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Pernambuco, a terra dos altos coqueiros.

 



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PREVISÃO DE ONDAS                              

acesse sua praia antes de ir ao Surf, veja os mapas

animados, o vento e o tamanho das ondas. Tudo bem
fácil e com alta tecnologia.








  



22 de julho 2016

FRANCÊS FAZ A MALA NO CHILE.

Com um tubo fantástico que valeu a única nota 10 do ano nas ondas desafiadoras de El Gringo, William Aliotti conquistou a primeira vitória da França nas sete edições do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour no Chile. A bateria final foi eletrizante. O australiano Dean Bowen também surfou ótimos tubos na sexta-feira e quase consegue virar o resultado no último minuto, mas os 10.000 dólares e os 1.500 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series ficaram mesmo com o francês, no placar encerrado em 17,50 a 15,00 pontos. Os peruanos Alonso Correa e Tomas Tudela perderam nas semifinais e dividiram o terceiro lugar no show de tubos da etapa mais antiga do calendário da WSL South America.

Foto: Rodrigo Farias (Agua Sagrada)
Foto: Rodrigo Farias (Agua Sagrada)

“Eu estava me sentindo superbem na final, só curtindo cada momento, porque as ondas estavam incríveis”, disse William Aliotti. “Eu vi o Dean (Bowen) pegar umas boas também, então eu sabia que ia ser uma bateria bem disputada. Arica é um lugar fantástico, as ondas estão sempre grandes e bastante fortes com altos tubos muito consistentes em qualquer tipo de swell (ondulação). As pessoas aqui são demais, muito amáveis, a comida é deliciosa e me diverti muito. Com certeza quero voltar nos próximos anos”.

Esta foi a primeira vez que William Aliotti esteve no Chile, que certamente ficará marcado na sua vida com a primeira vitória importante no Circuito Mundial: “As ondas estavam muito boas todos os dias e é por isso que venho para esse tipo de evento. Tentei ir aumentando minhas notas a cada bateria e finalmente consegui um dez na final. Eu estava muito profundo no tubo, então precisei acelerar muito, tive que passar da espuma, tinha umas partes quase fechando, então quando eu saí, eu sabia que ia ser uma nota boa e fiquei muito feliz pelo dez”.

O francês falou mais de Arica e do seu planejamento para o restante da temporada, já que essa foi apenas a primeira etapa que ele participou esse ano: “Eu cheguei antes aqui em Arica e peguei um swell grande, então sabia que a onda tinha potencial para um bom campeonato. Vim dirigindo desde Santiago e parando para surfar pelo caminho. Eu quero continuar competindo em ondas de qualidade como essas. Esse é o meu primeiro evento do ano porque não queria surfar em ondas ruins, somente em condições incríveis como aqui, mas devo participar de algumas etapas na Europa ainda esse ano”. 

William Aliotti (Foto: Pablo Jimenez)
William Aliotti (Foto: Pablo Jimenez)

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final foi iniciada ao meio-dia e as primeiras ondas surfadas pelos dois competidores fecharam rápido. O mar estava difícil, as ondas baixaram para 4-6 pés e ficaram ainda mais perigosas, quebrando muito próximas da bancada de pedras. Mas, El Gringo nunca falha e os tubos apareceram para o último espetáculo do Maui and Sons Arica Pro Tour. William Aliotti conseguiu uma melhor sintonia com as séries e surfou três tubos seguidos. O primeiro valeu 7,5, o segundo 7,07 e o terceiro foi o mais perfeito de todo o campeonato na avaliação dos juízes, que deram nota 10 unânime para o francês totalizar 17,50 pontos.

O australiano Dean Bowen também surfou um tubaço nota 9,17 e ficou precisando de 8,34 pontos para vencer. No último minuto, ele dropou dentro de um canudo incrível, foi acelerando, passando as sessões e, quando ia sair com o spray, acabou se chocando com o fotógrafo do evento. Ele até poderia conseguir a virada se completasse o tubo, mas não teve como trocar o 5,83 da sua segunda nota computada e terminou como vice-campeão, recebendo 5.000 dólares e 1.125 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series.

“Foi um campeonato incrível e a final também”, disse Dean Bowen. “Já faz um tempão que eu e o William (Aliotti) somos amigos e a gente estava conversando no outside. Eu tentei pegar as maiores ondas das séries e ficar o mais profundo possível, mas eu não saí de alguns tubos. Eu consegui sair daquela onda louca no final, mas eu estava tão rápido que perdi o controle e caí. A visão que eu tive no tubo foi espetacular e nunca mais vou esquecer dessa final. Não ganhei, mas estou amarradão porque foi show de surfe”.

Dean Bowen (Foto: Pablo Jimenez)
Dean Bowen (Foto: Pablo Jimenez)

Sobre o que pretende fazer do seu futuro, Dean Bowen respondeu: “Eu adoraria continuar competindo nos eventos do QS. Fiquei alguns anos sem participar, só treinando e melhorando a minha performance, mas agora estou achando um bom ritmo e gostaria de competir em um outro evento grande. Eu vim aqui para Arica porque meus amigos Owen Wright e Anthony Walsh (campeão no Chile em 2012), me disseram que era o tipo de evento que eu poderia me dar bem e eles estavam certos (risos). Eu queria mostrar que sou um bom tube-rider e as ondas daqui me deram essa oportunidade”.

RANKING QS – Este foi o primeiro campeonato que William Aliotti disputou esse ano e o francês já aparece em 150.o lugar na classificação geral das 29 etapas do WSL Qualifying Series completadas no Chile. Dean Bowen tinha participado de oito provas na Austrália, Indonésia e Japão, mas o vice-campeonato no Maui and Sons Arica Pro Tour foi o seu melhor resultado na temporada. Ele entraria no grupo dos top-100 se vencesse o campeonato, mas ficou em segundo e subiu de 202 para 119 no ranking. O único que entrou na lista dos 100 primeiros colocados foi o peruano Alonso Correa, que estava em 118.o e foi para a 86.a posição com o terceiro lugar no Desafio de Arica.

“As ondas estão mais difíceis do que pareciam aqui de fora”, disse Alonso Correa. “Hoje (sexta-feira), estão um pouco menores e quebrando bem em cima das pedras, mas ainda tem ondas muito boas. Estou feliz com meu desempenho, pois foi um ótimo resultado para mim. Eu queria ter chegado na final, mas o (Dean) Bowen e o (William) Aliotti surfaram bem no evento inteiro, então parabéns para eles”.

Alonso Correa (Foto: Rodrigo Farias - Agua Sagrada)
Alonso Correa (Foto: Rodrigo Farias – Agua Sagrada)

Alonso abriu a sexta-feira vencendo o duelo peruano das quartas de final contra Martin Jeri. Depois foi barrado pelo campeão William Aliotti numa bateria fraca de ondas. O francês só surfou uma e foi um tubaço que valeu nota 9,70 e garantiu a segunda vaga na grande final. Na bateria anterior, El Gringo bombou altas ondas e o australiano Dean Bowen comandou o espetáculo surfando tubos incríveis para tirar notas 9,00, 8,77 e 8,00 nas três primeiras ondas que pegou. O peruano Tomas Tudela também surfou bem, conseguindo quatro notas na casa dos 7 pontos, mas acabou eliminado pelo maior placar do campeonato, 17,77 a 15,27 pontos.

SUL-AMERICANO – O QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour foi a terceira etapa do WSL Qualifying Series realizada na América do Sul esse ano, todas valendo 1.000 pontos para o ranking regional da WSL South America. O resultado no Chile não alterou os ponteiros na corrida pelo título de campeão sul-americano da temporada, com o argentino Leandro Usuna permanecendo em primeiro lugar, seguido pelos brasileiros Flavio Nakagima em segundo e Bino Lopes em terceiro. Já o peruano Alonso Correa assumiu a quarta colocação ao chegar nas semifinais em El Gringo, com o brasileiro Marcos Correa fechando o grupo dos top-5 do ranking da WSL South America.

FINAL GRINGA – Esta foi apenas a segunda vez em sete anos de história do Maui and Sons Arica Pro Tour, que nenhum sul-americano decidiu o título de campeão nos tubos de El Gringo. A outra foi em 2012, quando o australiano Anthony Walsh derrotou o havaiano Eala Stewart na grande final. A primeira edição em 2009 foi encerrada com uma decisão peruana vencida por Gabriel Villarán. Em 2010 não teve o campeonato. Em 2011, ele terminou com uma final chilena e Guillermo Satt foi o campeão. Em 2013, Alvaro Malpartida conquistou a segunda vitória do Peru e em 2014 Jessé Mendes ganhou o único título do Brasil. No ano passado, as finais foram canceladas por causa das condições extremas e muito perigosas do mar no último dia e agora a França entra na Galeria dos Campeões do Desafio de Arica com William Aliotti.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 1500 MAUI AND SONS ARICA PRO TOUR:

Campeão: William Aliotti (FRA) por 17,50 pontos (10,00+7,50) – US$ 10.000 e 1.500 pontos no QS

Vice-campeão: Dean Bowen (AUS) com 15,00 pontos (notas 9,17+5,83) – US$ 5.000 e 1.125 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 840 pontos no QS e US$ 2.250 de prêmio:

1.a: Dean Bowen (AUS) 17.77 x 15.27 Tomas Tudela (PER)

2.a: William Aliotti (FRA) 11.63 x 5.76 Alonso Correa (PER)


17 DE JULHO 2016

A NOVELA DO TUBARÃO.


MICK TUBARÃO FANNING VENCE EM JBAY.


16 de julho 2016

BRASIL FICA FORA DA FINAL EM JBAY.




06 de julho2016

JAY BAY BOMBANDO



28 de junho 2016

SEGUNDA LENDÁRIA.

Mais uma vez as previsões falham e o swell que ia chegar em Pernambuco
vira lenda e fica pra próxima sexta...será?


22 de junho 2015

PROGRAMA SURFE NORDESTE 49 NO AR.

Cobertura da etapa WSL no Rio de Janeiro e recebendo como convidado, o empresário
e surfista Marcio Bruzaca da Mklagem- gestão ambiental.


17 de junho 2015

MEDINA VENCE E COLOCA MATT NA

COMBINAÇÃO, ELE AGORA É VICE.




Gabriel Medina surfou os únicos tubos que entraram na grande final e conquistou o bicampeonato no Fiji Pro, repetindo a vitória de 2014 para assumir a vice-liderança no ranking da World Surf League e entrar de vez na briga pelo título mundial da temporada. O líder Matt Wilkinson não achou as ondas e perdeu por uma "combination" de 15,60 a 6,34 pontos. (Foto: Sloane - WSL)


16 de junho 2015

BRASIL COM 03 ATLETAS NAS

QUARTAS DE FINAL EM FIJI


Em mais um dia de mar clássico com ondas de 6-8 pés em Cloudbreak, três brasileiros passaram para as quartas de final que vão abrir o último dia do Fiji Pro. A quinta-feira já começou com Gabriel Medina surfando dois tubos perfeitos numa onda incrível para ganhar a primeira nota 10 unânime dos cinco juízes logo na primeira bateria. Medina também vai abrir o último dia, num duelo de campeões mundiais com Adriano de Souza valendo a primeira vaga nas semifinais. E Wiggolly Dantas disputa a segunda com Kelly Slater, que tirou o segundo 10 do ano em Fiji contra ele próprio e o Mineirinho, no segundo confronto do dia. As previsões indicam ondas maiores e condições perfeitas para definir o campeão na manhã da sexta-feira em Cloudbreak. As quartas de final devem ser iniciadas as 7h00 em Fiji, 16h00 pelo fuso de Brasília, ao vivo pelowww.worldsurfleague.com

Gabriel Medina no tubo nota 10 (Foto: Sloane - WSL)
Gabriel Medina no tubo nota 10 (Foto: Sloane – WSL)

A quinta-feira começou muito bem para o Brasil, com Gabriel Medina dando um show numa onda fantástica que entrou para ele surfar um tubaço muito profundo, sair dele e já pegar outro em seguida. Os cinco juízes deram a primeira nota 10 do Fiji Pro para ele. Depois disso, só entrou mais um tubão em toda a bateria para Dusty Payne ganhar 8,33 e até a assumir a liderança com essa nota, somada ao 2,83 da sua primeira onda. Mas, Medina voltou a usar a tática de se manter ativo dentro d´água, indo em várias ondas e usou até os aéreos para conseguir 4,60 que confirmou a vitória por 14,60 pontos. O havaiano não achou mais nada e ficou em segundo com 11,16 e o taitiano Michel Bourez em último com 10,23 pontos.

“Estou amarradão por conseguir a nota 10. As ondas estão incríveis”, disse Gabriel Medina. “Eu acho que é o melhor Cloudbreak que eu já surfei. Só que todo mundo tem ondas boas e ondas mais fracas na bateria e dessa vez eu precisei de uma fraca para poder vencer. E eu tentei fazer o meu melhor nessa onda, tudo que ela permitiu. Certamente, foi o melhor 4 da minha vida”.

Campeão desta etapa em 2014, mesmo ano que se consagrou como primeiro brasileiro a conquistar o título mundial, Gabriel Medina conquistou a primeira vaga para as quartas de final, mas os dois perdedores ainda poderiam avançar na quinta fase. Ela também aconteceu na quinta-feira, porém ambos foram eliminados pelos dois brasileiros derrotados por um inspirado Kelly Slater no segundo confronto do dia. O maior ídolo do esporte já começou a bateria com um tubaço que valeu 9,77 e o segundo foi maior e mais profundo ainda para arrancar a segunda nota 10 do ano nas Ilhas Fiji. O atual campeão mundial Adriano de Souza e o também paulista Wiggolly Dantas não tiveram o que fazer, a não ser guardar forças para a quinta fase que ia rolar em seguida.

O potiguar Jadson André entrou para disputar a terceira vaga para as quartas de final e até começou bem com um tubo nota 7,93. Mas os dois australianos que ele enfrentou acabaram pegando as melhores ondas da bateria. O tricampeão mundial Mick Fanning surfou dois tubaços seguidos para totalizar imbatíveis 18,07 pontos com notas 8,27 e 9,80. Josh Kerr também pegou um muito bom que valeu 9,07 para ficar em segundo lugar com 15,07 pontos, contra 13,43 do brasileiro, que também ia ter que encarar uma bateria extra na quinta-feira.

Matt Wilkinson(Foto: Sloane - WSL)
Matt Wilkinson(Foto: Sloane – WSL)

JEEP WSL LEADER – E para fechar a primeira rodada classificatória para as quartas de final, Cloudbreak ficou clássico e os três competidores puderam surfar altos tubos. Os dois surfistas que brigavam pela liderança do ranking estavam na bateria e eles centralizaram a disputa. O havaiano John John Florence foi quem completou o melhor tubo e precisava vencer para continuar com chance de tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson. John John tirou a maior nota – 9,33 – da bateria, mas o australiano também surfou um tubaço na última onda para ganhar 8,83 e garantir a vitória por uma pequena diferença de 16,56 a 16,43 pontos. O também australiano Adrian Buchan ficou em terceiro com 15,16.

“Surfar aqui é incrível, porque é uma das melhores ondas do mundo e eu realmente queria mostrar para as pessoas que ficam questionando se sou capaz de surfar bem em esquerdas ou não”, disse Matt Wilkinson. “Para vencer o John John (Florence) e o Ace (Adrian Buchan) lá fora, nessas condições, é a maior dificuldade que você pode ter aqui. Eu acho que essas foram as melhores ondas que eu já vi e poder ganhar uma bateria como essa, surfando altos tubos, é a melhor sensação do mundo. As ondas estão impressionantemente perfeitas”.

Wilko nunca passou tantas baterias desde quando Fiji voltou ao calendário do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em 2012. E em todos esses anos, ele só tinha vencido uma em 2013, mas perdeu na terceira fase e ficou em 13.o lugar. Nas outras quatro participações, amargou o 25.o e último lugar. Mas, essa temporada está sendo especial em tudo para o australiano, que entrou na elite em 2010 e só agora, aos 27 anos de idade, vem conseguindo feitos inéditos na carreira. Começou com suas primeiras vitórias em etapas do CT na Gold Coast e em Bells Beach, não largando mais a lycra amarela do Jeep WSL Leader, desde que recebeu do campeão mundial Adriano de Souza.

John John Florence (Foto: Sloane - WSL)
John John Florence (Foto: Sloane – WSL)

E com a passagem para as quartas de final, Matt Wilkinson não perde mais a liderança do ranking nas Ilhas Fiji, mas John John pode se aproximar ainda mais dele e os dois vão voltar a se enfrentar nas quartas de final. O havaiano, que venceu o Oi Rio Pro esse ano no Rio de Janeiro, se recuperou no último confronto do dia, surfando dois tubos que valeram nota 8,5 na vitória sobre o brasileiro Jadson André. O potiguar terminou em nono lugar no Fiji Pro, conseguiu seu melhor resultado na temporada, porém continua fora do grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem, ocupando o 28.o lugar.

“Eu apenas tentei pegar ondas mais limpas e deu tudo certo, estou feliz pela vitória”, disse John John Florence. “Eu sabia que estavam entrando boas ondas, então só procurei ser bem seletivo para pegar as melhores. E estou animado para enfrentar o Matt (Wilkinson) nas quartas de final. Ele me derrotou na quarta fase, não perde mais a liderança do ranking agora, mas estou procurando me concentrar no meu próprio surfe. Amanhã (sexta-feira) devemos ter ondas melhores e maiores, por isso estou animado para competir de novo”.

MAIS VITÓRIAS BRASILEIRAS – Assim como John John Florence, Adriano de Souza e Wiggolly Dantas aproveitaram a segunda chance de classificação para as quartas de final. As ondas já não formavam aqueles tubaços do início do dia, mas Mineirinho usou toda a sua técnica e experiência para despachar o havaiano Dusty Payne por 11,34 a 10,37 pontos. Ele agora vai fazer o segundo duelo de campeões mundiais com Gabriel Medina em etapas do CT. A primeira foi quando ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o cobiçado título do Billabong Pipe Masters na inédita final verde-amarela do ano passado, com o recém-coroado campeão da Tríplice Coroa Havaiana.

Adriano de Souza (Foto: Cestari - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Cestari – WSL)

“Essa bateria com o Dusty (Payne) foi complicada, porque eu estava com muita expectativa de que as ondas iam bombar”, disse Adriano de Souza. “Mas, quando estávamos lá fora, eu fiquei esperando um tempo pelas ondas e aí percebi que estava numa bateria e não num freesurf, que precisava conseguir alguns pontos. Só sei que estou muito feliz em estar aqui, surfando esses tubos incríveis e estou muito ansioso já para amanhã (sexta-feira), porque já ouvi dizer que vai estar até maior do que isso”.

Depois de Adriano de Souza abrir a quinta fase, entrou Wiggolly Dantas com o outro surfista derrotado por Gabriel Medina na primeira bateria do dia. E o brasileiro conseguiu achar bons tubos para ganhar fácil do taitiano Michel Bourez, que chegou a cometer uma interferência no final, indo numa onda que a prioridade de escolha era do ubatubense. Com a penalidade, Bourez só computou uma nota e a maior que ele tinha era 3,77, contra 14,27 das duas melhores de Wiggolly Dantas, que vai voltar a encarar a fera Kelly Slater nas quartas de final.

