociais, como o atual campeão mundial Gabriel Medina, que
lamentou: "Ricardinho, você não merecia isso! Não mesmo, nunca! Porque isso acontece com gente
do bem? Não entendo isso! Mlk gente boa, sempre ajudando o próximo, sorriso de orelha a orelha
todos os dias, exemplo de pessoa. Família dos Santos, que Deus conforte sua família".


Ricardo dos Santos nasceu em 23 de maio de 1990 e sempre morou na paradisíaca e antes pacata
Guarda do Embaú, onde começou a surfar com 7 anos de idade. Logo começou a participar das
competições, disputando os circuitos amadores de Santa Catarina e muito jovem ainda escolheu se
profissionalizar, mas logo preferiu surfar ondas maiores e mais perfeitas do que as encontradas na
maioria dos campeonatos. Ganhou fama internacional nos grandes tubos do Havaí e do Taiti, onde
se tornou o primeiro surfista da história a vencer as triagens para a etapa do WCT da Polinésia
Francesa na temida bancada de Teahupoo por dois anos consecutivos, em 2011 e 2012.
No Billabong Pro Tahiti chegou a eliminar até o maior fenômeno do esporte em todos os tempos, Kelly Slater.



SEXTA FEIRA 16 DE JANEIRO 2015

CIRCUITO OLINDENSE COMEÇA A SAIR DO PAPEL.


Presidente da ASO Thalis Odilany e o secretário de esportes de Olinda Tales Vital.

Em reunião essa semana o Presidente da ASO Thalis Odilany, entregou ao secretário de esportes de Olinda
Tales Vital, o projeto que pretende viabilizar as etapas do circuito local em 2015 incentivando cada vez mais o
Surf nas praias de Olinda. Com a volta há três anos de atividades esportivas na cidade patrimônio da humanidade
na praia do Zé Pequeno, Olinda é atualmente a única que possui praia urbana em condições de receber eventos
de Surf e a realização do seu circuito é fundamental para a evolução dos atletas, empresários e comercio em torno
do esporte. A previsão é que as etapas sejam realizadas a partir de junho quando começa a temporada de ondas.

 



SEGUNDA 12 DE JANEIRO 2015.

VERÃO BRABO 2015


Acompanhe as primeiras coberturas de 2015 com o verão
mandando no litoral de Pernambuco.


CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS

VEJA FOTOS DO VERÃO.



TERÇA 06 DE JANEIRO 2015.
LIGA MUNDIAL SOLTA O CALENDÁRIO 2015.

Esse ano com o Brasil no topo temos mais um motivo para acompanhar as etapas do circuito mundial
e torcer pelos nossos atletas, 
Gabriel Medina,Italo Ferreira , Filipe ToledoAdriano de Souza.
Miguel Pupo Pagina (Oficial)Wiggolly DantasJadson Andre e Silvana Lima que estão preparados
para fazer bonito em 2015. QUE VENHA A LIGA.



SÁBADO 03 DE JANEIRO 2015.

VERÃO: OU VOCÊ ESCRACHA OU BOIA.



Nesse sábado a ideia era apenas pegar aquela praia e curtir o mar azul cobalto na Vala do Lobo em Porto de Galinhas, mas logo
na chegada encontro com o PINO DETONADOR, 
Roberto Pino já se preparando para cair na vala. Depois quando me preparo para
fazer umas fotos do PINO vejo chegar uma barca pesada com os top surfers de Maracaípe, 
Luel Felipe Silva,Alan Donato ,
 
Leandro Peres e Frank Cordeiro que caíram nas micro ondas e começaram a apavorar, resultado :
APERTA O DEDO QUE NÃO POSSO PERDER A VIAGEM.

CLIQUE E VEJA AS PRIMEIRAS IMAGENS DE 2015.

QUINTA FEIRA 01 DE JANEIRO 2015.

2015 CHEGA COM MUITA ALEGRIA, VIVA O SURFE.



O ANO NOVO CHEGOU E O NOSSO SITE DESEJA QUE TODOS POSSAM REALIZAR SEUS SONHOS E DESEJOS, ALOHA.

TERÇA FEIRA 30 DE DEZEMBRO 2014.

ÍTALO FERREIRA ESPECIAL PARA O SURFE NORDESTE

O novo integrante da Elite Mundial conta como chegou para a festa e como é competir com
o Campeão #1 Gabriel Medina ele fala ao nosso site sobre seus objetivos para a Liga Mundial
de Surf e conta como começou a surfar em uma tampa de isopor. apoio cultural: 
Mklagem Bruzaca


QUARTA FEIRA 24 DE DEZEMBRO 2014
WORLD SURF LEAGUE APRESENTA
SUAS NOVIDADES PARA 2015.


