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PREVISÃO DE ONDAS.
acesse sua praia antes de ir ao Surf, veja os mapas
animados, o vento e o tamanho das ondas. Tudo bem
fácil e com alta tecnologia.








  

TERÇA FEIRA 16 DE DEZEMBRO 2014

FESTA DO SURF PERNAMBUCANO 2014


Nesse sábado (13/12/14) no PARADOR 081, em Maracaípe (Ipojuca) foi realizada a entrega de troféus e homenagem especiais
da Federação Pernambucana de Surf 
Associação Nordestina de Surf aos destaques de 2014. Agradecer ao GERALDINHO e toda
equipe pela lembrança a Revista Surfe Nordeste e mandar um grande abraço aos campeões e todos os patrocinadores, empresários,
prefeituras e governo estadual pelo suporte aos eventos 2014 e que no próximo ano tudo continue evoluindo,

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DA FESTA


SÁBADO 13 DE DEZEMBRO 2014

MEDINA AVANÇA AO ROUND 03  NO HAWAII
E SE APROXIMA DO CANECO MUNDIAL.


O paulista Gabriel Medina, 20 anos, deu o primeiro passo na busca pelo inédito título mundial para o Brasil no Havaí. Ele estreou com vitória no Billabong Pipe Masters na sexta-feira de tubos de 8-12 pés principalmente no Backdoor. Se vencer mais uma, já acaba com a chance de Kelly Slater, 42 anos, colecionar seu 12.o troféu de campeão do WCT no Havaí. O tricampeão Mick Fanning, 33, também passou direto para a terceira fase, mas Slater foi derrotado pelo tubo que o australiano Adam Melling surfou nos últimos segundos e vai abrir a repescagem no primeiro duelo do sábado, contra o trialista havaiano que Medina enfrentou, Reef McIntosh. A previsão é de ondas maiores e melhores do que as da sexta-feira para realizar duas fases eliminatórias que podem até definir o título mundial para Gabriel Medina, se Mick Fanning e Kelly Slater perderem suas baterias.

Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Não tive muitas oportunidades de surfar, porque entraram poucas ondas boas na bateria, mas optei pegar as intermediárias que estavam entrando mais embaixo para somar pontos e estou feliz que deu tudo certo”, disse Gabriel Medina, que logo foi cercado pela torcida e pela imprensa, principalmente do Brasil que compareceu em grande número no Havaí. “Mesmo assim, foi importante para mim começar vencendo. Amanhã (sábado) eu vou só assistir as baterias da segunda fase e ficar bem preparado para competir ”.

O brasileiro lidera o ranking, só depende dele para ser campeão mundial e neste ano já venceu as outras duas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour em ondas desafiadoras com tubos para a esquerda como em Banzai Pipeline, o Fiji Pro em Cloudbreak e o Billabong Pro Tahiti na temida bancada de Teahupoo. Mas, na sexta-feira de séries irregulares de 8-12 pés, as direitas do Backdoor formaram os principais tubos do dia. A maioria das baterias foi marcada pela falta de ondas, com apenas um surfista conseguindo pegar duas boas.

Em algumas, as condições foram ainda mais difíceis, com grandes intervalos entre as séries, como a da estreia do número 1 do mundo, Gabriel Medina, que usou a tática de pegar as ondas intermediárias para vencer a sua primeira bateria no Billabong Pipe Masters. Seus adversários ficaram esperando as maiores que entravam fechando e a primeira vitória brasieira foi com o placar mais baixo do dia. Medina totalizou apenas 8,83 pontos nas duas notas computadas, contra 5,10 do havaiano Reef McIntosh e apenas 3,30 do australiano Dion Atkinson. Mas, o importante era a vitória que valia classificação direta para a terceira fase.

DERROTA DE VIRADA – Dos concorrentes ao título, Slater foi o primeiro a se apresentar e começou bem, com um belo tubo no Backdoor que valeu nota 8,10. Como estava machucado, foi a primeira onda que ele surfou no Havaí e logo ratificou a liderança com um 7,70 em outro tubo no Backdoor. O havaiano Dusty Payne também pegou um tubaço nota 8,67 e entrou na briga, enquanto o australiano Adam Melling não achava nada. As condições estavam difíceis, com as esquerdas de Pipeline fechando rápido e foi nelas que o havaiano tentou a virada, sem sucesso. Para o outro lado, Slater pegou um tubão no Backdoor e também ficou lá dentro.

Até aí Adam Melling só assistia. O australiano só surfou sua primeira onda quando faltavam menos de 5 minutos para o término da bateria, mas foi um bom tubo que rendeu nota 7,00. Ele passou a ter chance também de vitória se conseguisse outro melhor, de 8,8 pontos. Ainda entrou uma série no final da bateria e nos últimos segundos o australiano pegou uma no Backdoor, talvez o maior tubo do dia, saiu dele e ficou um suspense na praia pela nota, que saiu 8,9 para virar o placar para 15,90 a 15,80 pontos. Slater vai ter que disputar uma bateria extra no sábado, enquanto os outros concorrentes ao título só competirão na terceira fase.

Mick Fanning (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Mick Fanning (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Os adversários dos líderes nestas rodadas de doze baterias são definidos pelo ranking mundial, com eles sempre enfrentando os piores colocados, ou os que participam substituindo algum top-34 contundido, ou nas vagas dos convidados da etapa. No Billabong Pipe Masters, além de Reef McIntosh e Makai McNamara, que barraram o favorito Jamie O´Brien na final da triagem que abriu a sexta-feira, ainda tem o líder da Tríplice Coroa Havaiana, Dusty Payne, no lugar do contundido C. J. Hobgood. Quem também se machucou foi Travis Logie e Jamie O´Brien pode entrar se o sul-africano não tiver condições de competir na repescagem.

Os líderes Gabriel Medina e Mick Fanning ganharam dos vencedores da triagem em duas baterias fracas de ondas. Como Slater, o australiano também largou na frente na sua bateria com notas 4,83 e 7,33 que acabaram garantindo a sua vitória. O espanhol Aritz Aranburu ainda surfou o melhor tubo da bateria, que valeu a maior nota do dia (9,27), mas foi a única onda que ele pegou na bateria e não conseguiu outra de menos de 3 pontos para vencer. Já o havaiano Makai McNamara não achou nada e terminou em último com 2,20 pontos.


QUINTA 11 DE DEZEMBRO 2014.

ÍTALO FERREIRA (RN) CONQUISTA O
BRASILEIRO DE SURF PROFISSIONAL 2014





ÍTALO FERREIRA ABRE A CAIXA DE PANDORA E DEIXA MUNDO DO SURF DE OLHO EM BAÍA FORMOSA.

Mais uma vez no mesmo ano o local de Baía Formosa ( RN ) mostra ao mundo o que vai ser 2015. Italo Ferreira conquista o caneco 2014 do Surf Pro por antecipação. Parabéns Delegado.

Após conquistar o acesso para a elite do Surf Mundial, o potiguar Ítalo Ferreira comemora mais um feito em 2014. Ele é o novo campeão brasileiro de surf profissional. Aos 20 anos, o surfista de Baía Formosa garantiu o inédito título após o terceiro lugar obtido na segunda etapa do Circuito Catarinense de Surf Profissional, válido pela penúltima prova do Circuito Brasileiro. A competição, vencida pelo pernambucano Luel Felipe Silva , foi encerrada na tarde de quarta-feira, na Prainha, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

Com a pontuação da terceira colocação na Prainha, Ítalo Ferreira assegurou o título brasileiro por antecipação. No ranking da Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp), o potiguar soma 5.073 pontos, à frente do baiano Bino Lopes - 3.980 - e do paulista Odirlei Coutinho - 3.945.
Ítalo é representante da nova geração do surf brasileiro e está em ótima fase. Além de conquistar a sonhada vaga para o WCT, elite do Circuito Mundial, também foi vice-campeão mundial Pro Junior em 2014.

- Estou muito feliz. Este ano deu tudo certo e consegui conquistar quase todos os meus objetivos, graças a Deus. Agora é descansar um pouco e focar na próxima temporada - declarou.

Com o título, Ítalo se iguala a Joca Júnior, até então único potiguar a ser campeão brasileiro profissional, em 1996.

Baía Formosa confirma definitivamente sua história no cenário mundial como celeiro de Campeões.

 

QUARTA FEIRA 10 DE DEZEMBRO 2014
COMEÇA NESSA QUARTA A DECISÃO DO WCT NO HAWAII

Confirmando as previsões, a terça-feira amanheceu com ondas desafiadoras de 6-8 pés nas bancadas de Pipeline e Backdoor na ilha de Oahu, no Havaí. Mas, como as condições iriam se deteriorar durante o dia, só foi realizado o Men´s Pipe Masters Invitational, com 31 havaianos e um australiano brigando pelas duas vagas para completar as baterias dos principais concorrentes ao título mundial de 2014 no Billabong Pipe Masters, o líder Gabriel Medina e o atual campeão do WCT, Mick Fanning. As condições do mar estavam tão difíceis que a bateria final da triagem foi adiada para abrir o próximo dia de boas ondas em Pipeline. A primeira chamada foi marcada para as 7h30 da quarta-feira no Havaí.

Jamie O´Brien seguindo o caminho de Pipeline (Foto: Masurel / ASP)

Jamie O´Brien seguindo o caminho de Pipeline (Foto: Masurel / ASP)

Os adversários dos ponteiros no ranking sairão deste confronto entre Jamie O´Brien, Hank Gaskell, Makai McNamara e Reef McIntosh. O´Brien é o grande favorito para ficar com uma vaga. Ele já ganhou uma coroa de campeão do Pipe Masters e surfou o melhor tubo do dia nas esquerdas de Pipeline. Com a nota 9,57 desta onda, registrou imbatíveis 18,40 pontos logo no segundo confronto da terça-feira na ilha de Oahu. Certamente, O´Brien é um duro adversário para qualquer top-34 do WCT no templo sagrado do esporte. Também na primeira fase, Joel Centeio conseguiu a primeira nota 10, saindo expelido por um spray violento de um tubo incrível nas direitas do Backdoor.

No entanto, o show ficou resumido a estas duas baterias. O swell (ondulação) ainda não alinhou na bancada e as condições estavam complicadas até para os locais havaianos acharem boas ondas para completarem os tubos. O retrato da dificuldade foi o resultado das semifinais. A maior nota nas duas baterias foi 6,33 para Reef McIntosh, que garantiu a primeira vaga na decisão da triagem com o meio ponto da sua última onda. O recordista Jamie O´Brien passou em segundo lugar somando notas 2,43 e 2,17. Na outra semifinal, Makai McNamara venceu por 6,26 pontos com notas 5,83 e 0,43 e Hank Gaskell ficou com a última vaga na final com inacreditáveis 3,27 pontos das notas 2,27 e 1,00.

As condições do mar já estavam tão deterioradas, que a comissão técnica preferiu adiar a batalha final pelas duas vagas para o Billabong Pipe Masters. Esta bateria será disputada antes dos australianos Joel Parkinson e Julian Wilson e o francês Jeremy Flores entrarem no mar para abrir a rodada de apresentação dos melhores surfistas do mundo no maior palco do esporte. A grande expectativa é pela estreia dos concorrentes ao título mundial, com o defensor do título do Billabong Pipe Masters, Kelly Slater, sendo o primeiro a competir na quarta bateria. Na quinta entra o vice-líder do ranking e atual campeão mundial, Mick Fanning, depois é a vez de Gabriel Medina iniciar sua caminhada rumo ao primeiro título do Brasil na história do circuito mundial.

TÍTULO MUNDIAL DE 2014:

- GABRIEL MEDINA – para não depender dos resultados dos adversários, confirma o título mundial quando passar para a grande final em Banzai Pipeline

- MICK FANNING – precisa no mínimo chegar nas quartas de final do Pipe Masters para igualar os 56.550 pontos de Gabriel Medina e chega a 61.350 pontos com a vitória no Havaí, conquistando o tetra se a bateria decisiva não for contra o brasileiro, que já festejaria o título com a passagem para a grande final

- KELLY SLATER – necessita unicamente da vitória para alcançar 58.300 e superar os atuais 56.550 pontos de Gabriel Medina, mas o brasileiro acaba com as suas chances se passar para a quarta fase em Pipeline. Se a briga ficar contra Mick Fanning, sua situação fica igual a do Medina com ele, ou seja, garante o título se passar para a grande final, quando atinge 59.350 pontos

CHANCES DE GABRIEL MEDINA:

- Medina em 25.o ou 13.o lugar na terceira fase com 56.550 pontos – será campeão mundial se Kelly Slater não vencer o Pipe Masters e Mick Fanning não chegar nas quartas de final, quando iguala os pontos do brasileiro

- se ficar em 9.o lugar sem vencer na quarta e quinta fase com 58.800 pontos – acaba com as chances de Kelly Slater quando passar da terceira fase e obriga Mick Fanning a ser finalista em Pipeline para superar sua pontuação com 59.350 pontos

- em 5.o lugar nas quartas de final com 60.000 pontos – Mick Fanning passa a precisar da vitória no Pipe Masters para impedir o primeiro título de um brasileiro no Circuito Mundial

- em 3.o lugar nas semifinais com 61.300 pontos – Mick Fanning continua necessitando unicamente da vitória no Havaí para atingir 61.350 pontos

- CAMPEÃO MUNDIAL com a classificação para a final do Billabong Pipe Masters, garantindo imbatíveis 62.800 pontos nas nove etapas computadas no ranking do Samsung Galaxy ASP World Championship To

FINAL DA TRIAGEM QUE CLASSIFICA OS DOIS PRIMEIROS PARA O EVENTO PRINCIPAL
:

Jamie O´Brien (HAV), Reef McIntosh (HAV), Makai McNamara (HAV), Hank Gaskell (HAV)

SÁBADO 06 DE DEZEMBRO 2014

MICHEL BOUREZ VENCE EM SUNSET

Uma vitória taitiana de Michel Bourez sobre três havaianos fechou a Vans World Cup of Surfing nas ondas de 6-8 pés da sexta-feira em Sunset Beach, na ilha de Oahu, Havaí. Mas, o vice-campeão Dusty Payne também comemorou o resultado que confirmou seu retorno ao grupo dos top-34 do WCT e a liderança isolada na Tríplice Coroa Havaiana com a vitória na primeira etapa em Haleiwa Beach. Payne acabou tirando o brasileiro Tomas Hermes da lista dos dez surfistas que o ASP Qualification Series classifica para disputar o título mundial na divisão de elite do esporte. Já o terceiro colocado na final, Sebastian Zietz, e o quarto, Ian Walsh, não tinham chances de entrar no G-10 no último ASP Prime de 6.500 pontos da temporada 2014.

Lucas Silveira representou o Brasil em Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

Lucas Silveira representou o Brasil em Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

Cinco brasileiros competiram nas oitavas de final que abriram a sexta-feira de confrontos decisivos na batalha pelas últimas vagas para o WCT 2015. O paulista Filipe Toledo foi barrado pelo americano Chris Ward e o havaiano Ian Walsh no segundo confronto do dia, mas não perdeu o primeiro lugar no ranking do ASP Qualification Series, conquistado com a vitória no O´Neill SP Prime na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Na disputa seguinte, o número 1 do WCT, Gabriel Medina, também foi eliminado, junto com o catarinense Alejo Muniz, pelo australiano Davey Cathels e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias.

Já o carioca Lucas Silveira surpreendeu mais uma vez surfando muito bem em Sunset Beach para salvar a pátria nas oitavas de final da Vans World Cup of Surfing. Ele superou até um top-10 do WCT, Josh Kerr, que acabou impedindo uma segunda dobradinha brasileira de Lucas com o paulista David do Carmo em Sunset Beach. Nas quartas de final, Lucas Silveira não achou boas ondas para repetir suas atuações anteriores e caiu junto com o irlandês Glenn Hall, para o havaiano Sebastian Zietz e o australiano Garrett Parkes. Com o 13.o lugar na Vans World Cup, o carioca saltou da 105.a para a 76.a posição no ranking, entrando no grupo dos 100 primeiros que podem disputar as principais etapas do Qualification Series em 2015.

Dusty Payne se garantindo no WCT 2015 (Foto: Ed Sloane / ASP)

Dusty Payne se garantindo no WCT 2015 (Foto: Ed Sloane / ASP)

MUDANÇAS NO G-10 – Já na briga pelas últimas vagas no G-10, o brasileiro Tomas Hermes e o australiano Jack Freestone ficaram acompanhando os resultados dos que poderiam tira-los da zona de classificação para o WCT. O primeiro a sair foi Jack Freestone, quando o neozelandês Ricardo Christie passou para as quartas de final no sexto confronto da sexta-feira no Havaí, vencido por Sebastian Zietz. E Tomas Hermes permaneceu em último no G-10 até as semifinais, com o havaiano Dusty Payne tirando a sua vaga com vitória na primeira bateria.

Na outra semifinal, o australiano Garrett Parkes também poderia ultrapassar o brasileiro se passasse para a final, mas perdeu e aumentou a chance de Tomas Hermes ainda disputar o WCT no ano que vem. Ele agora vai depender do resultado do Billabong Pipe Masters, que decide o título mundial entre Gabriel Medina, Mick Fanning e Kelly Slater, a partir de segunda-feira em Pipeline. A torcida de Tomas será para que os australianos Matt Wilkinson ou Adam Melling entre no grupo dos 22 primeiros no ranking que são mantidos na elite dos top-34, tirando algum dos havaianos Sebastian Zietz ou Fredrick Patacchia, que estão entre os quatro últimos desta lista.

O neozelandês Ricardo Christie também terá que conviver com esta expectativa. Ele acabou eliminado na última quarta de final pelo campeão Michel Bourez e por Matt Wilkinson, ficando numa perigosa última posição no G-10. O surfista da Nova Zelândia e o penúltimo colocado, Brett Simpson, dos Estados Unidos, também terão de aguardar o resultado do Billabong Pipe Masters para festejarem suas classificações para o primeiro WCT da Era World Surf League (WSL). Eles precisam torcer para que o brasileiro Jadson André e o australiano Julian Wilson não saiam dos top-22 em Pipeline, para não terem que usar as vagas do Qualification Series por estarem entre os primeiros colocados.

Michel Bourez campeão nas ondas de Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

Michel Bourez campeão nas ondas de Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

SEIS NOVIDADES NO WCT 2015 – O Brasil ficou no topo do ranking com Filipe Toledo, mas apenas dois se classificaram pelo G-10 do QS, o paulista Wiggolly Dantas em quarto lugar e o potiguar Italo Ferreira em sétimo. Além deles, o WCT poderá ter mais três novatos em 2015, o australiano Matt Banting (2.o no ranking) e o havaiano Keanu Asing (9.o) já garantidos e o neozelandês Ricardo Christie (16.o), caso não saia da lista no Billabong Pipe Masters. O havaiano Dusty Payne (10.o) será outra novidade, mas ele já fez parte da elite até 2013 e retorna no ano que vem.

Os outros quatro que completam o G-10 são os australianos Adam Melling (6.o lugar) e Matt Wilkinson (8.o), o francês Jeremy Flores (11.o) e o norte-americano Brett Simpson (13.o). Eles disputaram o WCT este ano, porém não conseguiram ficar no grupo dos 22 primeiros colocados que são mantidos e garantiram suas permanências pelo ASP Qualification Series. Dos quatro, o único que ainda tem sua vaga ameaçada é Brett Simpson, que vai depender dos resultados do brasileiro Jadson André e do australiano Julian Wilson no Pipe Masters. Para Simpson, a torcida é para que pelo menos um deles não saia dos top-22, pois assim ele permanece no G-10.

 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – 34 etapas:

——*classificando-se entre os 22 mantidos pelo WCT

1.o: *Filipe Toledo (BRA) – 20.020 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 17.920 – 1.o do G-10

3.o: *Julian Wilson (AUS) – 17.585

4.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.745 – 2.o do G-10

5.o: *Jadson André (BRA) – 16.240

6.o: Adam Melling (AUS) – 15.550 – 3.o do G-10

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.505 – 4.o do G-10

8.o: Matt Wilkinson (AUS) – 13.800 – 5.o do G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 13.600 – 6.o do G-10

10: Dusty Payne (HAV) – 13.594 – 7.o do G-10

11: Jeremy Flores (FRA) – 13.030 – 8.o do G-10

12: *Adriano de Souza (BRA) – 12.089

13: Brett Simpson (EUA) – 12.045 – 9.o do G-10

14: *Michel Bourez (TAH) – 12.020

15: *Jordy Smith (AFR) – 11.940

16: Ricardo Christie (NZL) – 11.565 – 10.o do G-10




QUINTA 04 DE DEZEMBRO 2014

BRASILEIROS AVANÇAM NO HAWAI

Os líderes dos rankings mundiais, Gabriel Medina no WCT e Filipe Toledo no QS, foram dois dos cinco brasileiros que passaram para as oitavas de final da Vans World Cup of Surfing nas baterias da rodada de estreia das principais estrelas do ASP Prime de Sunset Beach, no Havaí. Os outros que também se classificaram nas ondas difíceis de 6-8 pés da quarta-feira foram o catarinense Alejo Muniz e o paulista David do Carmo, que ainda têm chance de vaga no G-10 do ASP Qualification Series para o WCT do ano que vem, além do carioca Lucas Silveira, que derrotou três havaianos, incluindo os tops da elite Fredrick Patacchia e Sebastian Zietz, em sua segunda vitória nas direitas de Sunset Beach.

Gabriel Medina estreando na Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Ed Sloane / ASP)

Gabriel Medina estreando na Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Ed Sloane / ASP)

Com a passagem para as oitavas de final, Lucas retornou ao grupo dos 100 primeiros do ranking que podem participar das etapas mais importantes do ranking de acesso para o WCT. Mas, ninguém ainda conseguiu ingressar na lista dos 10 indicados pelo ASP Qualification Series para completar os top-34 que vão disputar o título mundial de 2015. O último ASP Prime de 6.500 pontos do ano começou com 55 surfistas tendo chances matemáticas de entrar no G-10, mas só restaram onze para brigar pelas últimas vagas, com oito deles ameaçando a classificação do brasileiro Tomas Hermes. Na quarta-feira, o catarinense foi ultrapassado pelo australiano Matt Wilkinson e caiu para a penúltima posição na lista, acima apenas do australiano Jack Freestone.

Os que estão mais próximos do G-10 agora são o neozelandês Ricardo Christie e Charles Martin, da Ilha Guadalupe, que entram na zona de classificação para o WCT se passarem para as quartas de final e já tiram as vagas de Tomas Hermes e Jack Freestone. E os dois vão competir na mesma bateria das oitavas de final, a sexta, contra os havaianos Sebastian Zietz e Mason Ho. Os outros que também podem ultrapassar o brasileiro são o havaiano Dusty Payne se chegar nas semifinais, o neozelandês Billy Stairmand e o australiano Garrett Parkes se passarem para a grande final, Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias, se ele ficar entre os três primeiros na bateria decisiva da Vans World Cup of Surfing, o australiano Garrett Parkes se for vice-campeão no mínimo e o sul-africano Beyrick De Vries se vencer o campeonato.

Mais três surfistas também continuam com chances matemáticas, mas para eles só interessa a vitória em Sunset Beach e com os 6.500 pontos só conseguem superar os 10.440 pontos do último colocado no G-10, Jack Freestone. Entre eles, os dois últimos brasileiros que ainda estão vivos na batalha pelas últimas vagas para o WCT 2015, o catarinense Alejo Muniz e o paulista David do Carmo. Mas, mesmo que vençam a Vans World Cup, eles e o australiano Wade Carmichael,  ainda irão depender dos resultados dos outros oito concorrentes acima citados que também podem tirar a vaga do catarinense Tomas Hermes.

Entre os que saíram da briga na quarta-feira, está o outro brasileiro que tinha chance de vaga no G-10, o carioca Raoni Monteiro, que foi barrado logo no primeiro confronto do dia pelos havaianos Keanu Asing e Ian Walsh. Depois vieram duas vitórias verde-amarelas, com Filipe Toledo fazendo a primeira defesa da liderança do ranking contra três concorrentes as últimas vagas para o WCT. O sul-africano Beyrick De Vries ganhou a disputa pelo segundo lugar e acabou com as chances do espanhol Aritz Aranburu e do italiano Leonardo Fioravante. O catarinense Alejo Muniz conquistou a segunda vitória brasileira do dia derrotando os australianos Wade Carmichael e Perth Standlick, além do norte-americano Nat Young.

Alejo Muniz segue na luta por vaga no G-10 para permanecer no WCT (Foto: Ed Sloane / ASP)

Alejo Muniz segue na luta por vaga no G-10 para permanecer no WCT (Foto: Ed Sloane / ASP)

PARTICIPAÇÕES DUPLAS – Alejo agora vai competir junto com o número 1 do mundo, Gabriel Medina, que passou em segundo lugar na sua bateria vencida pelo havaiano Dusty Payne. Os adversários dos brasileiros na terceira oitava de final serão o australiano Davey Cathels e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias, que estão disputando vagas no G-10 como Alejo Muniz.  Outra participação dupla do Brasil acontece na quinta bateria com David do Carmo e Lucas Silveira, que já fizeram uma dobradinha verde-amarela vitoriosa na segunda fase. O desafio da dupla agora será contra o australiano Josh Kerr e o havaiano Alex Smith.

O carioca Lucas Silveira nem ia participar da Vans World Cup of Surfing, mas o paulista Alex Ribeiro se contundiu e ele entrou para substituir o surfista que conquistou o título sul-americano profissional da ASP South America esse ano. Lucas aproveitou a chance e venceu as duas baterias que disputou nas ondas difíceis de Sunset Beach. Na primeira, David do Carmo completou a dobradinha brasileira sobre o norte-americano Patrick Gudauskas e o australiano Thomas Woods. E a segunda foi sobre três havaianos, Sebastian Zietz que avançou em segundo lugar e os eliminados Fredrick Patacchia e Kai Barger.

Antes de Lucas Silveira encarar três locais das ilhas, David do Carmo tinha vencido a sua bateria em outra participação dupla do Brasil, só que nesta o já garantido no WCT 2015, Wiggolly Dantas, terminou em último lugar. Na briga pela segunda vaga da bateria, o havaiano Mason Ho foi melhor do que o francês Maxime Huscenot. Além de Wiggolly Dantas, outros três brasileiros que vão disputar o título mundial no ano que vem não acharam boas ondas e ficaram em último nas suas baterias, o paulista Miguel Pupo e os potiguares Jadson André e Italo Ferreira.

QUARTA FEIRA 03 DE DEZEMBRO 2014

BRASILEIROS PERDEM E FICAM FORA
DA LIGA MUNDIAL 2015.


Depois de uma semana de espera, as ondas voltaram a bombar em Sunset Beach para a continuação da Vans World Cup of Surfing e a batalha pelas últimas vagas no WCT 2015 não recomeçou bem para o Brasil no Havaí. Todos os cinco que competiram na terça-feira de ondas difíceis de 6-8 pés e estavam nesta briga foram eliminados. O catarinense Tomas Hermes defendia a antepenúltima posição no G-10 do ASP Qualification Series e dezessete surfistas têm chances matemáticas de ultrapassa-lo no último ASP Prime de 6.500 pontos do ano . Os únicos brasileiros que ainda podem reforçar o time verde-amarelo para o WCT do ano que vem são o carioca Raoni Monteiro, o catarinense Alejo Muniz e o paulista David do Carmo.

Tomas Hermes perdeu e vai ter que torcer para permanecer no G-10 (Foto: Ed Sloane / ASP)

Tomas Hermes perdeu e vai ter que torcer para permanecer no G-10 (Foto: Ed Sloane / ASP)

Raoni e Alejo fazem parte da divisão de elite do ASP World Tour esse ano, mas não conseguiram ficar entre os 22 primeiros colocados que são mantidos no grupo dos top-34, então tentam confirmar suas permanências pelo ranking de acesso. Para isso, ambos necessitam de um ótimo resultado na Vans World Cup of Surfing. Raoni terá que repetir as suas atuações de outros anos em Sunset Beach para ultrapassar os 10.440 pontos do australiano Jack Freestone, que ocupa a última posição no G-10 do QS e também perdeu em sua estreia, deixando o caminho livre para 24 surfistas que poderão tirar a sua vaga nesta etapa. Tomas Hermes ficou com 11.180 pontos e é ameaçado por dezessete deles.

O carioca Raoni Monteiro atinge 11.800 se for o vice-campeão da Vans World Cup of Surfing e no ano passado ficou em terceiro lugar na final vencida pelo havaiano Ezekiel Lau, que também foi eliminado na terça-feira. Raoni vai abrir a rodada de estreia dos principais cabeças de chave desta etapa, disputando as duas primeiras vagas para as oitavas de final com o australiano Yadin Nicol e dois havaianos, Ian Walsh e Keanu Asing, que está no G-10 defendendo sua classificação para o WCT do ano que vem.

Para Alejo Muniz a tarefa é mais ingrata, pois tanto para ele como para David do Carmo só interessa a vitória em Sunset Beach para superar a pontuação do lanterna Jack Freestone e ainda depender de uma combinação de resultados dos outros concorrentes. Alejo também já conseguiu bons resultados neste segundo desafio da Tríplice Coroa Havaiana e está escalado na sexta bateria, com o americano Nat Young e os australianos Wade Carmichael e Perth Standlick. Em 2013, ele parou nas quartas de final e em 2012 foi até as semifinais da etapa encerrada com Gabriel Medina sendo vice-campeão na vitória do australiano Adam Melling.

BRASIL LIDERA RANKINGS – Mesmo concentrado na disputa do título mundial no Billabong Pipe Masters, que começa na quinta-feira da próxima semana em Banzai Pipeline, Medina vai competir em Sunset Beach. Ele vai estrear na oitava bateria do dia contra o americano Dane Gudauskas, o australiano Connor O´Leary e o havaiano Dusty Payne. Dos três adversários, Leary e Payne ainda disputam classificação para o WCT. O Brasil lidera os dois rankings mundiais da ASP neste encerramento de temporada no Havaí.

Medina está na frente da corrida do título e Filipe Toledo assumiu a ponta do ASP Qualification Series com a vitória no O´Neill SP Prime que fechou a “perna brasileira” de fim de ano da ASP South America na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Filipinho será o segundo brasileiro a se apresentar na quarta-feira, na terceira bateria com três concorrentes por vagas no G-10, o espanhol Aritz Aranburu, o sul-africano Beyrick De Vries e o italiano Leonardo Fioravanti, um dos destaques nas ondas da terça-feira em Sunset Beach ao fazer o maior placar do campeonato com notas 9,07 e 7,10 – 16,17 pontos – na bateria que o catarinense Willian Cardoso viu escapar mais uma chance de conseguir entrar no WCT.

Antes dele, o cearense Heitor Alves e o paulista Jessé Mendes já haviam saído da briga, depois foi a vez do paulista Caio Ibelli também ser barrado, seguido pelo catarinense Tomas Hermes, que defendia vaga no G-10 e agora é ameaçado por dezessete surfistas que vão competir na terceira e última rodada de dezesseis baterias da Vans World Cup of Surfing. Mas os principais concorrentes só superam os 11.180 pontos de Tomas Hermes se alcançar as quartas de final, ou seja, passar mais duas fases em Sunset Beach, o francês Joan Duru, o neozelandês Ricardo Christie, o norte-americano Tim Reyes e Charles Martin, da ilha Guadalupe.