“Infelizmente, não deu muitas ondas boas na bateria”, disse Wiggolly Dantas. “Quando eu vi que o Michel (Bourez) pegou uma que parecia ser boa no final, eu tive que ir nela porque a prioridade era minha. É difícil você bloquear um amigo como ele é para mim, mas era o que eu tinha que fazer e estou feliz por ter passado para a próxima fase. Minhas pranchas estão boas, estou me sentindo bem e vamos ver como vai estar o mar amanhã (sexta-feira). Pelo que já sei, vai ter altas ondas”.


15 DE JUNHO 2016

FIJI VOLTA COM ALTAS ONDAS E O

BRASIL FICA COM 04 NO ROUND 04.



11 DE JUNHO 2016

FIJI CONTINUA SEM ONDAS.



08 de junho 2016

PROGRAMA SURFE NORDESTE 49 EM

PRODUÇÃO, ESTRÉIA DIA 15 DE JUNHO.



06 DE JUNHO 2016,

FIJI PAROU.

A etapa 05 da WSL entrou em espera, sem ondas o jeito é parar, ainda tem
uma janela de 10 dias, vamos aguardar.

05 DE JUNHO 2016

BRASIL VOLTA COM 03 DA REPESCAGEM



04 de junho 2016

METADE DA EQUIPE BRASIL AVANÇA AO

ROUND 03 EM FIJI.


03 de junho 2016

ÍTALO PODE ASSUMIR O TOPO EM

FIJI, E AVANÇAR RUMO AO CANECO

01 DE JUNHO 2016

JUNHO COMEÇA NO FLAT


31 de maio 2016

JOHANNE FESTEJA EM FIJI.

A francesa Johanne Defay conquistou sua segunda vitória em etapas do Samsung Galaxy World Surf League Champioship Tour batendo a tricampeã mundial Carissa Moore nas ondas fantásticas de 6-8 pés da terça-feira em Cloudbreak, na ilha de Tavarua, em Fiji. No caminho até a decisão do Fiji Women´s Pro, Defay barrou a número 1 do Jeep WSL Leader, Courtney Conlogue, antes da semifinal contra a sensação do evento, a havaiana Bethany Hamilton. Com a vitória, Johanne subiu da sétima para a quarta colocação no ranking e ganhou novo ânimo para defender o seu título de campeã do próximo desafio do CT feminino, Vans US Open of Surfing em julho na Califórnia, Estados Unidos. Depois das meninas, será a vez dos homens competirem em Fiji, a partir do próximo domingo, 5 de junho, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

Johanne Defay (Foto: Sloane - WSL)
Johanne Defay (Foto: Sloane – WSL)

“Eu nunca tinha vencido uma bateria da Carissa (Moore) antes”, destacou Johanne Defay. “Ela é uma surfista incrível e vinha tirando notas acima de 9 nos tubos que surfou em cada bateria que disputou hoje (terça-feira) aqui. Foi uma loucura ganhar dela nessas ondas fantásticas e estou muito feliz. Quero dedicar essa vitória para a minha família, porque eles ficaram acordados a noite toda assistindo o campeonato”.

No ano passado, Johanne Defay também fez bonito nas ondas de Cloudbreak, passando pela mesma Courtney Conlogue nas quartas de final, mas acabou perdendo para a sul-africana Bianca Buitendag nas semifinais. Mas, ela saiu de Fiji para festejar a primeira vitória da sua carreira na divisão de elite da World Surf League na etapa seguinte, a Vans US Open of Surfing no famoso píer de Huntington Beach, que vai sediar a sexta parada da corrida pelo título mundial feminino nos dias 25 a 31 de julho na Califórnia, Estados Unidos.

“As ondas aqui em Fiji estavam fantásticas para nós este ano e estamos todas muito felizes por isso”, disse Johanne. “Todas as meninas estavam arrebentando, mas eu senti que não estava sendo muito inteligente nas baterias que antecederam a final. Eu só estava conseguindo pegar boas ondas no fim para avançar, então eu queria começar forte na final”.

Na decisão do título, Carissa Moore não conseguiu reeditar as grandes apresentações que a levaram até a final. A havaiana tirou a segunda nota máxima do Fiji Women´s Pro esse ano na bateria contra a dona do único 10 até ali, a australiana Laura Enever. Nesta bateria, Carissa totalizou incríveis 19,03 pontos de 20 possíveis e repetiu a dose contra a sul-africana Bianca Buitendag nas semifinais, quando atingiu 19,04 com notas 9,77 e 9,27 também em tubos incríveis.

Carissa Moore no tubo nota 10 das quartas de final (Foto: Sloane - WSL)
Carissa Moore no tubo nota 10 das quartas de final (Foto: Sloane – WSL)

Mas, na grande final foi Johanne Defay quem pegou as melhores ondas da bateria para faturar o prêmio máximo de 60 mil dólares com notas 8,70 e 8,40. A maior recebida pela havaiana foi 6,67, que somou com o 4,03 da sua última onda para totalizar apenas 10,70 pontos, contra 17,10 da francesa. Esta foi a primeira final das duas competidoras esse ano e Carissa Moore se manteve em terceiro lugar no ranking, abaixo da australiana Tyler Wright e da americana Courtney Conlogue, que recuperou a lycra amarela do Jeep WSL Leader nas Ilhas Fiji.

“Foi um evento realmente incrível e estou muito feliz pela maneira que todas as meninas surfaram aqui em Fiji esse ano”, disse Carissa Moore. “Para mim, foi um pouco decepcionante não ter conseguido manter o mesmo ritmo das outras baterias que eu competi hoje (terça-feira), mas parabéns a Johanne (Defay), porque ela pegou as melhores ondas da final e mereceu a vitória. Fiji tem sido um evento desafiador para mim e quero agradecer ao meu treinador, C. J. Hobgood, por ter conseguido surfar bem melhor dessa vez”.

Mesmo parando nas semifinais, outra havaiana surpreendeu no Fiji Women´s Pro, Bethany Hamilton, convidada da World Surf League para esta etapa. Ela brilhou na segunda-feira ao barrar a ex-líder do ranking, Tyler Wright, na segunda fase. Depois, também derrotou a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore na primeira rodada classificatória para as quartas de final. Esta foi a sexta participação em etapas do CT da surfista que perdeu o braço esquerdo num ataque de tubarão em 2003 e o terceiro lugar foi o melhor resultado da sua carreira.

Bethany Hamilton (Foto: Sloane - WSL)
Bethany Hamilton (Foto: Sloane – WSL)

“Estar aqui competindo no Fiji Pro foi a realização de um sonho e estou muito feliz da forma como foi”,disse Bethany Hamilton. “As meninas do Championship Tour estão surfando num nível incrível e tenho muito respeito por todas elas. Eu consegui um resultado surpreendente aqui e sou muito grata pelo apoio do meu marido, da família e de todos os meus fãs que torceram por mim. Foi realmente uma experiência incrível para mim”.

A havaiana dividiu o terceiro lugar no Fiji Women´s Pro com a vice-campeã desta etapa no ano passado, Bianca Buitendag. No último dia, a sul-africana conseguiu vingar a derrota sofrida na final de 2015 para Sally Fitzgibbons, despachando a australiana nas quartas de final. No entanto, não teve o que fazer na semifinal contra a havaiana Carissa Moore, que fez o maior placar do campeonato – 19,04 pontos – para conquistar a segunda vaga na grande final.

“Temos que aprender com as melhores, como a Carissa (Moore), que foi impecável nessa bateria”, reconheceu Bianca Buitendag. “A forma como ela se aproxima do lip da onda é muito mais comprometido e crítico do que eu poderia fazer. Definitivamente, eu preciso passar mais tempo surfando em esquerdas, pois não faço isso frequentemente. Há muito o que aprender com todas essas meninas e estou muito feliz por fazer parte deste grupo”.

 

Bianca Buitendag (Foto: Sloane - WSL)
Bianca Buitendag (Foto: Sloane – WSL)

 

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO FIJI WOMEN´S PRO:

Campeã: Johanne Defay (FRA) por 17,10 pontos (notas 8,70+8,40) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 10,70 pontos (6,67+4,03) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

Johanne Defay e Carissa Moore no pódio (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Johanne Defay e Carissa Moore no pódio (Foto: Kelly Cestari – WSL)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Johanne Defay (FRA) 17.47 x 11.06 Bethany Hamilton (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 19.04 x 16.60 Bianca Buitendag (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 13.250 de prêmio:

1.a: Bethany Hamilton (HAV) 12.33 x 11.26 Nikki Van Dijk (AUS)

2.a: Johanne Defay (FRA) 15.07 x 14.00 Courtney Conlogue (EUA)

3.a: Carissa Moore (HAV) 19.03 x 15.77 Laura Enever (AUS)

4.a: Bianca Buitendag (AFR) 14.40 x 10.67 Sally Fitzgibbons (AUS)

TOP-10 DO JEEP WSL RANKING – 5 etapas:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) – 37.700 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 36.950

3.a: Carissa Moore (HAV) – 34.000

4.a: Johanne Defay (FRA) – 28.650

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 28.150

6.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 25.150

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 24.100

8.a: Malia Manuel (HAV) – 20.300

9.a: Bianca Buitendag (AFR) – 20.050

10: Laura Enever (AUS) – 17.200

 


30 DE MAIO 2016

MAIO SE SALVA COM TERRAL.


24 de maio 2016.

 WSL COMPRA A PISCINA DE SLATER E

RECIFE PODE TER A PRIMEIRA DO

BRASIL.


19 de maio 2016

JOHN JOHN DETONA TODOS E 

É BICAMPEÃO NO RIO.

Os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina pararam nas semifinais e o havaiano John John Florence festejou sua segunda vitória na etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship no Rio de Janeiro. Assim como em 2012, ele enfrentou um australiano na grande final do Oi Rio Pro apresentado por Corona e deu um show nas ondas de 4-6 pés da quinta-feira, para o público que enfrentou a chuva no Postinho da Barra da Tijuca. Por 18,97 a 16,13 pontos, John John ganhou de Jack Freestone a disputa pelo prêmio máximo de 100.000 dólares e saltou da 13.a para a terceira posição no ranking, que continua liderado pelo australiano Matt Wilkinson com Italo Ferreira em segundo lugar.

John John Florence (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
John John Florence (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Confesso que entrei na final um pouco nervoso, porque o Jack (Freestone) estava arrebentando no evento”, disse John John Florence. “Eu achei que demorei muito para pegar ondas e no início eu tinha certeza que ele ia mandar um aereozão e me colocar em combination. Adorei que tinha bastante onda com pressão e são nessas condições que me sinto em casa. E o público aqui é demais, todo mundo me apoia bastante e acho que isso me ajudou a ganhar o campeonato. Agora subi para terceiro no ranking, mas ainda tem muito chão pela frente e não estou pensando em título mundial nem nada, só mesmo em fazer o meu melhor em cada bateria, cada etapa”.

O havaiano fez de tudo na grande final do Oi Rio Pro, aumentando a vantagem a cada onda. Ele surfou belos tubos, usou seu arsenal de manobras modernas e progressivas para passar cada seção e ainda as manobras aéreas que arrancaram as maiores notas da bateria. John John recebeu nota 7,00 na primeira onda, 8,00 na segunda e construiu o maior placar da quinta-feira com o 9,70 e 9,27 recebidos em duas ondas seguidas. O australiano Jack Freestone também surfou bem, manobrando forte e voando nos aéreos, mas o máximo que conseguiu foram notas 8,33 e 7,80 para somar no resultado encerrado em 18,97 a 16,13 pontos.

No último dia, o campeão John John Florence começou ganhando o duelo havaiano com Dusty Payne que abriu as quartas de final. O campeão mundial Adriano de Souza despachou o australiano Davey Cathels na bateria seguinte, mas não teve qualquer chance contra o havaiano nas semifinais. Já o australiano Jack Freestone, que não participou das duas etapas antes do Brasil por estar contundido, passou por três brasileiros nas fases decisivas. Na quarta-feira, eliminou o novo vice-líder do ranking, Italo Ferreira, no último confronto do dia. E na quinta-feira, primeiro barrou Miguel Pupo e depois o campeão mundial Gabriel Medina nas semifinais, frustrando a enorme torcida que queria ver um brasileiro na final.

Jack Freestone (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Jack Freestone (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Apesar de não ganhar o evento, achei que tive uma boa performance aqui, não fiquei nervoso nenhuma vez, nem na final quando ele (John John Florence) estava 18 pontos à minha frente”, disse Jack Freestone. “Eu sabia que se tivesse acertado aquele (aéreo) alley-oop poderia até ter vencido, mas fiquei feliz pelo segundo lugar também. Certamente esse resultado me dá mais confiança para os próximos eventos e posso ficar um pouco mais tranquilo também em relação a me manter nos tops da elite para o ano que vem”.

BRASIL NAS SEMIFINAIS – As semifinais começaram com a reedição da final da etapa de Margaret River no ano passado. Na Austrália, o campeão mundial Adriano de Souza derrotou John John Florence, mas o havaiano achou as melhores ondas que entraram na bateria, surfou lindos tubos sempre emendando fortes manobras na saída para receber notas 9,80 e 8,93. Com elas fez o segundo maior placar do Oi Rio Pro 2016 até ali, 18,73 pontos contra apenas 12,66 do Mineirinho, que terminou em terceiro lugar na etapa brasileira da World Surf League. Mesmo com a derrota, Adriano agora volta a brigar na ponta de cima da tabela de classificação, passando a ocupar a sexta posição no ranking.

“Foi uma bateria muito difícil”, admitiu Adriano de Souza. “O mar estava muito complicado hoje (quinta-feira), então quem estava em sintonia com as ondas, no lugar certo na hora certa para pegar as boas, levava vantagem, o que não foi o meu caso contra o John John (Florence). Ele estava no ritmo desde o início do evento e, com todo o talento que tem, é sempre muito difícil ganhar dele. Mas, estou feliz com minha performance e desempenho no campeonato. Fiz o meu melhor e fiquei contente com o meu resultado”.

Adriano de Souza (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Na outra semifinal, Gabriel Medina usou sua arma mortal, o aéreo reverse de backside nas direitas do Postinho, para tirar a maior nota da bateria, 9,07. O australiano Jack Freestone entrou na briga numa direita que rendeu duas manobras muito fortes que valeram nota 7,83. Depois Medina arriscou outro aéreo muito alto sem completar e Freestone repetiu a fórmula de duas manobras em mais uma direita para ganhar 8,67 e assumir a liderança com 16,50 pontos, deixando o campeão mundial precisando de 7,43 nos cinco minutos finais. Só que não entrou mais nenhuma onda boa e Medina também terminou em terceiro lugar no Oi Rio Pro, marcando 6.500 pontos no ranking e recebendo 25 mil dólares de prêmio como Mineirinho.

“Eu queria muito ter passado para a final, mas foi um bom evento e agora já mudo meu foco para Fiji (local da próxima etapa)”, disse Gabriel Medina. “É sempre empolgante entrar na água com toda essa torcida na praia. Eu consegui duas notas 10 aqui esse ano, passei umas baterias boas e agora estou bem mais confiante para a próxima etapa. Eu fiquei em casa por um tempão, surfando e treinando bastante como sempre e estou com pranchas boas também, então vamos com tudo para Fiji tentar outro bom resultado lá”.

O australiano Jack Freestone já tinha barrado outro brasileiro nas quartas de final, o paulista Miguel Pupo, que ficou em quinto lugar no Oi Rio Pro e entrou no grupo dos 22 primeiros colocados que são mantidos na divisão de elite da World Surf League para o ano que vem. Pupo agora divide a 21.a posição com o também paulista Wiggolly Dantas, com os dois fechando a zona de classificação após a etapa brasileira encerrada na quinta-feira. O próximo desafio do Samsung Galaxy WSL Championship Tour é nos dias 5 a 17 de junho nas Ilhas Fiji.

Foto: Daniel Smorigo - WSL
Foto: Daniel Smorigo – WSL

ILHAS FIJI – Apesar de não ter vencido nenhuma bateria no Rio de Janeiro, o australiano Matt Wilkinson permanece com a lycra amarela do Jeep WSL Leader para competir nas Ilhas Fiji. O potiguar Italo Ferreira poderia ter assumido a ponta se vencesse o Oi Rio Pro, porém ficou em nono lugar sendo mais uma vítima do australiano Jack Freestone nas ondas do Postinho. Mesmo assim, Italo subiu da terceira para a segunda posição no ranking e Caio Ibelli da sexta para a quinta. Já Adriano de Souza saltou do 13.o para o sexto lugar e Gabriel Medina foi da 18.a para a nona colocação no ranking das quatro etapas completadas no Brasil.

Nas Ilhas Fiji, cinco surfistas têm chances matemáticas de tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson. Para superar os 25.000 pontos que o australiano garante com os 500 do último lugar, Italo Ferreira e John John Florence precisam no mínimo chegar nas semifinais. O havaiano Sebastian Zietz e o brasileiro Caio Ibelli terão que ser finalistas. Já para o campeão mundial Adriano de Souza só interessa a vitória no Fiji Pro e Wilkinson não poderá vencer nenhuma bateria, como aconteceu na etapa brasileira da World Surf League.

RESULTADOS DO ÚLTIMOS DIA DO OI RIO PRO 2016:

Campeão: John John Florence (HAV) por 18,97 pontos (9,70+9,27) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jack Freestone (AUS) com 16,13 (notas 8,33+7,80) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: John John Florence (HAV) 18.73 x 12.66 Adriano de Souza (BRA)

2.a: Jack Freestone (AUS) 16.50 x 14.67 Gabriel Medina (BRA)

17 de maio 2016

TYLER DESTRÓI TUDO E SAMBA NO

RIO DE JANEIRO.


A australiana Tyler Wright, 22 anos, conquistou o primeiro título do Oi Rio Pro apresentado por Corona na capital do Rio de Janeiro. Ela chegou na grande final contra a compatriota Sally Fitzgibbons, 25, com a lycra amarela do Jeep WSL Leader já garantida após a derrota da campeã da etapa brasileira da World Surf League em 2015, Courtney Conlogue, 23, na primeira semifinal. A terça-feira (17) amanheceu com ondas pequenas, mas com previsão de subirem e as quartas de final femininas só foram iniciadas as 13h00 no Postinho da Barra da Tijuca. O mar foi aumentando durante a tarde e a decisão das meninas aconteceu em séries de 6-8 pés, prometendo condições desafiadoras para a categoria masculina nos próximos dias. A chamada para o início da terceira fase foi marcada para as 6h30 da quarta-feira na arena do Postinho.

Tyler Wright (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Tyler Wright (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“O Brasil
sempre muito interessante e aconteceu um monte de coisas esse ano, competimos em Grumari, 40 minutos daqui, mas é sempre tudo muito divertido aqui”, 
disse Tyler Wright, após sua terceira vitória nas quatro primeiras etapas da temporada 2016 da World Surf League. “Para mim, a melhor estratégia é não perder a calma e tentar me divertir sempre. Acho que nunca passei tanto sufoco num evento, como aqui. Tomei um caldo forte na final e estou exausta. Eu e a Sally (Fitzgibbons) somos da mesma região da Austrália e para mim não é surpresa chegarmos juntas na final, mas hoje foi o meu dia e estou muito feliz por mais uma vitória esse ano. As coisas vêm dando certo para mim e espero que continuem assim”.