O título mundial de Gabriel Medina foi o último da história da sigla ASP de Association of Surfing Professionals, que a partir de 2015 vai para WSL de World Surf League, que já apresenta várias novidades para a próxima temporada. A premiação das etapas do WSL World Championship Tour que decidem o título mundial aumentou de 500 mil dólares para 525 mil dólares e a do feminino subiu de 250 mil para 262,5 mil dólares. Mas, as maiores mudanças foram no circuito classificatório para a divisão de elite, que passará a ser chamado de WSL Qualifying Series e terá novas nomenclaturas das etapas. A World Surf League também continuará definindo os campeões mundiais da categoria Pro Junior e das modalidades Longboard e Big Wave em ondas gigantes.

Troféu de campeão mundial de Gabriel Medina é o último da ASP (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Troféu de campeão mundial de Gabriel Medina é o último da ASP (Foto: Laurent Masurel / ASP)

O novo WSL Qualifying Series vai diminuir os antigos sete níveis de pontuações classificados por estrelas desde 1992, para apenas cinco níveis utilizando uma nova terminologia que visa simplificar o mecanismo do QS para o público, mídia, mercado e atletas. O objetivo é garantir que os melhores surfistas se classifiquem para a elite dos top-34 que disputa o título mundial no World Championship Tour. As etapas com nível 1 estrela passarão a se chamar “QS 1000”, as de 2 e 3 estrelas se fundiram em “QS 1500”, o mesmo acontecendo com as de 4 e 5 estrelas em “QS 3000”, com as de 6 estrelas mudando para “QS 6000” e as com status Prime para “QS 10000”.

“QS 1000”- premiação de US$ 10.000 no masculino, US$ 5.000 no feminino e 500 pontos no ranking

“QS 1500” – premiação de US$ 50.000 no masculino, US$ 15.000 no feminino e 1.000 pontos

“QS 3000” – premiação de US$ 100.000 no masculino, US$ 30.000 no feminino e 2.000 pontos

“QS 6000” – premiação de US$ 150.000 no masculino, US$ 40.000 no feminino e 4.000 pontos

“QS 10000” – premiação de US$ 250.000 a 400.000 no masculino, US$ 80.000 a 150.000 no feminino e 7.000 pontos

“Nosso objetivo com o Qualifying Series é sempre buscar garantir que os melhores surfistas avancem para o mais alto nível do Circuito Mundial, que é o World Championship Tour”, disse o Comissário da ASP, Kieren Perrow. “As mudanças que estão sendo feitas para o próximo ano foram projetadas para melhorar o processo de classificação já em vigor e tentar envolver ainda mais os nossos atletas, fãs, mídia e promotores dos eventos nesta nova experiência”.

CAMPEÕES REGIONAIS – Além das mudanças acima citadas, a World Surf League também vai valorizar os circuitos dos sete escritórios regionais que organizam as etapas do Qualifying Series, que a partir de 2015 passarão a se chamar WSL South America, WSL North America, WSL Hawaii, WSL Australia, WSL Europe, WSL Africa e WSL Japan. Os campeões regionais da Austrália, Europa, África, Japão, Havaí, América do Norte e da América do Sul, como Alex Ribeiro e Jacqueline Silva que conquistaram os títulos sul-americanos de 2014, terão pré-classificação garantida em todos os eventos do WSL Qualifying Series na temporada seguinte.

PRO JUNIOR E LONGBOARD – A World Surf League também vai promover mudanças significativas na categoria Pro Junior, que já coroou grandes campeões até do WCT como o havaiano Andy Irons (in memoriam), o australiano Joel Parkinson e agora Gabriel Medina, além do também brasileiro Adriano de Souza que foi o mais jovem a festejar um título mundial na história da ASP, com apenas 16 anos de idade em 2003. As vagas para o WSL World Junior Championship continuarão sendo definidas nas seletivas dos sete escritórios regionais e o ano de 2015 será o último da categoria Pro Junior para surfistas com até 20 anos de idade, pois a partir de 2016 este limite vai baixar para 18 anos.

“O ASP World Junior Championship é o evento da categoria Junior de maior prestígio no planeta e o calibre dos campeões das edições passadas comprova isso”, destaca Kieren Perrow. “Nós gastamos um tempo significativo discutindo tendências dentro do mundo do surfe, o desempenho do atleta, o percurso da sua carreira, que determinaram uma proposta evolutiva para o Programa Pro Junior da World Surf League nos próximos dois anos e essas mudanças certamente irão beneficiar o desenvolvimento do esporte”.

As etapas da categoria Pro Junior e da modalidade Longboard organizadas pelos escritórios regionais para selecionar os representantes dos continentes para disputarem o título mundial da World Surf League terão apenas um nível de premiação a partir de 2015, com todas valendo 1.000 pontos para os rankings regionais. Tanto no Pro Junior como no Longboard, a premiação será de 10.000 dólares para a categoria masculina e de 2.500 dólares para a feminina.