SELEÇÃO BRASILEIRA – No momento, oito surfistas formam a “seleção brasileira” na lista dos top-34 que vai disputar o título mundial na estreia da World Surf League (WSL) em 2015, um a mais do que este ano. Os paulistas Gabriel Medina, Adriano de Souza, Miguel Pupo, Filipe Toledo e o potiguar Jadson André estão entre os 22 que permanecem no WCT, com o ASP Qualification Series podendo classificar três novatos na divisão de elite, o paulista Wiggolly Dantas e o potiguar Italo Ferreira já confirmados e o catarinense Tomas Hermes, que depende do resultado da Vans World Cup of Surfing para permanecer no G-10.

As únicas baixas no time que competiu esse ano estão sendo o carioca Raoni Monteiro e o catarinense Alejo Muniz, mas ambos têm chances de se classificar em Sunset Beach, assim como o atual campeão brasileiro David do Carmo. Ele completou uma dobradinha verde-amarela com o carioca Lucas Silveira que acabou com o sonho do norte-americano Patrick Gudauskas reconquistar sua vaga no WCT. Além deles, o outro único brasileiro que triunfou na terça-feira em Sunset Beach foi o potiguar de Baía Formosa, Ítalo Ferreira, uma das novidades no grupo dos 34 melhores surfistas do mundo da temporada 2015.

SEGUNDA 01 DE DEZEMBRO 2014

CONTAGEM REGRESSIVA PARA 2015


Nessa segunda percorremos os picos de Itapuama, Enseada dos Corais, Cupe
e Maracaípe para acompanhar o primeiro dia do último mês do ano. Chuva,
ventos, terral e pouca gente no mar marcaram esse dia.


VEJA FOTOS DESSA SEGUNDA

SEXTA FEIRA 28 DE NOVEMBRO 2014

STEPHAINE GILMORE CONQUISTA SEU SEXTO TÍTULO;

PARABÉNS


A australiana Stephanie Gilmore, 26 anos, conquistou o seu sexto título mundial nesta quinta-feira no Havaí, mesmo perdendo nas quartas de final do Target Maui Pro na ilha de Maui. O hexa só foi confirmado na grande final, quando a também australiana Tyler Wright, 20, perdeu a decisão para a havaiana Carissa Moore, 22, nas ótimas ondas do último dia do Samsung Galaxy ASP Women´s Championship Tour 2014 em Honolua Bay. Se vencesse, Wright forçaria uma bateria extra contra Gilmore para definir a campeã mundial, pois ambas ficariam empatadas com 64.200 pontos nos oito resultados computados no ranking. Agora só falta decidir o campeão masculino, com Gabriel Medina, 20 anos, tentando o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial contra Mick Fanning, 33, e Kelly Slater, 42, no Billabong Pipe Masters, a partir de 8 de dezembro nos tubos de Pipeline e Backdoor na ilha de Oahu.

Stephanie Gilmore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Stephanie Gilmore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Depois de passar 2013 sem vencer nenhuma etapa, Gilmore abriu a temporada deste ano com uma vitória enfática em casa na Gold Coast, mas logo a defensora do título mundial, Carissa Moore, assumiu a ponta do ranking com duas vitórias seguidas em finais sempre contra Tyler Wright nas outras etapas do WCT na Austrália, em Bells Beach e Margaret River. Gilmore parou nas semifinais em ambas e na etapa brasileira no Rio de Janeiro ela não conseguiu vencer nenhuma bateria nas ondas da Barra da Tijuca e se afastou um pouco da briga pela ponta, que passou para Sally Fitzgibbons com a vitória no Rio Women´s Pro.

“Eu não ganhei nenhum evento no ano passado e acho que serviu como um alerta para mim”, disse Stephanie Gilmore. “Eu vim para esta temporada com o objetivo de surfar melhor e acho que a melhoria na qualidade das ondas do circuito feminino foi muito motivador para mim também. Começar o ano com uma vitória em casa na Gold Coast foi, talvez, mais importante porque senti que eu estava surfando em um nível melhor, mais competitivo, me dando mais confiança para o restante do ano”.

Depois do tropeço no Brasil, Gilmore engatou uma reação sendo finalista nas três etapas seguintes. Nas Ilhas Fiji, não conseguiu impedir a segunda vitória consecutiva de Sally Fitzgibbons. No US Open of Surfing em Huntington Beach, perdeu a bateria final para Tyler Wright, mas iniciou uma batalha particular contra Fitzgibbons barrando-a na semifinal. Depois, Gilmore ganhou duas finais contra ela, a primeira na outra prova dos Estados Unidos em Lower Trestles e em Portugal, quando assumiu a ponta do ranking na última parada antes da etapa final na ilha de Maui.

 

Campeã mundial de 2014 (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Campeã mundial de 2014 (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Foi, sem dúvidas, uma das corridas do título mais emocionantes da história do nosso esporte”, disse Gilmore. “Todas as meninas do topo do ranking sempre ficaram muito próximas. Só mesmo eu fiquei um pouco para trás na metade da temporada, mas ainda estava obtendo bons resultados e sempre senti que estava viva na briga do título”.

Stephanie Gilmore entrou no WCT em 2007 comandando a troca de guarda na elite feminina e em 2014 é a mais velha entre as top-17 do ASP World Tour, mesmo tendo apenas 26 anos de idade. O furacão australiano reinou absoluta durante quatro temporadas, até Carissa Moore conseguir impedir o pentacampeonato consecutivo em 2011 com uma performance igualmente avassaladora, sendo finalista em seis das sete etapas daquela temporada, ganhando metade delas. Gilmore voltou a ser a número 1 do mundo em 2012, mas a havaiana recuperou a coroa no ano passado.

FINAL EM MAUI – Nesta temporada de 2014, o ASP Women´s Tour ganhou novas etapas e voltou a ser encerrado no pointbreak de Honolua Bay na ilha de Maui, onde Gilmore dominou o alto do pódio com um tricampeonato em 2007, 2008 e 2009. Apesar de ter surfado bem nas rodadas iniciais, Gilmore caiu nas quartas de final que abriram a quinta-feira decisiva do Target Maui Pro. Ela perdeu para a californiana Courtney Conlogue, que na quarta-feira fez os recordes do campeonato com a única nota 10 do evento e o placar de 19,40 pontos de 20 possíveis que totalizou na briga pela vaga para as quartas de final contra a havaiana Coco Ho.

“Eu realmente não consegui encontrar um bom posicionamento no mar na bateria”, disse Gilmore. “Quando eu vi que ia enfrentar a Courtney (Conlogue) nas quartas de final, já pensei comigo mesma que ia ser difícil, pois ela era uma forte concorrente ao título aqui. Eu fiquei super desapontada e cheguei a chorar quando remava depois da bateria. Foi um ano longo e eu fiquei pensando em tudo o que aconteceu ao longo do caminho, mas ainda bem que deu tudo certo e o título foi confirmado na final”.

Carissa Moore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Carissa Moore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

DECISÃO DO TÍTULO – Com a derrota prematura nas quartas de final, Gilmore deixou a porta aberta para as outras duas únicas concorrentes ao título, Sally Fitzgibbons e Tyler Wright, que precisavam da vitória no Target Maui Pro para conseguirem o seu primeiro troféu de campeã mundial da ASP. Só que Fitzgibbons foi barrada no duelo seguinte das quartas de final pela sul-africana Bianca Buitendag e Wright perdeu a decisão do título para Carissa Moore, que surfou um tubo incrível que valeu nota 9,73 para fechar o placar da vitória em 18,23 a 14,03 pontos.

“Essa foi provavelmente a final mais emocionante que eu vi na minha vida”, disse Gilmore. “Eu sei como a Tyler (Wright) é super focada e eu já estava completamente preparada para uma surf-off (bateria extra para definir a campeã mundial). No entanto, eu também sabia da incrível capacidade da Carissa (Moore) e foi muito emocionante assistir esse show de surfe das meninas. Eu estou muito feliz porque foi aqui em Honolua Bay que eu ganhei o meu primeiro título, mas depois de perder nas quartas de final fiquei me preparando para qualquer coisa que pudesse acontecer. Só sei que estou muito emocionada agora”.

RECORDE DE TÍTULOS – Com o sexto título conquistado em oito temporadas no WCT, Stephanie Gilmore se aproxima ainda mais da recordista de todos os tempos, Layne Beachley, que colecionou sete troféus de campeã mundial com um impressionante hexacampeonato consecutivo entre 1998 e 2003, série interrompida pela peruana Sofia Mulanovich em 2004. A australiana voltou a ser a número 1 do ranking em 2006, antes de Gilmore iniciar o seu reinado no ASP World Tour. Beachley só não supera os onze títulos mundiais de Kelly Slater.

“O nível das meninas nesta temporada foi mais alto que nunca”, destacou Gilmore. “Não há eliminatórias fáceis. Este foi, certamente, o título mais difícil que eu já ganhei. E o nível só vai aumentar nos próximos anos, mas eu estou tão contente que eu ganhei e quero agradecer a todos que me apoiaram neste ano, minha família, meus amigos e meus patrocinadores”.

Resultados de Stephanie Gilmore no Samsung Galaxy ASP Women´s Tour 2014:

Roxy Pro Gold Coast na Austrália: CAMPEÃ

Drug Aware Pro Margaret River na Austrália: 3.o lugar nas semifinais

Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália: 3.o lugar nas semifinais

Rio Women´s Pro no Brasil: 13.o lugar na segunda fase

Fiji Women´s Pro nas Ilhas Fiji: Vice-campeã contra Sally Fitzgibbons

Vans US Open of Surfing nos Estados Unidos: Vice-campeã contra Tyler Wright

Swatch Women´s Pro Trestles nos Estados Unidos: CAMPEÃ

Roxy Pro France na França: 5.o lugar nas quartas de final

Cascais Women´s Pro em Portugal: CAMPEÃ

Target Maui Pro no Havaí: 5.o lugar nas quartas de final

RANKING FINAL DO SAMSUNG GALAXY ASP WOMEN´S TOUR 2014:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 64.200 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 62.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 61.400

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 60.700

5.a: Malia Manuel (HAV) – 43.600

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 42.300

7.a: Bianca Buitendag (AFR) – 40.350

8.a: Johanne Defay (FRA) – 38.850

9.a: Courtney Conlogue (EUA) – 36.900

10: Laura Enever (AUS) – 32.100

———saíram da elite das top-17 do WCT em 2014:

11.a: Dimity Stoyle (AUS) – 31.500 pontos

14.a: Pauline Ado (FRA) – 23.650

16.a: Paige Hareb (NZL) – 21.750

17.a: Alana Blanchard (HAV) – 14.000

6 CLASSIFICADAS PARA O WCT 2015 PELO ASP WOMEN´S QUALIFICATION SERIES:

1.a: Silvana Lima (BRA) – 12.200 pontos

2.a: Coco Ho (HAV) – 10.700

3.a: Sage Erickson (EUA) – 9.870

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 9.305

5.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 8.720

6.a: Alessa Quizon (HAV) – 8.434

RESULTADO FINAL DO TARGET MAUI PRO:

Campeã: Carissa Moore (HAV) por 18,23 pontos (notas 9,73+8,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Tyler Wright (AUS) com 14,03 pontos (8,93+5,10) – US$ 25.000 e 8.000 pontos




SEXTA FEIRA, 21 DE NOVEMBRO 2014.

PERNAMBUCO BALANÇA E SURPREENDE.


Daniel Brandt Galvão bota pra baixo na Enseada dos Corais.

Nessa sexta feira o mar surpreendeu a todos que surfam em Pernambuco. Um balanço sensacional entrou trazendo
muitas ondas em todos os picos. Na Enseada dos Corais foi possível surfar com poucas cabeças na água.
2014 realmente promoveu a maior temporada dos últimos 15 anos, SHOW DE SURF.


VEJA FOTOS DE HOJE CLIQUE AQUI


QUARTA FEIRA 19 DE NOVEMBRO 2014

MEDINA VAI COMPETIR EM SUNSET ANTES DO PIPE MASTERS NO HAWAII.


Após um período em Maresias, onde disputou o WQS Prime, na cidade de São Sebastião, no litoral
paulista, 
Gabriel Medina vai competir na segunda etapa da Tríplice Coroa Havaiana, em Sunset Beach,
no Havaí, de 24 de novembro a 6 de dezembro. O fenômeno de 20 anos não disputou a primeira etapa,
em Haleiwa, que abriu o tradicional evento, e usará a disputa como um treino de luxo para a última etapa
do Circuito Mundial de Surfe (WCT), e
m Pipeline, entre os dias 8 e 20 de dezembro. É lá que o jovem
poderá escrever o seu nome na história se conquistar o inédito título mundial para o Brasil no surfe. Na
briga pelo caneco, estão o americano Kelly Slater, onze vezes campeão do mundo, e o
australianoMick Fanning Fanning, tricampeão mundial. 
Número um do mundo e o surfista com mais chances de levantar a taça, Medina está na reta final da
preparação para o Pipe Masters. Após treinar nos tubos de Maresias, ele embarca na próxima
quinta-feira para o Havaí, onde irá intensificar o trabalho no North Shore de Oahu. O brasileiro
depende apenas de si mesmo para alcançar o topo do mundo. Se chegar à final em Pipeline, já
garante o título. Ele pode terminar em terceiro ou quinto e também atingir o seu objetivo, desde
que Mick Fanning não seja campeão. Se ficar em nono lugar, precisa torcer para que o australiano
não chegue à final. Caso fique em 13º ou 25º e Fanning ficar em quinto, o campeão da temporada
será definido em uma espécie de disputa de pênaltis, com a realização de uma bateria especial. 
Medina teve o seu melhor resultado em Sunset Beach em 2012, quando ficou em segundo lugar
depois de uma virada do australiano Adam Melling no fim da bateria. As ondas do pico são
desafiadoras e podem varias de três a 20 pés, dependendo das condições climáticas.


DOMINGO 16 DE NOVEMBRO 2014
HAWAIANO VENCE EM CASA A PRIMEIRA
ETAPA DA TRÍPLICE COROA.


O primeiro desafio da Tríplice Coroa Havaiana foi realizado nos quatro primeiros dias do prazo do Reef Hawaiian Pro em ondas que variaram entre 6 e 20 pés no Alli Beach Park de Haleiwa. O carioca Raoni Monteiro levou o Brasil até as semifinais e saltou da 78.a para a 41.a posição no ASP Qualification Series, passando a ter chances reais de conquistar uma vaga na lista dos dez indicados pelo ranking de acesso para o WCT 2015 na outra etapa do ASP Prime do Havaí, a Vans World Cup of Surfing, que começa no dia 24 e vai até 6 de dezembro em Sunset Beach. Com duas ondas incrivelmente bem surfadas em um espaço de apenas 90 segundos, o havaiano Dusty Payne faturou o título em Haleiwa, com o australiano Julian Wilson ficando em segundo lugar, seguido pelo francês Jeremy Flores e outro australiano, Adam Melling.

Dusty Payne largou na frente na disputa do título da Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Kelly Cestari / ASP)

Dusty Payne largou na frente na disputa do título da Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Kelly Cestari / ASP)

“Sempre foi um sonho meu ganhar aqui desde que eu assisti o Andy (Irons) vencer este evento anos atrás”,disse Dusty Payne, em meio a lágrimas de alegria ao citar o havaiano Andy Irons, que faleceu em novembro de 2010 e era um amigo íntimo dele e fonte de inspiração durante seus primeiros anos no WCT. “Nós surfamos ondas épicas em Haleiwa por quatro dias seguidos, então o que mais eu posso dizer, só que estou muito feliz e que quero apenas me divertir e me manter no surfe. Este é o melhor emprego do mundo”.

O campeão foi o único dos quatro finalistas a competir desde a primeira fase do Reef Hawaiian Pro, passando um total de sete baterias eliminatórias ao longo dos quatro dias do evento que abriu a Tríplice Coroa Havaiana. Julian Wilson usou a sua variedade de aéreos incríveis para largar na frente na disputa do título do ASP Prime de Haleiwa. Mas, quando restavam 14 minutos para o término da bateria final, Payne virou o placar com as notas 9,87 e 9,77 que recebeu em duas ondas surfadas em um curto período de 90 segundos. Ele atacou as direitas de Haleiwa Beach de forma incrível para superar Julian Wilson por 19,64 a 18,74 pontos, com Jeremy Flores ficando em terceiro lugar com 14,97 e Adam Melling em quarto com 11,33 nas duas notas computadas.

Pelo título no Reef Hawaiian Pro, Dusty Payne faturou 40 mil dólares de prêmio e 6.500 pontos que o levaram da obscura 97.a posição no ranking do ASP Qualification Series para a 24.a, se aproximando da zona de classificação para o WCT, que está garantindo até o 14.o colocado. Esta foi apenas a segunda grande vitória do havaiano na sua carreira. A primeira foi no Drug Aware Pro em março de 2013 em Margaret River, na Austrália. Depois de passar 2 anos sofrendo com lesões que o tiraram da elite do WCT, Payne mostrou estar recuperado das contusões e pronto para recuperar seu lugar no grupo dos melhores surfistas do mundo.

“Quando eu estava no WCT, eu não conseguia ganhar eventos ou até mesmo chegar no último dia dos campeonatos como eu gostaria”, relembra Dusty Payne. “Ficar este ano assistindo meus amigos competindo bem no circuito me deu um novo ânimo para continuar treinando e surfando cada vez mais. Eu só quero mesmo é competir, me divertir surfando boas ondas com apenas mais um ou três surfistas nas baterias, acho que isso é o melhor de tudo para mim”.

Julian Wilson e os seus aéreos espetaculares (Foto: Kelly Cestari / ASP)

Julian Wilson e os seus aéreos espetaculares (Foto: Kelly Cestari / ASP)

CONFIRMADOS NO WCT – Enquanto o havaiano se aproximou da lista dos dez surfistas que o ASP Qualification Series indica para completar a elite dos top-34 do WCT, os outros três finalistas que já fazem parte deste grupo este ano, garantiram suas permanências para 2015 por terem ultrapassado a barreira dos 13.000 pontos no ranking. O vice-campeão Julian Wilson atingiu 16.085 e subiu da décima para a quinta posição que estava sendo ocupada por uma das novidades do Brasil para o ano que vem, o potiguar Italo Ferreira. O também australiano Adam Melling alcançou 15.250 pontos e foi de sétimo para sexto no ranking com o quarto lugar em Haleiwa.

Já o francês Jeremy Flores foi um dos três surfistas que entraram no G-10 com o resultado do Reef Hawaiian Pro, saltando da 19.a para a oitava posição com os 13.030 pontos que passou a totalizar com os 4.450 recebidos pelo terceiro lugar em Haleiwa. Além dele, o australiano Matt Wilkinson que ficou em nono nas quartas de final e o norte-americano Brett Simpson, barrado junto com o brasileiro Raoni Monteiro em sétimo lugar na primeira semifinal, também entraram na zona de classificação para o WCT. Os três tiraram da lista o francês Joan Duru, o brasileiro Jessé Mendes e Charles Martin, da ilha Guadalupe.

MUDANÇAS NO G-10 – Assim como o paulista Jessé Mendes, o catarinense Tomas Hermes também não trocou resultado em Haleiwa, permaneceu com 11.180 pontos no ranking e despencou da oitava para a 12.a posição no ranking que está garantindo até o 14.o colocado. Isto porque quatro surfistas que estão à frente deles fazem parte do grupo dos 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem, o líder do ranking Filipe Toledo, os também brasileiros Jadson André em quarto lugar e Adriano de Souza em nono, além do australiano Julian Wilson que assumiu a quinta posição.

Com a saída do catarinense Willian Cardoso do G-10 durante a “perna brasileira” de fim de ano da ASP South America e agora de Jessé Mendes na primeira etapa da Tríplice Coroa Havaiana, a Austrália passou a deter a maioria das vagas no ranking de acesso para o WCT 2015. O vice-líder do ranking Matt Banting e Adam Melling em sexto lugar já estão garantidos na elite do ano que vem, enquanto Matt Wilkinson e Jack Freestone vão defender as duas últimas vagas na lista na Vans World Cup of Surfing em Sunset Beach.

O Brasil agora tem três surfistas no G-10, o paulista Wiggolly Dantas em terceiro no ranking e o potiguar Italo Ferreira em sétimo já confirmados como novidades da seleção verde-amarela no WCT 2015, além do catarinense Tomas Hermes, que também tem sua vaga ainda ameaçada, assim como o havaiano Keanu Asing em 11.o lugar e o norte-americano Brett Simpson em décimo. Então, a lista agora está dividida exatamente pela metade, com cinco já garantidos para o grupo dos 34 melhores surfistas do mundo e outros cinco brigando pelas últimas vagas principalmente contra o francês Joan Duru (15.o no ranking), o brasileiro Jessé Mendes (16.o), Charles Martin de Guadalupe (18.o), o neozelandês Ricardo Christie (19.o), o norte-americano Tim Reyes (20.o) e o catarinense Willian Cardoso (21.o).

Raoni Monteiro quase coloca o Brasil no pódio em Haleiwa (Foto: Ed Sloane / ASP)

Raoni Monteiro quase coloca o Brasil no pódio em Haleiwa (Foto: Ed Sloane / ASP)

RAONI ENTRA NA BRIGA – Mas, também ganharam um novo ânimo para brigar pelas últimas vagas alguns surfistas que estavam bem mais abaixo no ranking, como é o caso do campeão Dusty Payne que saltou da 97.a para a 24.a posição na classificação geral das 31 etapas completadas em Haleiwa Beach. Quem também corre por fora com boas chances é o brasileiro Raoni Monteiro, que já saltou de 78 para 41 no ranking com os 3.400 pontos do quinto lugar conquistado nas semifinais do Reef Hawaiian Pro. O carioca sempre consegue bons resultados no Havaí, inclusive em Sunset Beach, onde já fez finais em anos anteriores. A vantagem de Raoni é que só agora na última etapa do ASP Qualification Series ele vai completar os cinco resultados computados no ranking, enquanto todos os outros estarão trocando sua quinta melhor pontuação no ano.

Raoni fez grandes apresentações durante o Reef Hawaiian Pro, vencendo baterias muito difíceis para chegar nas semifinais, quando acabou sendo barrado pelos dois melhores surfistas do campeonato, o campeão Dusty Payne e o vice Julian Wilson. Além do carioca, apenas mais três brasileiros chegaram nas oitavas de final. O catarinense Tomas Hermes foi eliminado na bateria que Raoni Monteiro passou em segundo na vitória do sul-africano Jordy Smith. Depois, dois paulistas também saíram da briga do título, com Wiggolly Dantas parando na dobradinha australiana de Adam Melling com Wade Carmichael e o líder do ranking, Filipe Toledo, que vinha embalado pela vitória espetacular no O´Neill SP Prime na lotada Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, perdeu para o taitiano Michel Bourez e o francês Jeremy Flores a disputa pelas duas últimas vagas para as quartas de final.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ASP PRIME REEF HAWAIIAN PRO:

Campeão: Dusty Payne (HAV) por 19,64 (notas 9,87+9,77) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 18,74 (9,67+9,07) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

Terceiro lugar: Jeremy Flores (FRA) com 14,97 (8,00+6,97) – US$ 12.000 e 4.450 pontos

Quarto lugar: Adam Melling (AUS) com 11,33 (6,00+5,33) – US$ 10.000 e 4.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o=5.o lugar (US$ 7.500 e 3.400 pontos) / 4.o=7.o lugar (US$ 6.500 e 3.200 pontos):

1.a: 1-Julian Wilson (AUS), 2-Dusty Payne (HAV), 3-Raoni Monteiro (BRA), 4-Brett Simpson (EUA)

2.a: 1-Adam Melling (AUS), 2-Jeremy Flores (FRA), 3-Frederico Morais (PRT), 4-Torrey Meister (HAV)
 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – 31 etapas:

1.o: *Filipe Toledo (BRA) – 20.020 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 17.920 – 1.o do G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.745 – 2.o do G-10

4.o: *Jadson André (BRA) – 16.240

5.o: *Julian Wilson (AUS) – 16.085

6.o: Adam Melling (AUS) – 15.250 – 3.o do G-10

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.505 – 4.o do G-10

8.o: Jeremy Flores (FRA) – 13.030 – 5.o do G-10

9.o: *Adriano de Souza (BRA) – 12.089

10: Brett Simpson (EUA) – 12.045 – 6.o do G-10

11: Keanu Asing (HAV) – 11.400 – 7.o do G-10

12: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 – 8.o do G-10

13: Matt Wilkinson (AUS) – 10.780 – 9.o do G-10

14: Jack Freestone (AUS) – 10.440 – 10.o do G-10

—–*=classificando-se entre os 22 mantidos pelo WCT

——–próximos sul-americanos até 100 no QS:

16: Jessé Mendes (BRA) – 10.170 pontos

21: Willian Cardoso (BRA) – 9.285

40: Heitor Alves (BRA) – 6.620

41: Raoni Monteiro (BRA) – 6.600

SÁBADO 08 DE NOVEMBRO 2014
FILIPE TOLEDO VENCE PRIME EM CASA
E ITALO FERREIRA ENTRA NA LIGA MUNDIAL.


Com apresentações incríveis, tirando as maiores notas com seu arsenal de aéreos sensacionais, o paulista Filipe Toledo dizimou seus adversários para faturar o prêmio de 40 mil dólares do título no O´Neill SP Prime apresentado pelo Guaraná Antarctica em São Sebastião. Ele dominou a lista de recordes do campeonato iniciado na segunda-feira e no sábado decisivo continuou voando nas ondas da Praia de Maresias, que ficou superlotada no último dia para vibrar com a vitória brasileira na etapa que fechou a “perna sul-americana” de fim de ano da ASP South America. A grande final também valia a liderança isolada no ranking do ASP Qualification Series e Filipinho não deu qualquer chance para Matt Banting, derrotando o australiano por 19,04 a 15,40 pontos com notas 9,17 e 9,87 dos aéreos mais espetaculares que acertou para o delírio do público que vibrava intensamente a cada onda do surfista de Ubatuba que atualmente mora na Califórnia, Estados Unidos.

Filipe Toledo voando para a vitória em Maresias (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Filipe Toledo voando para a vitória em Maresias (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

“É muita felicidade e estou muito amarradão com esse crowd (multidão) aqui, essa galera lotando a praia a semana toda foi maravilhoso, todo mundo torcendo, dava pra sentir isso lá dentro d´água e foi demais”,vibrou Filipe Toledo. “Eu só tenho que agradecer a Deus por tudo que aconteceu comigo nesta semana aqui. Eu surfei bem todas as baterias, sempre tirando notas altas, minha família está toda aqui me ajudando, me apoiando, isso não tem preço. Esse campeonato para mim foi um dos melhores da minha vida. Eu vi que os juízes estavam valorizando os aéreos, então arrisquei mesmo essa manobra em todas as baterias e deu tudo certo. Estou muito feliz pela vitória e agora vamos com tudo pro Havaí. Como já estou garantido no WCT do ano que vem, vou competir lá bem mais tranquilo e espero manter este ritmo nos campeonatos lá também. Valeu galera, obrigado Brasil”.

No sábado, as ondas em Maresias estavam pequenas, mas com as séries de 2-3 pés entrando com boa formação principalmente para os aéreos, que novamente arrancaram as maiores notas do dia. Foi voando que Filipe Toledo passou pelo australiano Jack Freestone nas quartas de final por 15,67 a 9,77 pontos, depois atropelou o costa-ricense Carlos Muñoz com uma sonora goleada de 18,43 a 3,93 pontos nas semifinais e manteve o ritmo na grande final, também acertando aéreos de frontside nas direitas e de backside nas esquerdas de Maresias para conquistar sua segunda vitória em etapas do ASP World Prime esse ano. Antes do O´Neill SP Prime, Filipinho já havia vencido o tradicional US Open of Surfing na Califórnia, derrotando o catarinense Willian Cardoso numa final verde-amarela em Huntington Beach.

“Ganhar lá na Califórnia com uma multidão lotando a praia foi muito bom, me deu um novo ânimo na temporada, agora vencer aqui em casa com praia lotada também, foi demais, não tenho nem palavras para descrever o que estou sentindo, é muita emoção”, falou Filipe Toledo. “Desde o início do campeonato eu já pensava numa vitória aqui, então a missão foi cumprida. Eu fiz o que eu tinha que fazer e agora é ir pro Havaí tranquilo, na boa, fazer o meu trabalho lá, pegar as ondas e tentar surfar uns tubos em Pipeline também. Espero que dê tudo certo para os brasileiros que estão brigando para entrar no WCT lá e que o Gabriel (Medina) conquiste o título mundial para fechar esta ótima temporada dos brasileiros no Circuito Mundial”.

Australiano Matt Banting vice-campeão do O`Neill SP Prime (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Australiano Matt Banting vice-campeão do O`Neill SP Prime (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Em comparação a Filipe Toledo, o caminho do australiano Matt Banting até a final foi mais tortuoso, enfrentando duas novidades do Brasil para a elite mundial dos top-34 do WCT do ano que vem. Na primeira bateria do sábado, ele ganhou uma disputa direta pela liderança no ranking do ASP Qualification Series contra o paulista Wiggolly Dantas, de Ubatuba como o campeão Filipe Toledo. Depois, Banting encarou o potiguar Italo Ferreira e o australiano novamente pegou as melhores ondas para usar a sua variedade de manobras modernas na vitória sobre o surfista que vinha sendo a sensação do campeonato, principalmente depois de derrotar duas vezes o número 1 do mundo, Gabriel Medina, na casa dele. Matt Banting só não conseguiu mesmo acompanhar o forte ritmo de Filipe Toledo e terminou como vice-campeão no ASP Prime de São Sebastião, faturando 20 mil dólares e 5.200 pontos.

“É muito difícil enfrentar o Filipe (Toledo) nestas condições de mar. Ele pegava qualquer ondinha, mandava o aéreo e só tirava notas acima de nove, assim fica difícil”, concordou Matt Banting. “Para mim, foi muito bom fazer a final aqui, foi a minha primeira final em etapas do ASP World Prime e estou feliz pelo segundo lugar também, pois é um grande resultado em um evento com tantos nomes importantes. Hoje (sábado) não tinha muitas ondas boas pra manobras, estavam melhores para os aéreos mesmo e ninguém estava surfando como o Filipe (Toledo) nestas ondas. Cada um que ele completava a praia inteira gritava num barulho gigante. Foi bonito de ver tanta gente na praia torcendo e agora vamos pro Havaí já fazer uma preparação para o WCT do ano que vem”.

SEMIFINALISTAS – Mesmo sendo eliminados nas semifinais, o potiguar Italo Ferreira e o costa-ricense Carlos Munoz ficaram felizes pela terceira colocação no O´Neill SP Prime, com cada um faturando um prêmio de 11 mil dólares e marcando 4.225 pontos no ASP Qualification Series. Italo Ferreira derrubou um dos favoritos ao título na Praia de Maresias, Julian Wilson, nas quartas de final, com Carlos Munoz despachando o também australiano Nathan Hedge no duelo seguinte. Na disputa pelas vagas na grande final, Italo Ferreira acabou sendo batido por 14,27 a 9,53 pontos por Matt Banting e Carlos Munoz não teve qualquer chance contra um inspirado Filipe Toledo, que chegou a acertar dois aéreos na mesma onda para vencer por uma larga vantagem de 18,43 a 3,93 pontos.