As duas australianas reeditaram a final de 2013 no Postinho da Barra da Tijuca, quando Tyler Wright conseguiu sua primeira vitória no Brasil. Já o retrospecto de Sally Fitzgibbons no Rio de Janeiro é impressionante. Ela foi finalista em cinco das seis edições da etapa brasileira desde que ela retornou a capital carioca em 2011, vencendo as de 2012 e 2014. Só não decidiu o título no ano passado, quando Courtney Conlogue conquistou a primeira vitória dos Estados Unidos no Brasil, derrotando a sul-africana Bianca Buitendag na grande final.

CONDIÇÕES DIFÍCEIS – Além disso, as duas finalistas deste ano tinham nove vitórias em etapas do CT cada uma e a decisão de 35 minutos começou em séries pesadas de 6-8 pés, correnteza forte, céu nublado quase escurecendo as 16h30, mas com um bom público na praia enfrentando o vento e a frente fria entrando no Rio de Janeiro. As condições estavam tão difíceis que foi autorizado o uso do jet-ski para rebocar as atletas até o outside após a finalização das suas ondas depois da primeira semifinal.

Sally surfou a primeira da bateria mas foi fraca, de apenas 3,17 pontos. Já Tyler largou na frente com duas manobras potentes de frontside jogando água pra cima numa boa direita que valeram nota 8,67. Logo, Tyler pega uma esquerda enorme que só dá para dar uma batida forte de backside para tirar 3,77. Sally também despenca numa esquerda no mesmo lugar em frente a arena do evento, que acaba lhe derrubando na primeira manobra. As duas então voltaram a ficar posicionadas para surfar as direitas do Postinho, que eram a melhor opção na terça-feira.

Depois delas ficarem um longo tempo só remando na forte correnteza do Postinho, Tyler pega outra direita que proporciona duas manobras para ganhar 4,10 e aumentar a vantagem contra Sally para 9,60 pontos nos 15 minutos finais da bateria. Enquanto Sally fica com a prioridade de escolha da próxima onda, aguardando por uma realmente boa, Tyler ficou pegando as que ela deixava passar para tentar trocar o 4,10 da sua segunda nota computada, até conseguir um 4,23 e depois um 4,33.

Só quando restavam nove minutos para o término, Sally achou uma boa direita para mostrar a força do seu frontside com duas manobras bem executadas e entrar na briga do título com nota 7,17, passando a precisar de 5,94 pontos nos minutos finais. As séries não paravam de entrar, com ondas cada vez maiores, prometendo grandes emoções para os próximos dias com a categoria masculina. As duas ficaram na zona de impacto levando ondas na cabeça, o tempo foi passando, acabou e a segunda vitória de Tyler Wright no Rio de Janeiro foi consumada por um placar de 13,10 a 10,34 pontos. O título valeu um prêmio de 60 mil dólares para a australiana.

Sally Fitzgibbons (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Sally Fitzgibbons (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Acredito que o meu sucesso aqui no Rio de Janeiro é resultado da energia da torcida aqui, que é incrível”,disse Sally Fitzgibbons. “Os brasileiros amam esportes e o surfe também, então é sempre um prazer competir aqui no Brasil. A final hoje (terça-feira) foi um verdadeiro desafio. As ondas estavam fortes e estou com meus ouvidos cheios de areia agora (risos). Parabéns para a Tyler (Wright), ela surfou muito bem o evento inteiro e mereceu o título. De manhã nem tinham ondas aqui e agora de tarde tinham 6 pés sólidos, aumentou bastante. Eu só precisava de mais uma oportunidade, mas a onda não veio e hoje foi o dia da Tyler vencer”.

Nas quartas de final que abriram a terça-feira, as quatro surfistas que se classificaram foram as que já venceram a etapa brasileira da World Surf League desde que ela retornou para o Rio de Janeiro em 2011. Depois, a campeã de 2012 e 2014, Sally Fitzgibbons, barrou a defensora do título do Oi Rio Pro, Courtney Conlogue, na primeira semifinal e abriu a chance da compatriota Tyler Wright assumir a ponta do ranking na disputa seguinte. Para isso, ela precisava passar pela tricampeã mundial Carissa Moore, vencedora da etapa carioca em 2011, o que acabou conseguindo.

“Fiquei muito chateada porque perdi bastante tempo para chegar no outside sem assistência do jet-sky e agora estão usando o jet-sky na outra semifinal. Não achei isso justo”, reclamou Courtney Conlogue, que falou sobre a próxima etapa nas Ilhas Fiji. “Eu gosto muito de surfar lá e já estou ansiosa para embarcar. No ano passado, mesmo lesionada, cheguei até as quartas de final em Fiji e meu objetivo é melhorar esse resultado, porque para ganhar o título mundial é preciso fazer finais nas etapas. Essa foi a primeira vez que eu não cheguei na final esse ano, mas já quero virar essa página e focar no próximo evento”.

Apesar de perder a liderança do ranking no Brasil, Courtney Conlogue continua viva na disputa do título mundial, sendo a única a ter chance de superar Tyler Wright e retomar a ponta na próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour para as meninas, de 29 de maio a 3 de junho nas Ilhas Fiji. A expectativa agora fica para a continuação do Oi Rio Pro com os homens devendo competir em condições desafiadoras nos próximos dias no Postinho da Barra da Tijuca. A primeira chamada para o início da terceira fase masculina foi marcada para as 6h30 da quarta-feira na arena no Postinho.
 

TOP-10 DO RANKING FEMININO DA WORLD SURF LEAGUE – 4 etapas:

1.a: Tyler Wright (AUS) – 35.200 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 32.500

3.a: Carissa Moore (HAV) – 26.000

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 23.400

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 22.950

6.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 20.800

7.a: Johanne Defay (FRA) – 18.650

8.a: Malia Manuel (HAV) – 17.000

9.a: Bianca Buitendag (AFR) – 13.550

9.a: Sage Erickson (EUA) – 13.550

 

12 de maio 2016

RIO PRO PARA, CHAMADA SÓ

SÁBADO NO POSTINHO.


A continuação do Oi Rio Pro apresentado por Corona foi adiada na quinta-feira por causa das ondas pequenas na Praia de Grumari. A decisão só foi anunciada na terceira chamada do dia, as 10h30, depois da comissão técnica aguardar para ver se a mudança da maré iria melhorar as ondas, o que não aconteceu. Também já foi confirmado que não haverá competição na sexta-feira pelas previsões do mar e a próxima chamada foi marcada para as 6h30 do sábado na arena do Postinho da Barra da Tijuca e não em Grumari, como nos primeiros dias da etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

Oi Rio Pro em Grumari (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Oi Rio Pro em Grumari (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Dois atletas que precisam passar suas próximas baterias falaram sobre a decisão da comissão técnica do Oi Rio Pro apresentado por Corona. A tricampeã mundial Carissa Moore perdeu o confronto que fechou a quarta-feira para a hexacampeã Stephanie Gilmore e vai disputar a última vaga para as quartas de final com a também australiana Bronte Macaulay, fechando a rodada que pode abrir o próximo dia.

“Eu, na verdade, estou meio dividida”, disse Carissa Moore. “Se o campeonato fosse rolar, tudo bem, porque achei que tinha algumas oportunidades nestas ondas que estão rolando hoje (quinta-feira). Mas, se tivermos melhores condições nos próximos dias, é bom esperar também. Então vou cair no mar agora para pegar umas ondinhas e depois vou para o hotel relaxar”.

O australiano Matt Wilkinson, que defende a liderança no ranking da World Surf League no Oi Rio Pro, também ficou em dúvida sobre o adiamento na quinta-feira: “É, eu não sei direito. Tem umas ondas divertidas, mas estão pequenas e a previsão mostra que vai aumentar nos próximos dias. Está complicado, mas acho que não vai ter nenhum dia com ondas muito boas. É muito difícil ter que tomar essa decisão e fico feliz não ser minha responsabilidade (risos)”.

Matt Wilkinson (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Matt Wilkinson (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

JEEP RANKINGS LEADER – Matt Wilkinson começou a temporada de forma fulminante, vencendo as duas primeiras etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 na Gold Coast e em Bells Beach, na Austrália. No Oi Rio Pro, o australiano só precisa vencer uma bateria para manter a lycra amarela do Jeep Rankings Leader para o próximo desafio do ano, nas Ilhas Fiji. A primeira ele perdeu para o baiano Marco Fernandez, campeão da triagem da Federação de Surf do Rio de Janeiro (FESERJ) na segunda-feira em Grumari. Agora vai enfrentar o bicampeão mundial Pro Junior, Deivid Silva, no segundo duelo da segunda fase.

Mesmo que termine em último lugar no Oi Rio Pro, Matt Wilkinson só perde a lycra amarela do Jeep Rankings Leader se o brasileiro Italo Ferreira, ou o havaiano Sebastian Zietz, vencer a etapa brasileira da World Surf League no Rio de Janeiro. Caso contrário, o australiano permanece na frente da corrida pelo título mundial da temporada. Italo Ferreira estreou na terça-feira com os recordes do campeonato (nota 9,0 e 16,50 pontos), enquanto Zietz perdeu para o catarinense Alejo Muniz e terá um confronto havaiano contra Keanu Asing na sua segunda chance de classificação para a terceira fase.

A segunda fase masculina já vai começar quente, com o campeão mundial Adriano de Souza fazendo um duelo brasileiro com o baiano Bino Lopes, Matt Wilkinson defendendo a liderança do ranking na segunda bateria com o paulista Deivid Silva e Gabriel Medina entrando na quarta com Alex Ribeiro em outro confronto verde-amarelo da repescagem. Se a comissão técnica do Oi Rio Pro decidir iniciar o próximo dia pela categoria feminina, a primeira bateria a entrar no mar do Postinho da Barra será a da havaiana Malia Manuel com a australiana Keely Andrew pela quarta fase.

11 DE MAIO 2016

RIO PRO SÓ PRA MULHERES.

As ondas baixaram um pouco na quarta-feira e a segunda fase masculina foi logo adiada para as 7h00 da quinta-feira na Praia de Grumari. Mas, as meninas competiram e quatro favoritas já conquistaram as primeiras vagas para as quartas de final do Oi Rio Pro apresentado por Corona no Rio de Janeiro. Uma delas é a defensora do título da etapa brasileira da World Surf League e atual líder do ranking, Courtney Conlogue, dos Estados Unidos. As outras foram as australianas Tyler Wright, Sally Fitzgibbons e a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, que derrotou a tricampeã Carissa Moore no último confronto do dia em Grumari.

Stephanie Gilmore (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Stephanie Gilmore (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

A havaiana tinha barrado a brasileira Silvana Lima na segunda fase com a nota 8,5 da onda surfada no minuto final da bateria que era liderada pela cearense. E Carissa Moore quase consegue outra vitória no último minuto na primeira rodada classificatória para as quartas de final do Oi Rio Pro. Mas, a nota dessa vez saiu 6,17 e não foi suficiente para superar os 15,44 pontos de Stephanie Gilmore. A havaiana chegou a 15,17 e terá uma segunda chance de avançar para as quartas de final na quarta fase contra outra australiana, Bronte Macaulay.

“Eu competi na última bateria do dia tanto ontem como hoje (quarta-feira) e você acaba aprendendo muito assistindo a competição, o que fazer, o que não fazer, as mudanças nas condições do mar e o que vou fazer na minha vez de entrar na água”, disse Stephanie Gilmore. “Sem dúvidas, eu estava pronta pra competir. As ondas estavam difíceis, mas consegui colocar o meu plano em prática e deu tudo certo. Essa é a particularidade do nosso esporte. Você não está lutando somente contra as competidoras, mas contra você mesma, com o mar, o jogo mental, é um pouco de tudo. São tantos desafios e variáveis, então é importante sempre manter a positividade em tudo”.

A hexacampeã mundial conquistou a última vaga para as quartas de final e a primeira ficou com outra australiana, Sally Fitzgibbons, finalista da etapa brasileira da World Surf League quatro vezes nos últimos cinco anos. Ela só não disputou o título no Rio de Janeiro no ano passado, quando Courtney Conlogue festejou sua primeira vitória no Brasil, derrotando a sul-africana Bianca Buitendag. Fitzgibbons começou bem com nota 7,0 e liderou toda a bateria contra a também australiana Keely Andrew e a havaiana Tatiana Weston-Webb, que terão outra oportunidade de tentar a classificação para as quartas de final na quinta fase.

“Eu achei que essa bateria foi um grande desafio”, disse Sally Fitzgibbons. “Tinha que ficar lutando contra as condições do mar e contra duas oponentes muito fortes, o que limita as chances de cada uma. Tem também o nervosismo, que pode deixar você com as pernas moles na hora de surfar, mas em baterias com três atletas eu procuro surfar como num freesurf e não de maneira mais conservadora. Gosto de atacar mais e estou feliz por passar direto para as quartas de final”.

Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

JEEP WSL LEADER – Na segunda bateria, a número 1 do Jeep WSL Leader, Courtney Conlogue, conseguiu tirar a maior nota – 7,83 – para superar a também norte-americana Sage Erickson por uma pequena diferença de 13,50 a 13,13 pontos, com a havaiana Malia Manuel ficando em último com 12,40. A atual campeã do Oi Rio Pro chegou a arriscar alguns aéreos na bateria, mas não conseguiu completar nenhum para aumentar a vantagem. No entanto, o importante era a classificação direta, que foi conquistada.

“Essa condição (de mar) como a de hoje (quarta-feira), pode ficar muito difícil se você não conseguir pegar ondas boas, especialmente quando suas oponentes estão surfando bem também”, disse Courtney Conlogue. “O mais importante é escolher bem as ondas para pegar as melhores das séries. Eu tenho as minhas estratégias e gosto de me impor nas baterias, mas acho que ser consistente é crucial para atingir meus objetivos, que é ganhar campeonatos”.

A única surfista que pode tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader da norte-americana no Oi Rio Pro é Tyler Wright. E a disputa entre elas é fase a fase, ou seja, se a australiana avançar uma a mais, já assume a ponta do ranking no Rio de Janeiro. Wright fez a melhor apresentação da quarta-feira em Grumari, massacrando uma onda com muita força nas manobras para receber nota 9,17 dos juízes. Ela já havia ganho um 7,73 para totalizar 16,90 pontos, marca que só não superou os 17,66 conseguidos por Johanne Defay na segunda fase pela manhã. A francesa foi uma das adversárias de Tyler Wright nessa bateria e ficou em segundo lugar com 12,97 pontos, com a australiana Bronte Macaulay terminando em último com 11,23.

“Eu entro nas baterias muito concentrada no que eu preciso fazer, onde me posicionar e quando devo usar a minha prioridade (de escolha da próxima onda)”, contou Tyler Wright. “Eu tento sempre manter a calma e a mesma energia no mar, independente se está com 6 pés de gala ou não. A Mãe Natureza pode mandar as ondas e, mesmo assim, as vezes você não consegue pegar as melhores que entram numa bateria. Na minha cabeça, eu sei o que quero fazer nas baterias e tento só focar nisso”.

Tyler Wright (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Tyler Wright (Foto: Kelly Cestari – WSL)

CHAMADA ÀS 7 HORAS – Assim como já aconteceu nos dois primeiros dias do Oi Rio Pro, a primeira chamada da quinta-feira também foi marcada para as 7 horas na Praia de Grumari. Serão analisadas as condições do mar para decidir se a etapa brasileira da World Surf League continua no terceiro dia ou se será adiada. Se as ondas ainda estiverem boas e for escolhido iniciar o dia com a segunda fase masculina, a primeira bateria da quinta-feira será 100% brasileira, entre o campeão mundial Adriano de Souza e o baiano Bino Lopes. Se for pela feminina, entram a havaiana Malia Manuel e a australiana Keely Andrew para continuar a batalha por vagas nas quartas de final na quarta fase da competição.

ACESSO A GRUMARI – O Parque Natural Municipal de Grumari já costuma ter o acesso controlado pelos órgãos governamentais do Rio de Janeiro. No período de realização do Oi Rio Pro, de 10 a 21 de maio, será utilizado o mesmo sistema aplicado na “Operação Verão” da capital carioca. A prioridade de entrada será para os atletas e seus acompanhantes, staff técnico e imprensa. Quando completar o limite de 600 carros do estacionamento de Grumari, a cancela no início da estrada será fechada para automóveis.

10 de maio 2016

COMEÇA O RIO PRO 16

O Oi Rio Pro 2016 apresentado por Corona começou bem para o Brasil, com o defensor do título da etapa carioca do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, Filipe Toledo, vencendo a primeira bateria do dia na Praia de Grumari. Na segunda, Gabriel Medina foi o primeiro cabeça de chave a perder e logo o líder do ranking, Matt Wilkinson, e o atual campeão mundial Adriano de Souza, foram derrotados pelos convidados Marco Fernandez e Lucas Silveira, respectivamente. Depois, o Brasil só voltou a vencer com Alejo Muniz na penúltima bateria, mas ninguém surfou melhor do que o potiguar Italo Ferreira, que fez os recordes – nota 9 e 16,50 pontos – da terça-feira na bateria brasileira com Miguel Pupo e Bino Lopes. A primeira fase feminina fechou o primeiro dia e a chamada da quarta-feira será novamente às 7 horas, com Mineirinho e Bino Lopes abrindo a segunda fase em Grumari.

Italo Ferreira (WSL / Smorigo)
Italo Ferreira (WSL / Smorigo)

O surfista de Baía Formosa (RN) foi premiado como o “Estreante do Ano” em 2015 e é um dos dois únicos surfistas que podem tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson no Oi Rio Pro. No entanto, para isso, Italo Ferreira e o havaiano Sebastian Zietz precisam vencer a etapa brasileira e o australiano não passar nenhuma bateria no Rio de Janeiro. A primeira ele perdeu para o baiano Marco Fernandez, o campeão da triagem organizada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) na segunda-feira em Grumari. E a segunda será contra outro reforço da “seleção brasileira” no Rio de Janeiro, o bicampeão sul-americano Pro Junior, Deivid Silva.

“Eu estou competindo sem sentir nenhuma pressão, só tentando fazer o meu trabalho bem feito em todos os eventos desse ano”, disse Italo Ferreira, que vem de duas semifinais consecutivas na “perna australiana” da World Surf League. “Eu só quero conseguir mais um bom resultado aqui e estou me sentindo superbem, com o apoio incrível de todos os meus patrocinadores. As minhas pranchas também estão muito boas e estou feliz porque tenho o suporte de toda a minha família que está aqui comigo”.

Italo também comentou sobre a vitória com os recordes do Oi Rio Pro 2016. “Eu consegui me posicionar no lugar certo para pegar a onda da série e eu já tinha treinado ontem (segunda-feira) aqui nas direitas, então joguei todas as minhas fichas no início da bateria. Fico feliz que deu tudo certo e espero continuar assim até o fim do campeonato”.