Os valores das inscrições nos eventos também já foram anunciados pela World Surf League. Continuando no Pro Junior e no Longboard, o valor a ser pago para participar das seletivas regionais será de 125 dólares para o masculino e 75 dólares para o feminino. Já nas etapas do WSL Qualifying Series, as do QS 1000 e QS 1500 serão de 200 dólares para o masculino e 100 dólares para as meninas, as do QS 3000 e QS 6000 serão de 250 dólares para os homens e os mesmos 100 dólares no feminino, enquanto as do QS 10000 serão 325 dólares para as duas categorias.
 

TOP-34 DO WSL WORLD CHAMPIONSHIP TOUR 2015 – Top-22 do WCT 2014:

Campeão mundial: Gabriel Medina (BRA), 21 anos

2.o: Mick Fanning (AUS), 33 anos

3.o: John John Florence (HAV), 22

4.o: Kelly Slater (EUA), 42

5.o: Michel Bourez (TAH), 29

6.o: Joel Parkinson (AUS), 33

7.o: Jordy Smith (AFR), 26

8.o: Adriano de Souza (BRA), 27

9.o: Taj Burrow (AUS), 36

9.o: Josh Kerr (AUS), 30

11: Kolohe Andino (EUA), 20

12: Owen Wright (AUS), 24

13: Nat Young (EUA), 23

14: Julian Wilson (AUS), 26

15: Adrian Buchan (AUS), 32

16: Bede Durbidge (AUS), 31

17: Filipe Toledo (BRA), 19

18: Kai Otton (AUS), 35

19: Miguel Pupo (BRA), 23

20: Sebastian Zietz (HAV), 26

21: Fredrick Patacchia (HAV), 33

22: Jadson André (BRA), 24

——os 10 que se classificaram para o WCT 2015 pelo Qualification Series:

23: Matt Wilkinson (AUS), 26 anos

24: Adam Melling (AUS), 29

25: Brett Simpson (EUA), 29

26: Jeremy Flores (FRA), 26

27: Matt Banting (AUS), 20

28: Wiggolly Dantas (BRA), 25

29: Italo Ferreira (BRA), 20

30: Keanu Asing (HAV), 21

31: Dusty Payne (HAV), 26

32: Ricardo Christie (NZL), 26

——-convidados por contusões em 2014:

35: C. J. Hobgood (EUA), 35 anos

36: Glenn Hall (IRL), 33

TOP-17 DO WCT FEMININO DA WSL PARA 2015 – Top-10 do WCT 2014:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS), 26 anos

2.a: Tyler Wright (AUS), 20

3.a: Carissa Moore (HAV), 22

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS), 24

5.a: Malia Manuel (HAV), 21

6.a: Lakey Peterson (EUA), 20

7.a: Bianca Buitendag (AFR), 21

8.a: Johanne Defay (FRA), 21

9.a: Courtney Conlogue (EUA), 22

10: Laura Enever (AUS), 23

——-6 classificadas pelo QS:

11: Coco Ho (HAV), 23 anos

12: Nikki Van Dijk (AUS), 23

13: Alessa Quizon (HAV), 20

14: Silvana Lima (BRA), 30

15: Sage Erickson (EUA), 24

16: Tatiana Weston-Webb (HAV), 18

——-convidada da WSL:

17: Dimity Stoyle (AUS), 23 anos

 

 

SEXTA MEDINA 19 DE DEZEMBRO 2014

GABRIEL MEDINA SE CONSAGRA CAMPEÃO MUNDIAL DE SURF NO HAWAII. O MUNDO É NOSSO !



Quando o brasileiro Alejo Muniz venceu o australiano Mick Fanning estava realizado o sonho
de mais de 35 anos de circuito ASP, Gabriel Medina não poderia mas ser alcançado na 
pontuação e se consagrava CAMPEÃO MUNDIAL DE SURF em pleno Hawaii. Foi mais um dia
histórico para quem vive , pratica e ama o esporte dos Deuses Hawainos. O Brasil entra para
o fechado grupo que é dominado à anos por americanos, australianos e hawainos.

Com a conquista desse jovem de 20 anos o esporte se consolida e aquela divisão que existia
do Surf Brasileiro antes e depois do paraibano Fábio Gouveia, Campeão Mundial Amador, agora
passa para antes e depois de Medina. Mas uma divisão de muitas alegrias que teremos nos 
próximos anos.

PARABÉNS DELEGADO DETONOU GERAL, VIVA O SURF.



TERÇA FEIRA 16 DE DEZEMBRO 2014

FESTA DO SURF PERNAMBUCANO 2014


Nesse sábado (13/12/14) no PARADOR 081, em Maracaípe (Ipojuca) foi realizada a entrega de troféus e homenagem especiais
da Federação Pernambucana de Surf 
Associação Nordestina de Surf aos destaques de 2014. Agradecer ao GERALDINHO e toda
equipe pela lembrança a Revista Surfe Nordeste e mandar um grande abraço aos campeões e todos os patrocinadores, empresários,
prefeituras e governo estadual pelo suporte aos eventos 2014 e que no próximo ano tudo continue evoluindo,

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DA FESTA






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