“Eu não consegui achar boas ondas na semifinal, mas estou feliz porque consegui atingir meu objetivo aqui, que era garantir minha vaga no WCT antes das etapas finais no Havaí”, disse Italo Ferreira. “Eu apostei nas esquerdas, mas não deu certo. Ele (Matt Banting) escolheu surfar as direitinhas e se deu bem ali, porque elas abriram mais para as manobras. Quando eu decidi ir para as direitas já era tarde, não deu tempo de reagir, mas mesmo assim estou amarradão pelo terceiro lugar, que já é o meu melhor resultado esse ano”.

Italo Ferreira garantido no WCT 2015 (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Italo Ferreira garantido no WCT 2015 (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Carlos Muñoz também ficou satisfeito porque agora tem uma chance real de classificação para o WCT nas etapas finais do ASP Qualification Series no Havaí. “Sim, estou bastante feliz com as minhas performances aqui, achei que surfei bem nas várias condições do mar e contra o Filipe (Toledo) eu não pude fazer nada, ele pegou todas as ondas boas que entraram na bateria e deu um show”, destacou Carlos Munoz. “Agora sei que minhas chances de entrar no WCT aumentaram e vou para o Havaí com mais gana, mais vontade e espero surfar bem lá também para conseguir os resultados que preciso para entrar na lista dos dez que sobem pelo QS”.

QUARTAS DE FINAL – Derrotados na quartas de final, o paulista Wiggolly Dantas e os australianos Julian Wilson, Jack Freestone e Nathan Hedge, dividiram a quinta posição no O´Neill SP Prime, com cada um levando 7 mil dólares de prêmio e marcando 3.320 pontos no ranking que classifica dez surfistas para completar a elite dos top-34 do WCT para o ano que vem. O resultado da última etapa importante antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, que começa nesta próxima semana em Haleiwa Beach, provocou três mudanças de nomes no G-10 do ASP Qualification Series.

O australiano Julian Wilson saltou da 23.a para a décima posição no ranking, mas ele ainda está garantindo sua permanência entre os 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem. Julian é um dos quatro surfistas que estão dispensando a vaga do QS no momento. Os outros são o novo líder do ranking, Filipe Toledo, e os também brasileiros Jadson André e Adriano de Souza, que ocupam a quarta e sexta posições, respectivamente. Com isso, o ASP Qualification Series está classificando até o 14.o colocado, Charles Martin, da Ilha Guadalupe.

G-10 PARA O WCT 2015 – As novidades no G-10 com o resultado do O´Neill SP Prime são o australiano Jack Freestone, que subiu do 24.o para o 11.o lugar com a quinta posição em São Sebastião, e o francês Joan Duru, que foi eliminado em nono lugar na quinta-feira, mas já havia garantido a 13.a posição no ranking, sendo o penúltimo na lista dos dez que será definida nas duas provas do ASP World Prime no Havaí, em Haleiwa e Sunset Beach, na ilha de Oahu. Na etapa que fechou a “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America na Praia de Maresias, eles tiraram as vagas do neozelandês Ricardo Christie e do catarinense Willian Cardoso.

No momento, quatro brasileiros, três australlianos, um havaiano, um francês e um surfista de Guadalupe, fazem parte do G-10, com três deles já confirmados para o WCT do ano que vem, o australiano Matt Banting e os brasileiros Wiggolly Dantas e Italo Ferreira. Os demais ainda vão precisar de resultados na Tríplice Coroa Havaiana para garantir seus nomes e a briga pelas últimas vagas promete ser intensa. A relação dos que vão defender posições no G-10 é formada pelo australiano Adam Melling em sétimo lugar no ranking, o catarinense Tomas Hermes em oitavo, o havaiano Keanu Asing em nono, o australiano Jack Freestone em 11.o, o paulista Jessé Mendes em 12.o, o francês Joan Duru em 13.o e Charles Martin de Guadalupe em 14.o.

(Foto: Daniel Smorigo / ASP)

(Foto: Daniel Smorigo / ASP)

FESTAS E SHOWS – Além das disputas por pontos decisivos na corrida pelas vagas no WCT de 2015, a etapa mais importante da “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America também programou várias atrações para o público que lotou a Praia de Maresias para assistir os melhores surfistas do mundo. A Festa de Abertura aconteceu no sábado passado, 1.o de novembro, no Morocco Bar e no sábado das finais do evento o agito começou na praia mesmo, com um Festival de Música aberto ao público no final de tarde logo após o encerramento da competição, com a banda CPM 22 como principal atração. Depois, à noite, ainda teve a Festa de Encerramento do O`Neill SP Prime no Sirena Club em Maresias.

SOBRE A O´NEILL – A marca O´Neill foi criada em 1952 na Califórnia, Estados Unidos, pelo jovem surfista na época, Jack O´Neill, no seu desejo de estender suas sessões de surfe nas águas geladas do norte da Califórnia. Pioneira na produção de roupas de neoprene (wetsuit) no mundo, a primeira loja O´Neill foi aberta na garagem da casa de Jack. Foi ele quem também inventou as cordinhas para amarrar as pranchas na perna e até a primeira bermuda sem costura especialmente para os surfistas. A marca hoje pode ser encontrada em 85 países e a O´Neill já chegou a promover uma série de etapas do Circuito Mundial WQS pelos mares mais gelados do mundo, como no Canadá, Nova Zelândia, Escócia, mas o O´Neill SP Prime na Praia de Maresias será o primeiro grande evento da marca no Brasil.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO O´NEILL SP PRIME:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,04 pontos (notas 9,87+9,17) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Matt Banting (AUS) com 15,40 pontos (7,73+7,67) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 11.000 e 4.225 pontos:

1.a: Matt Banting (AUS) 14.27 x 9.53 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 18.43 x 3.93 Carlos Munoz (CRI)
 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – 29 etapas:

1.o: Filipe Toledo (BRA) – 19.420 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 17.920 – 1.o do G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.465 – 2.o do G-10

4.o: Jadson André (BRA) – 16.240

5.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.505 – 3.o do G-10

6.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089

7.o: Adam Melling (AUS) – 11.410 – 4.o do G-10

8.o: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 – 5.o do G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 11.120 – 6.o do G-10

10: Julian Wilson (AUS) – 10.885

11: Jack Freestone (AUS) – 10.373 – 7.o do G-10

12: Jessé Mendes (BRA) – 10.170 – 8.o do G-10

13: Joan Duru (FRA) – 9.650 – 9.o do G-10

14: Charles Martin (GLP) – 9.575 – 10.o do G-10





domingo 02 de novembro 2014
PAULISTA VENCE WQS BAIANO

O paulista Alex Ribeiro salvou a pátria no último dia do Mahalo Surf Eco Festival, faturando os 15 mil dólares e os 1.000 pontos da vitória na final da etapa do ASP 4-Star da Bahia contra o francês Paul Cesar Distinguin na lotada Praia da Tiririca, em Itacaré. Já a decisão feminina foi havaiana, com Tatiana Weston-Webb conquistando sua primeira vitória no ASP Qualification Series sobre Alessa Quizon. As duas barraram as brasileiras Jacqueline Silva e Suelen Naraisa, respectivamente, nas semifinais que abriram o sábado decisivo da sétima edição da etapa do Circuito Mundial promovida pela Dendê Produções na Bahia.

Alex Ribeiro conquistando sua segunda vitória na temporada (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

Alex Ribeiro conquistando sua segunda vitória na temporada (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

“Foi uma bateria de notas baixas, mas consegui escolher duas ondas ali para fazer algumas manobras e ele também não se achou na bateria, então deu tudo certo para mim”, disse Alex Ribeiro, que subiu da 42.a para a 37.a posição no ranking mundial do ASP Qualification Series e aumentou a vantagem na corrida pelo título sul-americano da ASP South America com a sua segunda vitória no ano no continente. A outra foi em Mar del Plata, na Argentina. O título de melhor surfista profissional da América do Sul será decidido no ASP Prime de Maresias, que começa nesta segunda-feira em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Seus dois únicos concorrentes são o também paulista Jessé Mendes e o cearense Michael Rodrigues.

“Estou muito feliz por conseguir essa vitória para o Brasil aqui em Itacaré. É a segunda que eu conquisto esse ano e estou muito feliz”, disse Alex Ribeiro.“Minha prancha funcionou muito bem aqui nestas ondas, deu tudo certo pra mim e agora vamos com tudo pra Maresias para tentar confirmar este título sul-americano lá. Mas, antes vou passar em casa (mora no Guarujá) pra festejar com minha família e meus amigos esta vitória que não foi fácil porque o mar ficou muito difícil na final, com poucas ondas boas entrando na bateria. Ainda bem que eu tive sorte de achar duas que abriram um pouco para fazer as notas que precisava para vencer”.

A primeira vítima do campeão no sábado foi o mais jovem participante do Mahalo Surf Eco Festival, o catarinense Yago Dora, de 18 anos de idade, que representou a nova geração no pódio, dividindo o terceiro lugar com o paranaense Jihad Khodr. O francês Paul Cesar Distinguin impediu uma decisão verde-amarela na Praia da Tiririca ao derrotar Jihad na disputa pela segunda vaga na grande final, porém não achou boas ondas para mostrar o seu surfe de manobras modernas que o levaram até a última bateria do campeonato. Mesmo assim, ficou feliz porque esta foi a primeira final da sua carreira no Circuito Mundial.

“Foi muito bom para mim chegar a final aqui, pena que as ondas ficaram bem difíceis, o mar deu uma piorada bem na hora das finais, mas estou feliz pelo resultado”, falou Paul Cesar Distinguin, que saltou de 155 para 123 no ranking mundial do ASP Qualification Series com os 750 pontos do vice-campeonato em Itacaré. “No ano passado eu perdi logo de cara aqui, mas este ano passei várias baterias até chegar na final, então estou satisfeito com o meu desempenho. A verdade é que ele (Alex Ribeiro) conseguiu pegar uma onda boa para fazer a maior nota da bateria (5,75), então mereceu a vitória”.

Tatiana Weston-Webb (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

Tatiana Weston-Webb (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

DECISÃO HAVAIANA – Na final feminina que aconteceu antes da masculina, as ondas na Praia da Tiririca estiveram melhores e a disputa foi mais acirrada entre as havaianas Tatiana Weston-Webb e Alessa Quizon. As duas começaram bem a bateria, com Alessa largando na frente com nota 7,75 contra 6,75 da Tatiana. Elas foram trocando a liderança praticamente a cada onda surfada, até Tatiana destruir outra esquerda com várias manobras para tirar nota 6,95 e abrir uma vantagem de 7,85 pontos. Alessa ainda fez uma última tentativa e quase virou o placar, mas recebeu nota 6,85 e a vitória de Tatiana Weston-Webb foi confirmada por 14,70 a 13,60 pontos.

“Estou muito feliz porque essa a minha primeira vitória importante em uma etapa nível 4 estrelas e por ter garantido minha classificação para o WCT 2015 com este resultado”, falou Tatiana Weston-Webb.“Eu e a Alessa (Quizon) somos muito amigas, estávamos batalhando pela sexta vaga do WQS para o WCT, mas queríamos apenas surfar e nos divertir. Acho que dei mais sorte de achar ondas melhores do que as dela e estou muito feliz pela vitória. Agora já começo a pensar no WCT do ano que vem e espero que seja um ano incrível para mim. O que posso dizer agora é que darei o meu melhor em cada bateria, em cada evento, para conseguir bons resultados já no meu primeiro ano”.

CAMPEÃ SUL-AMERICANA – As brasileiras não conseguiram superar o favoritismo das havaianas nas semifinais, mas este resultado praticamente garantiu o título sul-americano profissional da ASP South America para a catarinense Jacqueline Silva. Isto porque nem ela e nem as duas surfistas que têm chances de supera-la, a cearense Silvana Lima e a paulista Suelen Naraisa, vão participar da etapa que vai fechar o ASP Qualification Series 2014, o Maui and Sons Woman Pichilemu Pro nos dias 13 a 16 de novembro no Chile.

Jacqueline Silva pode ficar com o título sul-americano de 2014 (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

Jacqueline Silva pode ficar com o título sul-americano de 2014 (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

“Eu sabia que ia ser uma bateria difícil e eu também cai muito nas minhas ondas, estava um pouco nervosa pela situação de querer fazer a final, mas estou feliz pelo terceiro lugar que é um bom resultado também”, disse Jacqueline Silva, após a derrota para Tatiana Weston-Webb. Ela também falou sobre o título sul-americano que deve ficar para ela, pois suas concorrentes já afirmaram que não vão competir no Chile.

“Infelizmente a falta de patrocínio tem me prejudicado bastante e não vai dar para eu ir para o Chile, mas as meninas também não vão e acho que eu serei a campeã sul-americana desse ano”, disse Jacqueline Silva. “É um título que representa bastante para mim. Eu não fiz um bom ano talvez pela dificuldade de não ter patrocínio, porque você fica sem saber se vai ter dinheiro para a próxima etapa e isso mexe muito com o nosso psicológico. Mesmo assim, ser campeã sul-americana é como um prêmio para mim, pois é um título novo na minha carreira e fico feliz com esta conquista”.



 

RESULTADOS DO SÁBADO NO ASP 4-STAR MAHALO SURF ECO FESTIVAL:

FINAL MASCULINA DO ASP 4-STAR MAHALO SURF ECO FESTIVAL:

Campeão: Alex Ribeiro (BRA) por 11,25 pontos (notas 5,75+5,50) – US$ 15.000 e 1.000 pontos

Vice-campeão: Paul Cesar Distinguin (FRA) com 8,90 (4,85+4,05) – US$ 7.500 e 750 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 4.250 e 563 pontos:

1.a: Alex Ribeiro (BRA) 14.25 x 13.40 Yago Dora (BRA)

2.a: Paul Cesar Distinguin (FRA) 10.50 x 9.50 Jihad Khodr (BRA)

FINAL FEMININA DO ASP 4-STAR MAHALO SURF ECO FESTIVAL:

Campeã: Tatiana Weston-Webb (HAV) por 14,70 pontos (7,75+6,95) – US$ 7.000 e 1.000 pontos

Vice-campeã: Alessa Quizon (HAV) com 13,60 pontos (notas 6,85+6,75) – US$ 3.500 e 750 pontos
 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES 2014 – após a 28.a etapa na Bahia:

1.o: Jadson André (BRA) – 16.240 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 14.020 e 1.o no G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.845 e 2.o no G-10

4.o: Filipe Toledo (BRA) – 13.330

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089

6.o: Adam Melling (AUS) – 11.410 e 3.o no G-10

7.o: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 e 4.o no G-10

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 10.557 e 5.o no G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 10.230 e 6.o no G-10

10: Jessé Mendes (BRA) – 10.120 e 7.o no G-10

 

QUINTA FEIRA 30 DE OUTUBRO 2014
BRASILEIROS EM MAIORIA PARA DISPUTAR
WQS BAIANO DE 4 ESTRELAS.

Os brasileiros conquistaram a maioria das dezesseis vagas para disputar classificação para as quartas de final do Mahalo Surf Eco Festival apresentado pela Skol em Itacaré, no litoral sul da Bahia. Foram doze e Krystian Kymerson é o único que pode conquistar um bicampeonato inédito na história deste evento promovido pela Dendê Produções desde 2008 na Bahia, pois o capixaba barrou o defensor do título, o pernambucano Halley Batista, no último confronto da quinta-feira de boas ondas na Praia da Tiririca. Apenas quatro estrangeiros passaram para a quinta fase que vai abrir a sexta-feira, em seguida entram as quartas de final femininas, depois as quartas de final masculinas e os campeões das duas categorias serão definidos na manhã do sábado em Itacaré.

Os que sobreviveram ao ataque verde-amarelo foram os australianos Jay Thompson e Cahill Bell-Warren, que venceram suas baterias, o francês Paul Cesar Distinguin e o único representante da ilha Guadalupe no Mahalo Surf Eco Festival, Dimitri Ouvre. Semifinalista da etapa do ASP 6-Star de Santa Catarina, encerrada na sexta-feira passada em Florianópolis, o australiano Brent Dorrington foi o último gringo a ser eliminado por uma dobradinha brasileira formada por Krystian Kymerson e Renato Galvão. Agora, serão quatro confrontos classificando os dois primeiros colocados de cada para as quartas de final, quando as baterias passam para o sistema homem a homem que prossegue até a grande final.

O capixaba venceu a última edição do Surf Eco Festival realizada na capital baiana em 2012 na Praia de Jaguaribe, em Salvador. Na quinta-feira, Kymerson estreou na última bateria da terceira fase, quase batendo os recordes da semana na Praia da Tiririca. Sua melhor onda valeu nota 8,65 e a maior do é 8,75 que foi conseguida por três brasileiros, o paulista Gabriel André que também avançou para a sexta-feira, o paraibano Samuel Igo e o baiano Alandreson Martins, ambos já eliminados da competição. Krystian ainda surfou mais uma boa onda para tirar nota 7,90 e totalizar 16,55 pontos, chegando perto dos ainda imbatíveis 16,60 do peruano Lucca Mesinas Novaro, que também já está fora da competição.

"Estou muito feliz, minha família está toda aqui, estou focado neste campeonato porque estou voltando de uma contusão no joelho esquerdo que tive na África do Sul, fiquei dois meses parado e estou bem confiante em conseguir um bom resultado aqui", disse Krystian Kymerson. "Tenho que agradecer muito a Deus por estar recuperado e surfando como antes da contusão. Estas duas baterias de hoje (quinta-feira) foram as primeiras que eu disputei depois disso e estou feliz por ter feito os recordes do dia, não sabia disso, então tudo isso me dá mais confiança ainda para buscar o bicampeonato neste evento".

Krystian Kymerson agora vai participar da única bateria 100% brasileira da quinta fase, contra o cabeça de chave número 1 do Mahalo Surf Eco Festival, Jessé Mendes, o também paulista Gabriel André e o paranaense Jihad Khodr. Já a batalha pelas duas primeiras vagas para as quartas de final terá três brasileiros contra o australiano Jay Thompson, o baiano Marco Fernandez, o paulista David do Carmo e o carioca Pedro Henrique. Na segunda bateria da sexta-feira, é o surfista de Guadalupe, Dimitri Ouvre, que vai encarar só brasileiros, o paulista Alex Ribeiro, o catarinense Yago Dora e o cearense Artur Silva. Já o australiano Cahill Bell-Warren e o francês Paul Cesar Distinguin enfrentarão o paulista Renato Galvão e o baiano de Itacaré, Yagê Araujo, que levantou a torcida na Praia da Tiririca.

BAIANOS CLASSIFICADOS - Ele cometeu interferência numa disputa de onda com Jihad Khodr durante sua bateria e como penalidade somou apenas uma nota com metade da segunda maior que conseguisse, enquanto os outros computavam as duas melhores. Yagê então começou a arriscar os aéreos e foi acertando um atrás do outro para delírio do público que encheu a praia na quinta-feira. No melhor deles, o itacareense ganhou nota 8,25 dos juízes para assumir a liderança e ainda arrancou um 8,06 que foi cortado pela metade para vencer a bateria por 12,28 pontos, contra 10,55 de Jihad Khodr, 10,35 do taitiano Mihimana Braye e apenas 8,10 do paulista Hizunomê Bettero.

"Estou muito feliz e acho que depois da interferência eu me soltei mais, comecei arriscar tudo mesmo e consegui tirar as notas que eu precisava para passar em primeiro lugar", disse o jovem talento de Itacaré, Yagê Araujo, de apenas 20 anos de idade. "É até difícil de acreditar que eu venci a bateria com interferência, pois não é comum acontecer isso, mas acho que fui premiado pelo meu esforço, pela atitude de arriscar as manobras. Agora é entrar mais concentrado nas próximas baterias".

Quem também continua representando a Bahia no ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival é Marco Fernandez, surfista do estado mais bem colocado no ranking mundial, 58.o lugar. Ele despachou o norte-americano Nic Hdez e o potiguar Danilo Costa para passar em segundo na bateria vencida pelo cearense Artur Silva. Ele agora vai disputar as duas primeiras vagas para as quartas de final no confronto que vai abrir a sexta-feira na Praia da Tiririca, contra o carioca Pedro Henrique, o paulista David do Carmo e o australiano Jay Thompson.

VITÓRIA AUSTRALIANA - Outro australiano que se classificou com vitória foi Cahill Bell-Warren, que derrotou três brasileiros na quinta bateria da quarta fase, inclusive o cabeça de chave número 1 do Mahalo Surf Eco Festival, Jessé Mendes. O paulista conseguiu o segundo lugar na onda que surfou no minuto final da bateria, tirando dois nordestinos da briga pelo título no ASP 4-Star da Bahia, o pernambucano Alan Donato e o baiano Franklin Serpa. Um dos adversários de Cahill Bell-Warren na sexta-feira será o local de Itacaré, Yagê Araujo, além do bicampeão brasileiro Renato Galvão e o francês Paul Cesar Distinguin.

"É sempre difícil enfrentar os brasileiros em qualquer lugar do mundo e muito mais ainda no Brasil, mas consegui fazer minhas ondas para passar para a próxima fase", disse Cahill Bell-Warren, que ainda não conhecia o Brasil. "Esta é a primeira vez que eu venho ao Brasil, estou adorando tudo, o açaí que é muito bom e especialmente essa cidade aqui que é bem tranquila, com muito verde, belas praias, pessoas amáveis, então para ficar tudo perfeito só falta eu conseguir um bom resultado para somar pontos no ranking, pois é disso que estou mais precisando no momento".

TÍTULO SUL-AMERICANO - Além dos pontos no ranking mundial do ASP Qualification Series, o Mahalo Surf Eco Festival também é decisivo na disputa do título sul-americano da ASP South America. A etapa da Bahia é a penúltima da temporada 2014 que será encerrada semana que vem no ASP Prime de São Sebastião na Praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo. O paulista Alex Ribeiro lidera este ranking desde a sua vitória na primeira etapa da ASP na América do Sul, em Mar del Plata, na Argentina. Seu principal concorrente nesta briga é o também paulista Jessé Mendes. Na quinta-feira em Itacaré, Alex venceu a única bateria que disputou, eliminando o cabeça de chave número 2 do evento, o catarinense Willian Cardoso. 

"Estou liderando o ranking, mas procuro nem pensar muito nisso, só quero ir passando as baterias e manter o foco nas ondas, porque a condição do mar está bem difícil. Não dá pra ficar pensando lá na frente, tem que ser passo a passo", disse Alex Ribeiro. "As ondas deram uma subida hoje, mas o mar ficou muito balançado, difícil de achar as boas, então foi preciso manter a calma para escolher bem. Minha tática foi tentar fazer uma primeira manobra forte pra chamar a nota e deu tudo certo. Estou feliz que continuo no evento e vamos ver como vai ser amanhã (sexta-feira), porque a meta mesmo é vencer o campeonato".

FESTIVAL DE MÚSICA - Desde 2008, o Mahalo Surf Eco Festival é encerrado com um grande festival de música. Nos shows já brilharam diversas bandas de âmbito nacional, local e municipal. E o casamento entre surfe e música se repete em 2014, quando o Festival leva para o palco em Itacaré, no sábado dia 1º de novembro, em uma arena montada na entrada da cidade especialmente para esta finalidade, as bandas O Rappa, Ponto de Equilíbrio, Strike e Massa Sonora.

ECOLOGIA NO SURF ECO FESTIVAL - Além de esporte e música, a Dendê Produções realiza todos os anos durante o evento, uma série de atividades voltadas para a Ecologia. Em 2014 não será diferente. O Mahalo Surf Eco Festival será o primeiro evento de surfe do mundo que terá a utilização de energia solar. Uma grande estrutura será montada para a captação desta energia, que será usada em prol do próprio espetáculo. Além disso, como parte do Programa Socioambiental apoiado pela Petrobras, o Mahalo Surf Eco Festival prepara uma extensa programação com diversas ações como palestras, exposições, exibição de filmes, entre outros. 


QUARTA FEIRA 29 DE OUTUBRO 2014.

WQS BAIANO ENTRA NA FASE 03.

A terça-feira amanheceu com céu nublado em Itacaré, mas o Sol saiu ainda pela manhã para mais um dia de calor e com ondas melhores do que no primeiro dia, com séries mais constantes de 2-3 pés na Praia da Tiririca para realizar mais dezesseis baterias do ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival na “Cidade do Surf” do litoral sul da Bahia. Os recordes do baiano Alandreson Martins na segunda-feira foram batidos na segunda fase da competição pelos 16,60 pontos do peruano Lucca Mesinas Novaro e pelo brasileiro Samuel Igo, que acertou o difícil aéreo “kerrupt flip” para igualar a maior nota do campeonato – 8,75 – e vencer a sua bateria. Nesta quarta-feira, será iniciada a categoria feminina e a masculina pode continuar já com a estreia dos 32 cabeças de chave mais bem colocados no ranking mundial na terceira fase.


Paraibano Samuel Igo é um dos recordistas de nota em Itacaré (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)


“Caramba, eu nem sabia que tinha tirado a maior nota do evento, muito legal saber disso”
, disse Samuel Igo. “Eu estava mau na bateria, precisando de notas, então resolvi dar uma afastada dos outros competidores para poder pegar uma esquerdinha. Nas baterias mais cedo eu tinha visto o próprio paraibano Elivelton (Santos) dando um “kerrupt” numa esquerda e vi que os juízes valorizaram a nota. Essa é uma manobra que sempre treino, está no pé, então resolvi arriscar e deu certo. Estou muito feliz porque preciso de resultados para somar pontos no ranking para poder correr as principais etapas do Circuito Mundial no ano que vem”.

Antes de Samuel Igo mandar o “kerrupt flip”, o também paraibano Elivelton Santos já havia completado essa manobra que poucos surfistas no mundo arriscam em competições. Com o aéreo, Samuel Igo ganhou a primeira posição na bateria do taitiano Mihimana Braye, com ambos despachando o argentino Facundo Arreyes e o paranaense Caetano Vargas. A nota 8,75 de Samuel Igo e do baiano Alandreson Martins ainda foi igualada mais uma vez pelo paulista Gabriel André com um aéreo-reverse no último confronto do dia.

SEIS VITÓRIAS ESTRANGEIRAS – Os brasileiros venceram a maioria das baterias e conquistaram o maior número de vagas para a terceira fase na terça-feira, mas alguns gringos também surfaram bem as ondas da Praia da Tiririca. Dos treze que competiram no segundo dia, oito se classificaram com seis deles vencendo suas baterias. A segunda fase já começou com o japonês Reo Inaba passando em primeiro lugar com o baiano Erick Moraes em segundo. Já Dimitri Ouvre, da Ilha Guadalupe, derrotou três brasileiros, assim como o novo recordista de pontos, Lucca Mesinas Novaro, do Peru. Na disputa seguinte, o destaque do primeiro dia, Rafael Pereira, da Venezuela, passou em segundo no confronto vencido pelo australiano Teale Vanner, com ambos despachando o japonês Nobuyuki Osawa e o brasileiro Gustavo Ramos.

“As ondas estão um pouco difíceis, mas se tiver paciência você vai conseguir pegar algumas boas para fazer as manobras”, disse o australiano Teale Vanner. “É a primeira vez que eu venho ao Brasil, é um lugar especial com muitos bons surfistas, como o (Gabriel) Medina que eu venho sempre assistindo e tantos outros. Eu gostei bastante desta cidade, bem pacata, é muito legal passear pelas ruas, as pessoas daqui são muito alegres e parecem gostar do nosso esporte porque estão sempre aqui na praia assistindo o campeonato

As outras vitórias estrangeiras foram conquistadas pelo norte-americano Nic Hdez e pelo francês Tristan Guilbaud, que também só enfrentaram brasileiros em suas baterias. Guilbaud participou do confronto em que o surfista local de Itacaré, Alandreson Martins, cometeu uma interferência no último minuto sobre Jihad Khodr e acabou eliminado pelo paranaense. O outro gringo que se classificou foi o taitiano Mihimana Braye na bateria que Samuel Igo acertou o aéreo “kerrupt flip” para passar em primeiro lugar.

“As ondas estão um pouco fracas, pequenas, mas com boa formação principalmente para os aéreos”, disse o norte-americano Nic Hdez, após derrotar os brasileiros Danilo Costa e Daniel Silva na sétima bateria da segunda fase. “É a primeira vez que eu surfo aqui nesta praia e não tenho muita experiência nesse tipo de mar, mas estou gostando daqui, a cidade é bem legal, com muita mata, muita Natureza e parece que é um lugar que dá boas ondas, então espero que elas melhorem nos próximos dias”.

 

SEXTA FEIRA 24 DE OUTUBRO 2014
CEARENSE VENCE PRIME NA JOAQUINA.

O cearense Michael Rodrigues, 20 anos, usou a sua variedade de aéreos para conquistar a sua primeira vitória no Circuito Mundial da Association of Surfing Professionals (ASP). Desde março do ano passado morando em Florianópolis, ele foi dizimando seus adversários até derrotar o argentino Santiago Muniz, 21, na grande final do Oceano Santa Catarina Pro nas ondas difíceis de 2-3 pés da sexta-feira na Praia da Joaquina. A última etapa com nível 6 estrelas de 3.500 pontos do ano antecipou o seu encerramento porque a previsão é de que não tenha nada de ondas no sábado. Pela vitória, Michael Rodrigues faturou o prêmio máximo de 25 mil dólares e saltou da 112.a para a 42.a posição no ranking do ASP Qualification Series, enquanto Santiago Muniz subiu da 61.a para a 36.a com os 2.640 pontos do vice-campeonato na Ilha da Magia. O catarinense Tomas Hermes, 27, e o australiano Brent Dorrington, 27, perderam nas semifinais e dividiram o terceiro lugar marcando 2.080 pontos.

Michael Rodrigues voando nas ondas da Joaca (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Michael Rodrigues voando nas ondas da Joaca (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

“Estou muito emocionado, não esperava essa vitória”,disse o campeão Michael Rodrigues, depois de ser carregado pela torcida nas areias da Joaquina. “Eu me lesionei e quando voltei a surfar eu falei pra mim mesmo que eu ia treinar cada dia como se fosse o último da minha vida. Venho me dedicando, deixando uma vida de lado só pra treinar, mas não esperava ganhar este evento, não estou nem acreditando”.

O cearense também falou sobre as manobras aéreas que usou para liquidar seus adversários.“Eu venho treinando muito vários tipos de aéreos para ter segurança de usar estas manobras nas competições. Eu surfei em todas as condições de mar aqui na Joaca essa semana, mas estava tranquilo na final e só queria surfar mesmo, não pensava na vitória e só em surfar bem as ondas que eu pegava. Eu não esperava vencer e este resultado me dá um novo ânimo. Eu não vou para o Havaí esse ano, só vou correr a perna brasileira, mas no ano que vem pretendo correr as principais etapas do Circuito Mundial lá fora também para tentar uma vaga no WCT”.

Irmão mais jovem de Alejo Muniz, top da elite que disputa o WCT como brasileiro, pois a família deles em Bombinhas, litoral norte de Santa Catarina, desde que eram crianças, Santiago escolheu representar o seu país de nascimento no Circuito Mundial. Ele já tinha vencido uma etapa do ASP Qualification Series no ano passado em Moquegua, no Peru, mas era menos importante, com nível 3 estrelas apenas. Então, o vice-campeonato no ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro é o principal resultado neste início da sua carreira de surfista profissional.