Lucas Silveira (WSL / Smorigo)
Lucas Silveira (WSL / Smorigo)

RECORDES DO DIA – Italo venceu Miguel Pupo e Bino Lopes logo nas duas primeiras ondas que surfou na bateria. Na primeira, conseguiu acertar uma série de duas manobras muito potentes de backside numa direita para arrancar nota 9,0 dos juízes. Na segunda, ganhou 7,5 para fechar o maior placar do Oi Rio Pro em 16,50 pontos. Quem chegou mais perto dessa marca foi o também brasileiro Lucas Silveira, que só garantiu a vitória sobre o campeão mundial Adriano de Souza na última onda que surfou na bateria e valeu nota 8,67. Com ela, atingiu 15,84 pontos contra 13,80 do Mineirinho e 13,74 do havaiano Keanu Asing.

“Essa torcida aqui do Rio de Janeiro é incrível, não tem o que falar da motivação que eles dão para a gente dentro d´água”, destacou Lucas Silveira, atual campeão mundial Pro Junior da World Surf League.“Eu sou o único carioca no evento, então é mais um motivo para eles torcerem. Estou querendo aproveitar ao máximo essa oportunidade, mas o nível do CT é muito alto. Mesmo assim, as vezes ter sucesso no QS é mais difícil de ficar entre os top-10 entre 900 surfistas. No CT, são 34 tops da elite, alguns não vieram para cá e quero aproveitar como outros caras que se deram bem”.

Antes de Lucas Silveira ganhar do atual campeão mundial, Adriano de Souza, Marco Fernandez já tinha repetido o ataque nas ondas de Grumari que usou para vencer a triagem contra o líder do ranking 2016 da World Surf League. Matt Wilkinson não achou as ondas e o baiano aproveitou bem as chances que teve para vencer a bateria por 13,43 pontos. O potiguar Jadson André ficou em segundo com 11,57 e o australiano em último com apenas 8,73 pontos. Wilkinson vai ter que disputar a segunda fase, como os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina e, ainda, o vice-líder do ranking, Sebastian Zietz, e Kolohe Andino, quarto colocado no seleto grupo dos top-5.

“Eu estou muito feliz por estar representando o meu estado (Bahia) numa etapa do CT depois de dez anos”, disse Marco Fernandez, que no momento ocupa a décima posição na lista dos dez surfistas que se classificam para o CT pelo ranking do WSL Qualifying Series. “Mesmo sendo somente nesta etapa, fazia muito tempo que nenhum baiano competia com os melhores do mundo. Mas, isso é só o início de um grande trabalho e espero no final do ano estar fazendo parte dessa elite de uma vez por todas. O foco é nessa etapa agora, que vou tentar fazer um grande resultado para levar lá para a galera da Bahia”.

Filipe Toledo (WSL / Smorigo)
Filipe Toledo (WSL / Smorigo)

DEFENSOR DO TÍTULO – Quem também saiu muito feliz do mar na terça-feira foi o defensor do título de campeão do Oi Rio Pro apresentado por Corona. Filipe Toledo sofreu uma contusão séria na aterrisagem de um aéreo durante a semifinal da primeira etapa da temporada na Gold Coast, contra o hoje líder do ranking, Matt Wilkinson. Ele nem competiu nas outras duas provas da “perna australiana” e só voltou a surfar na semana passada. Filipe preferiu não arriscar as manobras mais perigosas, mas já voou na vitória por 13,77 pontos contra o norte-americano Kanoa Igarashi e o havaiano Dusty Payne.

“Estou amarradão em estar de volta, de voltar a vestir a lycra de competição e vencer a bateria então, foi a melhor sensação do mundo”, disse Filipe Toledo. “A minha família inteira está aqui comigo, meus amigos também e estou pronto para defender o meu título do evento. Já estou me sentindo quase 100% recuperado da contusão, talvez uns 95%, mas nada que me incomode durante o surfe. Ainda estou fazendo fisioterapia diariamente para chegar nos 110% e ficar bem melhor para o restante da temporada, que ainda é bem longa e muita coisa pode acontecer”.

Depois das vitórias de Filipe Toledo, Italo Ferreira, Marco Fernandez e Lucas Silveira, o outro único dos quatorze participantes do Brasil no Oi Rio Pro a passar direto para a terceira fase nas ondas de 3-4 pés de Grumari foi o catarinense Alejo Muniz. No penúltimo confronto da primeira fase masculina, ele tirou a vitória do australiano Adrian Buchan na sua última onda, virando o placar para 13,50 a 13,46 pontos. O vice-líder do ranking, Sebastian Zietz, do Havaí, terminou em último com 12,77 e vai ter que passar pela segunda fase para já não ser ultrapassado pelo potiguar Italo Ferreira.

Leonardo Fiorvanti (WSL / Smorigo)
Leonardo Fiorvanti (WSL / Smorigo)

O campeão mundial Gabriel Medina também terá que disputar uma rodada extra em Grumari. Ele não conseguiu pegar boas ondas na bateria e ficou em último no segundo confronto do dia, vencido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Os atletas da elite vêm sofrendo bastante para ganhar destes surfistas que estão entrando como substitutos dos tops contundidos ou dos ausentes neste início de temporada. O próprio Medina já foi eliminado por um deles, o australiano Stu Kennedy, na Gold Coast.

“Eu não acho que eles (tops) sintam medo dos wildcards (convidados), pois eles são os melhores do mundo”, opinou Leonardo Fioravanti, que lidera o ranking 2016 do WSL Qualifying Series. “Este é o World Tour, então o talento de todos aqui é incrível, mas eles sabem que os wildcards surfam sem nenhuma pressão e sempre tentam fazer o melhor possível para mostrar o seu surfe. É isso que estou tentando fazer, dar o meu melhor para ver o que vai acontecer no final da bateria. Esse ano está sendo fantástico para mim e quando você está confiante, facilita o seu desempenho”.

CONFRONTOS BRASILEIROS – Com nove brasileiros caindo para a repescagem, três baterias ficaram 100% verde-amarelas. Isso garante três classificados para a terceira fase do Oi Rio Pro, porém três acabarão saindo da briga do título na primeira rodada eliminatória da etapa brasileira do Samsung Galaxy WSL Championship Tour. A segunda fase já vai começar com o campeão mundial Adriano de Souza enfrentando ao baiano Bino Lopes.

Na segunda bateria, o convidado Deivid Silva vai encarar o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson. A torcida dos brasileiros é para mais uma derrota do australiano, pois só assim o potiguar Italo Ferreira terá chance de assumir a ponta do ranking com uma vitória no Oi Rio Pro 2016. Depois, tem Gabriel Medina contra Alex Ribeiro na quarta bateria e Caio Ibelli contra Jadson André na oitava. Na nona, entra Miguel Pupo com Adrian Buchan e na décima Wiggolly Dantas enfrenta outro australiano, Stu Kennedy.

Courtney Conlogue (WSL / Smorigo)
Courtney Conlogue (WSL / Smorigo)

ESTREIA DO FEMININO –  Depois da estreia dos 36 concorrentes ao título masculino do Oi Rio Pro, foi iniciada a categoria feminina com as dezoito participantes competindo também pela primeira vez nas ondas de Grumari, que recebeu um ótimo público na terça-feira. A única representante do Brasil entre as meninas é a cearense Silvana Lima, que fez parte da elite mundial até o ano passado. Só que ela enfrentou a atual líder do ranking e defensora do título de campeã do Oi Rio Pro, Courtney Conlogue, com a americana confirmando o favoritismo.

“Eu acho que as condições do mar ficaram inconsistentes durante o dia inteiro, em termos das ondas boas. Mas, eu tive a sorte de estar no lugar certo na hora certa e consegui usar a minha prioridade (de escolha da próxima onda). Arrisquei umas manobras numas ondas e acabei me dando bem”, disse Courtney Conlogue, que falou sobre a torcida que compareceu em bom número em Grumari. “Isso me deixa mais empolgada ainda para surfar o meu melhor em cada onda, quando você vê a galera gritando e pulando. Eu sou uma pessoa que também tem muita paixão pelo surfe e vendo uma torcida com a mesma paixão do que você, é muito emocionante”.

02 DE MAIO 2016

BINO E SILVANA VENCEM NA BAHIA.

A torcida baiana teve motivos de sobra para comemorar na tarde deste domingo (1). Dos 93 homens inscritos para o Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro, realizado na praia do Papagente, em Mata de São João, litoral norte baiano, os dois melhores foram os filhos da terra. Local de Praia do Forte, Bino Lopes se consagrou campeão da etapa, que teve o também baiano Marco Fernandez na segunda colocação.

Bino Lopes (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Bino Lopes (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

A bateria final foi acirrada do início ao fim. Após levar a melhor na disputa na água e ser carregado nos braços da torcida na areia, Bino Lopes ressaltou a qualidade do amigo. “Marquinho é, sem dúvidas, um dos melhores surfistas que temos no Brasil. A bateria não poderia ser diferente. Muito disputada. A cada onda, uma nova emoção. Estou muito feliz por ter feito essa final com ele, que é um amigo que torço muito pelo sucesso dele. Vamos continuar juntos, firmes e fortes levando o nome da Bahia e do Brasil para o mundo”, enfatizou o atleta que também viveu fortes emoções para chegar à decisão, quando bateu Jessé Mendes na semifinal.

“Na última onda, ele tinha a preferência, mas me deixou surfar. Ele estava na frente e eu precisava de 7.60 para ultrapassá-lo e tomar a liderança. Justo nessa última oportunidade, eu tirei 7.80 e avancei à final. Foi sensacional a emoção em ver a minha família e meus amigos vibrando na torcida”, emendou.

Vice-campeão, Fernandez também destacou o alto nível técnico do campeonato. “A galera deu um show na água. Todas as baterias foram muito niveladas e isso, com certeza, valorizou a competição. Claro que queria o título, mas segundo lugar me deixou muito feliz. Só tenho a agradecer aos meus familiares, a toda minha equipe multidisciplinar e aos meus demais apoiadores pela parceria de sempre”, disse o baiano que, na semifinal, passou pelo argentino Leandro Usuna, único estrangeiro entre os quatro melhores.

Marco Fernandez (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Marco Fernandez (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

QS RANKING – Com o resultado, Bino Lopes e Marquinho Fernandez subiram significativamente na tabela de classificação do QS ranking. Antes da competição, Bino Lopes ocupava o 60.o lugar. Agora, ele é o 22.o. Marquinho Fernandez, antes 21.o, subiu nove posições e agora é o 12.o. Jessé Mendes, por sua vez, entrou no grupo dos dez atletas que ascendem à elite do surfe mundial. Antes do Praia do Forte Pro, apresentado pela Oi, o paulista ocupava a 12.a colocação. Hoje, ele ocupa a oitava colocação. Leandro Usuna pulou do 58.o lugar para o 30.o.

Já no ranking Sul-Americano da WSL, o argentino ultrapassou o brasileiro Flávio Nakagima e é o novo líder. Após o Praia do Forte Pro, ficou assim:

1.o: Leandro Usuna (ARG) – 1.310 pontos

2.o: Flavio Nakagima (BRA) – 1.280

3.o: Bino Lopes (BRA) – 1.000

4.o: Marco Fernandez (BRA) – 750

5.o: Marcos Correa (BRA) – 745

Leandro Usuna (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Leandro Usuna (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

6.o: David do Carmo (BRA) – 700

7.o: Messias Felix (BRA) – 605

8.o: Caetano Vargas (BRA) – 580

9.o: Jesse Mendes (BRA) – 560

10.o: Wesley Santos (BRA) – 530

“Estou muito feliz porque é só o início do ano, ainda falta muito até o final da temporada. Espero seguir nesse ritmo. A América do Sul deve ser a mais forte, porque tem os melhores competidores da WSL. Estar no topo, é bom demais. Quero me manter aqui”, cravou Usuna.

Como premiação pelo título, Bino Lopes ganhou USD 10.000 e Marquinho Fernandez, pelo vice, USD 6.000.

FEMININO – Entre as mulheres, deu Silvana Lima mais uma vez. Para chegar ao bicampeonato da competição, ela precisou vencer Jaqueline Silva, por 33 décimos (8.83 x 8.50), na semifinal. Na decisão, contra Nathalie Martins, ela teve uma onda com nota 9.60 e fechou a bateria com 17.93, a maior somatória de toda a competição no masculino e feminino.

“Por pouco, não perco minha vaga na final. Vibrei muito quando confirmei presença na decisão. Nessa última bateria, fiz a minha melhor somatória. Só tenho que agradecer à organização e aos meus patrocinadores. Agora, estou com a confiança em alta. Estou indo para o Rio Pro, como convidada do WCT, e vou soltar o pé por lá”, garantiu Silvana Lima.

Silvana Lima (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Silvana Lima (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Ela também falou sobre o bom histórico surfando em águas baianas. “Eu me sinto super bem na Bahia. Sou metade cearense, metade baiana. Adoro essa onda de Praia do Forte. Sempre venho aqui quando tem evento. Então, conheço bastante. E é maravilhosa, com altas ondas e hoje teve mais ondas ainda para fechar com chave de ouro”.

Para Nathalie Martins, o Praia do Forte Pro, apresentando pela Oi, foi o primeiro passo para o fortalecimento do surfe brasileiro. “Está todo mundo de parabéns. A Marina Werneck, que organizou tudo isso aqui e foi diretora de prova é um exemplo de que nós podemos nos unir para fazer várias etapas como essa, onde o que se viu foi muita atleta feliz e realizada com o nível técnico, com o cenário e todos os detalhes que vimos no PF Pro. Precisamos muito que pessoas como ela continuem incentivando o esporte e, especialmente, o feminino. Todo mundo está de parabéns. Foi um espetáculo dentro e fora d’água”, observou a vice-campeã.

Notoriamente feliz com o resultado, Marina Werneck lembrou do trabalho conjunto que foi feito para que o campeonato fosse realizado. “Foi uma sintonia incrível entre atletas, toda a equipe de trabalho que fez parte da organização, o público local e a natureza. Conseguimos, juntos, fazer um trabalho muito bom. O gostinho de quero mais ficou em todos nós. Essa competição nos estimulou a continuar trabalhando forte para dar sequência. É bom demais ver a alegria nos olhos de cada surfista, seja ele homem ou mulher. O sentimento é o melhor possível”, pontuou.

Marina Werneck, Silvana Lima e Nathalie Martins (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Marina Werneck, Silvana Lima e Nathalie Martins (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Após o campeonato, o ranking Sul-Americano da WSL ficou dessa forma:

1.a: Silvana Lima (BRA) – 1.000 pontos

2.a: Nathalie Martins (BRA) – 750

3.a: Jacqueline Silva (BRA) – 560

3.a: Yanca Costa (BRA) – 560

5.a: Givanilta Ferreira (BRA) – 420

5.a: Monik Santos (BRA) – 420

5.a: Tais de Almeida (BRA) – 420

5.a: Larissa dos Santos (BRA) – 420

Como premiação pelo título, Silvana Lima ganhou USD 6.000 e Nathalie Martins, pelo vice-campeonato, ganhou USD 3.000.

 


01 de maio 2016

PARAIBANO E CARIOCA FAZEM A 

FESTA EM MARACAÍPE.


30 de abril 2016

SHOW DE SURF MASTER EM

MARACAÍPE, VENHA.


28 de abril 2016
ALAN JHONES E MIGUEL PUPO 

FAZEM SHOW NA BAHIA.

O segundo dia do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro foi marcado pela estreia do brasileiro Miguel Pupo, único surfista do CT na disputa da etapa baiana do World Surf League Qualifying Series. Com notas 7.5 e 7.1, ele liderou a última bateria da quarta-feira e avançou para a terceira fase. Cotado como um dos principais favoritos ao título, Pupo nega que tenha qualquer tipo de vantagem sobre os concorrentes nas ondas do Papagente na Praia do Forte, em Mata de São João, litoral norte da Bahia.

“Não existe favoritismo. Sou um atleta como outro qualquer”, disse Miguel Pupo. “Todos os surfistas que estão aqui são de muita qualidade. Vim exatamente para pegar a energia dessa galera que está chegando. Lembro dos tempos que eu também vivia essa fase. É uma vontade muito grande de fazer bonito. E o que eu quero é melhorar a cada bateria para sair daqui com um bom resultado”.

Miguel Pupo (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Miguel Pupo (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Impressionado com a beleza natural da Praia do Forte, Pupo não economizou elogios à praia do Papagente, onde estão acontecendo as baterias. “É um visual incrível, uma reserva rodeada de coqueiros. Muito bonito também dentro d’água. O fundo é de coral, que é muito raro aqui no Brasil. Enfim, é tudo muito diferente de qualquer lugar que já fui. Gostei muito, recomendo a todos e pretendo voltar”, destacou.

Junto com Miguel Pupo, outro brasileiro brilhou em águas baianas. Pelo segundo dia consecutivo, Alan Jhones deu um verdadeiro show e conseguiu emplacar várias manobras com alto grau de dificuldade, que lhe renderam notas 8.75 e 7.65.  De acordo com o potiguar, o bom rendimento é fruto de muito treinamento específico para o tipo de onda existente na Praia do Forte.

“O foco no meu treino ficou totalmente voltado para esse tipo de onda, quando me falaram que havia uma direita na bancada e que ela seria uma boa opção para mim”, revelou Alan Jhones. “Vou continuar insistindo nelas. Estou conseguindo me encaixar e acreditando muito naquela direita. Estou com uma energia tão legal com ela que não consigo ir para a esquerda. Venho de um treinamento nas direitas. Foram oito dias de muito treino e consegui deixar o meu frontside afiado. A expectativa é a melhor possível e espero que continue dando certo até o fim, que as direitas continuem aparecendo”.

Torcida local

Anfitriões, os baianos compareceram em bom número para prestigiar Marco Fernandez, filho da terra que também estreou no Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro nesta quarta-feira (12). “Marquinho”, como é chamado pela torcida, não decepcionou. Com manobras ousadas, finalizou a bateria na liderança com 13 pontos, deixando para trás o peruano Juninho Urcia e os brasileiros Luan Carvalho e Luan Wood.

Marco Fernandez (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Marco Fernandez (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Exigente, o atual número 21 do QS ranking, garantiu empenho para melhorar a cada bateria. “Estou em busca do meu melhor. É muito bom surfar diante da minha família e dos meus amigos. Tenho tido uma boa sequência, mas não estou satisfeito. Sei que posso melhorar. Quero e sei que vou conseguir dar muitas alegrias ao povo da minha terra e ao brasileiro que ama o surfe. Todos podem ter a certeza de que continuarei me dedicando bastante para ter resultados positivos de forma contínua”, disse Fernandez.

Outro baiano que levantou a galera foi Wallace Sampaio, que se garantiu na próxima fase com uma nota 6 na última onda. Com o resultado, ele superou os brasileiros Hizunomê Bettero e Raphael Seixas.

A torcida local vibrou ainda com os bons rendimentos dos conterrâneos Aurélio Souza e Bruno Galini. Ambos lideraram suas respectivas baterias e estão na terceira fase do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro.

Nesta quinta-feira (28), as baterias estão com previsão de começarem a partir das 8h.

 


25 de abril 2016

FESTA PORTUGUESA NO CARIBE.