“Estou feliz também pela segunda colocação. Deus me ajudou 100% neste campeonato e só tenho que agradecer a Ele”, disse Santiago Muniz. “Este resultado me garante bastante pontos para este final de temporada. Ainda tem mais algumas etapas importantes e agora estou mais perto da briga pela classificação para o WCT com este resultado. Claro que eu queria ter vencido a final, a gente treina muito para isso, mas ele (Michael Rodrigues) conseguiu fazer duas notas 7 nos aéreos, que era uma estratégia que eu deveria ter feito, então não deu dessa vez e espero que a próxima seja melhor”.

Santiago Muniz (Foto: Daniel Smorigo / ASP South America)

Santiago Muniz (Foto: Daniel Smorigo / ASP South America)

CAMINHO DA FINAL – Os finalistas tiveram que enfrentar as difíceis condições do mar, com séries demoradas de 2-3 pés, cinco vezes na sexta-feira. O campeão Michael Rodrigues iniciou sua caminhada para o título passando em segundo lugar no confronto vencido pelo paulista Deivid Silva que eliminou o espanhol Gony Zubizarreta. Depois, começou a acertar os aéreos nas direitas da Joaca para liquidar o novo integrante do WCT, Wiggolly Dantas, nas oitavas de final, o havaiano Tanner Hendrickson nas quartas e o australiano Brent Dorrington na semifinal, quando recebeu sua maior nota até a bateria final, 9,17.

“Eu peguei umas ondas ruins no início, aí o Michael (Rodrigues) tirou aquele 9 numa boa direita, então parabéns para ele porque é um bom surfista e mereceu ir para a final”, disse Brent Dorrington, que subiu 27 posições no ranking do ASP Qualification Series, do 82.o para o 55.o lugar. “Estou amarradão por estar no Brasil, semana que vem vou competir na Bahia (Itacaré), depois em São Paulo (São Sebastião), participarei de toda a perna do Brasil e é muito bom isso de ter três eventos numa sequência. Eu queria ter feito a final aqui, mas subi quase trinta posições e espero continuar essa escalada nestes últimos eventos do ano. Se no fim da temporada eu estiver entre os dez primeiros que vão para o WCT, será fantástico”.

Já Santiago Muniz chegou invicto na bateria decisiva. Ele começou a sexta-feira derrotando o neozelandês Ricardo Christie e o marroquino Ramzi Boukhiam. E nos duelos homem a homem, passou pelo costaricense Carlos Munoz nas oitavas de final, pelo havaiano Torrey Meister nas quartas e pelo catarinense Tomas Hermes nas duas últimas ondas que surfou na semifinal, quando conseguiu virar o resultado para 12,50 a 11,07 pontos. Mas, o que marcou este duelo foi a falta de ondas, com poucas séries entrando durante os 30 minutos da bateria.

“Foi muito difícil porque já não estavam vindo as ondas que estavam entrando antes”, lamentou Tomas Hermes. “O Santi (Santiago Muniz) tem um surfe bem arisco, então as ondas que ele pegou eu não conseguiria fazer o que ele fez, pois surfo mais de borda. Eu preferi esperar por uma onda com mais volume para surfar no meu estilo, mas acabou não vindo essa onda. No final tentei pegar uma esquerdinha que não veio também, mas estou feliz com este resultado e vou continuar trabalhando para os próximos que vêm por aí”.

24_PodioPhotoSmorigo2Com este terceiro lugar, Tomas Hermes vai consolidando sua posição na lista dos dez surfistas que sobem para o WCT pelo ASP Qualification Series, passando da nona para a sétima colocação no ranking. “O negócio é continuar treinando, fazendo o trabalho devagar, ainda tem três etapas Prime (de 6.500 pontos), uma em Maresias (São Sebastião) e duas no Havaí, então devagar a gente vai indo. Fiz uma boa campanha aqui, melhor se tivesse ido para a final, mas bateria é isso mesmo, uma hora acontece pra você, uma hora pro outro, então saio daqui feliz também com o meu resultado”.

SUBINDO NO G-10 – Além de Tomas Hermes, quem também subiu no G-10 se afastando das últimas posições na lista foi o potiguar Italo Ferreira. Ele era o 12.o no ranking que estava classificando até o 13.o para o WCT e foi para oitavo com os 1.560 pontos do quinto lugar na Praia da Joaquina. O surfista de Baía Formosa agora embarca para Portugal, onde vai representar o Brasil na decisão do título mundial Pro Junior da ASP, depois volta ao país para disputar o O´Neill SP Prime nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

Italo foi eliminado em um dos confrontos mais disputados do último dia do ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro, contra o próprio Tomas Hermes, que acabou fazendo a melhor apresentação da sexta-feira nesta bateria. O catarinense achou uma esquerda que abriu uma parede mais longa para as manobras e recebeu nota 9,07 para registrar um novo recorde de 17,94 pontos, contra 13,80 do potiguar. A maior marca era 17,43 de Davey Cathels na quarta-feira, mas o australiano continuou com a maior nota do campeonato, 9,50.

“Foi boa a bateria e o Tomas (Hermes) está de parabéns porque conseguiu pegar boas ondas, mas eu estou feliz também pela minha performance no evento e por mais um bom resultado”, disse Italo Ferreira. “Eu dei uma subida no ranking, mas não tem nada confirmado ainda, então agora é ir para Maresias tentar somar mais pontos lá no Prime. Mas, antes ainda tem Portugal. Eu viajo amanhã (sábado) para disputar o Mundial Pro Junior lá, já fiquei sabendo que a onda lá é pra direita, eu gosto de surfar de backside, então vou com tudo pra lá”.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ASP 6-STAR OCEANO SANTA CATARINA PRO:

Campeão: Michael Rodrigues (BRA) por 15,37 pontos (7,70+7,67) – US$ 25.000 e 3.500 pontos

Vice-campeão: Santiago Muniz (ARG) com 10,20 (notas 5,47+4,73) – US$ 12.500 e 2.640 pontos

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES 2014 – após a 27.a etapa em Santa Catarina:

1.o: Jadson André (BRA) – 16.240 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 14.020 e 1.o no G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.845 e 2.o no G-10

4.o: Filipe Toledo (BRA) – 13.330

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089

6.o: Adam Melling (AUS) – 11.410 e 3.o no G-10

7.o: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 e 4.o no G-10

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 10.557 e 5.o no G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 10.230 e 6.o no G-10

10: Jessé Mendes (BRA) – 10.120 e 7.o no G-10

11: Charles Martin (GLP) – 9.325 e 8.o no G-10

12: Willian Cardoso (BRA) – 9.285 e 9.o no G-10
 

SEGUNDA FEIRA 20 DE OUTUBRO 2014.
MICK VENCE E CHEGA PRA FESTA DO CANECO 2014.

O australiano Mick Fanning venceu o Moche Rip Curl Pro em Portugal e passou a ser o principal concorrente de Gabriel Medina na busca pelo primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial. Ele assumiu a vice-liderança no ranking e só mais Kelly Slater continua na briga pelo troféu de melhor surfista do mundo no Billabong Pipe Masters, que vai fechar o Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 nos dias 8 a 20 de dezembro no Havaí. O brasileiro acaba com as chances de Slater quando passar para a quarta fase em Pipeline, mas agora precisa ser finalista para garantir o título independente de vitória de Fanning no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu.

Foto de Poullenot (ASP)

Foto de Poullenot (ASP)

Os brasileiros não conseguiram impedir que Mick Fanning continuasse com chances de lutar pelo seu quarto título mundial no Havaí. O australiano sempre achou bons tubos em todas as baterias que disputou nas boas ondas de 4-6 pés da segunda-feira decisiva do Moche Rip Curl Pro em Supertubos, até na grande final contra o sul-africano Jordy Smith. O último dia começou com Filipe Toledo despachando o norte-americano Kolohe Andino na penúltima bateria da terceira fase. Na última, Mick Fanning iniciou o seu caminho para a vitória derrotando o catarinense Alejo Muniz.

Depois, o australiano teve o primeiro encontro com Filipe Toledo na primeira rodada classificatória para as quartas de final e garantiu a vitória com uma das maiores pontuações do dia, 17,74 pontos de 20 possíveis. Esta marca só foi superada pelo havaiano John John Florence, que na abertura das quartas de final atingiu 17,83 pontos com a sua segunda nota 10 nos tubos de Supertubos. Filipe ainda passou pela repescagem tirando um dos concorrentes de Gabriel Medina ao título mundial, o taitiano Michel Bourez, para voltar a enfrentar Mick Fanning na disputa pela última vaga nas semifinais.

O australiano novamente achou um tubaço nas direitas de Supertubos para garantir mais uma vitória sobre Filipe Toledo, mais uma vez com uma larga vantagem de 16,07 a 10,10 pontos. Foi a despedida do Brasil do Rip Curl Pro de Portugal, pois o paulista Adriano de Souza já havia perdido para o sul-africano Jordy Smith, que depois barrou John John Florence nas semifinais e também acabou com as chances do havaiano brigar pelo título mundial em Banzai Pipeline, pois ele precisava ser finalista em Peniche para isso.

Os três concorrentes agora vão trocar os mesmos 1.750 pontos do segundo pior resultado deles na temporada, pois o pior já foi descartado em Portugal. Gabriel Medina continua na frente do ranking com 56.550 pontos, mas a grande vantagem de 6.500 pontos sobre Kelly Slater agora caiu para 3.450 contra o novo vice-líder, Mick Fanning. Para superar a pontuação atual do brasileiro, Slater precisa vencer o Billabong Pipe Masters e Fanning chegar nas semifinais, mas nas quartas de final já iguala os 56.550 pontos, o que provocaria uma bateria extra para decidir o título mundial da temporada.

Foto de Poullenot (ASP)

Foto de Poullenot (ASP)

Medina ainda continua dependendo só dele mesmo para trazer o primeiro caneco de campeão mundial da história do surfe brasileiro. Para aumentar sua somatória no ranking, ele precisa passar da terceira fase para trocar os 1.750 pontos do 13.o lugar em Portugal por 4.000 da nona colocação que já garantiria no Havaí. Aí atingiria 58.800 pontos e já tiraria Kelly Slater da corrida do título, pois o onze vezes campeão mundial só consegue alcançar 58.300 com uma vitória em Banzai Pipeline. Além disso, o brasileiro obrigaria Mick Fanning a ser finalista para supera-lo, ou seja, poderia comemorar o título a partir daí se o australiano perder antes da final.

Caso Medina avance para as quartas de final e terá duas chances para isso, na quarta fase ou na repescagem, Fanning passa a necessitar da vitória no Havaí. A situação é a mesma se o brasileiro passar para as semifinais, pois ele ficando em terceiro lugar o australiano ainda poderá superar os seus 61.300 pontos com os 61.350 que conseguiria com o título no Pipe Masters. No entanto, se os dois forem para a grande final o troféu de campeão mundial de 2014 será de Gabriel Medina independente do resultado da bateria, pois já atingiria imbatíveis 62.800 pontos no ranking final do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour.

AS POSSIBILIDADES DO TÍTULO MUNDIAL NO BILLABONG PIPE MASTERS:

- GABRIEL MEDINA – permaneceu com 56.550 pontos no ranking porque não conseguiu trocar os 1.750 pontos do seu pior resultado em Portugal e este será o seu descarte no Havaí. Para não depender dos resultados dos adversários, Medina garante o título mundial quando passar para a grande final em Banzai Pipeline

- MICK FANNING – assumiu a vice-liderança no ranking com 53.100 pontos e precisa no mínimo chegar nas quartas de final do Pipe Masters para igualar os 56.550 pontos de Gabriel Medina e chega a 61.350 pontos com a vitória no Havaí, conquistando o tetracampeonato se a bateria decisiva não for contra o brasileiro, que já festejaria o título com a passagem para a grande final

- KELLY SLATER – necessita unicamente da vitória para alcançar 58.300 e superar os atuais 56.550 pontos de Gabriel Medina, mas o brasileiro acaba com as suas chances se passar para a quarta fase em Pipeline. Se a briga ficar contra Mick Fanning, a situação do australiano passa a ser a mesma de Medina com ele, ou seja, garante o título com a passagem para a grande final, quando atinge 59.350 pontos

PASSO A PASSO PARA O TITULO MUNDIAL DE GABRIEL MEDINA:

Medina em 25.o ou 13.o lugar na terceira fase com 56.550 pontos – será campeão mundial se Kelly Slater não vencer o Pipe Masters para totalizar 58.300 e se Mick Fanning não chegar nas quartas de final, quando iguala os pontos do brasileiro e só ultrapassa se avançar as semifinais para atingir 57.850 pontos.

Medina em 9.o lugar na quarta e quinta fase com 58.800 pontos – acaba com as chances de Kelly Slater quando passar da terceira fase e obriga Mick Fanning a ser finalista em Pipeline para superar sua pontuação com 59.350 pontos

Medina em 5.o lugar nas quartas de final com 60.000 pontos – Mick Fanning passa a precisar da vitória no Pipe Masters para impedir o primeiro título de um brasileiro no Circuito Mundial

Medina em 3.o lugar nas semifinais com 61.300 pontos – Mick Fanning continua necessitando unicamente da vitória no Havaí para atingir 61.350 pontos

GABRIEL MEDINA CAMPEÃO MUNDIAL – com a classificação para a grande final do Billabong Pipe Masters alcança imbatíveis 62.800 pontos nas nove etapas computadas no ranking do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO MOCHE RIP CURL PRO PORTUGAL:

Campeão: Mick Fanning (AUS) por 15,50 (notas 9.00+6.50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jordy Smith (AFR) com 7,67 pontos (só 1 onda)  – US$ 40.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 DO RANKING DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR 2014 – 10 etapas com 1 descarte:

1.o: Gabriel Medina (BRA) – 56.550 pontos

2.o: Mick Fanning (AUS) – 53.100

3.o: Kelly Slater (EUA) – 50.050

4.o: John John Florence (HAV) – 47.950

5.o: Michel Bourez (TAH) – 43.750

6.o: Joel Parkinson (AUS) – 43.100

7.o: Jordy Smith (AFR) – 42.900

8.o: Adriano de Souza (BRA) – 42.250

9.o: Taj Burrow (AUS) – 41.700

10: Kolohe Andino (EUA) – 35.900

11: Josh Kerr (AUS) – 35.700

12: Owen Wright (AUS) – 31.900

13: Nat Young (EUA) – 29.900

14: Bede Durbidge (AUS) – 27.200

15: Miguel Pupo (BRA) – 24.650

16: Filipe Toledo (BRA) – 23.450

17: Adrian Buchan (AUS) – 22.700

18: Kai Otton (AUS) – 21.500

19: Fredrick Patacchia (HAV) – 20.000

20: Jadson André (BRA) – 19.500

21: Julian Wilson (AUS) – 19.250

22: Sebastian Zietz (HAV) – 17.950

DOMINGO 19 DE OUTUBRO 2014.

MEDINA E SLATER PERDEM, DECISÃO FICA PARA O HAWAII. FORÇA NA PERUCA.

A busca pelo tão sonhado primeiro título mundial do Brasil foi adiada para a última etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour, o Billabong Pipe Masters no templo sagrado do esporte no Havaí. Gabriel Medina não conseguiu achar boas ondas nas difíceis condições do mar no domingo em Supertubos e foi derrotado pelo norte-americano Brett Simpson. Com isso, Kelly Slater já ficava na briga do título com qualquer resultado em Portugal, mas ele não conseguiu diminuir a vantagem do brasileiro porque perdeu o duelo seguinte para o espanhol Aritz Aranburu. Com as eliminações dos líderes do ranking na terceira fase do Moche Rip Curl Pro, o australiano Mick Fanning, o havaiano John John Florence e o taitiano Michel Bourez, podem entrar na disputa do título dependendo dos resultados que conseguirem em Portugal.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot / ASP)

Gabriel Medina (Foto: Poullenot / ASP)

Para o atual campeão mundial, Mick Fanning, a condição mínima é chegar nas quartas de final e para isso precisa vencer mais duas baterias em Portugal. O havaiano John John tem que ser finalista para ter chance matemática de superar os atuais 56.550 pontos do Gabriel Medina com uma vitória no Havaí. No domingo, ele arrancou a primeira nota 10 do Moche Rip Curl Pro em Supertubos e pode conseguir isso em Peniche. Já para o taitiano Michel Bourez, só interessa a vitória em Portugal e também no Pipe Masters do Havaí. No entanto, o único que poderia tirar a liderança de Gabriel Medina no ranking era Kelly Slater, se vencesse a etapa portuguesa do WCT.

“Estou muito triste com este resultado, mas ainda bem que o Kelly (Slater) perdeu também”, disse Gabriel Medina. “Eu estava pronto para ganhar o título aqui, mas agora já estou focado no Havaí. Estou feliz que ainda estou na corrida pelo título e por não depender dos outros concorrentes, depende de mim mesmo. Eu ainda não sei o que preciso fazer lá no Havaí, mas vou me preparar e treinar para estar pronto para o campeonato”.

O fenômeno de Maresias continua dependendo somente dele mesmo para trazer o primeiro caneco de campeão mundial para o Brasil neste ano. O Billabong Pipe Masters é a única etapa que utiliza um formato diferente para incluir mais surfistas do Havaí e convidados dos organizadores. Eles são divididos na primeira fase com os últimos colocados do ranking. Os que passarem, enfrentam os tops que ocupam da 13.a 24.a posição no WCT na segunda fase. E os doze primeiros do ranking, ou seja, os concorrentes ao título mundial, entram direto na terceira fase da competição. Com isso, se venceram uma bateria já estarão na rodada das duas chances de classificação para as quartas de final.

Então, se Gabriel Medina ganhar o seu primeiro desafio em Banzai Pipeline, já tira Kelly Slater da briga do título. Isto porque o brasileiro troca os 1.750 pontos do 13.o lugar em Portugal por 4.000 do nono no Havaí e atinge 58.880 pontos no ranking, enquanto o máximo que Slater consegue com a vitória no Pipe Masters é 58.300 pontos. Além disso, caso Medina seja derrotado na terceira fase e permaneça com 56.550 pontos como aconteceu em Portugal, o onze vezes campeão mundial ainda necessita da vitória no Havaí para superar o brasileiro. Esta é a situação atual dos dois concorrentes que estão 100% confirmados para brigar pelo título no Billabong Pipe Masters.

Adriano de Souza (Foto: Poullenot / ASP)

Adriano de Souza (Foto: Poullenot / ASP)

AJUDA DOS BRASILEIROS – Os outros três ainda precisam avançar em Portugal para terem chances matemáticas na última etapa da temporada. E Gabriel Medina pode receber a ajuda dos brasileiros da elite mundial que ainda continuam vivos na disputa do título do Rip Curl Pro. O australiano Mick Fanning tem que chegar nas quartas de final e o seu próximo adversário é o catarinense Alejo Muniz na bateria que vai fechar a terceira fase. No domingo foi realizada até a décima e ficaram duas para abrir a segunda-feira. A outra é a do também brasileiro Filipe Toledo com o norte-americano Kolohe Andino.

Os vencedores destes duelos se enfrentarão nos confrontos de três competidores da quarta fase, quando a vitória vale classificação direta para as quartas de final e os perdedores têm uma segunda chance na repescagem. Enquanto Filipe e Alejo estão na chave de baixo, que vai apontar o segundo finalista do Moche Rip Curl Pro, Adriano de Souza está na de cima com outro concorrente de Gabriel Medina, John John Florence. Os dois certamente se encontrarão antes da grande final, que é a meta do havaiano para poder brigar pelo título mundial em Pipeline.

Mineirinho derrotou o potiguar Jadson André na terceira fase e já foi campeão em Supertubos numa final eletrizante contra Kelly Slater em 2011. Ele vai disputar a segunda vaga direta para as quartas de final com o australiano Bede Durbidge e o algoz de Medina, Brett Simpson. Já o havaiano John John Florence está na primeira bateria da quarta fase, com o sul-africano Jordy Smith e o australiano Adam Melling, que tirou o compatriota Joel Parkinson da corrida do título mundial em Portugal.

DERROTAS DOS LÍDERES – Esta foi a primeira surpresa do dia. A segunda foi a derrota de Gabriel Medina para Brett Simpson. O norte-americano achou um belo tubo nas direitas de Supertubos logo no início da bateria e a nota 7,33 desta onda acabou sendo decisiva no resultado. Medina ficou tentando as esquerdas, que fechavam mais rápido. Ele ainda conseguiu sair de alguns, mas as maiores notas que recebeu foram 5,33 e 6,73, com Simpson confirmando a vitória com o 5,17 da sua última onda. Medina saiu da bateria quando restavam 2 minutos para o término e o placar foi encerrado em 12,50 a 12,06 pontos.

As condições do mar continuaram difíceis no duelo seguinte e Kelly Slater praticamente não conseguiu surfar nada, somando notas 4,17 e 2,13 contra 7,50 e 4,50 das únicas que o espanhol Aritz Aranburu pegou durante toda a bateria. O Brasil voltou ao mar com Miguel Pupo, que achou um tubaço nota 8,77, mas também perdeu por pouco para o australiano Josh Kerr, 13,27 a 13,07 pontos.

Na sequência, o taitiano Michel Bourez manteve as esperanças de continuar brigando pelo título mundial contra o havaiano Sebastian Zietz, mas Taj Burrow saiu da briga na brilhante apresentação do atual campeão do Moche Rip Curl Pro, Kai Otton, que totalizou 18,20 pontos com notas 9,37 e 8,83 nos dois tubos que surfou na última bateria do domingo em Supertubos.

sexta feira 17 de outubro 2014
WCT PRO PORTUGAL CONTINUA PARADO.


Esperando as melhores condições o evento esta parado
há 04 dias, espectativa de retornar nesse sábado. As 
ondas estão chegando vamos ser se oferecem condições
para a ASP retornar o evento que pode garantir o
título mundial ao brasileiro Gabriel Medina.


TERÇA 14 DE OUTUBRO 2014
MEDINA CAMINHA PARA SER COROADO

A ventania que impediu o início do Moche Rip Curl Pro nos dois primeiros dias do seu prazo, deu uma trégua na terça-feira para dar a largada no penúltimo desafio do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Portugal. As condições do mar estavam favoráveis para voar e Gabriel Medina comandou o ataque da Força Aérea Brasileira em Supertubos. Dos sete concorrentes ao título mundial da temporada, Kelly Slater, Joel Parkinson e Taj Burrow, também venceram suas baterias e passaram direto para a terceira fase. Mas, Mick Fanning terá que encarar a repescagem, assim como John John Florence que perdeu para o potiguar Jadson André e Michel Bourez, derrotado pelo paulista Filipe Toledo. Outros dois brasileiros estrearam com vitórias, os paulistas Adriano de Souza e Miguel Pupo, com o catarinense Alejo Muniz e o carioca Raoni Monteiro sendo os únicos a cair para a repescagem em Peniche.

Gabriel Medina voando em Supertubos (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina voando em Supertubos (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

A etapa portuguesa do WCT, que pode decidir o título mundial para Gabriel Medina, começou e parou após a sétima bateria para aguardar a melhor maré para fechar a primeira fase. Foi a conta certa para todos os concorrentes ao título estrearem nas boas ondas de 3-5 pés da manhã da terça-feira em Supertubos. O fenômeno de Maresias ainda precisa vencer mais uma bateria para ligar o botão da contagem regressiva para confirmar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial por antecipação em Portugal, antes do Billabong Pipe Masters que fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, no Havaí.

“Estava muito difícil a condição do mar lá fora. Você tinha que estar no lugar certo na hora certa, senão não conseguia pegar boas ondas”, disse Gabriel Medina. “Eu acho que tive um pouco de sorte, então estou amarradão por conseguir vencer a bateria e passar direto para a terceira fase. O que me impressionou aqui hoje (terça-feira) foram os fãs, que são realmente apaixonados pelo nosso esporte. Estou gostando bastante do apoio que venho recebendo, sem colocar mais pressão sobre mim e tudo isso acaba me motivando ainda mais”.

Medina usou os aéreos para tirar duas notas na casa dos 7 pontos e carimbar a faixa do atual campeão do Moche Rip Curl Pro, Kai Otton, que foi mandado para a repescagem junto com um dos convidados desta etapa e também australiano, Jacob Willcox.  Se vencer mais uma bateria, ele já troca os 1.750 pontos do seu pior resultado por 4.000 do nono lugar em Portugal e acaba com as chances de dois adversários, o australiano Taj Burrow e o taitiano Michel Bourez. Além disso, obriga Kelly Slater a chegar nas semifinais para levar a decisão do título para o Havaí, Mick Fanning precisaria ser finalista para continuar na briga, enquanto o também australiano Joel Parkinson e o havaiano John John Florence teriam que vencer o Moche Rip Curl Pro e ainda o Billabong Pipe Masters para superar os 58.800 pontos que o brasileiro garantiria no ranking com a classificação para a quarta fase em Peniche.

Antes da estreia do brasileiro, cinco concorrentes ao título já haviam competido em Supertubos. Kelly Slater estava perdendo para Matt Wilkinson até achar um tubo que valeu a maior nota do dia – 9,67 – e a virada no resultado para 17,00 a 16,07 pontos sobre o australiano. Ninguém superou o placar de Slater e Wilkinson, que tinha começado a bateria também com um tubaço nota 9,57, poderia ter vencido as três primeiras baterias do dia com a sua pontuação. Até ali, ele só não superava Slater e o havaiano Sebastian Zietz, que atingiu 16,10 contra o número 3 do ranking, Mick Fanning. O carioca Raoni Monteiro ficou em último neste confronto, mas esta foi a única derrota verde-amarela na manhã da terça-feira em Supertubos.

“É sempre difícil competir em condições como essas de hoje (terça-feira), ainda mais quando seu oponente começa com uma nota de quase 10 pontos”,disse Kelly Slater. “Eu só queria surfar algumas ondas boas para avançar e continuar vivo na disputa do título mundial. Mas, o Gabriel (Medina) é um forte concorrente. Ele quer ganhar o título mais do que ninguém e na sua idade eu era exatamente igual. Você pode ver como ele gosta de surfar, de melhorar o que já vem fazendo e ele tem muitas habilidades, mas vou lutar enquanto tiver chances”.

Jadson André vingando John John Florence (Foto: Poullenot / ASP)

Jadson André vingando John John Florence (Foto: Poullenot / ASP)

VINGANÇA A LA FRANCESA – Entre os brasileiros, o primeiro a competir na terça-feira foi Jadson André, que deu o troco em John John Florence, vingando a derrota sofrida para o havaiano na decisão do título do Quiksilver Pro France. O potiguar está em ótima fase e no sábado conquistou o bicampeonato no ASP Prime Cascais Billabong Pro também em Portugal. Agora, estreia em Peniche com mais uma grande apresentação, somando notas 7,83 e 8,10. John John ficou em último e foi o primeiro concorrente ao título mundial a ser mandado para a repescagem.

“Fico muito feliz em estar conseguindo surfar bem e porque os juízes estão gostando também”, disse Jadson André. “Não estava fácil o mar hoje (terça-feira) e você tinha que ter um pouco de sorte para achar as ondas certas. Minha tática era de sair pegando várias ondas porque não dá para perder muito tempo escolhendo a que você acha que vai ser boa, então estou feliz que deu tudo certo e consegui minha classificação direta para a terceira fase”.

O segundo desafiante ao título mundial a cair para a repescagem foi o atual campeão Mick Fanning, que não teve qualquer chance contra um inspirado Sebastian Zietz. O havaiano surfou as melhores ondas da bateria para vencer por 16,10 pontos. E a terceira derrota dos cabeças de chave aconteceu no último confronto da manhã, com Filipe Toledo conquistando a terceira vitória verde-amarela com a nota 8,5 da sua melhor apresentação. Assim como John John Florence contra Jadson André, o taitiano Michel Bourez ficou em último lugar e vai ter que passar pela repescagem para continuar com chances matemáticas de brigar pelo título mundial.

DEPOIS DA PARADA – O campeonato parou bem na hora que ia entrar a bateria da participação dupla do Brasil, com o paulista Adriano de Souza e o catarinense Alejo Muniz disputando uma vaga direta para a terceira fase com o australiano Julian Wilson. Era a estreia de dois surfistas que já festejaram vitória no Rip Curl Pro de Portugal. Em 2011, Mineirinho ganhou uma final eletrizante contra Kelly Slater e Julian venceu de virada a decisão de 2012 contra Gabriel Medina, na onda que surfou nos últimos segundos da bateria.

A interrupção foi para aguardar a melhor maré em Supertubos para dar continuidade à competição. Ela retornou às 15h00 e Adriano de Souza confirmou sua condição de cabeça de chave na quarta vitória brasileira do dia. As ondas ainda não estavam boas e Mineirinho totalizou 12,83 pontos, contra 10,60 de Alejo Muniz e apenas 9,56 do australiano Julian Wilson. Depois, o paulista Miguel Pupo fechou a participação verde-amarela na primeira fase com mais um triunfo sobre o australiano Adam Melling e o norte-americano Kolohe Andino.

SELEÇÃO BRASILEIRA – Dos sete surfistas que formam a seleção brasileira na atual elite dos top-34 do WCT, Alejo Muniz e Raoni Monteiro são os únicos que não estão conseguindo garantir suas permanências para o ano que vem em nenhuma das duas listas classificatórias. Ambos estão fora do grupo dos 22 que são mantidos na divisão principal e também da lista dos dez indicados pelo ASP Qualification Series.

Por outro lado, pelo ranking de acesso liderado pelo potiguar Jadson André, estão entrando no momento cinco novidades do Brasil para disputar o título mundial de 2015, os paulistas Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso e o potiguar Italo Ferreira. Para completar a ótima temporada, só falta mesmo Gabriel Medina conseguir o inédito caneco de campeão mundial para o Brasil, quem sabe até agora em Portugal.

SÁBADO 11 DE OUTUBRO 2014
JADSON É BI CAMPEÃO EM PORTUGAL.

O potiguar Jadson André, 24 anos, conquistou o bicampeonato no ASP Prime Cascais Billabong Pro neste sábado na Praia do Guincho, em Cascais, vila localizada a 30 minutos de Lisboa, em Portugal. Embalado pelo vice-campeonato no WCT da França domingo passado, o potiguar voador usou os aéreos e até tubo surfou para superar seus adversários. Com os 6.500 pontos da vitória sobre o australiano Stuart Kennedy, 24, na grande final, ele assumiu a liderança no ranking do ASP Qualification Series. Jadson começou o último dia despachando o mesmo sul-africano Jordy Smith, 26, que havia derrotado nas semifinais do Quiksilver Pro France. Depois, ganhou o duelo brasileiro com o paulista Wiggolly Dantas, 24, que dividiu o terceiro lugar em Cascais com o australiano Julian Wilson, 25 anos.

Jadson André reinando nas ondas de Cascais (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Jadson André reinando nas ondas de Cascais (Foto: Laurent Masurel / ASP)

“Não sei nem o que dizer. É um sentimento incrível e só quero agradecer a todos aqui pelo apoio durante toda essa semana”, disse Jadson André, se dirigindo para a multidão que lotou a praia no sábado durante a cerimônia de premiação no pódio. “Eu fiquei prestando muita atenção nas condições do mar durante a Expression Session que rolou antes da final e vi que a maré estava baixa, então tracei meu plano de jogo de surfar várias ondas para construir uma boa vantagem e estou feliz que deu tudo certo”.

Foi mais um grande resultado para Jadson André, que neste domingo já começa a disputar a penúltima etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Peniche, também em Portugal, onde o paulista Gabriel Medina pode conquistar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial. Como o potiguar subiu do 29.o para o vigésimo lugar com o vice-campeonato na França e entrou no grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na divisão de elite do ASP World Tour, ele é um dos três surfistas que estão dispensando a vaga para o ano que vem pelo ASP Qualification Series. Os outros são os também brasileiros Filipe Toledo em quarto lugar e Adriano de Souza em quinto.

DOMINIO BRASILEIRO – Com isso, o ranking de acesso está classificando até o 13.o colocado no momento. O resultado do Cascais Billabong Pro provocou duas mudanças de nomes no G-10 do ASP Qualification Series, com o potiguar Italo Ferreira e o californiano Brett Simpson tirando dois norte-americanos da lista, Tim Reyes e Michael Dunphy. A vitória de Jadson André foi a quarta do Brasil nas cinco etapas do ASP World Prime 2014 completadas em Portugal. A próxima que vale decisivos 6.500 pontos para o ranking é o O´Neill SP Prime, que vai fechar a nova “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

Os brasileiros dominam o ranking de acesso para o WCT 2015. Eles ocupam metade das vagas no G-10, sem contar com os três que estão entre os top-22 que dispensam a classificação pelo ASP Qualification Series. Campeão do primeiro ASP Prime do ano, o Quiksilver Saquarema Prime em Saquarema (RJ), Wiggolly Dantas encabeça o ataque verde-amarelo na terceira posição do ranking. O também paulista Jessé Mendes, que venceu a outra etapa portuguesa do ASP Prime nas Ilhas Açores, é o oitavo colocado, seguido pelos catarinenses Tomas Hermes em nono e Willian Cardoso em 11.o. Já o potiguar Italo Ferreira saltou da 22.a para o 12.a colocação com o quinto lugar em Cascais. Ele perdeu o duelo brasileiro que abriu o sábado para Wiggolly Dantas, mas já havia garantido sua entrada no G-10 quando se classificou na sexta-feira.

Wiggolly Dantas confirmado no WCT 2015 (Foto: Laurent Masurel / ASP Europe)

Wiggolly Dantas confirmado no WCT 2015 (Foto: Laurent Masurel / ASP Europe)

NOVIDADE CONFIRMADA – Com mais este bom resultado em Cascais, o ubatubense Wiggolly Dantas já está confirmado como uma das novidades na elite dos top-34 que vai disputar o título mundial na estreia da World Surf League (WSL) no ano que vem. Com o seu “forehand” letal nas esquerdas de 2-3 pés do sábado na Praia do Guincho, Wiggolly ganhou os dois duelos brasileiros que disputou no último dia. Foi assim que ele superou Italo Ferreira por uma pequena diferença de 12,66 a 12,33 pontos, mas faltou uma segunda nota mais consistente contra o outro potiguar que enfrentou nas semifinais e foi derrotado por Jadson André por 15,10 a 11,70.

“É a melhor sensação do mundo saber que eu já estou qualificado para o WCT do ano que vem”, disse Wiggolly Dantas. “Fiquei um pouco triste por perder na semifinal, mas é muito bom saber que já estou finalmente classificado depois de longos 5 anos de tentativa. O engraçado é que todos no Brasil achavam que eu não surfava bem de frontside. Eu treinei pra melhorar essa deficiência durante 3 anos sem parar, mostrei a todos em Saquarema que eu poderia surfar bem em esquerdas também e aqui consegui outro grande resultado, então estou muito feliz por estar colhendo agora os frutos de toda minha dedicação ao longo destes anos”.

BRASIL X AUSTRÁLIA – Enquanto os brasileiros se degladiaram na chave de cima do Cascais Billabong Pro, na de baixo foram os australianos que se enfrentaram e Stuart Kennedy surpreendeu o favorito Julian Wilson para fazer o confronto final entre Brasil e Austrália contra Jadson André. Ele já havia derrotado outros dois tops da elite mundial no seu caminho até a decisão do título, o havaiano Fredrick Patacchia e o francês Jeremy Flores. Só na última bateria, Kennedy não conseguiu achar boas ondas para repetir suas atuações e terminou em segundo lugar. Mas, com os 5.200 pontos do vice-campeonato, saltou da septuagésima para a 22.a posição no ranking do ASP Qualification Series, que está classificando até o 13.o colocado para o WCT do ano que vem.

Mais uma festa brasileira  nos pódios de Portugal (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Mais uma festa brasileira nos pódios de Portugal (Foto: Laurent Masurel / ASP)

“Foi ótimo derrubar grandes nomes do surfe mundial e espero conseguir um patrocinador depois deste resultado, para continuar correndo o circuito”, disse Stuart Kennedy. “Eu ganhei uma etapa do ASP 6-Star alguns anos atrás, mas há muito tempo que eu não fazia um pódio, então estou feliz pelo resultado, mesmo não conseguindo a vitória, que era o que eu mais desejava. Infelizmente, não irei disputar as provas do Brasil e vou ter que deixar tudo para o Havaí. Mas, não estou colocando nenhuma pressão sobre mim mesmo para conseguir a classificação para o WCT”.

PERNA BRASILEIRA – O Cascais Billabong Pro foi a última etapa do ASP Prime antes da estreia do Guaraná Antarctica apresenta O´Neill SP Prime, que vai fechar a nova “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America com três provas seguidas entre os dias 18 de outubro e 09 de novembro. A primeira é o ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro nos dias 18 a 25 de outubro na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Da Ilha da Magia, o destino é a Costa do Cacau no sul da Bahia, onde pelo segundo ano consecutivo a Dendê Produções realiza o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival nos dias 27 de outubro a 1.o de novembro na Praia da Tiririca, em Itacaré. Depois, tem o O´Neill SP Prime de 03 a 09 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ASP PRIME CASCAIS BILLABONG PRO:

Bicampeão: Jadson André (BRA) por 15,76 pontos (notas 8.33+7.43) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Stuart Kennedy (AUS com 10,13 pontos (5.70+4.43) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 11.000 e 4.225 pontos:

1.a: Jadson André (BRA) 15.10 x 11.70 Wiggolly Dantas (BRA)

2.a: Stuart Kennedy (AUS) 16.17 x 12.34 Julian Wilson (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 7.000 e 3.320 pontos:

1.a: Wiggolly Dantas (BRA) 12.66 x 12.33 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Jadson André (BRA) 16.77 x 12.54 Jordy Smith (AFR)

3.a: Stuart Kennedy (AUS) 16.03 x 12.00 Jeremy Flores (FRA)

4.a: Julian Wilson (AUS) 13.73 x 11.40 Michel Bourez (TAH)

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – RANKING DAS 24 ETAPAS DE 2014:

1.o: Jadson André (BRA) – 16.240 pontos e dispensa vaga por ser top-22 do WCT

2.o: Matt Banting (AUS) – 14.020

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.625

4.o: Filipe Toledo (BRA) – 13.330 e dispensa vaga por ser top-22 do WCT

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089 e dispensa vaga por ser top-22 do WCT

6.o: Adam Melling (AUS) – 11.410

7.o: Keanu Asing (HAV) – 10.220

8.o: Jessé Mendes (BRA) – 10.120

9.o: Tomas Hermes (BRA) – 10.020

10: Charles Martin (GLP) – 9.325

11: Willian Cardoso (BRA) – 9.285

12: Italo Ferreira (BRA) – 9.274

13: Brett Simpson (EUA) – 9.245

sexta 10 de outubro 2014
DOIS POTIGUARES E UM PAULISTA ENTRE OS
08 MELHORES DO PRIME EM PORTUGAL.


Três brasileiros estão nas quartas de final que vão abrir o sábado decisivo do ASP Prime Cascais Billabong Pro em Portugal, os potiguares Jadson André e Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas. Isto porque no domingo começa o prazo da penúltima etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Peniche, com Gabriel Medina podendo conquistar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial no Moche Rip Curl Pro. Embalado pelo vice-campeonato no WCT da França, Jadson André segue firme na busca pelo bicampeonato em Cascais e vai enfrentar o mesmo sul-africano Jordy Smith que ele derrotou nas semifinais do domingo passado em Hossegor. O duelo é logo depois de Wiggolly Dantas e Italo Ferreira abrirem o sábado disputando a primeira vaga para as semifinais em Portugal.

Italo Ferreira usou os aéreos para derrotar dois tops do WCT (Foto:  Laurent Masurel / ASP Europe)

Italo Ferreira usou os aéreos para derrotar dois tops do WCT (Foto: Laurent Masurel / ASP Europe)

Os três venceram as primeiras baterias das oitavas de final que fecharam a sexta-feira de ondas de 3-5 pés na Praia do Guincho. O paulista Wiggolly Dantas ganhou a primeira vaga tirando o último português do Cascais Billabong Pro, José Ferreira. As condições estavam boas para voar e o espaço aéreo na área do evento teve que ser fechado para os competidores, com os potiguares acertando as manobras para vencer os dois confrontos seguintes.

O jovem surfista de Baía Formosa, Italo Ferreira, enfrentou dois tops do WCT no mesmo dia, passando pelo duelo verde-amarelo da repescagem com Adriano de Souza e depois pelo australiano Adam Melling na segunda oitava de final. Contra Mineirinho, a disputa foi mais acirrada e Italo só surfou duas ondas para vencer por 15,70 a 14,33 pontos. E com a vitória sobre Adam Melling, por 12,57 a 9,83, o potiguar já garantiu sua entrada na zona de classificação para a elite dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. Italo é o quinto brasileiro na lista dos dez indicados pelo ranking do ASP Qualification Series.

O natalense Jadson André também estava no G-10 até o vice-campeonato no WCT da França que o levou da 29.a para a vigésima posição no ranking, entre os top-22 que são mantidos na elite para a próxima temporada. Ele e o paulista Wiggolly Dantas são os únicos que podem tirar a liderança no ranking do QS do australiano Matt Banting em Portugal. Ambos conseguem isso com a classificação para a grande final neste sábado, então o novo número 1 pode ser decidido em uma possível semifinal entre eles, caso vençam as primeiras baterias das quartas de final que vão abrir o último dia do ASP Prime de Cascais.

DOMINIO BRASILEIRO – Os brasileiros vêm se destacando nestas etapas mais importantes da disputa por vagas para o WCT, únicas que valem 6.500 pontos para o campeão. Eles venceram três das quatro provas com status “Prime” realizadas até o Cascais Billabong Pro. Esse domínio verde-amarelo é refletido no ranking, com metade das vagas no G-10 do ASP Qualification Series sendo ocupadas por brasileiros, pelos paulistas Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso e agora o potiguar Italo Ferreira com a classificação para as quartas de final em Portugal.

A primeira batalha por 6.500 pontos aconteceu no Quiksilver Saquarema Prime apresentado pela Powerade na Praia de Itaúna, que foi vencido pelo próprio Wiggolly Dantas. O segundo foi o Mr. Price Pro Ballito na África do Sul, que terminou com o veterano norte-americano Tim Reyes festejando o título. Já na Califórnia, Filipe Toledo foi o campeão do tradicional US Open of Surfing em uma decisão verde-amarela contra o catarinense Willian Cardoso no maior palco do esporte nos Estados Unidos, Huntington Beach. E o também paulista Jessé Mendes manteve a hegemonia brasileira de vitórias na outra etapa do ASP World Prime em Portugal, o SATA Azores Pro na Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores. Agora, são três tentando o bicampeonato do Brasil em Cascais, especialmente Jadson André que defende o título conquistado no ano passado.


DOMINGO 05 DE OUTUBRO 2014

JOHN JOHN VENCE E O POTIGUAR JADSON ANDRÉ É VICE NO WCT FRANÇA PRO.

O potiguar Jadson André colocou o Brasil no pódio do Quiksilver Pro France, repetindo o vice-campeonato de Gabriel Medina no ano passado em Hossegor. Ele só não conseguiu bater o havaiano John John Florence, que reinou nos tubos de 8-10 pés do domingo de praia lotada em Le Gardian. Com a vitória, o havaiano garantiu chances matemáticas de brigar pelo título mundial nas duas últimas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014. Mas, Gabriel Medina pode confirmar o primeiro troféu de melhor do mundo para o Brasil já no Moche Rip Curl Pro Portugal, nos dias 12 a 23 de outubro em Peniche, antes mesmo do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro no Havaí.

Jadson André conseguindo ótimo resultado na França (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Jadson André conseguindo ótimo resultado na França (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Para não depender dos resultados dos seus seis concorrentes, Medina será consagrado como campeão mundial de 2014 se vencer a etapa portuguesa em Supertubos. Mas, ele pode ir derrubando adversários a cada bateria que passar em Portugal e até mesmo se terminar em último ou em 13.o lugar, ficando com os mesmos 56.550 pontos que ele sai da França. Isto desde que Kelly Slater também não passe da terceira fase, que Mick Fanning não chegue nas quartas de final, que Joel Parkinson e John John Florence não sejam finalistas e que Taj Burrow e Michel Bourez não vençam o Rip Curl Pro em Peniche.

Se Medina passar para a quarta fase, já acaba com as chances do australiano Taj Burrow e do taitiano Michel Bourez e força Slater a conseguir no mínimo um terceiro lugar em Portugal, Mick Fanning ser finalista e Parko e Florence terem que vencer as duas últimas etapas. Avançando para as quartas de final, o brasileiro atinge 60.000 pontos no ranking e apenas mais dois surfistas continuarão na briga do título mundial, com Slater passando a precisar de um segundo e um primeiro lugar em Portugal e no Havaí e Fanning a ganhar as duas etapas.

Caso Gabriel Medina chegue nas semifinais, só não será campeão mundial se Slater ou Fanning vencerem o Rip Curl Pro e também o Billabong Pipe Masters. Se ainda passar para a grande final e terminar em segundo lugar em Portugal, também vai comemorar o título antecipado se a bateria final não for contra Kelly Slater, que continuaria necessitando de duas vitórias para superar os 62.800 pontos que Medina atingiria com o vice-campeonato na próxima etapa.

Foto de Kirstin Scholtz / ASP

Foto de Kirstin Scholtz / ASP

Slater poderia ter diminuído a diferença de 6.500 pontos para o brasileiro se conseguisse avançar mais fases na França, no entanto foi derrotado por Jordy Smith no segundo confronto do domingo decisivo do Quiksilver Pro. Com isso, terminou na mesma quinta colocação do líder Gabriel Medina, que foi barrado no último duelo do sábado pelo australiano Josh Kerr. Jordy Smith precisava da vitória em Hossegor para ter chances matemáticas de brigar pelo título mundial, mas o brasileiro Jadson André achou ótimos tubos para derrotar o sul-africano na disputa pela segunda vaga na grande final.

BRASIL NO PÓDIO – O potiguar já havia surfado bons tubos no duelo verde-amarelo com o paulista Miguel Pupo que abriu o domingo em Le Gardian. Porém, não conseguiu achar boas ondas na bateria decisiva contra John John Florence, com o havaiano provando mais uma vez ser um dos melhores “tuberiders” (especialista em tubos) do mundo. Ele não deu qualquer chance para o australiano Josh Kerr nas semifinais e nem para Jadson André, que mesmo assim festejou o vice-campeonato que o levou da 29.a para a vigésima posição no ranking, agora entre os top-22 que são mantidos na elite do ASP World Tour para o ano que vem.

“Fazia muito tempo que eu estava atrás de um bom resultado no WCT e estou muito feliz por ter conseguido isso aqui na França”, disse Jadson André, que não fazia uma final na divisão de elite desde a sua vitória no Billabong Santa Catarina Pro 2010 contra Kelly Slater em Imbituba (SC). “Eu sentia que estava surfando forte durante todo o ano, mas as coisas não estavam saindo como eu desejava e os resultados não apareciam. Então estou muito feliz por ter feito a final aqui e espero que este vice-campeonato me dê ainda mais confiança para o restante da temporada”.

John John Florence reinando nos tubos de Hossegor (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

John John Florence reinando nos tubos de Hossegor (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Enquanto Jadson brigava na parte de baixo da tabela de classificação, John John Florence precisava ser finalista no Quiksilver Pro France para ter chances de brigar pelo título mundial e atingiu o seu objetivo da melhor forma possível, no alto do pódio em Hossegor. O havaiano engrenou uma série de ótimos resultados nos três últimos eventos do Samsung Galaxy ASP World Tour, ficando em terceiro lugar no Billabong Pro Tahiti, segundo no Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos e agora consegue a sua segunda vitória na carreira. A única havia sido na etapa brasileira do WCT em 2012, o Billabong Rio Pro também nos tubos do Postinho da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

“Foi um longo evento, competimos em todo tipo de condição aqui na França e estou feliz por conseguir a vitória nos tubos que rolaram nestes dois últimos dias”, disse John John Florence, que subiu da oitava para a quinta posição no ranking com os 10.000 pontos da vitória na França. “O mar estava muito mexido hoje (domingo) e o Jadson (André) é sempre um adversário difícil, principalmente depois de vencer muito bem o Jordy (Smith) na semifinal”.

O havaiano também comentou sobre a possibilidade de brigar pelo título mundial em Portugal e no Havaí. “Eu conversei com várias pessoas sobre isso e todos me disseram que a campanha do título, na verdade, começa no ano anterior. Então estou esperando conseguir mais alguns bons resultados neste final de temporada para realmente fazer uma corrida pelo título de 2015. Sei que a vitória de hoje me coloca na briga, mas o Gabriel (Medina) está tão à frente que teriam que acontecer algumas coisas muito estranhas para ele não ser o campeão deste ano”.

Até Kelly Slater, surfista que tem mais chances de impedir um primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial, mostrou um certo desânimo após a derrota nas quartas de final para o sul-africano Jordy Smith. “Ficou mais difícil, ainda mais que eu não consegui nenhuma vitória esse ano, as coisas simplesmente não estão acontecendo para mim. Hoje (domingo) foi mais uma oportunidade perdida, mas ainda estou na briga do título, então vamos ver o que vai acontecer em Portugal”.

FINAL DO QUIKSILVER PRO FRANCE:

Campeão: John John Florence (HAV) por 16,00 pontos (8.83+7.17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jadson André (BRA) com 4,57 pontos (2.57+2.00) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 20.000 e 6.500 pontos:

1.a: John John Florence (HAV) 15.50 x 8.60 Josh Kerr (AUS)

2.a: Jadson André (BRA) 16.67 x 8.84 Jordy Smith (AFR)
 

TOP-22 DO RANKING DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR 2014 – 9 etapas:

1.o: Gabriel Medina (BRA) – 56.550 pontos

2.o: Kelly Slater (EUA) – 50.050

3.o: Mick Fanning (AUS) – 43.600

4.o: Joel Parkinson (AUS) – 43.100

5.o: John John Florence (HAV) – 41.950

6.o: Taj Burrow (AUS) – 41.700

7.o: Michel Bourez (TAH) – 40.250

8.o: Adriano de Souza (BRA) – 37.550

9.o: Jordy Smith (AFR) – 35.400

10: Kolohe Andino (EUA) – 34.650

11: Josh Kerr (AUS) – 31.000

12: Owen Wright (AUS) – 30.650

13: Nat Young (EUA) – 29.900

14: Bede Durbidge (AUS) – 23.700

15: Miguel Pupo (BRA) – 23.400

16: Adrian Buchan (AUS) – 22.700

17: Julian Wilson (AUS) – 19.250

18: Filipe Toledo (BRA) – 18.750

18: Fredrick Patacchia (HAV) – 18.750

20: Jadson André (BRA) – 18.250

21: C. J. Hobgood (EUA) – 17.700

22: Sebastian Zietz (HAV) – 16.700

——-outros brasileiros:

29: Alejo Muniz (BRA) – 11.700 pontos

35: Raoni Monteiro (BRA) – 4.500

 

 


SÁBADO 04 DE OUTUBRO 2014
MEDINA PERDE, JADSON VOLTA DA REPESCAGEM E
JOHN JOHN BRILHA COM TUBO 10.


O australiano Josh Kerr barrou o líder do ranking, Gabriel Medina, na última bateria disputada no sábado de mar difícil, com séries pesadas de 8-10 pés, em Le Gardian, Hossegor, na França. O brasileiro segue na frente da corrida pelo título mundial, mas com a sua derrota nas quartas de final ficaram cinco concorrentes com chances de supera-lo nas duas últimas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Portugal e no Havaí, Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson, Taj Burrow e Michel Bourez. Este número ainda pode subir para sete se o havaiano John John Florence passar para a final e o sul-africano Jordy Smith vencer o Quiksilver Pro France. Uma bateria brasileira vai abrir o último dia, com Miguel Pupo e Jadson André disputando a terceira vaga para as semifinais em Hossegor.

John John Florence brilhou nos tubos de Le Gardian (Foto: Poullenot / ASP)

John John Florence brilhou nos tubos de Le Gardian (Foto: Poullenot / ASP)

O sábado começou com John John Florence dando um verdadeiro espetáculo nos tubos de Le Gardian. No melhor deles, ele arrancou a primeira nota 10 do campeonato para liquidar o defensor do título da etapa francesa, Mick Fanning, com incríveis 19,90 pontos de 20 possíveis. Depois o havaiano enfrentou o norte-americano Kolohe Andino e também achou um tubaço sensacional para conquistar a primeira vaga nas semifinais por 16,00 a 9,17 pontos. Com a derrota, Andino saiu da briga pelo título mundial e John John precisa passar para a final para ter chances matemáticas de superar os 56.550 pontos que Gabriel Medina ficou no ranking após sua eliminação nas quartas de final.

“As condições surpreenderam hoje (sábado), mas estava difícil de se posicionar porque as ondas entravam em todo lugar lá fora”, disse John John Florence. “Eu tive a sorte de conseguir um bom ritmo com as séries na minha primeira bateria contra o Mick (Fanning) e peguei um tubo melhor do que o outro. Tem altas ondas, mas nas quartas de final contra o Kolohe (Andino) foi mais difícil de encontrar as ondas boas, pois já dava pra sentir a mudança das condições do mar com a entrada do vento onshore”.

Realmente as condições se deterioraram rapidamente logo na bateria de Gabriel Medina contra Josh Kerr. O australiano começou bem com nota 7,00 e não deu nada certo para o brasileiro. Até a quilha da sua prancha quebrou e ele perdeu bastante tempo para trocar o equipamento, enquanto Josh Kerr conseguia ampliar a vantagem com uma nota regular, 5,83. Medina ficou precisando de 8,10 pontos e quando faltavam menos de 5 minutos para o término da bateria, tentou a virada com um aéreo na finalização de uma direita, mas não completou a manobra. Depois não entrou mais nada de ondas e a vitória do australiano foi confirmada por 12,83 a 8,90 pontos.

Kelly Slater no tubo que valeu a vitória sobre Taj Burrow (Foto: Poullenot / ASP)

Kelly Slater no tubo que valeu a vitória sobre Taj Burrow (Foto: Poullenot / ASP)

O mar ficou tão ruim com a entrada do vento que a comissão técnica decidiu paralisar a competição, com o duelo brasileiro entre Miguel Pupo e Jadson André na terceira quarta de final ficando para abrir o último dia do Quiksilver Pro France. Com a derrota de Gabriel Medina em quinto lugar na França, cinco surfistas seguem com chances matemáticas de impedir o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial. O principal concorrente é Kelly Slater, que despachou o australiano Taj Burrow na repescagem e vai disputar a última vaga para as semifinais com Jordy Smith. E o sul-africano precisa vencer o campeonato para também entrar na lista dos candidatos ao título mundial.

“Com o Gabriel (Medina) caindo nas quartas de final, eu tenho a oportunidade de diminuir a sua vantagem na liderança aqui na França”, disse Kelly Slater.“Depende de mim agora continuar avançando para ficar mais difícil dele conquistar o título em Portugal e para tentar levar a decisão para Pipeline (no Havaí). Temos mais dois dias para realmente escolher as melhores condições de ondas para fazer as cinco últimas baterias do campeonato e eu espero realmente que ele termine em boas ondas”.

TÍTULO MUNDIAL – Apesar do quinto lugar no Quiksilver Pro France, Gabriel Medina ainda possui uma boa vantagem sobre os seus outros concorrentes. Já calculando os descartes dos dois piores resultados no ranking, se perder nas quartas, Slater vai precisar de 12.250 pontos para superar os 56.550 que Medina sai da França. E essa diferença pode cair para 7.450 pontos com uma vitória de Kelly em Hossegor. Já para os outros adversários, a batalha pelo título é bem mais difícil, com a maioria necessitando de vitórias tanto em Portugal como no Havaí.

Como Mick Fanning ficou em nono lugar na França, ele terá que somar 15.200 pontos para igualar os 56.550 de Medina. Ou seja, o australiano teria que ficar no mínimo em quinto lugar em Portugal e vencer em Pipeline, desde que o brasileiro não passe da terceira fase no Moche Rip Curl Pro em Peniche. Para Joel Parkinson conseguir isso, já precisa de um segundo e um primeiro lugar, enquanto Taj Burrow e Michel Bourez necessitam de duas vitórias. Esta também é a única possibilidade para John John Florence e Jordy Smith, caso o havaiano seja finalista na França e o sul-africano vença o campeonato.

Jadson André ganhando o duelo brasileiro com Filipe Toledo (Foto: Poullenot / ASP)

Jadson André ganhando o duelo brasileiro com Filipe Toledo (Foto: Poullenot / ASP)

DUELOS BRASILEIROS – Depois do verdadeiro espetáculo de John John Florence abrindo o sábado contra Mick Fanning, o mar parou de bombar os tubos nos confrontos seguintes. Ainda pela repescagem, Josh Kerr ganhou a bateria australiana com Matt Wilkinson por apenas 7,34 a 6,93 pontos. E o potiguar Jadson André venceu o duelo brasileiro com o paulista Filipe Toledo por 9,23 a 5,33 pontos, ou seja, faltaram ondas para eles mostrarem tudo o que sabem.

Já no confronto direto pelo título mundial que fechou a repescagem, os tubos reapareceram principalmente para Kelly Slater, que totalizou 15,24 pontos na vitória sobre o australiano Taj Burrow. As quartas de final foram iniciadas em seguida e novamente John John Florence parecia iluminado no sábado. Ele surfou outro tubaço nota 9,0 para conquistar a primeira vaga nas semifinais por 16,00 a 9,17 pontos sobre Kolohe Andino. Depois, o mar voltou a ficar com séries muito espaçadas e o vento entrou bem na vez de Gabriel Medina competir. Sem muitas opções, o brasileiro acabou eliminado por 12,83 a 8,90 pelo australiano Josh Kerr.

As condições do mar ficaram tão críticas que a competição foi suspensa e o duelo brasileiro entre Miguel Pupo e Jadson André pela terceira vaga nas semifinais ficou para as 7h30 do domingo na França, 2h30 da madrugada pelo fuso de Brasília. O Quiksilver Pro France está sendo transmitido ao vivo pelo www.aspworldtour.com e notícias com mais detalhes da participação brasileira no Samsung Galaxy ASP World Championship Tour podem ser acessadas no www.aspsouthamerica.com.


SEXTA FEIRA  03 DE OUTUBRO 2014
MAIS UM DAY OFF NO WCT FRANÇA PRO


O potiguar Jadson Andre detonando na bateria contra Parko. Foto: 
Poullenot / ASP

DAY OFF - A sexta-feira amanheceu com mar storm em Hossegor, com ondas de 8-10 pés
muito mexidas e as fases decisivas do Quiksilver Pro France foram adiadas para as 7h30 do
sábado, 2h30 da madrugada pelo fuso de Brasília. O resultado na França vai definir quem
continuará brigando pelo título mundial com Gabriel Medina nas últimas etapas em Portugal e Havaí:


QUINTA FEIRA 02 DE OUTUBRO 2014.
GABRIEL MEDINA MANTÉM A LIDERANÇA DO MUNDIAL.

Com a classificação para a quarta fase, Gabriel Medina não perde mais a liderança do
ranking no Quiksilver Pro France e mais três surfistas saíram da briga pelo título mundial
com os resultados da quinta-feira em Hossegor,
Adriano de Souza, Owen Wright e
Josh Kerr. Mesmo que eles vençam as duas últimas etapas, não conseguem mais
ultrapassar os 55.350 pontos que Medina já garantiu no ranking na França.

DOMINGO 28 DE SETEMBRO 2014

FELIPE TOLEDO VOLTA DA REPESCAGEM E TYLER VENCE

Com boas ondas de 4-6 pés no domingo de praia lotada, Les Gardians foi o palco da etapa francesa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour pelo terceiro dia consecutivo em Hossegor. Foram realizadas as três baterias que restavam para fechar a repescagem do Quiksilver Pro France e Filipe Toledo despachou o australiano Adam Melling para fazer mais um duelo brasileiro com o também paulista Adriano de Souza nesse ano. Ainda rolaram os quatro primeiros confrontos da terceira fase entre as baterias do Roxy Pro France, que foi encerrado no domingo com vitória da australiana Tyler Wright na final contra a norte-americana Courtney Conlogue.

Tyler Wright e Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Tyler Wright e Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Com este resultado, a disputa do título feminino ficou ainda mais embolada entre as quatro primeiras colocadas no ranking. Cada uma delas agora tem duas vitórias nas oito etapas do Samsung Galaxy ASP Women´s World Tour completadas na França. Tyler Wright começou o domingo vingando a derrota sofrida na final do Roxy Pro do ano passado para a também australiana Sally Fitzgibbons, que se mantém na frente. Depois passou pela francesa Johanne Defay nas semifinais e não deu qualquer chance para a norte-americana Courtney Conlogue. A australiana fez uma apresentação impecável, conseguindo quatro notas acima dos 9 pontos. Nas duas ondas computadas no resultado, atingiu 19,20 pontos somando 9,70 com 9,50 para pular do quarto para o segundo lugar no ranking e entrar de vez na briga do título mundial.

“As condições do mar estão muito boas e eu consegui imprimir um ritmo forte na bateria desde o início”,falou Tyler Wright, que agora totaliza 56.200 pontos no ranking, contra 57.900 da líder Sally Fitzgibbons, 55.950 da terceira colocada, Stephanie Gilmore, e 54.700 da quarta, Carissa Moore. “Eu acho que minhas quatro primeiras ondas foram todas acima dos 9 pontos, então eu realmente procurei apenas me divertir e surfar o meu melhor possível. Eu sempre tenho conseguido bons resultados aqui na França ao longo dos anos e estou muito feliz por colocar meu nome mais uma vez no troféu das campeãs deste evento”.

Enquanto o prazo do Quiksilver Pro France prossegue até o dia 6 de outubro em Hossegor, as meninas já partem para Portugal porque no dia 1.o, quarta-feira, começa a penúltima etapa do WCT feminino, o Cascais Women´s Pro que vai até 7 de outubro na Praia do Guincho, em Cascais, Estoril. Diferente do masculino que pode definir o título mundial já em Portugal, a disputa está tão acirrada entre as meninas que a campeã só será conhecida na etapa final que voltará a ser disputada no Havaí, no Maui Women´s Pro em Honolua Bay, de 24 de novembro a 6 dezembro na ilha de Maui.