O português Frederico Morais conquistou sua primeira vitória em etapas do WSL Qualifying Series na final contra o espanhol Gony Zubizarreta no QS 3000 Martinique Surf Pro no Caribe. Com o título, Frederico saltou da 160.a para a 13.a posição no ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. O brasileiro Deivid Silva chegou nas semifinais pela segunda vez esse ano, mas novamente terminou em terceiro lugar, sendo barrado por quatro centésimos pelo espanhol na Ilha Martinica. Com os 1.680 pontos recebidos, Deivid ganhou a quarta colocação no QS liderado pelo italiano Leonardo Fioravanti.

Frederico Morais (Foto: Poullenot - WSL)
Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

Depois de passar por nove países – Austrália, Taiti, Indonésia, Israel, Espanha, Estados Unidos, Havaí, Martinica e Argentina – a disputa por pontos no ranking do WSL Qualifying Series chega pela primeira vez no Brasil esse ano, para a estreia do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro, que começa terça-feira no município de Mata de São João, no litoral norte da Bahia. O evento também terá competição feminina com o mesmo status QS 1500, valendo 1.500 pontos para os rankings mundiais das duas categorias, além de 1.000 pontos para os rankings regionais da WSL South America, que definem os campeões sul-americanos da temporada.

Um total de 32 surfistas da América do Sul foi até o Caribe participar da segunda edição do QS 3000 Martinique Surf Pro e muitos deles vão direto para a Bahia competir no Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro. Quatro brasileiros e um peruano chegaram no domingo decisivo da etapa da Ilha Martinica no pointbreak de Basse-Pointe. O último dia começou com vitória verde-amarela de Jessé Mendes na primeira bateria e Ian Gouveia e Deivid Silva fazendo uma dobradinha brasileira na segunda disputa por vagas para as quartas de final, sobre o pernambucano Alan Donato e Charles Martin, da Ilha Guadalupe.

Na bateria seguinte, o peruano Lucca Mesinas Novaro também saiu da briga do título, sendo barrado pelo sul-africano Slade Prestwich e o português Vasco Ribeiro. O peruano e Alan Donato terminaram em nono lugar no Martinique Surf Pro, marcando 900 pontos no ranking e recebendo 1.750 dólares de prêmio cada um. As quartas de final começaram com Deivid Silva achando boas ondas em Basse Pointe para ganhar o duelo brasileiro com Jessé Mendes por 16,00 a 8,63 pontos. E na segunda bateria, Ian Gouveia foi derrotado por 14,80 a 12,60 pelo espanhol Gony Zubizarreta e também ficou em quinto lugar no campeonato, recebendo 2.500 dólares e 1.260 pontos.

Deivid Silva foi o único sul-americano nas semifinais e fez uma disputa eletrizante contra o espanhol Gony Zubizarreta, perdendo a bateria por quatro centésimos de diferença no placar encerrado em 15,87 a 15,83 pontos. Mas, o grande destaque do domingo nas ondas de Basse Pointe foi mesmo Frederico Morais. Ele fez uma grande apresentação nas quartas de final, totalizando 18,17 pontos de 20 possíveis no confronto português contra Vasco Ribeiro. Depois não deu chances também para o australiano Luke Hynd na semifinal vencida por 16,67 a 14,57 e nem para Gony Zubizarreta na final, derrotando o espanhol por 16,66 a 14,30 com as notas 8,93 e 7,73 das melhores ondas surfadas na bateria.

Jesse Mendes ficou em quinto lugar e subiu para 12.o no ranking que está classificando até o 11.o colocado para o CT 2017 no momento. (Foto: Poullenot - WSL)
Jesse Mendes ficou em quinto lugar e subiu para 12.o no ranking que está classificando até o 11.o colocado para o CT 2017 no momento. (Foto: Poullenot – WSL)

G-10 E TOP-100 – O resultado do QS 3000 Martinique Surf Pro não provocou nenhuma mudança de nomes no grupo dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series indica para a divisão de elite da World Surf League. Apenas o brasileiro Deivid Silva ganhou uma posição, subindo do quinto para o quarto lugar que era do norte-americano Patrick Gudauskas. O também paulista Jessé Mendes chegou bem perto do G-10, subindo do 26.o para o 12.o lugar, ficando na porta de entrada da zona de classificação para o CT. Já a batalha na parte de baixo da tabela foi intensa, com quatorze surfistas entrando na lista dos 100 primeiros colocados, grupo que participa das etapas mais importantes, com status QS 10000 e QS 6000.

O campeão Frederico Morais foi um deles, saltando de 160 para 13 no ranking, logo abaixo de Jessé Mendes. Os outros que também ingressaram nos top-100 do QS na Ilha Martinica foram o australiano Luke Hynd (de 170 para 40), que dividiu o terceiro lugar com Deivid Silva, o brasileiro Ian Gouveia (110 para 43), o português Vasco Ribeiro (120 para 45), os franceses Charles Martin de Guadalupe (114 para 64) e Diego Mignot (108 para 66), o sul-africano Slade Prestwich (170 para 68), o peruano Lucca Mesinas Novaro (de 144 para 75), o havaiano Seth Moniz (103 para 78), o português José Ferreira (125 para 86), Timothee Bisso de Guadalupe (161 para 89), Joshua Burke de Barbados (114 para 96), o francês Andy Criere (131 para 98) e o sul-africano Michael February (108 para 100).

Entre os que saíram do grupo dos 100 primeiros do ranking no QS 3000 Martinique Surf Pro, estão três brasileiros, os paulistas Thiago Camarão (caiu de 79 para 101) e David do Carmo (99 para 120) e o pernambucano Luel Felipe (88 para 103). No entanto, eles podem recuperar seus lugares no Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro, que começa nesta terça-feira e vai até domingo na bancada de corais conhecida como Papagente na paradisíaca Praia do Forte, em Mata de São João, no litoral norte da Bahia.

Mais informações, fotos e vídeos do QS 3000 Martinique Surf Pro no www.worldsurfleague.com

Gony Zubizarreta e o campeão Frederico Morais (Foto: Poullenot - WSL)
Gony Zubizarreta e o campeão Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

 

 


















RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 3000 MARTINIQUE SURF PRO:

Campeão: Frederico Morais (PRT) por 16,66 pontos (notas 8.93+7.73) – US$ 16.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Gony Zubizarreta (ESP) com 14,30 pontos (7.30+7.00) – US$ 10.000 e 2.250 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 1.680 pontos e US$ 4.500 de prêmio:

1.a: Gony Zubizarreta (ESP) 15.87 x 15.83 Deivid Silva (BRA)

2.a: Frederico Morais (PRT) 16.67 x 14.57 Luke Hynd (AUS)
 

RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2016 – 18 etapas:

1.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 9.330 pontos

2.o: Matt Wilkinson (AUS) – 7.550

3.o: Dion Atkinson (AUS) – 7.390

4.o: Deivid Silva (BRA) – 6.780

5.o: Patrick Gudauskas (EUA) – 6.185

6.o: Joan Duru (FRA) – 5.400

7.o: Joshua Moniz (HAV) – 5.020

8.o: Cooper Chapman (AUS) – 4.670

9.o: Mihimana Braye (TAH) – 4.575

10: Connor O´Leary (AUS) – 4.345

11: Tomas Hermes (BRA) – 3.950


22 DE ABRIL 2016

RAMAYANA SILVEIRA CONVIDA PARA ETAPA

PRO CRIANÇA.


19 de abril 2016

SEGUNDA SEM LEI


16 de abril 16

A PRIMEIRA VEZ NINGUEM ESQUECE,

PARABÉNS SEBASTIAN.


O havaiano Sebastian Zietz, 28 anos, festejou sua primeira vitória da carreira no Drug Aware Margaret River Pro, encerrado na manhã do sábado na Austrália. Ele nunca havia chegado nem nas semifinais em etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, mas passou pelo brasileiro Italo Ferreira (21 anos) e depois tirou a vice-liderança no ranking mundial do potiguar com o título conquistado na final com o australiano Julian Wilson (27). Zietz e Italo são os únicos com chances de brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader do australiano Matt Wilkinson (27) no Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que será disputada entre os dias 10 e 21 de maio no Rio de Janeiro, com seu palco principal no Postinho da Barra da Tijuca, mas podendo acontecer também na Macumba se as ondas estiverem melhores.

Sebastian Zietz (Foto: WSL / Cestari)
Sebastian Zietz (Foto: WSL / Cestari)

“Estou muito feliz, porque vencer definitivamente era a meta que eu tinha há muito tempo”, disse Sebastian Zietz, que saiu da elite dos top-34 no ano passado e está competindo substituindo os atletas contundidos. “Foi muito difícil sair do tour, me fez sentir muito mal, então fui pra casa surfar um monte de ondas para voltar ao ritmo. É incrível ganhar uma etapa do CT contra todos os tops e também estar no topo do ranking. Eu só quero dedicar essa vitória a minha família e a todos em casa. Obrigado a todos que me apoiaram e me ajudaram ao longo do caminho para eu chegar aqui hoje (sábado)”.

Só que para tirar a liderança do campeão das duas primeiras etapas da temporada, que só perdeu a invencibilidade no último desafio da perna australiana, Sebastian Zietz e Italo Ferreira precisam vencer o Oi Rio Pro e Matt Wilkinson não passar nenhuma bateria no Brasil. No entanto, foi exatamente no Rio de Janeiro que o australiano conquistou seu melhor resultado no ano passado, perdendo só nas semifinais para o compatriota Bede Durbidge. A expectativa é de que, pela primeira vez no ano, a “seleção brasileira” estará completa para competir em casa, com o retorno de Filipe Toledo para defender o título conquistado no ano passado, diante de uma multidão que lotou as areias do Postinho no último dia.

O paulista de Ubatuba, que mora na Califórnia, Estados Unidos, se contundiu durante as semifinais da primeira etapa na Gold Coast e perdeu as duas seguintes, em Bells Beach e Margaret River, onde foi substituído pelo próprio Sebastian Zietz. O havaiano perdeu sua vaga na elite no ano passado e é o terceiro na lista dos quatro substitutos para os top-34 da temporada 2016. Os australianos Owen Wright e Bede Durbidge sofreram sérias lesões em Banzai Pipeline no Havaí e devem ficar de fora por toda a temporada, com os australianos Adam Melling e Stuart Kennedy entrando nas vagas deles. Mas, mesmo com a volta de Filipe Toledo, o havaiano também está garantido no Oi Rio Pro porque o australiano Taj Burrow anunciou sua aposentadoria e não vem ao Brasil.

Sebastian Zietz foi quem melhor aproveitou as chances que teve para competir na perna australiana e agora já entra na briga direta pelo título mundial da temporada com sua inédita vitória em Margaret River. O havaiano soube escolher as maiores e melhores ondas que entraram nas duas baterias que disputou no sábado de boas ondas de 6-8 pés em Main Break. A primeira foi contra o brasileiro Italo Ferreira, que vinha se destacando com a potência do seu backside criado nas direitas do Pontal de Baía Formosa (RN). Zietz começou forte com nota 7,17 e depois ganhou 9,10 com duas manobras explosivas de frontside para vencer por 16,27 a 13,17 pontos. O potiguar repetiu o terceiro lugar em sua segunda semifinal consecutiva na Austrália.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

“Eu não consegui ir para a final, mas foi mais um bom resultado certamente”, disse o estreante do ano em 2015, Italo Ferreira, que está apenas iniciando sua segunda temporada na divisão de elite da World Surf League. “Estou contente por fazer duas semifinais aqui na Austrália, por ter surfado bem em Bells Beach e aqui em Main Break, duas ondas muito difíceis. E agora vou com tudo para o Brasil para tentar conseguir outro bom resultado em casa, onde tenho um grande apoio dos brasileiros lá”.

GRANDE FINAL – O havaiano nem quis sair do mar de tanta empolgação em fazer sua primeira final e ficou esperando por Julian Wilson, que tinha vencido a semifinal australiana com Joel Parkinson antes dele. Ficou pegando ondas enquanto isso, mas quando a bateria começou foi Julian Wilson quem largou na frente manobrando forte nas duas primeiras ondas que surfou, para tirar notas 8,67 e 7,67. Sebastian não tinha pegado nada ainda, mas entrou na briga atacando uma direita da série com uma rasgada incrível no crítico da onda, invertendo totalmente a direção da prancha para abrir um grande leque de água, emendou outra na junção e recebeu 9,10 dos juízes.

Apesar da boa qualidade das ondas, o maior problema no sábado eram os grandes intervalos entre as séries e uma longa calmaria deixou o havaiano preocupado. Só nos minutos finais entrou outra série que acabou decidindo o título do Drug Aware Margaret River Pro. Julian Wilson vem primeiro manobrando forte com velocidade até a perigosa bancada de coral de Main Break, para trocar o 7,67 da sua segunda onda por 8,00. Mas, Sebastian pega uma maior e arrisca tudo na primeira manobra, a onda abre para ele continuar atacando e arrancar 8,30 dos juízes, virando o placar para 17,40 a 16,67 pontos.

Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)
Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)

“Eu amo essa onda de Margaret River e a multidão que vem aqui ver o campeonato”, disse Julian Wilson.“Foi uma boa final e parabéns ao Seabass (Sebastian Zietz) pela sua primeira vitória. Nós surfamos boas ondas na bateria, tiramos notas altas e estou feliz por conseguir fazer a final aqui. Em Bells Beach eu já tinha conquistado um resultado melhor do que no ano passado também, então estou ansioso para ver como será o restante da temporada. Quero continuar nesse ritmo e vou viajar mais confiante para o Brasil com este resultado”.

RANKING JEEP WSL – A vitória em Margaret River valeu um prêmio de 100.000 dólares e 10.000 pontos no ranking para Sebastian Zietz. Julian Wilson ficou com 50.000 dólares e 8.000 pontos, com Italo Ferreira e Joel Parkinson recebendo 25.000 dólares e 6.500 pontos pelo terceiro lugar no Drug Aware Margaret River Pro. O havaiano saltou da 17.a para a segunda posição no ranking Jeep Leaderboard da World Surf League, o brasileiro subiu do quinto para o terceiro lugar, Parko foi do décimo para o quinto e Julian saiu da 19.a para a sétima colocação. Entre os dois australianos está uma das novidades na “seleção brasileira” deste ano, Caio Ibelli, em sexto lugar como o melhor estreante nas três etapas que abriram a temporada na Austrália.

Depois vem o atual campeão mundial Adriano de Souza dividindo a 13.a posição com o também paulista Wiggolly Dantas e mais dois surfistas que já venceram o Oi Rio Pro na Barra da Tijuca como Mineirinho, o havaiano John John Florence e o taitiano Michel Bourez. O outro campeão mundial do Brasil, Gabriel Medina, está em 18.o junto com Filipe Toledo. E fora do grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 para a próximo ano, estão Miguel Pupo em 23.o lugar, Jadson André e Alejo Muniz em 28.o e o estreante Alex Ribeiro em 37.o. Todos estarão disputando mais 10.000 pontos no Oi Rio Pro, a partir de 10 de maio no Rio de Janeiro.

Sebastian Zietz e Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)

Sebastian Zietz e Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)

 

 

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeão: Sebastian Zietz (HAV) por 17,40 pontos (notas 9,10+8,30) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 16,67 pontos (8,67+8,00) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 16.60 x 15.50 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Sebastian Zietz (HAV) 16.27 x 13.17 Italo Ferreira (BRA)

TOP-22 NO RANKING JEEP WORLD SURF LEAGUE – 3 etapas:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 24.000 pontos

2.o: Sebastian Zietz (HAV) – 15.750

3.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.750

4.o: Kolohe Andino (EUA) – 13.700

5.o: Joel Parkinson (AUS) – 13.450

6.o: Caio Ibelli (BRA) – 13.200

7.o: Julian Wilson (AUS) – 12.500

7.o Jordy Smith (AFR) – 12.500

9.o: Nat Young (EUA) – 12.150

10: Adrian Buchan (AUS) – 10.950

11: Conner Coffin (EUA) – 9.700

12: Stuart Kennedy (AUS) – 8.750

13: Adriano de Souza (BRA) – 8.700

13: John John Florence (HAV) – 8.700

13: Wiggolly Dantas (BRA) – 8.700

13: Michel Bourez (TAH) – 8.700

17: Mick Fanning (AUS) – 8.250

18: Gabriel Medina (BRA) – 7.500

18: Filipe Toledo (BRA) – 7.500

18: Kanoa Igarashi (EUA) – 7.500

21: Leonardo Fioravanti (ITA) – 5.200

22: Davey Cathels (AUS) – 5.000

——–outros brasileiros:

23: Miguel Pupo (BRA) – 4.000 pontos

28: Jadson André (BRA) – 2.750

28: Alejo Muniz (BRA) – 2.750

37: Alex Ribeiro (BRA) – 1.500

15 de abril 2016

TYLER VENCE EM MARGARET

Tyler Wright (Foto: WSL / Cestari)
Tyler Wright (Foto: WSL / Cestari)
 


Já foi decidido o título feminino do Drug Aware Margaret River Pro. E deu Austrália, com Tyler Wright sendo impecável na escolha das melhores ondas para ganhar outra final da norte-americana Courtney Conlogue no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016. Ela pegou tubo e fez grandes manobras desde a primeira onda que surfou na bateria, que valeu nota 8,93. A segunda foi melhor ainda e arrancou 9,60 dos juízes.

Courtney tentou entrar na briga pelo bicampeonato consecutivo no Drug Aware Margaret River Pro com uma boa onda nota 8,70, mas Tyler surfou outra direita de forma incrível para receber 9,07 e fechar o placar da segunda vitória no ano por 18,67 a 14,70 pontos. A californiana fez as três finais na perna australiana e permanece na frente do ranking, mas agora com uma pequena vantagem de 800 pontos sobre Tyler Wright.

A norte-americana vinha sendo o grande destaque nas ondas de Main Break na sexta-feira. Ela fez a maior somatória de pontos nas quartas de final e nas semifinais, batendo a australiana Laura Enever por 17,33 e a havaiana Tatiana Weston-Webb por 17,44, respectivamente. Já Tyler Wright começou o dia não dando qualquer chance para a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore e depois derrotou a tricampeã Carissa Moore por uma pequena diferença de 15,07 a 14,77 pontos.
 