CINCO BRASILEIROS – Agora o restante do prazo na França é só para o Quiksilver Pro. No domingo foram realizadas sete baterias, as três que restavam para fechar a repescagem e as quatro primeiras da terceira fase. O paulista Filipe Toledo foi o único brasileiro que competiu e ganhou um duelo muito disputado contra o australiano Adam Melling, encerrado em 16,00 a 15,77 pontos. O mais jovem integrante da elite mundial, 19 anos, agora volta a encarar Adriano de Souza na terceira fase pela terceira vez este ano. Bem mais experiente, Mineirinho derrotou Filipinho em Bells Beach e também na etapa passada, em Trestles, nos Estados Unidos.

Filipe Toledo usou os aéreos para despachar Adam Melling (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Filipe Toledo usou os aéreos para despachar Adam Melling (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Os dois se enfrentarão na nona bateria, logo após o confronto do também paulista Miguel Pupo com o australiano Owen Wright. Mas, o primeiro a entrar no mar no próximo dia de boas ondas em Hossegor é o líder do ranking, Gabriel Medina, na sexta bateria com o francês Jeremy Flores. E o quinto brasileiro que ainda está vivo na disputa do título do Quiksilver Pro France é o potiguar Jadson André, que vai fechar a terceira fase contra o australiano Joel Parkinson.

CORRIDA DO TÍTULO – O domingo foi o segundo dia de Gabriel Medina como um mero espectador na França. Depois de estrear com vitória em Les Gardians na sexta-feira e passar direto para a terceira fase, o fenômeno de Maresias, praia de São Sebastião onde ele mora, só tem assistido seus adversários competirem. Dos quatorze que chegaram no Quiksilver Pro France com chances matemáticas de título mundial, dois já saíram da briga, o norte-americano Nat Young e o australiano Bede Durbidge, que não passaram nenhuma bateria em Hossegor.

No domingo, se apresentaram quatro concorrentes mais diretos do brasileiro nas baterias que abriram a terceira fase e um deles foi barrado, o número 5 do ranking, Michel Bourez, que acabou eliminado pelo australiano Matt Wilkinson na penúltima bateria do dia. O taitiano agora fica na torcida para que Gabriel Medina não chegue na grande final, pois se isso acontecer ele também não terá mais chances de superar o brasileiro, mesmo que vença as duas últimas etapas da temporada, em Portugal e no Havaí.

SÁBADO 27 DE SETEMBRO 2014
ATÉ O BONECO TEM MEDO DE 
ENTRAR NO MAR EM RECIFE.


Nessa quinta feira depois de 20 anos fui observar uma atividade do CEMIT,
Comitê de monitoramento de ataques de tubarão. 20 anos depois? Sim,
porque assim que começaram os ataques, mortes e proibição do Surf em
Recife me lembro de ter participado de apenas uma reunião com especialistas,
professores e surfistas ávidos por entender e buscar soluções para os graves
acontecimentos que estavam por destruir várias gerações do es
porte no estado.
Nesses 22 anos de proibição passamos por momentos terríveis, vimos fabricas
de pranchas fecharem, lojas esportivas falirem, veículos especializados se
apagarem e apenas a constatação de que nada ira mudar, pois na verdade
os ataques em Pernambuco são diferentes de outros lugares no mundo e a
conclusão que chegamos é que não existe solução nem especialistas para
lidar com peixes mutantes que comem carne humana. Tudo isso aliado a uma
destruição ambiental causada por fatores industriais e educacionais que levam
a população a não se preocupar com seu bem mais precioso que é o MAR.
Nessa quinta fui conhecer o boneco inglês “JOHN” que foi adquirido pelo
projeto PRO TUBA e em parceria com a UFPE e o CEMIT será lançado ao
mar para ser analisado como um corpo em afogamento se comporta nas
correntes marinhas do nosso litoral. Estive pela manhã logo no inicio da
experiência e como a maré estava muito seca o boneco não conseguiu ser
arrastado pelas chamadas “correntes de retorno”, que segundo uma fonte
do Corpo dos Bombeiros, são elas as responsáveis por puxar os mais
desavisados para o fundo do mar.
Conversando com os pesquisadores eles disseram que iriam ficar na praia
esperando a maré encher para ampliar a observação, porém quando
retornei por volta das 15h à experiência já havia findado e em conversa
com um oficial dos Bombeiros ele me falou que o “JOHN” não havia se
mostrado muito eficiente uma vez que ele boia e um corpo afogado fica
submerso sofrendo todo tipo de correnteza quando esta no fundo do oceano.
Essa foi à primeira experiência com o boneco que ainda vai ser colocado em
áreas de mar profundo e junto com outros 05 bonecos vão ser analisados,
mordidos, e observados que distância vai percorrer e aonde vai parar.
Infelizmente nada disso vai trazer o Surf de volta ao Recife uma vez que
a solução para isso se perdeu nesses anos de experiências.
SALVEM O BONECO JOHN ELE JÁ NASCEU MORTO.


sexta feira 26 de setembro 2014
MEDINA, PUPO E MINEIRINHO AVANÇAM AO
ROUND 03 NA FRANÇA


A praia Le Gardian foi o palco da primeira apresentação dos melhores surfistas do mundo no Quiksilver Pro France, iniciado na sexta-feira em Hossegor. Três brasileiros estrearam com vitórias nas boas ondas de 3-4 pés que formavam rampas perfeitas para os aéreos. Foi assim que Gabriel Medina derrotou português Tiago Pires e o norte-americano Dane Reynolds, logo após Kelly Slater ser mandado para a repescagem pelo australiano Matt Wilkinson. Do Brasil, Adriano de Souza e Miguel Pupo também avançaram direto para a terceira fase da nona das onze etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014. O prazo começou na quinta-feira, mas no primeiro dia só as meninas competiram em três rodadas completas do Roxy Pro France em Hossegor.

Gabriel Medina voando na estreia vitoriosa na França (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina voando na estreia vitoriosa na França (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina enfrentou o sempre perigoso convidado da Quiksilver na etapa francesa, Dane Reynolds, além do português Tiago Pires, no sexto confronto do dia. O também paulista Filipe Toledo já havia sido mandado para a repescagem pelo francês Jeremy Flores na terceira bateria e o carioca Raoni Monteiro pelo australiano Joel Parkinson na quarta. Na seguinte, Matt Wilkinson acabou derrotando por pouco – 14,67 x 14,50 – Kelly Slater, que vai ter que encarar Dane Reynolds na abertura da repescagem. Isto porque Gabriel Medina acertou os aéreos para superar o norte-americano por 15,70 a 14,76 pontos, com Tiago Pires ficando em último com 13,43 em uma das baterias mais disputadas do dia.

“Foi realmente uma bateria muito difícil”, disse Gabriel Medina. “Enfrentar o Dane (Reynolds) é sempre assustador, um grande surfista, e o Tiago (Pires) tem muita experiência nessas ondas aqui de Hossegor. Mas, estou me sentindo bem, confiante, minhas pranchas estão boas e eu gosto de competir nestas ondas. Eu tenho muitas recordações especiais daqui da França e isso me motiva. Foi aqui que eu ganhei o King of the Groms e onde venci meu primeiro evento do WCT também. E eu espero poder fazer mais memórias assim para mim de novo aqui”.

Com a passagem direta para a terceira fase do Quiksilver Pro France, Gabriel Medina já diminuiu um concorrente na contagem regressiva para o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial, Bede Durbidge. Mesmo que vença a etapa da França e também as outras duas que vão fechar a temporada 2014 em Portugal e no Havaí, o australiano não consegue mais ultrapassar os 53.100 pontos que Medina já garantiu no ranking com um 13.o lugar em Hossegor. O brasileiro vai eliminando adversários a cada bateria vencida na França, mas ainda restam doze surfistas com chances matemáticas e as principais ameaças já têm títulos mundiais no currículo, Kelly Slater, Mick Fanning e Joel Parkinson, além do taitiano Michel Bourez.

24 de setembro 2014
SERÁ QUE SLATER CONSEGUE SUPERAR
SEU MELHOR ALUNO, GABRIEL MEDINA ?



Nunca mais, talvez, quem sabe...faltando apenas 03 etapas para finalizar pela última vez um circuito
com a marca ASP, porque à partir de 2015 vai ser a World Surf League (WSL), vamos ter a resposta
para essa pergunta que esta movimentando o mundo do Surf nos quatro cantos do planeta. Depois
de declarar que quando surfa contra KS ele surfa melhor, Medina vai ter de focar muito para não
desperdiçar a chan
ge de ouro da sua carreira. Vencer seu professor, ganhar no Hawaii e conquistar
o último evento do circuito criado de surfistas para surfistas.Seria um fato espetacular, porém isso
também deve estar passando pela cabeça do KS e portanto a partir de quinta feira quando começar
o França PRO alguma coisa já sera acrescentado a essa disputa, lembrando que para os dois o
evento segue como pontos corridos uma vez que o descarte dos dois é um décimo terceiro lugar,
e um quinto. Na foto do WCT RIO 14 ele entra na área da geral disfarçado de toalha.
Cuidado com o PARKO.



19 de setembro 2014
JORDY E GILMORE VENCEM NA CALIFÓRNIA.

O sul-africano Jordy Smith, 26 anos, e a australiana Stephanie Gilmore, 26, festejaram os títulos da etapa norte-americana do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour nas ótimas ondas de 5-7 pés da quinta-feira em Lower Trestles, San Clemente, na Califórnia. A pentacampeã mundial tirou até nota 10 na final do Swatch Women´s Pro para totalizar 19,50 pontos contra a nova líder do ranking, Sally Fitzgibbons, 23 anos. Já o sul-africano tirou o título do Hurley Pro Trestles do havaiano John John Florence, 21, de virada na onda que surfou no último minuto da bateria. Os brasileiros não passaram das quartas de final, mas Gabriel Medina segue liderando a corrida do título mundial com uma boa vantagem sobre o vice-líder, Kelly Slater, assim como Adriano de Souza permaneceu em sétimo no ranking das oito etapas do WCT completadas nos Estados Unidos.

Jordy Smith conquistando a quarta vitória da carreira no WCT (Foto: Sean Rowland / ASP)

Jordy Smith conquistando a quarta vitória da carreira no WCT (Foto: Sean Rowland / ASP)

“Foi inacreditável essa final. Conseguir derrotar o melhor surfista do mundo no momento é um sentimento incrível”,disse Jordy Smith. “Eu comecei bem a bateria (com nota 9,33), mas depois não consegui fazer outra onda boa e o John John (Florence) é um grande adversário e estava surfando de forma incrível essas ondas aqui em Trestles. Quando foi chegando nos minutos finais, eu comecei a pensar em todos que têm me apoiado ao longo da minha carreira e isso me ajudou a pegar essa última onda. Eu estou na Lua agora. Era um sonho meu ganhar esta etapa de Trestles, especialmente depois que mudei aqui para San Clemente”.

O havaiano John John Florence era o favorito ao título do Hurley Pro pelas grandes apresentações nos dois últimos dias e liderava a bateria final com notas 8,60 e 7,27. Jordy Smith só tinha o 9,33 da sua primeira onda e estava somando um 3,03. O novo morador de San Clemente, parece ter sido abençoado com uma boa onda que surgiu para ele no último minuto. O sul-africano arriscou tudo e virou o placar para 16,50 a 15,87 pontos com a nota 7,17 que recebeu dos juízes. No caminho até a final, ele já havia eliminado o atual campeão mundial Mick Fanning e o também australiano Adrian Buchan, que barrou o líder do ranking, Gabriel Medina, nas quartas de final.

Jordy Smith faturou 100 mil dólares de prêmio pela vitória no Hurley Pro Trestles e subiu da 14.a para 11.a posição com os 10.000 pontos recebidos. O sul-africano é um dos quatorze surfistas com chances matemáticas de ainda brigar pelo título mundial nas três etapas que restam para definir o campeão da temporada 2014. O havaiano John John Florence também faz parte desta lista e ganhou quatro posições com o vice-campeonato na Califórnia, passando para a oitava colocação, logo abaixo do brasileiro Adriano de Souza, a quem derrotou nas quartas de final que abriram a quinta-feira decisiva do WCT dos Estados Unidos.

TÍTULO MUNDIAL BRASILEIRO – Na busca pelo primeiro título mundial de um brasileiro na história do circuito disputado desde 1976, Gabriel Medina, único que tem três vitórias computadas no ranking, ainda tem uma boa vantagem de 6.500 pontos sobre o segundo colocado, Kelly Slater. O maior ídolo do esporte queria a vitória em San Clemente para se aproximar ainda mais, porém foi barrado por John John Florence, que vingou a derrota sofrida também na semifinal da etapa passada nos tubos de Teahupoo, no Taiti. Assim como no Hurley Pro Trestles, só Gabriel Medina e Kelly Slater vão brigar pela ponta do ranking no Quiksilver Pro France, de 25 de setembro a 6 de outubro em Hossegor.

No ano passado, o fenômeno de Maresias, praia onde mora em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, foi vice-campeão desta etapa na final com o australiano Mick Fanning. Mas, foi também em Hossegor que Medina conquistou a sua primeira vitória no WCT, logo na segunda prova que disputou na divisão de elite em 2011. Matematicamente, o título não poderá ser definido na França, mas Medina vai eliminando concorrentes a cada bateria que passar no Quiksilver Pro. E se vencer de novo esta etapa, podem sobrar somente cinco adversários colocados entre os seis primeiros do ranking, Slater, Joel Parkinson, Mick Fanning, Michel Bourez e Taj Burrow, acabando com as chances de Adriano de Souza e dos que estão abaixo dele.

PRIMEIRO WCT FEMININO EM TRESTLES – A disputa pelo título mundial feminino também promete ser emocionante e Stephanie Gilmore entrou de vez na briga com a vitória no Swatch Women´s Pro Trestles em sua terceira final consecutiva. Nas Ilhas Fiji perdeu para a própria Sally Fitzgibbons que ela derrotou agora e no US Open of Surfing foi batida por outra australiana da nova geração, Tyler Wright. Gilmore começou bem a temporada 2014, vencendo a primeira etapa na Gold Coast. Depois a havaiana Carissa Moore ganhou duas seguidas, Sally Fitzgibbons repetiu o feito e a pentacampeã mundial chegou em Trestles em quarto lugar no ranking. Agora assumiu a vice-liderança e na França as quatro primeiras colocadas vão brigar pela dianteira na corrida do título mundial.

Stephanie Gilmore entra para a história como primeira campeã em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Stephanie Gilmore entra para a história como primeira campeã em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Na quinta-feira, Stephanie Gilmore deu um show, principalmente na final quando surfou uma onda de forma incrível, atacando cada espaço com uma boa variedade de manobras modernas para arrancar a única nota 10 do Swatch Women´s Pro. Esta é a primeira etapa do WCT feminino realizada em Trestles e Gilmore colocou o seu nome como primeira campeã da história com uma apresentação impecável, totalizando 19,50 pontos de 20 possíveis, contra 14,03 das duas primeiras ondas surfadas por Sally Fitzgibbons na bateria.

“Eu estava sentindo que eu e a Sally (Fitzgibbons) iríamos fazer a final aqui e eu só queria poder levá-la de volta para Fiji, porque eu tive um péssimo desempenho na final lá”, disse Stephanie Gilmore.“Esta vitória veio num momento decisivo para mim este ano, eu acho. Era um evento especial, o primeiro WCT feminino aqui em Trestles e competir aqui é fantástico. Estou muito feliz que venci e a corrida do título mundial ficou ainda mais embolada, mais emocionante, então já estou ansiosa para as etapas da Europa”

ÚLTIMAS ETAPAS DA ASP – Agora restam três etapas para fechar o Samsung Galaxy ASP World Championship Tour e para definir os títulos mundiais da temporada 2014. Para os homens, a próxima é o Quiksilver Pro France, de 25 de setembro a 6 de outubro em Hossegor, na França. Depois tem o Moche Rip Curl Pro Portugal nos dias 12 a 23 de outubro em Supertubos, Peniche. E o Billabong Pipe Masters encerra a história da Association of Surfing Professionals nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, na ilha de Oahu, no Havaí. A partir de 2015, a ASP muda seu nome para World Surf League (WSL).

O Samsung Galaxy ASP Women´s World Tour 2014 também terá mais três etapas para decidir o título mundial nos mesmos países do masculino, mas em datas e até algumas praias diferentes. O Hossegor Women´s Pro na França será de 23 a 29 de setembro e no dia 1.o de outubro, enquanto os homens ainda competem em Hossegor, começa o prazo do Cascais Women´s Pro em Portugal, que vai até o dia 7 na Praia do Guincho, em Cascais, Estoril. E as meninas voltam a fechar a temporada no Havaí esse ano, com o retorno do Maui Women´s Pro em Honolua Bay, de 24 de novembro a 6 de dezembro na ilha de Maui.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO HURLEY PRO TRESTLES:

Campeão: Jordy Smith (AFR) por 16,50 pontos (notas 9.33+7.17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: John John Florence (HAV) com 15,87 (8,60+7,27) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

 

FINAL DO SWATCH WOMEN´S PRO TRESTLES:

Campeã: Stephanie Gilmore (AUS) por 19.50 pontos (10,00+9,50) – US$ 15.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Sally Fitzgibbons (AUS) com 14,03 (notas 7,03+7,00) – US$ 11.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 DO RANKING DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR 2014 – 8 etapas:

Jordy Smith e Stephanie Gilmore com os troféus da vitória em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Jordy Smith e Stephanie Gilmore com os troféus da vitória em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

1.o: Gabriel Medina (BRA) – 51.350 pontos

2.o: Kelly Slater (EUA) – 44.850

3.o: Joel Parkinson (AUS) – 41.350

4.o: Mick Fanning (AUS) – 39.600

5.o: Michel Bourez (TAH) – 38.500

6.o: Taj Burrow (AUS) – 37.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 35.800

8.o: John John Florence (HAV) – 31.950

9.o: Kolohe Andino (EUA) – 29.450

10: Nat Young (EUA) – 29.400

11: Jordy Smith (AFR) – 28.900

11: Owen Wright (AUS) – 28.900

13: Josh Kerr (AUS) – 24.500

14: Bede Durbidge (AUS) – 23.200

15: Adrian Buchan (AUS) – 20.950

16: Miguel Pupo (BRA) – 18.200

17: Julian Wilson (AUS) – 17.500

18: C. J. Hobgood (EUA) – 17.200

19: Fredrick Patacchia (HAV) – 17.000

20: Sebastian Zietz (HAV) – 14.950

21: Filipe Toledo (BRA) – 14.750

22: Kai Otton (AUS) – 13.750

——-outros brasileiros:

27: Alejo Muniz (BRA) – 11.200 pontos

29: Jadson André (BRA) – 10.250

35: Raoni Monteiro (BRA) – 4.000

TOP-10 DO RANKING FEMININO DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR – 7 etapas:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 52.700 pontos

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 50.750

3.a: Carissa Moore (HAV) – 48.200

4.a: Tyler Wright (AUS) – 46.200

5.a: Malia Manuel (HAV) – 33.650

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 32.100

7.a: Bianca Buitendag (AFR) – 30.400

8.a: Laura Enever (AUS) – 28.250

9.a: Dimity Stoyle (AUS) – 26.650

10: Coco Ho (HAV) e Johanne Defay (FRA) – 25.450

 

17 de setembro 2014.
MEDINA, MINEIRINHO E MIGUEL PUPO 
AVANÇAM AO ROUND 4. GABRIEL JÁ
SE GARANTE NA LIDERANÇA DO WCT. 



O funil esta apertando no WCT em Trestles na Califórnia, numa bateria
muito dura Mineirinho marcou o mesmo placar que o Filipe Toledo e
avançou ao round 4. Agora apenas os 03 representam a bandeira verde amarela.

Além de avançar ao round 04, Gabriel Medina conseguia se manter na liderança do mundial de Surf. Mesmo se
Kelly Slater vencer a etapa não vai conseguir ultrapassar o brasileiro, pois a pontuação que ele recebeu já é
suficiente para se manter no topo.Faltando depois dessa apenas 03 etapas a adrenalina vai tomando conta do Brasil.

Foto: ASP / Rowland/ ASP Handout

14 DE SETEMBRO 2014.
ESCOLA DO PAIVA GERANDO NA ALTA.



Helio Loyo fazendo a cabeça no Nordestão.

Nesse sábado foi possível conferir como a galera que frequenta a praia do Paiva tem evoluído no Surf.
Depois de 04 anos da construção da ponte que liga Barra de Jangada (Jaboatão) as praias do Cabo
de Santo Agostinho é visível a evolução daqueles que usam a praia para praticarem o esporte.Muitas
vezes com pranchas velhas e sem flutuação eles focam na evolução e mantém a vontade de
deslizar sobre a natureza. VIVA O SURF PERNAMBUCANO.



CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DESSE SÁBADO


11 de setembro 2014
MINEIRINHO AVANÇA SÓ AO ROUND 03

Com uma grande apresentação nas ondas de 3-5 pés da quinta-feira em Lower Trestles, Adriano de Souza conquistou a única vitória brasileira na rodada de abertura do Hurley Pro Trestles em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Foi logo após os convidados da etapa norte-americana do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour, mandarem os líderes do ranking para a repescagem nas últimas ondas que surfaram nas baterias. Depois de Tanner Gudauskas derrotar Kelly Slater, o costa-ricense Carlos Muñoz também ganhou de virada do líder Gabriel Medina na disputa seguinte. Além dele, os outros cinco brasileiros da elite mundial vão ter que disputar a repescagem para chegar na terceira fase da competição, que tem prazo até o dia 20 para ser encerrada nos Estados Unidos.

Adriano de Souza estreando com vitória em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Adriano de Souza estreando com vitória em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Depois das derrotas dos únicos que brigam pela ponta do ranking no Hurley Pro Trestles, Adriano de Souza salvou a pátria fazendo os recordes do dia com as notas 8,67 e 8,10 que recebeu em duas ondas seguidas, para ganhar por 16,77 pontos do espanhol Aritz Aranburu e o havaiano Sebastian Zietz. Mineirinho ocupa a sétima colocação no ranking e precisa ser semifinalista de novo em San Clemente como em 2012, para voltar ao seleto grupo dos top-5 do mundo nesta oitava etapa do Samsung Galaxy ASP World Tour.

O primeiro passo já foi dado com a classificação direta para a terceira fase, enquanto os outros seis brasileiros vão ter que disputar uma rodada extra na Califórnia. Os recordes de Adriano de Souza só foram batidos por Owen Wright na bateria do catarinense Alejo Muniz. O australiano fez 17,43 pontos nas duas das três ondas que surfou e uma delas foi a melhor do campeonato, recebendo nota 9,43.. Como os outros brasileiros que já haviam caído para a repescagem, Alejo Muniz ficou em segundo com 13,44 e o australiano Julian Wilson em último com apenas 9,27 pontos.

Gabriel Medina chegou a liderar sua bateria até os últimos segundos, com uma boa vantagem de 7,53 pontos sobre Carlos Muñoz. Mas, o surfista da Costa Rica estava com a primeira prioridade de escolha nos minutos finais e pegou a última onda da bateria, uma boa direita que abriu a parede para ele fazer várias manobras e deixar um suspense em toda a praia. A divulgação da nota demorou um pouco, mas saiu 7,77 e a primeira vitória da Costa Rica em baterias do WCT foi muito festejada pelos que torciam por Carlos Muñoz na praia. Ele virou o placar para 13,90 a 13,70 pontos de Gabriel Medina e o australiano Adam Melling ficou em último.

Eu nem consigo acreditar que tudo isso aconteceu”, disse Carlos Muñoz. “Eu tive essa chance de representar o meu país e me preparei mentalmente para fazer o mellhor. Ouvi todo mundo gritando na praia depois da minha última onda, mas eu sabia que precisava de uma boa pontuação. Dei meu coração naquela onda e estou feliz que os juízes gostaram. Eu nem consigo acreditar que venci. Quando ouvi a nota, comecei a chorar”.

Na bateria anterior, Kelly Slater já havia perdido de virada nos últimos minutos para o outro convidado do Hurley Pro Trestles. Tanner Gudauskas também achou uma direita longa para mandar uma série de manobras potentes de backside com velocidade que valeram nota 8,5. Com ela, atingiu 14,93 pontos para superar os 14,80 de Kelly Slater, com o australiano Matt Wilkinson completando a bateria. Era apenas a segunda derrota de um cabeça de chave na quinta-feira. A primeira foi a do defensor do título do Hurley Pro, Taj Burrow, no confronto que abriu a quinta-feira em Lower Trestles.

Além de  Medina, o paulista Filipe Toledo e o potiguar Jadson André também ficaram bem perto da classificação direta para a terceira fase. Eles usaram os aéreos para arrancar as maiores notas das suas baterias, porém acabaram superados nas duas computadas. Atualmente morando na Califórnia, Filipe completou um voo incrível e a média das notas dos juízes foi 8,67, mas somou um 5,50 e o taitiano Michel Bourez venceu por 14,20 a 14,17 pontos, com 7,60 e 6,60. Jadson mandou um reverse perfeito em sua melhor onda que rendeu nota 8,40 e  o havaiano Fredrick Patacchia pegou duas boas para vencer com notas 8,00 e 7,43 no placar de 15,43 a 14,50 pontos.

BRASILEIROS NA REPESCAGEM – Os líderes do ranking agora vão abrir a repescagem do Hurley Pro. Ela já começa com um duelo brasileiro entre Gabriel Medina e Raoni Monteiro, que ainda não ganhou nenhuma bateria no WCT 2014. Se conseguir passar pelo carioca, Medina volta a enfrentar Carlos Muñoz na terceira fase e caso consiga vingar a derrota para o costa-ricense, já confirma a primeira posição no ranking até a próxima etapa, o Quiksilver Pro France. Aí nem que repita as vitórias de 2005, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012 em Trestles, Kelly Slater conseguirá tirar a lycra amarela do brasileiro de número 1 do ranking nos Estados Unidos.

Depois de Medina, o próximo brasileiro a competir na repescagem será o potiguar Jadson André na sexta bateria, contra o australiano Bede Durbidge. Na oitava, o catarinense Alejo Muniz também enfrenta um veterano da elite, C. J. Hobgood, dos Estados Unidos. Miguel Pupo está na décima com o novato Mitch Crews e Filipe Toledo na 11.a com outro australiano, Adam Melling. Esta é a primeira rodada eliminatória do Hurley Pro Trestles e quem perder fica em 25.o lugar, marca apenas 500 pontos no ranking e recebe 8.000 dólares pela participação.

O Hurley Pro Trestles está sendo transmitido ao vivo junto com o Swatch Women´s Pro Trestles pelo www.aspworldtour.com e o fuso da Califórnia é de 4 horas a menos de Brasília. A primeira chamada da sexta-feira para a repescagem masculina e para as quartas de final femininas foi marcada para as 7h30 em Lower Trestles, 11h30 no Brasil.  A comissão técnica agora vai analisar bem as condições do mar, pois o próximo dia vai começar com o líder do ranking Gabriel Medina na primeira bateria, o vice Kelly Slater na segunda e na terceira o defensor do título desta etapa, Taj Burrow.

08 de setembro 2014
CÉZAR AGUIAR É BI CAMPEÃO 
PERNAMBUCANO DE SURF


Com foco e determinação em conquistar seu segundo titulo estadual na categoria Profissional,
o local de Maracaípe 
Cezar Aguiar Molusco , aproveitou a cidade de Olinda para desfilar todo o
seu repertório na praia de Zé Pequeno que surpreendeu aqueles que dizem que ali não tem onda.
Com um swell de setembro bombando sem parar Molusco aproveitou para marcar as melhores
notas do evento um 10 e um 09 no round 1. E essa foi a sua atuação durante todo o circuito,
arriscando tudo com manobras inovadoras,fazendo resultados e correndo todas as etapas.
Seus principais adversários deixaram de correr duas das cinco etapas e sem vencer nenhuma
das etapas Molusco foi um Campeão de determinação, foco e dedicação ao estadual e com um
decimo terceiro, dois segundos, um quarto e o terceiro lugar de Olinda, ele recebe um título
com um grande valor agregado, Surf e Determinação. Na saída do mar Molusco falava com
alegria das pranchas 100% epóxi do seu ShaperRicardo Marroquim Jr que fez ele levantar seu
campeonato. Parabéns Molusco.

GABRIEL FARIAS CONQUISTA
OLINDA PELA SEGUNDA VEZ.


Numa bateria excelente com os atletas se revezando pela liderança durante os 20 minutos, tivemos a confirmação do bi campeão pernambucano Cezar Molusco e também o Gabriel Farias conquistando o bi campeonato da etapa de Zé Pequeno em Olinda.Hoje foi sem duvida histórico com um swell animal que entrou em Olinda proporcionando excelentes condições para as disputas finais do estadual e com a maioria dos espectadores sem acreditar nas ondas que bombavam na arena do Zé Pequeno. Parabéns a Federação Pernambucana de Surf e a Associação Nordestina de Surf por mais um ano de grandes eventos.

Profissional

1. Gabriel Farias

2. Rhamon Austin

3. César Aguiar

4. Paulo Henrique

Open
1. Paulo Henrique

2. Tiago Silva

3. Ivan Silva

4. Rhamon Austin

Junior
1. Ivan Silva

2. Keison Barbosa

3. Douglas José

4. Dayvson Santos

Mirim
1. Douglas José

2. Tiago Pereira

3. Dayvison Santos

4. Cauã Nunes

Iniciante

1. Cauã Nunes

2. Lucas Nascimento

3. Mariano Marques

4. Daniel Ramon

Longboard

1. Romualdo Nascimento

2. Reginaldo Nascimento

3. Luis Duarte

4. Gel Lima

5. Ray Farias

Máster

1. Fernando Santos

2. Fernando Pereira

3. Pedro Lima

4. Paulo Germano

Sênior

1. Emanuel de Sousa

2. Oswaldo Cajá

3. Paulo Germano

4. Fernando Santos

Feminino

1. Natália Freitas

2. Ramayana Silveira

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DO SÁBADO EM OLINDA.


06 de setembro 2014.
JESSÉ MENDES CONQUISTA PORTUGAL.

O paulista Jessé Mendes conquistou neste sábado a quarta vitória brasileira em seis edições da etapa do ASP Prime nas Ilhas Açores em Portugal. Em uma final emocionante, ele derrotou o francês Joan Duru por 15,83 a 12,44 pontos e saltou da quadragésima para a sexta posição no ranking do ASP Qualification Series com os 6.500 pontos da vitória no SATA Azores Pro. Agora são cinco brasileiros no grupo dos dez surfistas que se classificam para a elite dos top-34 do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour. Os outros são o também paulista Wiggolly Dantas, o potiguar Jadson André e os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso.

Jessé Mendes na Praia de Santa Bárbara da Ilha de São Miguel nos Açores (Foto: Poullenot / ASP)

Jessé Mendes na Praia de Santa Bárbara da Ilha de São Miguel nos Açores (Foto: Poullenot / ASP)

“Eu usei uma tática aqui em todas as baterias que deu certo, pois nos últimos dois anos eu fiquei vendo e analisando tudo sobre o que os tops do WCT estavam fazendo para colocar no meu surfe”,contou Jessé Mendes. “Agora estou bem mais maduro e sabendo o que fazer nas ondas, então eu só surfei o melhor que pude e é isso que eu amo fazer. Estou muito emocionado, esta foi a vitória mais importante da minha vida e quero manter este ritmo nos próximos eventos. Nós brasileiros somos como irmãos, viajamos o mundo todo juntos e é incrível ter o apoio de todos eles agora. A final foi bem difícil e estou muito feliz pela vitória”.

Este foi o segundo título consecutivo de Jessé Mendes em etapas do ASP Qualification Series. O outro foi no ASP 3-Star Maui and Sons Arica World Star Tour, quando se tornou o primeiro brasileiro a vencer nas grandes e desafiadoras ondas de El Gringo, em Arica, no Chile. Foi mais um grande resultado do Brasil nas provas mais importantes do Circuito Mundial da ASP esse ano. No WCT, Gabriel Medina lidera a corrida do título mundial com três vitórias em sete etapas e nas do ASP Prime são mais três títulos conquistados nos quatro eventos de pontuação máxima do ASP Qualification Series realizados esse ano.

O primeiro foi o Quiksilver Saquarema Prime vencido por Wiggolly Dantas e o outro foi o US Open of Surfing, que terminou com outro paulista no alto do pódio, Filipe Toledo, em uma final verde-amarela com Willian Cardoso no maior palco do esporte nos Estados Unidos, Huntington Beach, na Califórnia. Agora restam mais quatro etapas de 6.500 pontos. A próxima é em Portugal também, o Cascais Billabong Pro nos dias 7 a 11 de outubro, com Jadson André defendendo o título conquistado no ano passado na Praia de Carcavelos.

Depois tem a estreia do São Paulo Prime fechando a série de três etapas seguidas da “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, cidade do litoral norte paulista onde mora o atual número 1 do mundo, Gabriel Medina. E os outros dois abrem a Tríplice Coroa Havaiana em Haleiwa e Sunset Beach, entre os dias 12 de novembro e 6 de dezembro na ilha de Oahu, no Havaí. Estes dois eventos são os últimos válidos pelo ranking do ASP Qualification Series e definem a lista dos dez surfistas que vão completar a elite dos top-34 para o WCT do ano que vem.

DOMINIO BRASILEIRO – Em Portugal, é impressionante o domínio brasileiro nos Açores. Esta foi a sexta edição do campeonato e a quarta vitória verde-amarela nas ondas da Praia de Santa Bárbara, na Ilha de São Miguel. A estreia do evento em 2009 já foi encerrada com uma final brasileira vencida pelo catarinense Willian Cardoso contra o potiguar Jadson André. Em 2010, ele foi cancelado por falta de ondas e no ano seguinte a decisão foi norte-americana, com C. J. Hobgood derrotando Nathan Yeomans. Depois só deu Brasil no alto do pódio, com o cearense Messias Felix vencendo outra final verde-amarela contra Wiggolly Dantas em 2012 e no ano passado foi a vez do catarinense Tomas Hermes festejar o título nas Ilhas Açores.

Cena comum nos Açores, brasileiro comemorando título, agora com Jessé Mendes (Foto: Poullenot / ASP)

Cena comum nos Açores, brasileiro comemorando título, agora com Jessé Mendes (Foto: Poullenot / ASP)

No sábado só foram realizadas as semifinais e a grande final em boas ondas de 2-3 pés na Praia de Santa Bárbara. O último dia começou com um duelo que já garantia entrada no G-10 do ASP Qualification Series ao vencedor e a vaga ficou para Jessé Mendes, ao derrotar o neozelandês Ricardo Christie por 14,10 a 11,50 pontos. Na outra semifinal, Joan Duru teve mais trabalho para superar o australiano Yadin Nicol por um placar apertado de 9,00 a 8,00 pontos. O francês chegou em Portugal em 68.o lugar no ranking e com a passagem para a final já aparecia em 19.o. Poderia ter subido um pouco mais, mas não conseguiria ingressar no G-10 nem com a vitória no SATA Azores Pro.

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título começou quente, com Jessé Mendes largando na frente com uma nota 7,50, contra 6,17 de Joan Duru. Na onda seguinte, o brasileiro surfou bem de novo e igualou a nota 6,17 do francês para abrir vantagem, consolidada ainda mais quando ele surfou outra boa onda que valeu 7,03. Duru permaneceu tranquilo e tentou virar o resultado em um aéreo, porém não conseguiu com a nota 6,27 que recebeu dos juízes. E para sacramentar a vitória, Jessé escolheu mais uma bela onda para fechar a sua participação com uma série de três potentes manobras executadas com velocidade para somar 8,33 no placar encerrado em 15,83 a 12,44 pontos.

“Se alguém me dissesse antes deste evento que eu ia chegar na final nem eu acreditaria, mas agora me sinto até um pouco frustrado por não conseguir pegar boas ondas para vencer”, disse Joan Duru. “Eu costumava dizer a mim mesmo que eu poderia, talvez, fazer uma ou duas baterias, mas este campeonato foi um divisor de águas na minha carreira. Agora me sinto bem mais confiante e espero conseguir outros bons resultados até o final do ano para brigar por uma vaga no WCT”.

Com os 5.200 pontos do vice-campeonato no SATA Airlines Pro, Joan Duru ganhou 49 posições no ranking, subindo do 68.o para o 19.o lugar no ASP Qualification Series que está classificando para o WCT até o 12.o colocado, o norte-americano Michael Dunphy, que também entrou no G-10 com o quinto lugar no ASP Prime dos Açores. Porém, o maior salto quem deu foi o australiano Yadin Nicol, que mesmo barrado por Joan Duru nas semifinais subiu 59 posições, da 82.a para a 23.a. Ele ficou logo abaixo do potiguar Italo Ferreira, outra vítima de Joan Duru nas quartas de final, que estava em sexagésimo lugar e agora é o 22.o.

MAIORIA BRASILEIRA NO G-10 – Italo passou a ser o brasileiro que está mais próximo da zona de classificação para o WCT. O ranking do ASP Qualification Series está dominado pelo Brasil. São sete entre os dez primeiros colocados e cinco no grupo dos dez indicados para completar a elite dos top-34 para o ano que vem. O líder é o australiano Matt Banting, seguido por dois brasileiros que já estão garantindo suas permanências entre os top-22 do Samsung Galaxy ASP World Tour que dispensam as vagas do ranking de acesso, Filipe Toledo e Adriano de Souza. Por isso, o QS está classificando até o 12.o colocado.

Os brasileiros que aparecem no G-10 são os paulistas Wiggolly Dantas em quinto lugar e Jessé Mendes em sexto, o catarinense Tomas Hermes em sétimo, o potiguar Jadson André em oitavo e o catarinense Willian Cardoso em 11.o. Além de Jessé, quem também entrou na lista no SATA Azores Pro foi o norte-americano Michael Dunphy, que passou a fechar o G-10 em 12.o lugar no ranking. Os dois tiraram o americano Tim Reyes e o neozelandês Billy Stairmand da zona de classificação para o WCT de 2015.


05 de setembro 2014
PERNAMBUCANO COMEÇA EM ZÉ PEQUENO.


Maurão da ASO e Geraldinho na ANS.

A sexta feira em Zé Pequeno- Olinda- foi dedicada as categorias, Iniciantes, Mirim e Junior na abertura da etapa final do Pernambucano 2014. Com o palanque de dois andares a área do evento ficou muito bem organizada e deu um novo visual ao palco. Como sempre muito astral a etapa de Olinda e com aquele clima de confraternização com a finalização do circuito. Salientando que a 
Federação Pernambucana de Surfé a unica no Brasil a concretizar seu calendário com 05 etapas sendo a primeira em Fernando de Noronha. Parabenizar o nosso Presidente Geraldinho da Associação Nordestina de Surf que junto com sua equipe realizaram mas um ano espetacular para o Surf de Pernambuco. Nesse sábado teremos as categorias, Master, Open, Sênior e Longboard, a categoria profissional compete apenas no domingo quando o mar apresenta melhores condições de acordo com as previsões do site swellxl.com.br. Nossa cobertura tem apoio da Maria Parafina - Juntos pelo Surf

CLIQUE E VEJA FOTOS

04 DE SETEMBRO 2014
CIRCUITO PERNAMBUCANO 2014
FINALIZA EM OLINDA.




Nessa sexta dia 05 começa a decisão do circuito estadual de Surf na praia de Zé Pequeno em Olinda.
Federação Pernambucana de Surf e aAssociação Nordestina de Surf convida todos os atletas e publico
em geral para prestigiar e confraternizar com os campeões que serão conhecidos. Olinda que há 03 anos
voltou a ser um dos palcos do circuito tem uma importância fundamental por ser a unica etapa dentro
de um cenário urbano.OLINDA MANDOU ME CHAMAR , VIVA O SURF PERNAMBUCANO



01 de setembro 2014

SILVANA LIMA VOLTA AO WCT

O Brasil e a América do Sul voltam a ter uma representante no seleto grupo das top-17 do Samsung Galaxy ASP Women´s Championship Tour em 2015. A brasileira Silvana Lima, 29 anos, faturou o título do ASP 6-Star Pantin Classic Galicia Pro neste sábado na Espanha e já garantiu o seu retorno à elite mundial feminina, antes mesmo das três etapas da nova “perna sul-americana” da ASP South America que será disputada nos meses de outubro e novembro no Brasil e no Chile. A segunda vitória da cearense na temporada foi conquistada na onda que ela surfou nos últimos segundos da final contra a jovem australiana Bronte Macaulay, 20, nas ondas da Playa de Pantin, em Valdovino, na Galicia, Espanha.

Silvana Lima recoloca o Brasil no grupo das melhores do mundo depois de um ano sem nenhuma sul-americana na elite (Foto: Lodin Aquashot / ASP Europe)

Silvana Lima recoloca o Brasil no grupo das melhores do mundo depois de um ano sem nenhuma sul-americana na elite (Foto: Lodin Aquashot / ASP Europe)

“Eu estou muito feliz por ganhar esse evento aqui de uma forma tão incrível”, disse Silvana Lima. “A Bronte (Macaulay) surfou muito bem o evento todo e sei o quanto ela queria vencer essa final. Mas, Deus me deu essa onda nos últimos segundos e sou muito grata por isso. Honestamente, eu não achava que poderia obter a pontuação, mas quando vi aquela onda eu sabia que tinha uma boa oportunidade para isso e estou feliz por ter conseguido a virada”.

PERNA SUL-AMERICANA – Mesmo com a vaga já confirmada em primeiro lugar disparado no ranking do ASP Qualifying Series, Silvana Lima garantiu que vai participar das novas etapas da “perna sul-americana” da ASP South America. A primeira delas é na Praia da Joaquina, em Florianópolis, que pela primeira vez vai sediar uma prova feminina do Circuito Mundial da ASP, o Santa Catarina Pro com nível 5 estrelas nos dias 18 a 23 de outubro. Na semana seguinte, de 27 de outubro a 2 de novembro, tem o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival na cidade onde ela morou, Itacaré, no litoral sul da Bahia. E o ASP Women´s Qualifying Series será encerrado nos dias 13 a 16 de novembro no Maui Women´s Pro nas grandes ondas de Punta de Lobos, em Pichilemu, no Chile.  

“É claro que eu vou para o Brasil. Eu adoro competir e sempre me sinto confiante em casa”, disse Silvana Lima. “Como já garanti minha vaga, será melhor ainda, pois estarei bem mais relaxada, sem pressão por resultados. Vai ser como um período de férias para mim agora e eu estou feliz em saber que no ano que vem estarei de novo lá no WCT representando o Brasil entre as melhores do mundo e principalmente voltando a disputar o título mundial”.

SEXTA FEIRA 29 DE AGOSTO 2014

O PERNAMBUCANO ALAN DONATO FICA EM
SEGUNDO NO HURLEY PRO.



Foto/ ASP
Na última sexta feira de agosto pelo menos uma noticia boa, o pernambucano 
Alan Donato fez
sua primeira final num evento WQS nos Estados Unidos e muito emocionado falou da sua
alegria ao chegar nessa fase do Hurley Pro realizado na Carolina do Norte nos Estados Unidos.
Co
m certeza é um resultado que vem coroar um árduo caminho que Alan vem trilhando desde
que começou a disputar eventos internacionais em 2007. Muita garra e dedicação
sempre dão resultados. Valeu Brother.

QUINTA FEIRA 28 DE AGOSTO 2014

QUEM PEGA PRESSÃO É PNEU,
MUITA CALMA NESSA HORA.



Quando se trata de rede anti-social o Facebook da show. Já xingaram Kelly Slater, colocaram o caneco 14 na mão
de 
Gabriel Medina, candidatos colaram o numero nas fotos da ASP World Tour Surfing, o Jornal Nacional colocou
o Bonner chamando a vitória "depois dessa manobra" e por fim jogaram no GM a pressão da derrota dos 7 x 1
dizendo, vai se f.... Neymar Jr. e Felipão que aqui é o país do Surf e não do Futebol. Conheci melhor o Medina
quando o WCT 2012 foi interrompido pelo Taj Burrow devido as condições mexidas do postinho, foram 06 dias
que pudemos conferir o GM brincando em frente ao hotel de hand surf numa micro onda ou mandando aéreos
impossíveis quando o mar começou a melhorar, podendo conversar com ele e descobrir como ele poderá um
dia ser o número 1. Surfando, surfando muito como ele esta nesse momento já fazendo história ao chegar
na próxima etapa (08) como líder do mais importante circuito de Surf Profissional do Mundo. Porém ainda
faltam 40 mil pontos e KS chegou a vice liderança ficando apenas 8 mil pontos atrás, que no Sansung
Galaxy significam a pontuação de um vice colocado. Muita calma nessa hora, quem pega pressão
é pneu Gabriel Medina pega onda.


SEGUNDA FEIRA 25 DE AGOSTO 2014.
GABRIEL MEDINA VENCE SLATER NO TAHITI
POR APENAS 0,03 PONTOS, VALEU MONSTRO.


O Brasil se aproxima cada vez mais do tão sonhado primeiro título mundial com Gabriel Medina, que nesta segunda-feira ganhou de Kelly Slater a decisão dos fenômenos de duas gerações do esporte nas ondas mais espetaculares do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour. O Billabong Pro Tahiti entra para a história como um dos campeonatos com os tubos mais fantásticos de todos os anos, com Teahupoo bombando ondas perfeitas de 10-12 pés na segunda-feira para o verdadeiro espetáculo na bancada de corais mais perigosa do mundo. Slater quase consegue tirar a terceira vitória de Medina na temporada em sua última onda, mas faltaram três centésimos para virar o placar que terminou em 18,96 a 18,93 pontos. Com mais 10.000 pontos no ranking, o brasileiro abre uma grande vantagem de 7.800 pontos para o segundo colocado que passou a ser Kelly Slater com o vice-campeonato no Taiti.

Gabriel Medina reinando nos tubos de Teahupoo (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina reinando nos tubos de Teahupoo (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Eu realmente não sei o que dizer, só que foi um dia muito especial, inesquecível para mim”, disse Gabriel Medina. “Eu me sinto abençoado por estar aqui surfando com todos esses caras incríveis nestas condições perfeitas em Teahupoo. Este campeonato é muito especial e estou muito feliz pela vitória. O Kelly (Slater) é uma lenda do surfe e é a melhor sensação do mundo poder ganhar dele. As ondas estavam grandes, com tubos perfeitos e ser campeão aqui é um sentimento indescritível. Eu amo surfar e essas ondas são sensacionais. Eu quero agradecer a ASP por realizar este evento e estou muito feliz por fazer parte da história desse campeonato”.

Mas, depois de tantos tubos perfeitos durante todo o dia, a decisão do título do Billabong Pro Tahiti 2014 começou com poucas ondas e chegou a ser reiniciada porque ninguém surfou nada nos primeiros 15 minutos. Aí Medina já pegou o primeiro tubo para largar na frente com nota 7,90. Slater ficou com a prioridade de escolha da próxima onda, mas perdeu quando remou para uma e não entrou. Logo Medina pega a de trás, encaixa no tubo, sai limpo e ganha 9,07. Slater falha em outra tentativa, cai e toma uma série de ondas na cabeça, mas reaparece remando para o outside, enquanto Gabriel Medina desce uma bomba e faz outro tubaço saindo com o spray para tirar nota 9,43.

Passam-se alguns minutos nos grandes intervalos entre as séries e novamente Slater erra na escolha, deixando a melhor para Medina surfar outro tubo com muita tranquilidade, mas sem mudar o seu placar de 18,50 pontos. Demorou, mas o melhor do mundo em todos em tempos achou o seu primeiro canudo para entrar na briga com nota 9,63, a maior da bateria. Mas, o brasileiro logo dá o troco em outra grande onda, despencando num buraco incrível para entrar no trilho de mais um tubo fantástico em Teahupoo. O seu primeiro 10 no Taiti não saiu, mas valeu 9.53 para abrir 9.33 pontos de vantagem sobre Slater nos 15 minutos finais.

Na primeira tentativa, o onze vezes campeão mundial entra numa onda enorme que poderia dar a virada, mas cai na saída do tubo e a prioridade de escolha da próxima ficou para Gabriel Medina. Faltando 10 minutos, os dois remam na primeira da série e Medina foi no tubo, mas acabou não completando. Aí a melhor desta vez ficou para Kelly, mas não era tão boa e a nota 8.97 não serviu, pois precisava de 9.33. No toque dos últimos 5 minutos, a prioridade era dele, mas o tempo foi passando e nada de ondas, com os dois lado a lado esperando.

Kelly Slater em sua primeira final no ano (Foto: Will Hayden-Smith / ASP)

Kelly Slater em sua primeira final no ano (Foto: Will Hayden-Smith / ASP)

Faltando 2 minutos, Slater pegou um tubaço, sumiu lá dentro, mas não saiu de novo. Ele não desiste e no último minuto ainda acha outro tubo que consegue completar e o título do Billabong Pro Tahiti ficou em suspense pela divulgação da nota desta onda. Antes disso, Kelly acenou para Gabriel Medina e foi ao encontro dele cumprimentar o cada vez mais líder da corrida pelo título mundial da temporada.

Dos cinco juízes, dois acharam que a onda valia a virada e deram 9,40, mas os outros três não e a média ficou em 9,30, com Gabriel Medina conquistando mais uma vitória inédita para a sua carreira nas ondas mais temidas do mundo por três centésimos de diferença, 18,96 a 18,93 pontos. O brasileiro faturou mais um prêmio de 100.000 dólares e 10.000 pontos no ranking, abrindo uma larga vantagem de 7.800 pontos para o novo vice-líder e Slater é o único que vai brigar pela ponta com Medina na próxima etapa, de 9 a 20 de setembro em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos.

“O que eu posso dizer? As ondas estiveram incríveis hoje (segunda-feira), com tubos perfeitos, ontem também”, disse Kelly Slater. “Foi um dia incrível. Nunca vi nada assim e este dia de hoje vai ficar guardado como um dos melhores de ondas da minha carreira, sem dúvida. Parabéns ao Gabriel (Medina). Ele estava surfando muito bem durante todo o evento e, especificamente, na final. Ele está fazendo uma grande temporada e agora é me preparar para Trestles (próxima etapa em setembro nos Estados Unidos) e eu estou ansioso para ver como será o restante deste ano. Promete ser emocionante como foi esse evento aqui no Taiti”.

MESMOS ADVERSÁRIOS – Gabriel Medina começou a temporada vencendo a primeira etapa na Gold Coast, Austrália, depois perdeu a ponta para Slater no Billabong Rio Pro no Brasil, mas recuperou com outra vitória espetacular e inédita nas Ilhas Fiji. Ele já havia confirmado o primeiro lugar no ranking logo no seu primeiro show nos tubos de Teahupoo na segunda-feira, quando conquistou a segunda vaga direta para as quartas de final contra o norte-americano Kolohe Andino e o australiano Bede Durbidge. Depois, ele acabou reencontrando os dois em seu caminho para a decisão do título no WCT do Taiti, pois ambos aproveitaram a segunda chance de classificação na repescagem.

Foi nesta fase que saiu a primeira nota 10 do dia, para o australiano Owen Wright na última bateria. A segunda nota máxima veio em seguida, na abertura das quartas de final para Bede Durbidge superar o defensor do título do Billabong Pro Tahiti, Adrian Buchan, por um incrível placar de 19,87 a 19,00 pontos. No duelo seguinte, Gabriel Medina derrotou de novo o norte-americano Kolohe Andino surfando os melhores tubos que entraram na bateria. E fez o mesmo contra Bede Durbidge nas semifinais, garantindo a primeira vaga na decisão por massacrantes 18,67 a 4,17 pontos.

SEMIFINAL ELETRIZANTE – Teahupoo parece ter reservado o seu melhor dia de ondas para fechar o Billabong Pro Tahiti em condições épicas na segunda-feira. Foram muitos tubos espetaculares surfados durante o dia, várias baterias decididas por pequenas diferenças com notas na casa dos 9 pontos, um verdadeiro espetáculo em cada bateria. A mais incrível de todas foi a semifinal entre Kelly Slater e John John Florence, reeditando a decisão do último Billabong Pipe Masters. O resultado foi o mesmo, com Slater vencendo, mas depois de outro longo suspense pela divulgação da nota da última onda, que foi mais um tubaço dos muitos que o havaiano surfou em Teahupoo.

Foto: Will Hayden-Smith / ASP

Foto: Will Hayden-Smith / ASP

O duelo foi eletrizante do início até o fim, com os dois pegando ótimas ondas logo no primeiro minuto. Foram dois tubos parecidos e o do Slater valeu nota 10, contra 9,90 do John John. O havaiano chegou a assumir a ponta, até Kelly completar outra onda boa para tirar 9,77 e carregar a liderança até John John surfar outro tubo incrível no último minuto. Ele precisava de 9,88 para vencer e os dois ficaram longos minutos aguardando o resultado, com a média ficando em 9,87, igualando os 19,77 pontos de Slater. Como o desempate é na maior nota, o dez da primeira onda da bateria acabou definindo a última vaga para a grande final.

TOP-34 PARA O WCT 2015 – O resultado do Billabong Pro Tahiti provocou duas mudanças de nomes entre os 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite dos top-34 para o Samsung Galaxy ASP World Tour de 2015. As trocas envolveram quatro australianos. Adrian Buchan e Kai Otton entraram no G-22 do WCT e Adam Melling e Matt Wilkinson saíram. Melling ainda está garantindo a sua permanência entre os dez indicados pelo ASP Qualifying Series, mas Wilkinson ficou de fora da zona de classificação pelos dois rankings.

No momento, oito brasileiros estão na lista provisória dos top-34 para o ano que vem, um a mais do que neste ano. Metade pelo ranking principal, o líder Gabriel Medina, Adriano de Souza em sétimo lugar, Miguel Pupo em vigésimo e em 21.o o também paulista Filipe Toledo, que ficou tratando uma contusão no tornozelo e não foi competir no Taiti. O potiguar Jadson André está fora dos 22, mas é um dos quatro do Brasil no G-10 do ASP QS, junto com os paulistas Wiggolly Dantas e os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso.

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO BILLABONG PRO TAHITI:

Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 18,96 (notas 9.53+9.43) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kelly Slater (EUA) com 18,93 pontos (9.63+9.30)  – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 20.000 e 6.500 pontos:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 18.67 x 4.17 Bede Durbidge (AUS)

2.a: Kelly Slater (EUA) 19.77 (10.0) x (9.90) 19.77 John John Florence (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 15.000 e 5.200 pontos:

1.a: Bede Durbidge (AUS) 19.87 x 19.00 Adrian Buchan (AUS)

2.a: Gabriel Medina (BRA) 17.27 x 15.27 Kolohe Andino (EUA)

3.a: John John Florence (HAV) 19.67 x 17.76 Dion Atkinson (AUS)

4.a: Kelly Slater (EUA) 19.80 x 16.10 Owen Wright (AUS)

QUINTA FASE – REPESCAGEM – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com US$ 12.500 e 4.000 pontos:

1.a: Bede Durbidge (AUS) 15.40 x 14.66 Michel Bourez (TAH)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 15.53 x 6.16 Tiago Pires (PRT)

3.a: Dion Atkinson (AUS) 19.33 x 14.77 Kai Otton (AUS)

4.a: Owen Wright (AUS) 19.87 x 12.83 Brett Simpson (EUA)

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Repescagem:

1.a: 1-Adrian Buchan (AUS)=14.66, 2-Michel Bourez (TAH)=13.73, 3-Tiago Pires (PRT)=6.84

2.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=17.37, 2-Kolohe Andino (EUA)=15.57, 3-Bede Durbidge (AUS)=9.00

3.a: 1-John John Florence (HAV)=18.16, 2-Kai Otton (AUS)=12.10, 3-Brett Simpson (EUA)=8.67

4.a: 1-Kelly Slater (EUA)=19.44, 2-Owen Wright (AUS)=16.74, 3-Dion Atkinson (AUS)=12.50

TOP-22 DO RANKING DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR 2014 – 7 etapas:

1.o: Gabriel Medina (BRA) – 46.150 pontos

2.o: Kelly Slater (EUA) – 38.350

3.o: Joel Parkinson (AUS) – 36.150

4.o: Michel Bourez (TAH) – 34.500

5.o: Mick Fanning (AUS) – 34.400

6.o: Taj Burrow (AUS) – 33.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 30.600

8.o: Kolohe Andino (EUA) – 27.700

9.o: Nat Young (EUA) – 27.650

10: Owen Wright (AUS) – 24.900

11: Josh Kerr (AUS) – 24.000

12: John John Florence (HAV) – 23.950

13: Bede Durbidge (AUS) – 22.700

14: Jordy Smith (AFR) – 18.900

15: Julian Wilson (AUS) – 15.750

16: C. J. Hobgood (EUA) – 15.450

17: Fredrick Patacchia (HAV) – 15.250

18: Sebastian Zietz (HAV) – 14.450

18: Adrian Buchan (AUS) – 14.450

20: Miguel Pupo (BRA) – 14.200

21: Filipe Toledo (BRA) – 13.000

22: Kai Otton (AUS) – 12.000

DOMINGO 24 DE AGOSTO 2014
MEDINA AVANÇA JADSON FICA NO ROUND 3

O brasileiro Gabriel Medina deu mais um show em Teahupoo nos tubos de 6-10 pés do domingo e segue firme na liderança da corrida pelo título mundial no Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014. Ele aumentou para 18,80 pontos o recorde do Billabong Pro Tahiti contra o australiano Nathan Hedge e na bateria seguinte o vice-líder Joel Parkinson acabou eliminado por um dos últimos colocados do ranking, o norte-americano Brett Simpson. Medina agora tem duas chances para alcançar as quartas de final no Taiti e a primeira será contra o californiano Kolohe Andino e o australiano Bede Durbidge no segundo confronto da segunda-feira, que promete ser mais um dia de ondas fantásticas na bancada de corais mais perigosa do mundo.

Gabriel Medina à vontade nos tubos de Teahupoo (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina à vontade nos tubos de Teahupoo (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Deu altas ondas na minha bateria, dava vontade de ir em todas e eu nunca surfei tanto tubo numa bateria, um melhor do que outro”, disse Gabriel Medina, que somou notas 9,77 e 9,03 para derrotar o algoz de Adriano de Souza no Taiti, Nathan Hedge. “Eu estava preocupado com o Nathan (Hedge), que vinha surfando muito bem desde as triagens. Nós dois começamos bem com notas nove, depois ele ficou esperando e eu saí pegando os tubos que entravam sem parar, mas tudo poderia acontecer porque ele já tinha tirado a única nota 10 do campeonato (que eliminou Adriano de Souza na repescagem)”.

Gabriel Medina já provou sua qualidade em qualquer condição de mar. Em ondas menores ou médias, utiliza os aéreos e a grande variedade de manobras modernas para dizimar seus adversários. Ele já venceu competindo de backside em ondas para a direita, como na etapa que abriu a temporada na Gold Coast, Austrália. E vem mostrando ser um dos melhores do mundo em tubos para a esquerda, conquistando mais uma vitória inédita para o Brasil nas Ilhas Fiji esse ano, também já fez grandes apresentações em Banzai Pipeline no Havaí e agora em Teahupoo no Taiti.

“Esta é a terceira vez que eu venho aqui para o Taiti, mas é a primeira que eu pego Teahupoo tão grande e realmente as ondas são assustadoras lá dentro”,conta Gabriel Medina. “Amanhã (segunda-feira) vai ter altas ondas de novo, minhas pranchas estão boas, estou me sentindo bem, confiante, estou na casa de umas pessoas muito especiais aqui no Taiti, com uma vibração positiva muito boa, então é deixar as coisas irem acontecendo. Eu vou continuar tentando me divertir nas baterias, procurando surfar os melhores tubos para ir seguindo em frente”.

BRIGA PELA PONTA – O brasileiro precisa vencer mais uma bateria apenas para manter a primeira posição no ranking no Billabong Pro Tahiti. Isto porque os dois principais concorrentes foram surpreendidos pelos seus adversários no domingo. O vice-líder Joel Parkinson foi batido pelo norte-americano Brett Simpson logo após sua vitória sobre Nathan Hedge. E o terceiro do ranking, Mick Fanning, perdeu a última bateria do dia para o também australiano Dion Atkinson. Justamente os dois que decidiram o título do Billabong Pro Tahiti em 2012, vencido pelo atual campeão mundial, Mick Fanning.

Mais um australiano, Taj Burrow, ocupava a quarta posição e já despencou para a sexta com a derrota para Tiago Pires na abertura da quarta fase. O português pegou ótimos tubos para fazer os primeiros recordes do domingo com nota 9,67 e 18,67 pontos. Com isso, apenas dois surfistas ainda ameaçam a liderança de Gabriel Medina, mas tanto o taitiano Michel Bourez como a fera Kelly Slater, passam a necessitar da vitória em Teahupoo para superar os 40.150 pontos que o brasileiro já garantiu no ranking com a classificação para a quarta fase.

Michel Bourez vai disputar a primeira vaga direta para as quartas de final no confronto que abre a segunda-feira na Polinésia Francesa, contra o australiano Adrian Buchan que defende o título do Billabong Pro Tahiti e o português Tiago Pires. O taitiano teve dificuldades para passar pelo espanhol Aritz Aranburu por uma pequena diferença de 14,90 a 14,77 pontos. Já Kelly Slater não deu qualquer chance para o outro brasileiro que disputou a terceira fase no domingo, o potiguar Jadson André. O maior ídolo do esporte surfou praticamente todos os tubos que entraram na bateria para totalizar incríveis 19,44 pontos de 20 possíveis.

RECORDISTA ABSOLUTO – Mais impressionante ainda foi o havaiano John John Florence, que igualmente surfando de backside (de costas para a onda) as esquerdas de Teahupoo, já havia atingido 19,93 pontos com a segunda nota 10 do ano no Taiti. O novo recordista absoluto do Billabong Pro Tahiti 2014 ainda jogou fora um 9,67 e um 8,77 no duelo sensacional contra o também havaiano Sebastian Zietz, que totalizou 18,50 pontos somando 9,37 com 9,13. A terceira nota máxima saiu no confronto seguinte para o australiano Kai Otton superar o norte-americano Nat Young por 18,17 a 18,06 pontos em outra bateria fantástica no domingo de tubos perfeitos na bancada mais temida do mundo.