FINAL FEMININA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 18,67 pontos (notas 9.60+9.07) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Courtney Conlogue (EUA) com 14,70 (8.70+6.00) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) 17.44 x 12.17 Tatiana Weston-Webb (HAV)

2.a: Tyler Wright (AUS) 15.07 x 14.77 Carissa Moore (HAV)
 

TOP-10 NO RANKING WORLD SURF LEAGUE 2016 – 3 etapas:

1.a: Courntey Conlogue (EUA) – 26.000 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 25.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 19.500

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 18.200

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 15.600

6.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 14.950

7.a: Johanne Defay (FRA) – 13.450

8.a: Bianca Buitendag (AFR) – 11.800

8.a: Malia Manuel (HAV) – 11.800

10: Sage Erickson (EUA) – 10.250

14 de abril 2016

ÍTALO FERREIRA PASSA A SEMI FINAL E

SE TORNA O MELHOR BRASILEIRO NA

WSL


O potiguar Italo Ferreira chega as semifinais pela segunda vez consecutiva na perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Ele ganhou uma disputa direta pela vice-liderança no ranking do norte-americano Kolohe Andino e vai enfrentar Sebastian Zietz na briga pela segunda vaga na grande final do Drug Aware Margaret River Pro. O havaiano impediu que a semifinal fosse brasileira, ao barrar o paulista Caio Ibelli no último confronto da longa sexta-feira de boas ondas de 6-8 pés em Main Break. A outra será australiana, entre Joel Parkinson e Julian Wilson, que venceram as primeiras baterias das quartas de final, logo após a australiana Tyler Wright ganhar a decisão feminina da norte-americana Courtney Conlogue.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

Depois de três dias parado à espera de boas ondas, o Drug Aware Pro retornou com uma verdadeira maratona de dezenove baterias realizadas na sexta-feira em Margaret River, desde as 7h00 até as 17h00, com os homens e as meninas competindo intercaladamente. Os três brasileiros perderam na primeira rodada classificatória para as quartas de final que abriram o dia. O campeão mundial Gabriel Medina e Italo Ferreira acabaram formando uma bateria brasileira na repescagem e o potiguar achou duas boas ondas para mostrar a força do seu backside nas direitas de Main Break. Ele somou notas 8,33 e 7,60 contra duas na casa dos 6 pontos na vitória por 15,93 a 13,17 pontos sobre Medina.


10 de abril 2016

ÍTALO, MEDINA E CAIO SÃO O BRASIL

NO ROUND 04 DA AUSTRÁLIA


O campeão mundial Gabriel Medina, o potiguar Italo Ferreira e o estreante na elite da World Surf League, Caio Ibelli, são os brasileiros que vão disputar classificação para as quartas de final do Drug Aware Margaret River Pro na Austrália. Medina despachou o australiano Adam Melling e Caio Ibelli ganhou a batalha de aéreos com John John Florence, derrotando o havaiano como em Bells Beach. E Italo venceu o duelo brasileiro com Alejo Muniz que fechou a terceira fase no domingo de boas ondas de 4-6 pés em Main Break, para definir os doze concorrentes ao título da última etapa da perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 em Margaret River.

Gabriel Medina ( Foto: WSL / Sloane)
Gabriel Medina ( Foto: WSL / Sloane)

A primeira vitória foi conquistada por Gabriel Medina depois de duas derrotas brasileiras. O atual campeão mundial e defensor do título do Drug Aware Pro, Adriano de Souza, tinha acabado de ser eliminado e Miguel Pupo perdido no início do dia. Mineirinho ainda tirou a maior nota da sua bateria, 8,67, mas o italiano Leonardo Fioravanti, de apenas 18 anos de idade, que já havia barrado Kelly Slater, pegou uma boa onda no final para buscar os 7,74 pontos que precisava e conseguiu 7,83 para vencer por um décimo de diferença, 15,60 a 15,50 pontos.

Foi a segunda vez que Adriano perdeu para um convidado na terceira fase neste início de temporada. Em Bells Beach, onde também fez final no ano passado, foi para o havaiano Mason Ho e agora para o italiano que esse ano lidera o ranking do WSL Qualifying Series que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 e foi um dos convidados para participar do Drug Aware Pro. Já Miguel Pupo não achou boas ondas contra o australiano Julian Wilson e também ficou em 13.o lugar na despedida da Austrália.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Mas, Gabriel Medina acabou com a série de derrotas, manobrando forte de backside com batidas verticais e rasgadas abrindo grandes leques de água para tirar duas notas na casa dos 7 pontos. O campeão mundial despachou o australiano Adam Melling por 14,67 a 13,10 pontos na primeira vez que passou da terceira fase esse ano. Dois surfistas que dividem a terceira posição no ranking serão seus adversários na disputa pela terceira vaga para as quartas de final, o norte-americano Kolohe Andino e o sul-africano Jordy Smith.

Os dois fizeram as finais das duas primeiras etapas vencidas pelo australiano Matt Wilkinson, com Kolohe sendo vice-campeão na Gold Coast e Jordy em Bells Beach. O californiano completou um aéreo muito alto com grande amplitude no domingo para arrancar nota 10 de três dos cinco juízes, com a média 9,83 sendo a maior do dia em Main Break. Com ela, Kolohe liquidou o brasileiro Wiggolly Dantas, que não conseguiu achar boas ondas para repetir as atuações do sábado em Margaret River e foi eliminado por 16,10 a 11,20 pontos.

Caio Ibelli voando para a vitória ( Foto: WSL / Sloane)
Caio Ibelli voando para a vitória ( Foto: WSL / Sloane)

VIRADA NA PRIORIDADE – Depois, o Brasil só voltou ao mar nas últimas baterias da terceira fase. O estreante Caio Ibelli repetiu no domingo a vitória emocionante decidida nos últimos minutos sobre a fera John John Florence em Bells Beach. O havaiano liderou toda a bateria de novo com seu arsenal de manobras modernas, incluindo as aéreas que usou nas direitas de Main Break. Caio entrou na briga quando achou uma onda abrindo mais parede para fazer uma série de três manobras potentes que valeram nota 7,77, mas ainda precisava de 7,78 para vencer.

Além da boa vantagem, John John ainda tinha a prioridade de escolha da próxima onda nos minutos finais, para poder confirmar a vitória com seus 15,54 pontos. No entanto, o havaiano comete um erro ao deixar passar uma onda para o brasileiro no último minuto. Caio entra nela e arrisca tudo num aéreo rodando muito alto, aterrissa e ainda faz mais duas manobras fortes para arrancar nota 8,5 dos juízes e totalizar 16,27 pontos. A vitória confirmou Caio Ibelli como o melhor estreante na perna australiana da World Surf League, ultrapassando o norte-americano Conner Coffin que estava na vice-liderança do ranking e não venceu nenhuma bateria em Margaret River.

Somente Caio Ibelli e o dono da lycra amarela do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, passaram da terceira fase nas três etapas da Austrália. Mas Caio ainda não conseguiu chegar nas quartas de final como o australiano. Perdeu as duas chances que teve na Gold Coast, as duas de Bells Beach e a primeira em Margaret River será contra o também brasileiro Italo Ferreira e o havaiano Sebastian Zietz. Com os resultados do domingo atualizados no ranking, Italo já defende a quarta posição, Caio subiu para a quinta e o havaiano aparece em nono lugar.

Italo Ferreira ( Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira ( Foto: WSL / Cestari)

DUELO BRASILEIRO – O potiguar Italo Ferreira foi criado nas direitas do Pontal de Baía Formosa, mesma direção das ondas na perna australiana. Ele só parou nas semifinais em Bells Beach e no domingo em Margaret River também mostrou a força do seu backside para ganhar 7,33 dos juízes. Essa nota decidiu a vitória por 12,43 a 8,23 pontos sobre Alejo Muniz no duelo brasileiro que fechou a terceira fase do Drug Aware Pro. O catarinense ficou em 13.o lugar, mas surfou bem no seu retorno a elite dos top-34 e também às competições, pois essa foi a primeira etapa que participou depois da cirurgia no joelho contundido em outubro na França.

A repescagem feminina fechou o domingo em Margaret River e a primeira chamada para a batalha pelas vagas nas quartas de final masculinas do Drug Aware Pro foi marcada para as 7h00 da segunda-feira na Austrália, 20h00 do domingo pelo fuso horário de Brasília. A terceira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 está sendo transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com


09 de abril 2016

EQUIPE BRASILEIRA AVANÇA

AO ROUND 03 NA AUSTRÁLIA.

Mais quatro brasileiros venceram suas primeiras baterias em Margaret River e sete vão disputar a terceira fase do Drug Aware Pro na Austrália. O único que está fora da briga do título na etapa que fecha a perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour é Alex Ribeiro, que perdeu um duelo verde-amarelo na repescagem para Caio Ibelli. Já Wiggolly Dantas surfou um dos melhores tubos do sábado nas boas ondas de 4-6 pés em Main Break, Alejo Muniz ganhou sua primeira bateria depois da cirurgia no joelho e Miguel Pupo confirmou a ótima participação do Brasil em Margaret River. Os quatro se juntam aos campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina e a Italo Ferreira, que estrearam com vitórias no primeiro dia e não competiram no sábado na Austrália.

Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Cestari)
Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Cestari)

O paulista Wiggolly Dantas, de Ubatuba, foi um dos destaques do dia. Ele já havia surfado bem nos primeiros confrontos da manhã, que faltavam para fechar a primeira fase, mas perdeu por pouco – 14,90 a 14,50 – para o australiano Josh Kerr. Teve que voltar ao mar e aproveitou muito bem a segunda chance de classificação para a terceira fase contra o local de M-River, Jack Robinson. Wiggolly ganhou 9,63 dos juízes atacando uma onda com três manobras explosivas de backside e ainda tirou mais duas notas excelentes, acima de 8, pegando um dos melhores tubos do dia nas direitas de Main Break. Ele foi o segundo e último surfista a ultrapassar a barreira dos 18 pontos em Margaret River, com seus 18,06 só ficando abaixo dos 18,87 das notas 9,87 e 9,00 do havaiano John John Florence no confronto que fechou a primeira fase.

Três baterias após a vitória de Wiggolly Dantas, aconteceu o duelo dos estreantes do Brasil na elite dos top-34 da World Surf League esse ano. Caio Ibelli foi um dos três únicos surfistas a passar da terceira fase nas duas primeiras etapas da temporada. Os outros foram o líder do ranking, Matt Wilkinson, e o vice-líder, Conner Coffin, dos Estados Unidos. Caio surfou bem de novo, mostrando muita segurança nas manobras e pegou as melhores ondas que entraram para tirar duas notas na casa dos 7 pontos. Ele totalizou 14,74 pontos, contra 12,83 pontos do também paulista Alex Ribeiro, que não conseguiu passar nenhuma bateria na Austrália.

Na disputa seguinte, o outro reforço na seleção brasileira deste ano, Alejo Muniz, ganhou a primeira dele depois da cirurgia no joelho contundido em outubro na França. O catarinense não competiu nas duas primeiras etapas e só está retornando agora em Margaret River. Mostrou estar bem preparado e já havia surfado bem na sexta-feira, perdendo por pouco para o taitiano Michel Bourez. No sábado, pegou a melhor onda da bateria e a nota 7,33 recebida foi decisiva para derrotar o experiente australiano Kai Otton por 12,23 a 10,57 pontos.

Caio Ibelli (Foto: WSL / Cestari)
Caio Ibelli (Foto: WSL / Cestari)

E o paulista Miguel Pupo despachou outro australiano na disputa pela penúltima vaga para a terceira fase, Davey Cathels. Pupo achou uma onda muito boa e foi abrindo grandes leques de água com a potência das suas rasgadas e batidas de backside, lincando as manobras com velocidade para receber 8,17 dos juízes. Essa nota liquidou uma das novidades da Austrália na elite deste ano, que tinha barrado o campeão mundial Gabriel Medina na terceira fase da etapa passada, em Bells Beach.

BRASIL NA TERCEIRA FASE – E o último brasileiro a se classificar, será o primeiro a competir na segunda rodada eliminatória do Drug Aware Margaret River Pro. Miguel Pupo vai enfrentar na terceira bateria, o mesmo australiano Julian Wilson que o eliminou no Rip Curl Pro Bells Beach. A terceira fase já vai começar quente, com Matt Wilkinson com a lycra amarela do Jeep WSL Leader, disputando um duelo australiano com o jovem Matt Banting.

Depois terão três baterias seguidas com brasileiros disputando vagas para as duas rodadas classificatórias para as quartas de final em Margaret River. Na sexta, o defensor do título do Drug Aware Pro, Adriano de Souza, terá pela frente o jovem italiano Leonardo Fioravanti de apenas 18 anos de idade, que derrotou Kelly Slater no sábado. Na sétima, entra o também campeão mundial Gabriel Medina contra o australiano Adam Melling. E na oitava, Wiggolly Dantas encara o americano Kolohe Andino, vice-campeão da primeira etapa na Gold Coast.

Alejo Munizi (Foto: WSL / Cestari)
Alejo Munizi (Foto: WSL / Cestari)

A terceira fase vai começar com um duelo australiano e será encerrada com outra bateria brasileira em Margaret River, entre o potiguar Italo Ferreira já defendendo a quarta posição no ranking e o catarinense Alejo Muniz, que está participando da sua primeira etapa no Samsung Galaxy WSL Championship Tour este ano. Já a penúltima bateria vai reeditar outro confronto da terceira fase em Bells Beach, entre Caio Ibelli e o havaiano John John Florence, que foi vencido pelo brasileiro.

SURPRESAS DO SÁBADO – A grande zebra do sábado foi o jovem Leonardo Fioravanti, que eliminou o onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Quando o italiano nasceu em Roma, Slater, com seus 44 anos de idade, já tinha dois títulos no currículo. Fioravanti lidera o ranking do WSL Qualifying Series esse ano e está participando do Drug Aware Pro como convidado. A outra surpresa do dia foi o australiano Taj Burrow, que anunciou sua aposentadoria do Circuito Mundial aos 37 anos de idade. Ele vai encerrar a carreira na etapa de Fiji, nos dias 5 a 17 de junho, depois de dezenove temporadas e dois vice-campeonatos mundiais, em 1999 e 2007.

Taj Burrow é da região de Margaret River e venceu a bateria que abriu o Drug Aware Pro na sexta-feira. Seu próximo desafio é contra o norte-americano Nat Young no quarto duelo da terceira fase. A primeira chamada do domingo foi marcada para as 7h00 na costa ocidental da Austrália, 20h00 do sábado pelo fuso horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelowww.worldsurfleague.com 

08 de abril 2016

COMEÇA A ETAPA 03 DA WSL,

É HORA DO BRASIL REAGIR.


A etapa que fecha a perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour começou na sexta-feira com três brasileiros estreando com vitórias no Drug Aware Margaret River Pro. A primeira foi conquistada pelo potiguar Italo Ferreira, que no momento é o mais bem colocado no ranking, em quinto lugar. E nas baterias seguintes, os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, que defende o título desta etapa, também passaram direto para a terceira fase derrotando seus adversários nas ondas de 4-6 pés da sexta-feira na perigosa bancada de pedras de Main Break, em Margaret River.

Outros três brasileiros perderam no primeiro dia, mas os paulistas Caio Ibelli e Alex Ribeiro e o catarinense Alejo Muniz, que retorna de uma cirurgia no joelho contundido em outubro na etapa da World Surf League na França, têm uma outra chance de classificação na segunda fase. Já os paulistas Miguel Pupo e Wiggolly Dantas não competiram, porque as três últimas baterias da rodada inicial foram adiadas por causa do forte vento terral que deixou o mar muito balançado, afetando a qualidade das ondas durante a tarde.

Aereo full rotation de Italo Ferreira na primeira vitória brasileira (Foto: WSL / Sloane)
Aereo full rotation de Italo Ferreira na primeira vitória brasileira (Foto: WSL / Sloane)

Pupo então vai estrear na primeira do próximo dia, junto com o onze vezes campeão mundial Kelly Slater e o também norte-americano Kolohe Andino. Dantas está na última com os australianos Josh Kerr e Jay Davies, que entrou na vaga do brasileiro Jadson André. O potiguar se contundiu em Bells Beach e foi até Margaret River, mas viu que não teria condições de competir e teve que cancelar sua participação no Drug Aware Pro. Ele foi o segundo brasileiro a sair machucado do mar neste início de temporada na Austrália.

O paulista Filipe Toledo foi a primeira vítima, com uma lesão muscular na perna durante a semifinal da primeira etapa na Gold Coast. Filipe ficou de fora de Bells Beach e Margaret River e só retorna para defender o título de campeão do Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que será disputada nos dias 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro. O palco principal continua no Postinho da Barra da Tijuca e a novidade para este ano é a sede alternativa, que será instalada na preservada praia de Grumari para receber a competição nos dias que as ondas estiverem melhores.

Com as vitórias nos dois primeiros desafios do ano, o australiano Matt Wilkinson já garantiu a lycra amarela do Jeep WSL Leader para competir no Oi Rio Pro, pois não perde a liderança do ranking em Margaret River. Ele já passou para a terceira fase do Drug Aware Pro na sexta-feira, antes do potiguar Italo Ferreira conquistar a primeira vitória brasileira com uma virada espetacular nas duas ondas que surfou no último minuto da bateria toda liderada pelo norte-americano Kanoa Igarashi.

Gabriel Medina (Foto: WSL / Sloane)
Gabriel Medina (Foto: WSL / Sloane)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – O potiguar foi muito guerreiro e garantiu a vitória na penúltima, com as duas manobras explosivas de backside arrancando nota 8,03 dos juízes. Enquanto os três remavam para buscar a prioridade no outside, Italo era o último da fila e entrou numa onda intermediária para acertar o aéreo full rotation que vinha tentando. Ele recebeu nota 7,73 para selar a vitória por 15,76 pontos, contra 14,54 de Kanoa Igarashi e 9,70 do australiano Jack Robinson.

“Estou muito feliz por ter vindo essas últimas ondas para mim no final, porque eu estava atrás delas desde o início”, disse Italo Ferreira. “Nos primeiros dez minutos, eu não consegui pegar nenhuma onda e o Kanoa (Igarashi) já tinha surfado duas boas. Mas, nos últimos minutos elas vieram para mim e eu consegui fazer algumas manobras bem fortes, uns aéreos também, então estou feliz pela vitória, mas foi muito difícil. Foi ninja também, porque ficava com medo de cair quando via as pedras, mas deu tudo certo”.

Italo estava saindo do mar, quando Gabriel Medina começou forte na bateria seguinte, botando pressão nos adversários logo na sua primeira onda, destruída por uma série de manobras potentes para largar na frente com nota 8,60. Ele chegou a quebrar uma das quilhas da prancha na manobra fortíssima que tentou em sua segunda onda e teve que trocar o equipamento. A prancha nova também era muito boa e o campeão mundial confirmou a vitória com nota 8,10 na última onda. Medina vingou a derrota para o novato australiano Davey Cathels na terceira fase em Bells Beach e também superou o italiano Leonardo Fioravanti, que lidera o ranking do WSL Qualifying Series esse ano e foi um dos convidados para competir no Drug Aware Margaret River Pro.

Outro campeão mundial do Brasil entrou na bateria seguinte para defender o título da etapa que fecha a perna australiana da World Surf League, Adriano de Souza. Nessa hora, o vento terral já estava agindo negativamente na boa formação das ondas e o começo foi fraco para todos. Mas, logo Mineirinho conseguiu achar duas ondas seguidas abrindo a parede para ele mandar uma série de três manobras com pressão e velocidade e tirar notas 6,67 e 6,43. O jovem local de M-River, Jacob Willcox, foi quem mais ameaçou os 13,10 pontos do brasileiro. Ele chegou a tirar a maior nota da bateria – 6,73 – e ficou arriscando os aéreos, terminando em segundo com 12,40 pontos, com o havaiano Keanu Asing em último com 10,64.

Adriano de Souza (Foto: WSL / Sloane)
Adriano de Souza (Foto: WSL / Sloane)

“Estou contente por conseguir vencer essa bateria, pois o (Jacob) Willcox surfou muito bem e o Keanu (Asing) é uma ameaça perigosa em qualquer tipo de condição de mar”, disse Adriano de Souza. “Estou feliz por estar de volta a um lugar que me deu muita alegria no ano passado e estou tentando encontrar o meu ritmo. Quero ver se posso ir longe nesse campeonato mais uma vez, porque já sabemos que vai dar altas ondas nos próximos dias”.

O RETORNO DE ALEJO – Mais dois brasileiros competiram na sexta-feira e surfaram bem nas direitas de Main Break, chegaram a liderar suas baterias, mas foram ultrapassados pelos seus adversários e ficaram em último. O catarinense Alejo Muniz retornou bem depois da cirurgia no joelho contundido em outubro do ano passado na etapa da França.  Ele surfou com bastante força nas manobras para ficar na frente com 13,13 pontos. Mas, as ondas que entraram no final mudaram tudo. O taitiano Michel Bourez atingiu 14,17 pontos com a nota 7,5 da sua última onda e superou os 14,04 do sul-africano Jordy Smith.

Em outra bateria eletrizante definida por uma pequena diferença, com os três competidores tirando notas no critério excelente dos juízes, o paulista Caio Ibelli também terminou na última colocação somando uma nota 8,10 no seu placar de 14,60 pontos. O norte-americano Nat Young ficou em primeiro com 15,93 das notas 8,60 e 7,33 das suas melhores ondas e o australiano Matt Banting em segundo com 15,53, computando a maior nota da bateria, 8,93, na onda finalizada com um aéreo full rotation de frontside.

ÚLTIMA DO DIA – A última bateria do dia foi vencida pelo experiente Joel Parkinson e a próxima a entrar no mar seria a do maior ídolo do esporte, Kelly Slater. Mas, as condições do mar já estavam bastante deterioradas pela força do vento e a comissão técnica do Drug Aware Pro decidiu adiar a bateria do onze vezes campeão mundial para abrir o próximo dia. Slater vai estrear contra o também norte-americano Kolohe Andino e o brasileiro Miguel Pupo.

A primeira chamada do sábado foi marcada para as 7h00 na costa ocidental da Austrália, 20h00 da sexta-feira pelo fuso horário de Brasília. O Drug Aware Margaret River Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pelo canal +HD da ESPN Brasil.

SURPRESAS NO FEMININO – Antes dos homens competirem, as meninas abriram o Drug Aware Margaret River Pro com grandes apresentações nas boas ondas da manhã da sexta-feira em Main Break. As cabeças de chave confirmaram o favoritismo nas primeiras baterias, com Tatiana Weston-Webb, Sally Fitzgibbons, Courtney Conlogue estreando com a lycra amarela do Jeep WSL Leader e a atual campeã mundial, Carissa Moore, passando direto para a terceira fase. Já as outras duas cometeram interferência em suas baterias e ficaram em último lugar.

Tyler Wright, que venceu a primeira etapa da temporada na Gold Coast, ainda surfou a melhor onda – nota 8,77 – contra a havaiana Coco Ho e a também australiana Nikki Van Dijk, que ficou em primeiro com 14,80 pontos. Depois, foi a vez da francesa Johanne Defay cometer o erro fatal na bateria vencida por Bronte Macaulay, que está substituindo a contundida Lakey Peterson (EUA) nestas primeiras etapas. A australiana bateu até a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, que vai ter que disputar a repescagem em Margaret River.

 

PRIMEIRA FASE DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

1.a: 1-Taj Burrow (AUS)=16.34, 2-Jeremy Flores (FRA)=16.10, 3-Alex Ribeiro (BRA)=5.43

2.a: 1-Julian Wilson (AUS)=17.10, 2-Adam Melling (AUS)=15.47, 3-Kai Otton (AUS)=12.06

3.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=12.67, 2-Stuart Kennedy (AUS)=9.17, 3-Dusty Payne (HAV)=7.60

4.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=15.76, 2-Kanoa Igarashi (EUA)=14.54, 3-Jack Robinson (AUS)=9.70

5.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=16.70, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=12.27, 3-Davey Cathels (AUS)=10.16

6.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=13.10, 2-Jacob Willcox (AUS)=12.40, 3-Keanu Asing (HAV)=10.64

7.a: 1-Michel Bourez (TAH)=14.17, 2-Jordy Smith (AFR)=14.04, 3-Alejo Muniz (BRA)=13.13

8.a: 1-Nat Young (EUA)=15.93, 2-Matt Banting (AUS)=15.53, 3-Caio Ibelli (BRA)=14.60

9.a: 1-Joel Parkinson (AUS)=12.84, 2-Conner Coffin (EUA)=11.26, 3-Ryan Callinan (AUS)=10.50

———-adiadas para abrir o sábado:

10: Kelly Slater (EUA), Kolohe Andino (EUA), Miguel Pupo (BRA)

11: John John Florence (HAV), Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV)

12: Wiggolly Dantas (BRA), Josh Kerr (AUS), Jay Davies (AUS)

PRIMEIRA FASE DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO WOMEN´S:

1.a: 1-Tatiana Weston-Webb (HAV)=13.60, 2-Keely Andrew (AUS)=13.43, 3-Bianca Buitendag (AFR)=8.63

2.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=15.57, 2-Malia Manuel (HAV)=13.67, 3-Chelsea Tuach (BRB)=10.60

3.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=13.40, 2-Alessa Quizon (HAV)=10.37, 3-Felicity Palmateer (AUS)=9.43

4.a: 1-Carissa Moore (HAV)=15.77, 2-Laura Enever (AUS)=12.83, 3-Sage Erickson (EUA)=10.57

5.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=14.80, 2-Coco Ho (HAV)=12.16, 3-Tyler Wright (AUS)=8.77

6.a: 1-Bronte Macaulay (AUS)=14.60, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=7.77, 3-Johanne Defay (FRA)=7.00

03 de abril 2016

AUSTRALIANO FAZ A FESTA EM CASA, DE NOVO.

O australiano Matt Wilkinson, 27 anos, disparou na frente do ranking vencendo as duas primeiras etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 na Austrália. Ele surfou as melhores ondas que entraram na final contra o sul-africano Jordy Smith, 28, para badalar o sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro, depois de barrar os brasileiros Italo Ferreira, 21, e Wiggolly Dantas, 26, no domingo de ondas difíceis de 6-10 pés em Bells Beach. Com as duas vitórias, o australiano já garantiu que vai competir no Brasil com a lycra amarela do Jeep WSL Leader no Oi Rio Pro, com todas as estrelas do surfe mundial se apresentando nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca, do dia 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro. Ele não perde a ponta do ranking na etapa que fecha a perna australiana nos dias 8 a 19 de abril em Margaret River.

Matt Wilkinson (Foto: WSL / Cestari)
Matt Wilkinson (Foto: WSL / Cestari)

“Eu sempre tentei ganhar em todos os lugares, mas nunca aconteceu”, disse Matt Wilkinson, que é um dos atletas patrocinados pela Rip Curl, como os campeões mundiais Mick Fanning e Gabriel Medina, entre outros. “Este ano parece que estou conseguindo pegar os troféus que sempre quis, então estou muito feliz por ter vencido aqui em Bells. Eu venho para esse evento há tanto tempo, sempre quis ganhar e finalmente tive a minha chance”.

A competitividade do australiano neste início de ano impressiona, para quem vinha sempre brigando na parte de baixo da tabela para permanecer na elite dos top-34 nos últimos anos. O seu backside funcionou bem com batidas verticais, grandes arcos, manobras de borda executadas com pressão, nas diferentes condições de mar nas direitas de Snapper Rocks e de Bells Beach. Além de escrever seu nome no cobiçado troféu do Rip Curl Pro, como campeão da 56.a edição do campeonato mais antigo do esporte, Wilkinson igualou um feito que não acontecia há 17 anos, ser o primeiro goofy-footer a vencer depois de Mark Occhilupo em 1998. E a última vez que um alguém começou ganhando as duas primeiras etapas tinha sido sete anos atrás, o também australiano Joel Parkinson em 2009.

“Eu tenho trabalhado bastante e se você melhorar 10% em dez áreas diferentes do seu surfe, você vai ser 100% melhor”, disse Matt Wilkinson, sobre o seu início de ano fulminante, pois também venceu a única etapa do QS que disputou esse ano em Newcastle. “Estou com boas pranchas, me sinto em forma, meu surfe está muito bom e estou competindo melhor, tomando decisões mais inteligentes, como manter a calma em momentos complicados. Eu só quero continuar fazendo o que estou fazendo, tentar não cometer erros e jogar tudo em cada onda que eu pegar”.

Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)
Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)

No domingo de muito frio e mar difícil com séries desafiadoras de 6-10 pés, correnteza e água gelada, Wilko conseguiu pegar as melhores ondas que entraram nas três baterias que disputou no último dia. As duas primeiras foram contra os brasileiros. O australiano só perdeu uma bateria esse ano, para Wiggolly Dantas, na quarta fase em Bells. E quase perde de novo, mas achou uma onda no último minuto para tirar nota 7,43 e virar o placar para 13,26 a 12,00 pontos. Já a semifinal contra o potiguar Italo Ferreira foi dominada pelo australiano, que pegou duas ondas muito boas logo no início para ganhar notas 8,00 e 9,27 e garantir passagem para a sua segunda final consecutiva por uma larga vantagem de 17,27 a 12,40 pontos.

Na decisão do título, Matt Wilkinson foi preciso mais uma vez na escolha das melhores ondas e aproveitou muito bem as chances que teve, manobrando forte de backside para atingir imbatíveis 17,37 pontos com notas 9,20 e 8,17. O sul-africano Jordy Smith não conseguiu repetir as ótimas atuações e estava mais desgastado, passando por três duelos muito difíceis desde o início do dia. Ele só voltou a competir esse ano e ainda disputou a segunda semifinal, contra o bicampeão consecutivo do Rip Curl Pro, Mick Fanning, ficando com menos tempo de se preparar para a bateria final.

“Eu tive uma lesão nas costas que me tirou do circuito no ano passado, mas estou contente em fazer a final aqui hoje”, disse Jordy Smith. “Este ano foi um pouco diferente para mim aqui em Bells. Eu não tinha uma boa expectativa para competir aqui, é uma onda difícil, mas queria surfar o meu melhor. Eu estou apenas tentando colocar na minha cabeça para fazer o meu melhor surfe possível e trabalhar o mais forte e duro que puder”.

Jordy Smith (Foto: WSL / Sloane)
Jordy Smith (Foto: WSL / Sloane)

O primeiro desafio do sul-africano no domingo foi na segunda bateria do dia, contra o brasileiro Caio Ibelli, valendo a última vaga para as quartas de final. Ambos surfaram ondas no critério excelente dos juízes e a última série que entrou na bateria decidiu tudo. O estreante na elite deste ano vencia com notas 8,50 e 7,43 e trocou essa menor por 7,83, totalizando 16,33 pontos. Mas, a do Jordy Smith foi melhor e valeu 8,37, que somou com o 8,43 da sua segunda onda para vencer por 16,80 pontos.

Depois ganhou outra bateria com menos de um ponto de diferença contra Michel Bourez nas quartas de final. O sul-africano começou forte com notas 9,27 e 8,50 e o taitiano chegou perto dos seus 17,77 pontos, atingindo 17,26 com o 9,03 da sua última onda. Aí veio outra batalha contra o defensor do título, Mick Fanning, mas essa acabou sendo mais tranquila porque ele pegou as melhores ondas e tirou duas notas 8,17 e um 9,00 para vencer por 17,17 a 13,90 pontos. Com o vice-campeonato, Jordy Smith passou a dividir a terceira posição no ranking com o norte-americano Kolohe Andino, abaixo apenas do californiano Conner Coffin e do líder disparado com 20.000 pontos, Matt Wilkinson.

Ninguém vai poder tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader no Drug Aware Pro Margaret River, que começa no dia 8 e vai até 19 de abril em West Australia. Foi com a vitória nesta etapa que Adriano de Souza assumiu a ponta do ranking pela primeira vez no ano passado, surfando ondas incríveis, enormes, que rolaram em Margaret River. Mineirinho não foi bem em Bells Beach e está em décimo lugar depois das duas primeiras etapas na Austrália, empatado com o também paulista Wiggolly Dantas e outros cinco surfistas.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

BRASIL NO RANKING – Com o excelente terceiro lugar no Rip Curl Pro, em sua apenas segunda vez competindo nas ondas difíceis de Bells Beach, o estreante do ano em 2015, Italo Ferreira, agora encabeça a lista dos brasileiros no ranking da World Surf League. Ele divide a quinta posição com o australiano Mick Fanning, que já anunciou que não vai competir em Margaret River e nem no Oi Rio Pro do Brasil, retornando só para Fiji e África do Sul, para apagar o trauma do tubarão na final do ano passado em Jeffreys Bay.

“Foi uma grande bateria e um grande campeonato para mim”, disse Italo Ferreira. “Este é o meu melhor resultado aqui em Bells, consegui surfar bem nas baterias esse ano e o (Matt) Wilkinson está arrebentando, surfando muito forte, mereceu. Estou feliz pelo resultado, o ano é longo e vou continuar fazendo o meu melhor em cada onda que eu surfar”.

Depois de Italo, vem um dos reforços da “seleção brasileira” esse ano, Caio Ibelli, em oitavo lugar no ranking. O contundido Filipe Toledo, caiu de terceiro para nono. Adriano de Souza e Wiggolly Dantas estão em décimo e o campeão mundial Gabriel Medina na 22.a e última posição no grupo dos 22 que são mantidos na elite para o ano que vem. O potiguar Jadson André e o paulista Miguel Pupo, empatados em 23.o lugar, e as outras duas novidades do Brasil no CT deste ano, o catarinense Alejo Muniz e o paulista Alex Ribeiro, em 33.o, estão fora da zona de classificação neste início de ano.

Alejo Muniz só vai estrear na temporada agora em Margaret River, pois operou o joelho no ano passado e não competiu nas duas primeiras etapas. Mesmo sem participar, os contundidos recebem os mesmos 500 pontos dos últimos colocados nas competições. Já Filipe Toledo, que se machucou durante as semifinais na Gold Coast, só retorna no Oi Rio Pro, para defender o título de campeão da etapa brasileira da World Surf League nos dias 10 a 21 de maio no Postinho da Barra da Tijuca.

Matt Wilkinson (Foto: WSL / Sloane)
Matt Wilkinson (Foto: WSL / Sloane)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tourmasculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

Campeão: Matt Wilkinson (AUS) por 17,37 pontos (9,20+8,17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jordy Smith (AFR) com 14,16 pontos (7,33+6,83) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Matt Wilkinson (AUS) 17.27 x 12.40 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR) 17.17 x 13.90 Mick Fanning (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Italo Ferreira (BRA) 15.30 x 12.33 Nat Young (EUA)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 13.26 x 12.00 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS) 16.90 x 16.17 Conner Coffin (EUA)

4.a: Jordy Smith (AFR) 17.77 x 17.26 Michel Bourez (TAH)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final e Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 12.750:

———-baterias que fecharam a sexta-feira:

1.a: Nat Young (EUA) 16.83 x 11.67 Mason Ho (HAV)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 16.57 x 16.57 Julian Wilson (AUS) =maior nota 9.57 x 8.90

———-baterias que abriram o domingo:

3.a: Mick Fanning (AUS) 14.50 x 6.33 Davey Cathels (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR) 16.80 x 16.33 Caio Ibelli (BRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – 2 etapas:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 20.000 pontos

2.o: Conner Coffin (EUA) – 9.200

3.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.500

3.o: Jordy Smith (AFR) – 8.500

5.o: Mick Fanning (AUS) – 8.250

5.o: Italo Ferreira (BRA) – 8.250

5.o: Stu Kennedy (AUS) – 8.250

8.o: Caio Ibelli (BRA) – 8.000

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 7.000

10: Adriano de Souza (BRA) – 6.950

10: Nat Young (EUA) – 6.950

10: Joel Parkinson (AUS) – 6.950

10: John John Florence (HAV) – 6.950

10: Wiggolly Dantas (BRA) – 6.950

10: Adrian Buchan (AUS) – 6.950

10: Michel Bourez (TAH) – 6.950

17: Sebastian Zietz (HAV) – 5.750

17: Kanoa Igarashi (EUA) – 5.750

19: Julian Wilson (AUS) – 4.500

19: Davey Cathels (AUS) – 4.500

21: Mason Ho (HAV) – 4.000

22: Gabriel Medina (BRA) – 3.500

01 de abril 2016

AMERICANA VENCE EM BELLS, E ASSUME O

TOPO DO RANKING WSL.

O potiguar Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas venceram as duas primeiras vagas para as quartas de final do Rip Curl Pro Bells Beach, que será encerrado neste sábado na Austrália, noite de sexta-feira no Brasil. Depois de três dias de espera, um novo swell chegou com ondas perfeitas de 4-6 pés no Bowl de Bells, para os brasileiros fazerem grandes manobras de backside nas baterias que abriram a sexta-feira. O paulista Caio Ibelli perdeu a dele, mas tem outra chance para disputar a última vaga com o sul-africano Jordy Smith, depois do bicampeão dessa etapa, Mick Fanning, enfrentar o novato Davey Cathels. A primeira chamada para este duelo australiano foi marcada para as 7h30 do sábado na Austrália, 17h30 da sexta-feira pelo fuso horário de Brasília, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

Courtney Conlogue festejando a primeira vitória no Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: WSL / Cestari)
Courtney Conlogue festejando a primeira vitória no Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: WSL / Cestari)

As duas primeiras baterias das quartas de final são as únicas que já estão formadas. Italo Ferreira enfrenta o norte-americano Nat Young na primeira e a segunda será entre Wiggolly Dantas e o australiano Matt Wilkinson. Wiggolly é o único surfista que não perdeu nenhuma bateria esse ano em Bells Beach e na sexta-feira acabou com a invencibilidade de Wilkinson competindo com a lycra amarela do Jeep WSL Leader, que não perde mais nessa etapa. Entre os dez surfistas que continuam na disputa do título da segunda etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016, apenas Mick Fanning já venceu o Rip Curl Pro Bells Beach, quatro vezes com o bicampeonato nos dois últimos anos.

São nove querendo badalar o sino do troféu pela primeira vez, feito que a norte-americana Courtney Conlogue já conseguiu na categoria feminina encerrada na sexta-feira. As meninas também tiveram a chance de competir em ótimas condições e a vitória no Rip Curl Women´s Pro Bells Beach foi conquistada numa onda incrível que valeu nota 9,03. Com ela, a californiana virou para 16,53 a 16,43 pontos o placar da final com a australiana Sally Fitzgibbons. Courtney já entrou na decisão do título com a lycra amarela do Jeep WSL Leader garantida quando passou pela havaiana Tatiana Weston-Webb nas semifinais.

“Eu fui muito confiante para obter a pontuação que eu precisava naquela última onda, tentando colocar um pouco mais de pressão de manobras. Eu sabia que precisava de uma nota oito e pouco, mas queria um nove. Eu vi que poderia muito bem perder o evento, então joguei tudo naquela onda e foi incrível”, contou Courtney Conlogue. “Estou muito feliz por estar começando bem o ano, com um primeiro lugar aqui e um segundo lá em Snapper (Gold Coast). Ainda tem uma longa temporada pela frente e obviamente que eu quero ganhar o título mundial, mas não vai ser uma tarefa fácil. Sei que tive um bom começo, mas ainda tem oito etapas pela frente e tudo pode acontecer”.

Courtney Conlogue (Foto: WSL / Sloane)
Courtney Conlogue (Foto: WSL / Sloane)

A nova campeã do Rip Curl Women´s Pro Bells Beach já começou bem o dia, vingando a derrota na final da primeira etapa na Gold Coast para Tyler Wright. Depois, ultrapassou a australiana no ranking quando venceu a havaiana Tatiana Weston-Webb nas semifinais. Foi mais uma bateria impecável da californiana nas direitas de Bells Beach, somando notas 8,50 e 8,33 contra 8,00 e 7,67 no resultado encerrado em 16,83 a 15,67 pontos. Courtney Conlogue agora vai defender a liderança no ranking da World Surf League na etapa de Margaret River que ela venceu no ano passado. A próxima é no Brasil, o Oi Rio Pro nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca, de 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro.

A australiana Sally Fitzgibbons também fez grandes apresentações em Bells, se recuperando do pior resultado da sua carreira, o último lugar na Gold Coast pela primeira vez em etapas do CT. No Rip Curl Pro ela já tem três vitórias e seu grande momento na sexta-feira foi na onda da semifinal contra a havaiana Carissa Moore, acertando uma série de manobras potentes para receber nota 9,33 dos juízes. Com ela, eliminou a tricampeã mundial e tricampeã consecutiva do Rip Curl Pro, por 16,16 a 15,37 pontos. Com o vice-campeonato, Sally subiu para a sétima posição no ranking agora liderado por Courtney Conlogue.

“Descer e subir essas escadas (de acesso à praia) por quatorze anos que venho aqui, você nunca fica velha”, brincou Sally Fitzgibbons. “Eu adoro quando minha adversária está no seu melhor momento. A Courtney (Conlogue) esteve em grande forma neste evento inteiro e quando vejo minha adversária indo lá fora tentando o seu melhor, é muito desafiador para mim. Eu mal posso esperar pelo próximo campeonato, para ir elevando o meu nível para ficar cada vez melhor e melhor para enfrentar minhas concorrentes”.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Depois da final feminina, a programação era rolar as duas últimas baterias da quinta fase masculina para fechar o dia. Mas, a maré enchendo já estava interferindo na boa condição do mar em Bells Beach e a comissão técnica decidiu adiar o duelo de Mick Fanning para o último dia do Rip Curl Pro, que pode acabar no sábado ou no domingo. O australiano foi mandado para a repescagem pela nova aposta do surfe americano, Conner Coffin, logo após as duas vitórias brasileiras que abriram a sexta-feira em Bells Beach.

O potiguar Italo Ferreira entrou na primeira do dia e começou bem com 6,5 para depois garantir a vitória com o 7,5 da sua terceira e última onda surfada na bateria. Seus adversários só tiveram duas oportunidades cada um, devido aos longos intervalos entre as séries do início da manhã. O australiano Julian Wilson ficou em último com 8,60 pontos e o norte-americano Nat Young em segundo com 10,93, contra 14,00 do brasileiro que conquistou a primeira vaga para as quartas de final do Rip Curl Pro 2016.

A segunda foi vencida por Wiggolly Dantas, também surfando de backside nas direitas de Bells Beach. O surfista de Ubatuba foi preciso na escolha das ondas e botou pressão nas manobras para arrancar notas 7,17 e 8,20 na última, que sacramentou a primeira derrota de Matt Wilkinson com a lycra amarela do Jeep WSL Leader. O australiano ficou em segundo com 12,20 pontos e o brasileiro totalizou 15,37. O havaiano Mason Ho, algoz do campeão mundial Adriano de Souza na terceira fase, ficou em último com 10,93, mesmo tendo a maior nota da bateria, 8,70.

Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)
Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)

VIRADA NA CONTA EXATA – Matt Wilkinson voltou ao mar depois das semifinais femininas e venceu um duelo emocionante contra o também australiano Julian Wilson. Ambos surfaram ótimas ondas e o confronto terminou empatado em 16,57 pontos. Isto porque o líder do ranking achou uma onda no final que abriu a parede para ele arriscar grandes manobras, pois tinha que tirar uma nota excelente para vencer. E Wilko conseguiu exatamente os 9,57 pontos que precisava para ganhar no desempate da maior nota computada, já que a do oponente era 8,90. Com a vitória, Wilkinson vai voltar a enfrentar Wiggolly Dantas nas quartas de final e o brasileiro é o único invicto em baterias em Bells Beach esse ano.

Além de Wiggolly e Italo Ferreira, o paulista Caio Ibelli também está vivo no Rip Curl Pro. Ele só conseguiu surfar uma onda que valeu nota 8,0 na bateria que fechou a primeira rodada classificatória para as quartas de final e a vaga ficou com o taitiano Michel Bourez por 13,36 pontos. O australiano Davey Cathels também só pegou uma onda e ficou em último com 6,43. Caio Ibelli agora pode aproveitar a segunda chance na disputa pela última vaga com o sul-africano Jordy Smith, derrotado junto com Mick Fanning pelo norte-americano Conner Coffin.

O Rip Curl Pro Bells Beach vai fechar a segunda etapa do Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2016 neste fim de semana com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com. A primeira chamada do sábado foi marcada para as 7h30 na Austrália, 17h30 da sexta-feira pelo fuso horário de Brasília.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tourmasculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

 

QUARTAS DE FINAL DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

1.a: Italo Ferreira (BRA) x Nat Young (EUA)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA) x vencedor da 3.a bateria da Quinta Fase

4.a: Michel Bourez (TAH) x vencedor da 4.a bateria da Quinta Fase

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final e Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 12.750:

1.a: Nat Young (EUA) 16.83 x 11.67 Mason Ho (HAV)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 16.57 x 16.57 Julian Wilson (AUS) =maior nota 9.57 x 8.90

———-ficaram para abrir o último dia:

3.a: Mick Fanning (AUS) x Davey Cathels (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR) x Caio Ibelli (BRA)

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final e 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=14.00, 2-Nat Young (EUA)=10.93, 3-Julian Wilson (AUS)=8.60

2.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=15.37, 2-Matt Wilkinson (AUS)=12.20, 3-Mason Ho (HAV)=10.93

3.a: 1-Conner Coffin (EUA)=16.86, 2-Mick Fanning (AUS)=15.44, 3-Jordy Smith (AFR)=15.30

4.a: 1-Michel Bourez (TAH)=13.36, 2-Caio Ibelli (BRA)=8.00, 3-Davey Cathels (AUS)=6.43

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL WOMEN´S PRO:

Campeã: Courtney Conlogue (EUA) por 16,53 pontos (9,03+7,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Sally Fitzgibbons (AUS) com 16.43 (notas 8.33+8.10) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 16.16 x 15.37 Carissa Moore (HAV)

2.a: Courtney Conlogue (EUA) 16.83 x 15.67 Tatiana Weston-Webb (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 13.250 de prêmio:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 15.60 x 13.33 Alessa Quizon (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 19.23 x 13.26 Stephanie Gilmore (AUS)

3.a: Courtney Conlogue (EUA) 15.00 x 13.13 Tyler Wright (AUS)

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) 12.67 x 11.67 Johanne Defay (FRA)

RANKING FEMININO DA WORLD SURF LEAGUE – 2 etapas:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) – 18.000 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 15.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 13.000

4.a: Johanne Defay (FRA) – 11.700

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 11.700

6.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 10.400

7.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 9.750

8.a: Malia Manuel (HAV) – 8.500

9.a: Alessa Quizon (HAV) – 6.950

9.a: Sage Erickson (EUA) – 6.950

——as top-10 ficam na elite para 2017:

11: Bianca Buitendag (AFR) – 6.600 pontos

11: Nikki Van Dijk (AUS) – 6.600

11: Bronte Macaulay (AUS) – 6.600

14: Keely Andrew (AUS) – 5.050

15: Lakey Peterson (EUA) – 3.500

15: Coco Ho (HAV) – 3.500

15: Laura Enever (AUS) – 3.500

15: Chelsea Tuach (BRB) – 3.500

 



31 DE MARÇO 2016

CORRUPÇÃO AMEÇA O SURF BRASILEIRO.

CORRUPÇÃO ABALA O SURF COMPETIÇÃO NO BRASIL.No ano que comemoramos o bicampeonato mundial temos de conviver com essa...

Publicado por Surfe Nordeste em Quinta, 31 de março de 2016



23 de março 2016

GALERIA DO BRASILEIRO EM MARACAÍPE.

Última galeria de imagens da primeira etapa do Circuito CBS que aconteceu na Baía de Maracaípe nos dias 19 e 20 de março...

Publicado por Surfe Nordeste em Sábado, 26 de março de 2016


21 de março 2016

PERNAMBUCO MOSTRA SUA FORÇA E VENCE

BRASILEIRO EM MARACAÍPE.


PERNAMBUCO MOSTRA FORÇA E VENCE BRASILEIRO EM MARACAÍPE.Final de semana espetacular em Porto de Galinhas com a realiza...

Publicado por Surfe Nordeste em Segunda, 21 de março de 2016


16 / 03 / 16

AUSTRALIANOS VECEM EM CASA,BRASIL MORRE

NA PRAIA 

Os australianos fizeram a festa em casa, com Matt Wilkinson e Tyler Wright vencendo a etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 e largando na frente na corrida pelos títulos mundiais da temporada. Wilkinson parou os brasileiros na quarta-feira de muita chuva em Snapper Rocks, primeiro o campeão mundial Adriano de Souza e depois o defensor do título do Quiksilver Pro Gold Coast, Filipe Toledo, antes de derrotar o norte-americano Kolohe Andino na disputa pela lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard. No Roxy Pro, Tyler Wright também barrou a campeã mundial Carissa Moore e depois conquistou o título na decisão contra a norte-americana Courtney Conlogue. Agora todos partem para o segundo desafio do ano, o Rip Curl Pro Bells Beach, que começa no dia 24 em Victoria, sul da Austrália.

Matt Wilkinson (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Matt Wilkinson (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O campeão Matt Wilkinson começou muito bem a bateria final com suas manobras explosivas de backside nas direitas de Snapper Rocks, botando pressão no americano com a nota 8,60 recebida dos juízes. Kolohe Andino também surfou bem e chegou a liderar a bateria com notas 6,83 e 5,83. Só que o australiano parecia abençoado na quarta-feira e com paciência aguardava para liquidar a fatura no final da bateria, como já havia feito contra Filipe Toledo na semifinal e Adriano de Souza nas quartas de final. A onda veio para ele mais uma vez e a nota 5,60 garantiu sua primeira vitória na divisão de elite da World Surf League. Por 14,20 a 13,66 pontos, Wilkinson faturou 100.000 dólares e marcou 10.000 pontos no primeiro ranking da temporada 2016.

“Eu comecei o ano com uma vitória no Qualifying Series (QS 6000 de Newcastle) e agora ganhar este evento é um sentimento incrível. Eu não esperava isso, mas eu estava esperando por isso”, disse Matt Wilkinson. “A minha bateria com o Adriano (de Souza) foi o tipo de bateria que eu costumo perder. Eu só consegui vencer no final e aquilo me deu uma energia, pois senti que o oceano estava a meu favor. Eu surfei bem o evento todo, com pressão, mas ainda não tinha conseguido uma grande onda em Snapper, como aquela primeira da final que teve duas seções muito boas no início para fazer grandes manobras. Estou muito feliz pela vitória”.

O australiano também falou que sua meta é ficar entre os top-5 ou top-10 do ranking em 2016, pois nos últimos anos vinha apenas brigando para terminar entre os 22 primeiros que são mantidos na elite na temporada seguinte. “Eu sinto que o meu surfe amadureceu muito e espero que possa fazer um monte de baterias boas esse ano e até ganhar o título mundial depois dessa vitória aqui”, disse Matt Wilkinson, o novo número 1 do ranking da World Surf League, que impediu o Brasil de tentar um inédito tricampeonato na Gold Coast.

Filipe amparado pelo pai, Ricardo Toledo, na saída do mar (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Filipe amparado pelo pai, Ricardo Toledo, na saída do mar (Foto: Kelly Cestari – WSL)

DERROTAS BRASILEIRAS – As duas vitórias foram conquistadas em finais contra os australianos. Em 2014, Gabriel Medina bateu Joel Parkinson e no ano passado Filipe Toledo derrotou Julian Wilson. Filipe era o grande favorito para vencer novamente. Ninguém estava atacando as ondas de Snapper Rocks com uma variedade tão grande de manobras modernas e inovadoras, tanto as de borda como as aéreas. Filipe começou a quarta-feira despachando o próprio Joel Parkinson e começou bem a semifinal contra Matt Wilkinson. Porém, na segunda onda arriscou o aéreo reverse e acabou machucando a perna esquerda na aterrisagem. Mesmo contundido, surfou outra boa onda para liderar a bateria até os minutos finais, quando o australiano novamente achou uma direita abrindo uma longa parede para fazer várias manobras e virar o placar para 14,43 a 13,27 pontos.

“Eu fui para o aéreo na última manobra da onda e, quando eu estava aterrissando, a onda veio com tudo na minha prancha e colocou pressão na minha perna, que foi pra cima e para os lados”, contou Filipe Toledo. “Apesar das dores, eu me mantive na bateria tentando me classificar. Agora estou melhor, mas lá dentro eu estava sentindo muitas dores. Mesmo assim, estou feliz com o meu resultado. Eu estava surfando bem, as pranchas estavam boas, então agora é se recuperar e ir para a próxima com tudo de novo”.

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Foi a segunda virada na última onda do australiano sobre um brasileiro na quarta-feira. Nas quartas de final, ele já havia eliminado o campeão mundial Adriano de Souza assim. Não entraram muitas ondas boas nessa bateria, mas Wilkinson surfou a melhor primeiro para largar na frente com nota 6,83. Mineirinho tenta aproveitar ao máximo as que pega e só consegue 4,90 na primeira e 5,83 na segunda. Mas, assume a ponta quando acha uma onda com mais parede para mandar batidas, rasgadas, laybacks, ganhando nota 6,90 dos juízes. Quando a vitória parecia consumada, nos últimos segundos surge uma onda para o australiano detonar manobras explosivas jogando muita água para tirar nota 6,33 e vencer por 13,16 a 12,73 pontos.

“Ele (Matt Wilkinson) surfou bem, com um ritmo forte, achou a onda da virada ali no final, enfim, foi uma bateria difícil”, disse Adriano de Souza. “Ele obteve a pontuação que precisava naquela direita, mas eu vou continuar lutando, como sempre. É mais um resultado que eu vou embora pensando que poderia ter sido melhor, mas sigo confiante e vou definitivamente em busca de outro bom resultado lá em Bells (onde foi vice-campeão na final com Mick Fanning que terminou empatada no ano passado)”.

FINAL FEMININA – Assim como Adriano de Souza, a havaiana Carissa Moore também terá que entregar a sua lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard para quem a derrotou em Snapper Rocks. A campeã mundial ainda defendia o título do Roxy Pro Gold Coast e perdeu para Tyler Wright, com a australiana vingando a derrota sofrida para Carissa também nas semifinais do ano passado. A decisão do título com a vice-campeã mundial Courtney Conlogue foi eletrizante, com a liderança da bateria mudando praticamente a cada onda surfada. O equilíbrio refletiu no placar encerrado por uma pequena vantagem de 14,20 a 13,66 pontos.

Tyler Wright (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Tyler Wright (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Nos últimos meses aconteceu de tudo, foi uma experiência muito louca, mas trouxe muita clareza pra mim, para que eu pudesse vir aqui fazer o meu melhor. Eu quero ganhar um título mundial, mas quero fazer isso do meu jeito”, disse Tyler Wright. “Eu quero ser a melhor, como a Steph (Stephanie Gilmore), a Carissa (Moore), a Courtney (Conlogue) e todas as meninas do Tour, todas elas são as melhores do mundo. Eu sei que eu já poderia ter ganhado o título e agora é acreditar nisso, arregaçar as mangas e dizer: sim, você pode. Eu quero agradecer ao Glenn Hall que está ao meu lado, me ajudando, assim como a minha família, a Rip Curl e todos que torceram por mim. Foi absolutamente incrível, muito obrigado”.

Mais informações, fotos, vídeos, do Quiksilver Pro Gold Coast e do Roxy Pro podem ser acessadas nowww.worldsurfleague.com que transmitiu as duas competições ao vivo da Austrália.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tour masculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

 

Foto: Kirstin Scholtz - WSL
Foto: Kirstin Scholtz – WSL

FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:

Campeão: Matt Wilkinson (AUS) por 14,20 pontos (notas 8,60+5,60) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kolohe Andino (EUA) com 13,66 pontos (6,83+6,83) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Matt Wilkinson (AUS) 14.43 x 13.27 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 14.23 x 14.20 Stu Kennedy (AUS)

QUARTAS DE FINAL – Derrota=5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 12.34 x 12.16 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 13.16 x 12.73 Adriano de Souza (BRA)

3.a: Kolohe Andino (EUA) 16.00 x 4.63 Adrian Buchan (AUS)

4.a: Stu Kennedy (AUS) 15.23 x 14.00 John John Florence (HAV)

FINAL DO ROXY PRO GOLD COAST:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 14,67 pontos (notas 8,17+6,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Courtney Conlogue (EUA) com 10,94 (5,77+5,17) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Tyler Wright (AUS) 14.17 x 14.00 Carissa Moore (HAV)

2.a: Courtney Conlogue (EUA) 15.27 x 10.50 Johanne Defay (FRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – 1.a etapa:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 10.000 pontos

2.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.000

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 6.500

3.o: Stu Kennedy (AUS) – 6.500

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 5.200

5.o: Joel Parkinson (AUS) – 5.200

5.o: John John Florence (HAV) – 5.200

5.o: Adrian Buchan (AUS) – 5.200

9.o: Sebastian Zietz (HAV) – 4.000

9.o: Caio Ibelli (BRA) – 4.000

9.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 4.000

9.o: Conner Coffin (EUA) – 4.000

13: Mick Fanning (AUS) – 1.750

13: Gabriel Medina (BRA) – 1.750

13: Italo Ferreira (BRA) – 1.750

13: Jeremy Flores (FRA) – 1.750

13: Nat Young (EUA) – 1.750

13: Josh Kerr (AUS) – 1.750

13: Wiggolly Dantas (BRA) – 1.750

13: Taj Burrow (AUS) – 1.750

13: Jadson André (BRA) – 1.750

13: Michel Bourez (TAH) – 1.750

——–outros brasileiros:

25: Miguel Pupo (BRA) – 500 pontos

25: Alejo Muniz (BRA) – 500

25: Alex Ribeiro (BRA) – 500

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD FEMININO – 1.a etapa:

1.a: Tyler Wright (AUS) – 10.000 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 8.000

3.a: Carissa Moore (HAV) – 6.500

3.a: Johanne Defay (FRA) – 6.500

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 5.200

5.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 5.200

5.a: Malia Manuel (HAV) – 5.200

5.a: Sage Erickson (EUA) – 5.200

9.a: Bianca Buitendag (AFR) – 3.300

9.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 3.300

9.a: Keely Andrew (AUS) – 3.300

9.a: Bronte Macaulay (AUS) – 3.300

 

 




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