O Billabong Pro Tahiti será encerrado nesta segunda-feira com as previsões indicando grandes ondas para fechar com chave de ouro o maior espetáculo do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour com transmissão ao vivo em inglês e português na internet pelowww.aspworldtour.com. A primeira chamada está marcada para as 7h00 na Polinésia Francesa, 14h00 pelo fuso horário de Brasília e Gabriel Medina defende a liderança do ranking na segunda bateria do dia, contra Kolohe Andino e Bede Durbidge. Mas, esta quarta fase não é eliminatória. A vitória vale passagem direta para as quartas de final, mas os perdedores têm uma segunda chance de classificação na repescagem.

SÁBADO 23 DE AGOSTO 2014
WCT EM TEAHUPOO CONTINUA PARADO, MAS
A JANELA ACABA NA TERÇA.



A rotina dos adiamentos no Billabong Pro Tahiti continuou no sábado de ondas de 2-4 pés em Teahupoo,
mas as previsões indicam a entrada de um swell mais consistente com grandes possibilidades de
recomeçar a competição às 7h00 do domingo no Taiti, 14h00 pelo fuso horário de Brasília.
(Foto de Kirstin Scholtz / ASP


terça 19 DE AGOSTO 2014

FUGINDO DO TUBARÃO.


O Local de Maracaípe Tiago Silva detonando na Pedra Preta.

Agora com o surf proibido na Rota dos Coqueiros, iniciamos nossos trabalhos na Pedra do Xaréu nesse dia Mundial
da Fotografia. Com a maré morta marcando secada de 0,8 metros foi possível encontrar uma ondulação funcionando
na bancada da pedra preta e da Serpente. Chegando por volta das 15 horas encontramos muita gente no pico
desfrutando das ondas que não passavam do meio metro.São novos tempos com 02 pedágios que acabam
encarecendo o Surf diário, fazer o que? Esperar que no próximo governo consigamos a alteração do decreto
que proibiu o esporte no CP. A grata surpresa foi encontrar o local de Maracaípe 
Tiago Silva curtindo na PP.
VIVA A FOTOGRAFIA.


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SEGUNDA FEIRA 18 DE AGOSTO 2014

MEDINA E JADSON ANDRÉ ESTREIAM COM
VITÓRIA EM TEAHUPOO.


O maior desafio do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour começou em condições épicas na segunda-feira, com ondas de 8-12 pés formando tubos perfeitos para os surfistas na bancada mais temida do mundo. Dos seis participantes do Brasil na etapa mais perigosa da corrida pelo título mundial, dois estrearam com vitórias e passaram direto para a terceira fase. A primeira foi com Gabriel Medina, que defende a liderança do ranking e confirmou o favoritismo surfando um dos maiores tubos do dia, com os braços esticados para cima. E o potiguar Jadson André também saiu limpo de um tubaço nos minutos finais para mandar dois australianos para a repescagem que já foi iniciada na segunda-feira, com Adriano de Souza sendo eliminado no último confronto do dia.

Gabriel Medina vivendo um sonho em Teahupoo (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina vivendo um sonho em Teahupoo (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Eu nunca surfei Teahupoo assim antes”, disse Gabriel Medina. “É a primeira vez que eu entro no mar aqui com ondas tão grandes como as de hoje (segunda-feira) e é muito assustador, mas tentei não ficar pensando nisso lá dentro. Tentei manter o foco, pensar bem para escolher a onda certa e prestar muita atenção em tudo. Estou muito feliz por ter conseguido surfar uma onda fantástica que parecia um sonho. É incrível ter a oportunidade de surfar Teahupoo assim grande e perfeito com apenas mais dois caras no mar e não quero desperdiçar nenhuma chance para continuar vivendo esse sonho”.

E a expectativa é de que as ondas vão continuar bombando ótimas condições nos próximos dias em Teahupoo. O prazo da sétima das onze etapas que vão definir o campeão mundial da temporada começou na sexta-feira, mas a previsão já era excelente para esta semana e o início do Billabong Pro Tahiti também foi adiado no sábado e domingo. A segunda-feira amanheceu com séries de 6-8 pés que foram subindo durante o dia e Kelly Slater abriu o campeonato surfando os primeiros tubos em Teahupoo. O Brasil estreou com derrota do carioca Raoni Monteiro no segundo confronto do dia, vencido pelo taitiano Michel Bourez.

O segundo brasileiro entrou duas baterias depois, quando as ondas já passavam dos 10 pés e o atual campeão mundial Mick Fanning pegou tubos incríveis para totalizar 18,16 pontos com duas notas na casa dos 9 pontos. O catarinense Alejo Muniz estava com ele no mar, mas também caiu para a repescagem ficando em último lugar como Raoni Monteiro. As condições do mar continuaram perfeitas no confronto seguinte, que terminou empatado em 16,30 pontos. A maior nota decidiu o vencedor e Adrian Buchan levou a melhor com o 9,97 que recebeu no tubo mais sensacional do dia, contra 9,80 do também australiano Joel Parkinson.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Na sequência vieram os dois únicos confrontos encabeçados por brasileiros, bem na hora que o mar entrou em transformação com mudança do vento e a maré começando a encher na bancada de Teahupoo. Com isso, as séries passaram a demorar mais e poucas entraram nas baterias. Mas, Gabriel Medina honrou a lycra amarela de líder do ranking mundial surfando uma onda de forma impressionante, passando pelo tubo com os braços esticados para o alto de tão grande, num dos momentos mais bonitos do dia no Taiti. Foi assim que ele superou o local Taumata Puhetini que liderava a bateria, além do australiano Mitch Crews.

A disputa seguinte teve Brasil em dose dupla, mas os dois acabaram derrotados pelo australiano Dion Atkinson, que surfou os dois melhores tubos que entraram na bateria para derrotar os paulistas Adriano de Souza e Miguel Pupo. A última esperança de um brasileiro passar direto para a terceira fase ficou para o potiguar Jadson André contra dois australianos do primeiro escalão na décima bateria. Ela foi toda liderada por Julian Wilson, mas a 3 minutos do fim, o brasileiro acha um tubo fantástico que surfa em pé e sai limpo para arrancar nota 9,17 e virar o placar para 16,64 a 15,94 pontos, com Josh Kerr ficando em último.

LIDERANÇA DO RANKING – A primeira fase terminou com Kai Otton aumentando o recorde de pontos de Mick Fanning de 18,16 para 18,24 pontos e em seguida foi iniciada a repescagem com dois concorrentes à liderança do ranking nas primeiras baterias. A previsão era realizar quatro, mas só aconteceram duas depois do duelo muito fraco de ondas que terminou com a eliminação do brasileiro Adriano de Souza pelo australiano Nathan Hedge por 12,00 a 11,17 pontos. Já Joel Parkinson confirmou o favoritismo na abertura da repescagem, mas seu trabalho foi facilitado porque o taitiano Taumata Puhetini sofreu uma queda terrível e acabou abandonando a bateria.

QUINTA FEIRA 14 DE AGOSTO 2014

ENSEADA DOS CORAIS SEGURA
O SWELL NO TERCEIRO DIA.




Pernambuco entrou no terceiro dia seguido dando boas ondas em todo o litoral.
Nessa quarta feira fomos conferir o Condomínio Proibido pela manhã e a tarde
fizemos a bateria na Enseada dos Corais aonde o Daniel Galvão (foto) foi
comtemplado com a bomba do dia.


TERÇA FEIRA 12 DE AGOSTO 2014

SEGUNDA SEM LEI E TERÇA GORDA
AGITAM PERNAMBUCO.


Pedro Lima, atual Campeão Brasileiro Master, detonando a vala da Gaíbu.

Esses dois dias foram de muito Surf em Pernambuco, terral rápido, ventão ,
muita chuva e sol, todas as estações numa manhã. Acompanhe momentos
registrados no Condomínio Proibido, Nordestão e Gaíbu.

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SEGUNDA FEIRA 11 DE AGOSTO 2014

UM PAULISTA E UMA CEARENSE FAZEM
A MICARETA NO PONTAL DA BF.

O paulista Deivid Silva, 19 anos, fez as melhores apresentações do domingo para derrotar os surfistas locais de Baía Formosa e faturar o título do Red Nose Pro Junior batendo todos os recordes do campeonato na final contra o potiguar Italo Ferreira, 20. Já a decisão feminina foi cearense e a mais jovem, Yanca Costa, 14 anos de idade apenas, derrotou Larissa Santos, 16, para também liderar o ranking sul-americano Pro Junior da ASP South America com os 1.000 pontos da vitória na etapa brasileira do circuito que será encerrado nos dias 16 a 20 de setembro em Chicama, no Peru. No domingo rolaram as melhores ondas do fim de semana no pointbreak de direitas de Baía Formosa e a nova geração de surfistas com até 20 anos de idade deu um show no último dia do Red Nose Pro Junior na cidade do litoral sul do Rio Grande do Norte.

Deivid Silva bateu todos os recordes na final contra o local Italo Ferreira (Foto: Fabriciano Junior / Red Nose)

Deivid Silva bateu todos os recordes na final contra Italo Ferreira (Foto: Fabriciano Junior / Red Nose)

“O Italo (Ferreira) é um adversário muito forte em qualquer bateria e ele vinha quebrando o campeonato todo também, então eu sabia que tinha que dar o meu máximo na final porque ele surfa muito e ainda estava em casa”,disse Deivid Silva. “Nós já fizemos bons confrontos em vários campeonatos aqui no Brasil e lá fora também, então estou muito feliz pela vitória porque foi uma bateria incrível, uma das melhores de toda a minha carreira, sem dúvidas. Eu estou voltando de uma lesão no joelho, fiquei um mês e meio parado, agora ganhei esse campeonato e nem sei o que dizer, só que é a melhor vitória da minha vida”.

Em seu caminho para faturar o prêmio máximo de 5 mil dólares da vitória no Red Nose Pro Junior, o campeão Deivid Silva derrotou os dois surfistas de Baía Formosa que chegaram no domingo. A competição foi dividida em duas partes no último dia. As quartas de final masculinas foram iniciadas às 8h00, mas como a maré estava muito seca foi feito um intervalo para aguardar ela encher um pouco e as semifinais começaram só as 11h00, quando as ondas estavam mais fortes e abrindo paredes mais longas para as manobras. Pela manhã, Deivid Silva ganhou o duelo paulista contra Victor Mendes e depois só competiu contra os locais da cidade.

A primeira vítima foi Israel Junior, que ainda tirou a maior nota – 9,20 – da semifinal, mas faltou outra onda boa para somar e Deivid Silva já mostrou uma sintonia impressionante com as séries do Pontal e sempre estava bem posicionado para pegar as melhores ondas. Com notas 9,00 e 8,25, o paulista derrotou Israel Junior para impedir uma decisão entre os dois locais de BF, pois Italo Ferreira já havia despachado o catarinense Alcides Lopes por 16,75 a 14,15 pontos na primeira disputa pelas vagas na grande final do Red Nose Pro Junior.

Podio masculino do Red Nose Pro Junior (Foto: Fabriciano Junior / Red Nose)

Podio masculino do Red Nose Pro Junior (Foto: Fabriciano Junior / Red Nose)

Na decisão do título, Deivid Silva foi cirúrgico na escolha das ondas, sempre pegando as melhores das séries mais uma vez para apresentar o seu arsenal de manobras modernas executadas com pressão e velocidade nas direitas do Pontal. Ele já começou melhor que Italo Ferreira com uma nota 7,25. A segunda foi mais incrível ainda, acertando uma sequência de batidas retas de backside para arrancar um 9,5 dos juízes. O potiguar tentou de tudo para reverter o resultado, chegando a tirar notas 8,20 e 8,00, mas o paulista ainda fez outra onda de forma espetacular e recebeu a maior nota – 9,85 – do Red Nose Pro Junior para sacramentar a vitória por 19,35 a 16,20 pontos, batendo todos os recordes do campeonato.

“Essa onda é muito boa, gostei pra caramba, direitinha irada e certamente foi um dos melhores campeonatos que eu participei até hoje”, disse Deivid Silva, confirmando que vai para o Peru em setembro (dias 16 a 20) para tentar ser campeão sul-americano Pro Junior da ASP South America nas longas esquerdas de Chicama. “Eu estou indo amanhã (segunda-feira) pra França para competir lá, vai ser a maior correria, mas da Europa eu volto para competir no Peru e quero tentar chegar em Chicama uma semana antes pra já ficar treinando pro campeonato lá”.

Apesar de um pouco triste pela derrota na final, Italo Ferreira ficou contente pelo bom resultado e também vai para o Peru tentar um inédito bicampeonato sul-americano Pro Junior na história da ASP South America, pois ele já conquistou este título em 2012. “Eu gostaria muito de ter vencido em casa, mas não deu. A estrela do Deivid (Silva) brilhou hoje e ele estava surfando muito bem também durante todo o evento. Eu fiz alguns erros na bateria que foram cruciais, mas isso acontece. Agora vou competir em algumas etapas do WQS, tenho que mudar o foco, mas estou feliz pelo segundo lugar que também foi um bom resultado. Deu altas ondas aqui no Pontal e mostrou que nossa cidade tem potencial para receber grandes eventos. Ainda tem mais uma etapa do Pro Junior no Peru e vou lá tentar buscar meu objetivo que é ser campeão sul-americano mais uma vez e me classificar para o Mundial Pro Junior da ASP”.

ESTRANGEIROS NO DOMINGO – Apenas dois estrangeiros chegaram no domingo decisivo do Red Nose Pro Junior, mas ambos foram barrados logo em suas primeiras apresentações no último dia da única etapa do Sul-americano Pro Junior da ASP South America no Brasil esse ano. O peruano Juninho Urcia, vice-campeão sul-americano Sub-20 do ano passado, perdeu para o local de Baía Formosa, Israel Junior, na terceira bateria das quartas de final. Já a argentina Lucia Cosoleto ficou na semifinal, sendo a primeira vítima da campeã Yanca Costa no domingo.

Com esta vitória, Yanca confirmou uma decisão cearense contra Larissa Santos, que na primeira semifinal derrotou a carioca Luara Thompson, irmã mais jovem da campeã brasileira de Longboard, Mainá Thompson, com uma nota 9,0 da melhor onda surfada pelas meninas no último dia. Mas, na grande final quem surfou as melhores direitas que entraram na bateria foi Yanca Costa, com a surfista da Praia de Icaraí batendo a do Titanzinho por uma larga vantagem de 14,40 a 7,50 pontos, somando notas 7,25 e 7,15 com suas manobras de frontside.

FINAL FEMININA CEARENSE – “Foi muito irado conseguir uma vitória aqui em Baía Formosa”, vibrou Yanca Costa. “O Pontal é um pico de direitas, eu amo surfar direitas e peguei duas ondas muito boas para fazer minhas manobras e estou muito feliz por ter ganhado esse campeonato. Eu não pensava que isso pudesse acontecer quando eu vim do Ceará para cá, pois eu nunca tinha competido em uma etapa do Pro Junior, mas dei o meu máximo para chegar nessa final. Eu e a Larissa (Santos) sempre competimos juntas, uma contra a outra, mas somos grandes amigas. Dessa vez eu levei a melhor e agora vou com tudo para o Peru para tentar ser campeã sul-americana lá”.

Yanca Costa é a nova líder do ranking sul-americano Pro Junior com a vitória em Baía Formosa (Foto: Fabriciano Junior / Red Nose)

Yanca Costa é a nova líder do ranking sul-americano Pro Junior com a vitória em Baía Formosa (Foto: Fabriciano Junior / Red Nose)

Larissa Santos vinha fazendo as melhores apresentações entre as meninas desde o início do Red Nose Pro Junior, mas na decisão do título só conseguiu pegar duas regulares que foram insuficientes para confirmar o favoritismo construído durante a competição. “A Yanca (Costa) é uma pessoa muito humilde e merece muito tudo de bom na vida. Eu só tenho que agradecer a Deus por termos duas cearenses na final de uma etapa do Sul-americano Pro Junior e o vice-campeonato também é um bom resultado. Competição é isso mesmo, tem que saber ganhar e perder, então estou feliz pela vitória dela também”.

 

 

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RESULTADOS DO DOMINGO EM BAÍA FORMOSA:

FINAL MASCULINA DO RED NOSE PRO JUNIOR:

Campeão: Deivid Silva (BRA) por 19,35 pontos (notas 9,50+9,85) – US$ 5.000 e 1.000 pontos

Vice-campeão: Italo Ferreira (BRA) com 16,20 pontos ( 8,00+8,20) – US$ 3.000 e 750 pontos

FINAL FEMININA DO RED NOSE PRO JUNIOR:

Campeã: Yanca Costa (BRA) por 14,40 pontos (notas 7,15+7,25) – US$ 1.500 e 1.000 pontos

Vice-campeã: Larissa Santos (BRA) com 7,50 pontos (4,00+3,50) – US$ 800 e 750 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$700 e 563 pontos:

1.a: Larissa Santos (BRA) 16.25 x 10.00 Luara Thompson (BRA)

2.a: Yanca Costa (BRA) 14.75 x 12.25 Lucia Cosoleto (ARG)


DOMINGO DOS PAIS , 10 DE  AGOSTO 2014.

JESSÉ MENDES VENCE EVENTO INÉDITO PARA O BRASIL
E PAULO MOURA FICA EM TERCEIRO POR APENAS 0,01.


O paulista Jessé Mendes conquistou a primeira vitória brasileira da história do ASP 3-Star Maui and Sons Arica World Star Tour no Chile neste domingo. Na grande final, ele bateu o uruguaio Marco Giorgi que tirou as duas únicas notas 10 nas ondas desafiadoras de El Gringo em seu caminho até a decisão do título em Arica. A vitória valeu um prêmio de 8 mil dólares, com Jessé Mendes marcando 750 pontos no ranking mundial do ASP Qualifying Series e 1.000 pontos no sul-americano da ASP South America. O vice-campeão Marco Giorgi levou 4 mil dólares e 563 pontos, enquanto o brasileiro Paulo Moura e o havaiano Danny Fuller, que perderam nas semifinais, ganharam 2,3 mil dólares e 422 pontos pelo terceiro lugar no ASP 3-Star do Chile.

Jessé Mendes incluiu o Brasil na Galeria dos Campeões do Desafio de Arica no Chile (Foto: Rommel Gonzales)

Jessé Mendes incluiu o Brasil na Galeria dos Campeões do Desafio de Arica no Chile (Foto: Rommel Gonzales)

“Estou amarradão por vencer este campeonato, que é um dos melhores e mais difíceis do Circuito Mundial”, disse Jessé Mendes, que saiu direto do US Open of Surfing nos Estados Unidos para competir no Chile. “Eu estava me sentindo bastante confiante desde a minha primeira bateria de hoje (domingo). As ondas pareciam que estavam sempre vindo para mim e tive a sorte de pegar os melhores tubos nas baterias. Foi muito legal fazer a final com o Marco (Giorgi) e agora vou direto prá França competir na perna europeia muito mais confiante em conseguir outros bons resultados lá”.

O campeão Jessé Mendes foi o único que disputou três baterias nas ondas excelentes de 3-5 pés com ótimos tubos no domingo decisivo do Maui and Sons Arica World Star Tour em El Gringo. Ele começou o dia tirando o último chileno do campeonato, Cristian Merello, no duelo que faltava para fechar as quartas de final. Depois, conseguiu o maior placar do último dia na vitória sobre o havaiano Danny Fuller por 17,50 a 7,00 pontos nas semifinais.

Já o vice-campeão Marco Giorgi também saiu feliz do Chile, pois foi o único que conseguiu arrancar nota 10 dos juízes nas grandes ondas de El Gringo esse ano. No sábado, o uruguaio bateu todos os recordes do campeonato contra o francês Paul Cesar Distinguin nas quartas de final. Ele totalizou 19,50 pontos com a nota 10 no tubo mais fantástico surfado durante toda a semana em El Gringo. No domingo, ele repetiu a dose em outro tubo incrível que valeu nota máxima para superar o brasileiro Paulo Moura na semifinal por uma pequena vantagem de 14,25 a 14,15 pontos.

Pena que na bateria decisiva o vento apertou, afetando diretamente a qualidade das ondas e a formação dos tubos em El Gringo. Os dois finalistas praticamente só conseguiram surfar uma onda regular e a do brasileiro foi um pouco melhor, nota 6,50 contra 5,25 do uruguaio, com o placar sendo encerrado em 8,50 a 7,75 pontos a favor de Jessé Mendes.

“Estou muito contente em ter feito a final, mas claro que eu queria ganhar, só que na final as ondas não vieram pra mim, foram todas para o Jessé (Mendes)”, disse Marco Giorgi, que compete representando o Uruguai no Circuito Mundial, mas há muitos anos mora em Garopaba (SC) no Brasil. “Eu consegui fazer outra nota 10 nas semifinais e isso tinha me dado mais confiança ainda para a final. Mas, tudo bem, a vitória não veio, mas tá tranquilo. Agora é focar nos eventos da perna europeia e hoje (domingo) mesmo já embarco pra lá”.

VITÓRIA INÉDITA DO BRASIL – Esta foi a primeira vitória de um brasileiro nas cinco edições da etapa do ASP Qualifying Series em Arica no Chile. O primeiro campeão foi o peruano Gabriel Villarán em 2009. Em 2010 o evento não foi realizado, mas voltou em 2011 para Guillermo Satt fazer a festa em casa com o único título do Chile nas ondas desafiadoras de El Gringo. Em 2012 o vencedor foi o australiano Anthony Walsh e no ano passado deu Peru de novo com Alvaro Malpartida. Agora, Jessé Mendes colocou o nome do Brasil na Galeria dos Campeões da etapa da ASP South America no Chile.

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 WORLD STAR TOUR:

Campeão: Jessé Mendes (BRA) por 8,50 pontos (notas 6,50+2,00) – US$ 8.000 e 750 pontos

Vice-campeão: Marco Giorgi (URU) com 7,75 pontos (5,25+2,50) – US$ 4.000 e 563 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 2.300 e 422 pontos:

1.a: Marco Giorgi (URU) 14.25 x 14.15 Paulo Moura (BRA)

2.a: Jessé Mendes (BRA) 17.50 x 7.00 Danny Fuller (HAV)

 
Sábado 09 de agosto 2014

O PERNAMBUCANO PAULO MOURA CHEGA
NA SEMI FINAL DO WQS NO CHILE.



O uruguaio Marco Giorgi brilhou no mar clássico do sábado em Arica, com tubos perfeitos de 6-8 pés em El Gringo. Ele ganhou a primeira nota 10 deste ano no ASP 3-Star Maui and Sons Arica World Star Tour e ainda surfou outra onda de forma sensacional para totalizar incríveis 19,50 pontos de 20 possíveis contra o francês Paul Cesar Distinguin. Marco Giorgi agora vai disputar a primeira vaga para a grande final com Paulo Moura, que ganhou um duelo brasileiro de big riders com Marcos Monteiro. Quem também já se classificou para as semifinais foi o havaiano Danny Fuller e seu adversário sairá do confronto entre o chileno Cristian Merello e o brasileiro Jessé Mendes, que ficou para abrir o domingo decisivo do Desafio de Arica no Chile.

Marco Giorgi batendo todos os recordes em El Gringo (Foto: Rommel Gonzales)

Marco Giorgi batendo todos os recordes em El Gringo (Foto: Rommel Gonzales)

“Caramba, estou muito, mas muito feliz mesmo com este dia que será inesquecível para mim”, disse Marco Giorgi. “Eu fiz dois tubaços e consegui avançar para as semifinais, mas ainda quero chegar à final este ano. No segundo tubo, que valeu nota 10, eu pensei que não ia conseguir sair, pois fiquei muito deep lá dentro. Mas dei um gás, passei a sessão e consegui sair já quase em cima das pedras. Estou amarradão, o tubo foi incrível mesmo”.

Antes de despachar o francês Paul Cesar Distinguin por massacrantes 19,50 a 12,50 pontos, Marco Giorgi já havia vencido a outra bateria que disputou nos tubos fantásticos do sábado em El Gringo. O seu adversário na semifinal, Paulo Moura, passou em segundo lugar, com ambos eliminando o havaiano Hank Gaskell e o chileno Leonardo Acevedo no segundo confronto do dia. Depois, o pernambucano que por muitos anos defendeu o Brasil na elite mundial do WCT, ganhou o duelo de “big riders” com Marcos Monteiro na abertura das quartas de final.

“Apesar da minha bateria com o Marquinhos (Marco Monteiro) ter sido uma das mais fracas porque não entrou muitas ondas, estou bem feliz por ter passado para as semifinais”, disse Paulo Moura. “Já fazia tempo que eu estava correndo atrás de um bom resultado. Na verdade, eu queria muito me classificar para continuar pegando estes tubos fantásticos que rolam aqui em El Gringo e consegui. Agora, é focar total para amanhã (domingo)”.

NOVO CAMPEÃO – O sábado começou com Marcos Monteiro e Paul Cesar Distinguin barrando um dos surfistas que tentavam um inédito bicampeonato no ASP 3-Star do Chile, o peruano Gabriel Villarán, que foi o Rei dos tubos de El Gringo em 2009. O outro concorrente ao segundo troféu de campeão da etapa mais desafiadora da América do Sul era o surfista local de Arica, Guillermo Satt, eliminado na disputa pelas duas últimas vagas para as quartas de final. Com isso, um novo campeão do Maui and Sons Arica World Star Tour será conhecido neste domingo.

Danny Fuller garantiu o Havaí no domingo decisivo (Foto: Rommel Gonzales)

Danny Fuller garantiu o Havaí no domingo decisivo (Foto: Rommel Gonzales)

O brasileiro Jessé Mendes e o havaiano Danny Fuller acabaram com a chance do bicampeonato acontecer esse ano, quando superaram o chileno Guillermo Satt. O havaiano depois despachou o melhor surfista nas grandes ondas da sexta-feira em El Gringo, o brasileiro Robson Santos, no último confronto do dia. Por causa do forte vento que entrou em Arica, o duelo entre o chileno Cristian Merello e Jessé Mendes foi transferido para o domingo.

“Estou bem contente por conseguir avançar às semifinais, mas não foi fácil porque na minha bateria já não tinha tantos tubos porque o vento já tinha entrado”, disse Danny Fuller. “Mesmo assim, eu consegui fazer uma boa onda no final para virar em cima do Robson (Santos), que para mim vinha sendo um dos grandes nomes do evento. Estou feliz por colocar o Havaí nas semifinais deste grande evento e vamos ver como vão estar as ondas amanhã (domingo)”.

CHAMADA ÀS 7 HORAS – Assim como vem acontecendo todos os dias, a primeira chamada do domingo também foi marcada para as 7 horas no Chile, 8 horas pelo fuso de Brasília. A primeira bateria a entrar no mar será a que faltou para fechar as quartas de final, entre Jessé Mendes e Cristian Merello, última esperança de uma vitória chilena esse ano em El Gringo. O Maui and Sons Arica World Star tour está sendo transmitido ao vivo pela internet e o link pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa do www.aspsouthamerica.com

SEMIFINAIS DO ASP 3-STAR MAUI AND SONS ARICA WORLD STAR TOUR:

1.a: Paulo Moura (BRA) x Marco Giorgi (URU)

2.a: Danny Fuller (HAV) x vencedor da última quarta de final

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.500 e 316 pontos:

1.a: Paulo Moura (BRA) 6.00 x 5.95 Marcos Monteiro (BRA)

2.a: Marco Giorgi (URU) 19.50 x 12.50 Paul Cesar Distinguin (FRA)

3.a: Danny Fuller (HAV) 9.25 x 7.75 Robson Santos (BRA)

————ficou para abrir o domingo:

4.a: Cristian Merello (CHL) x Jessé Mendes (BRA)




TERÇA FEIRA 05 DE AGOSTO 2014

FILIPE TOLEDO BOTA PRA TORAR NO US OPEN

Uma final verde-amarela para festejar o inédito bicampeonato do Brasil em um dos campeonatos mais prestigiados do mundo, com os aéreos do paulista Filipe Toledo, 19 anos, superando o “power surf” do catarinense Willian Cardoso, 28, na decisão do título do ASP Prime Vans US Open of Surfing na Califórnia, Estados Unidos. Uma multidão lotou o píer e as areias de Huntington Beach no domingo e viu Filipe Toledo repetir o feito do catarinense Alejo Muniz, 24, que no ano passado bateu o norte-americano Kolohe Andino, 20, diante da sua torcida. Filipe acaba de se mudar de Ubatuba (SP) com toda a família para a Califórnia e tirou os Estados Unidos da decisão ao eliminar Brett Simpson, 29, na semifinal.

Filipe Toledo usou os aéreos para vencer o US Open (Foto: Sean Rowland / ASP)

Filipe Toledo usou os aéreos para vencer o US Open (Foto: Sean Rowland / ASP)

“Estou superfeliz porque foi uma bateria incrível contra o Willian (Cardoso)”, disse Filipe Toledo. “Ele(Willian) surfou muito bem o campeonato todo, mas acabei jogando o meu jogo, fazendo o que eu gosto de fazer que são os aéreos e deu tudo certo. Eu surfei aqui com muita dor no meu tornozelo (contundido na etapa passada, na África do Sul), então precisei tirar isso da minha mente e me senti bem nestas condições de mar. Eu ganhei aqui em Huntington mesmo a etapa do Pro Junior em 2011 e estava me sentindo confiante durante toda a semana”.

Pela vitória no Vans US Open of Surfing, Filipe Toledo faturou 40 mil dólares de prêmio e subiu do décimo para o segundo lugar no ranking que passou a ser liderado pelo australiano Matt Banting, 20 anos. Foi ele a primeira vítima do campeão no domingo, depois Filipe achou boas rampas para usar a sua variação de aéreos e fazer os maiores placares do último dia nas ondas de Huntington Beach. Contra o californiano Brett Simpson na semifinal, somou notas 8,93 e 8,60 para vencer por 17,53 a 13,60 pontos. E na grande final, aumentou essa marca para 17,56 com notas 8,83 e 8,73 e ainda jogou um 8,07 fora nas quatro únicas ondas que surfou na bateria. Willian ainda tirou a maior nota da final – 9,03 – e acabou computando um 3,77 porque não conseguiu surfar outra onda boa para reverter o resultado.

FINAIS BRASILEIRAS – Esta era a quarta final de Filipe Toledo em etapas do ASP Qualifying Series e a primeira foi contra o próprio Willian Cardoso, que em 2012 o derrotou no ASP 6-Star Burton Toyota Pro em Newcastle, na Austrália. No mesmo ano, Filipe ganhou o ASP 5-Star Sooruz Lacanau Pro na França batendo o australiano Jack Freestone, 22 anos, mas perdeu outra decisão brasileira contra um catarinense nos Estados Unidos, Jean da Silva, 29, no ASP 6-Star de Virginia. Mesmo assim, com estas três finais se classificou para a elite dos top-34 do ASP World Championship Tour de 2013. Willian ficou bem perto de entrar também nos três últimos anos, sempre saindo da lista dos dez indicados pelo ASP Qualifying Series nas etapas finais da Tríplice Coroa Havaiana.

“Estou feliz pelo resultado, o vice-campeonato em um evento importante como o US Open”, disse Willian Cardoso. “Eu tenho surfado bem nos últimos campeonatos, tudo parecia certo, mas os resultados não aconteciam. Aqui eu consegui chegar a uma final de novo e isso me dá mais confiança para o restante do ano. É incrível estar aqui neste lugar de tanta história no nosso esporte e isso realmente vai me ajudar na motivação para os outros eventos”.

Willian Cardoso entrando no G-10 pela primeira vez no ano (Foto: Sean Rowland / ASP)

Willian Cardoso entrando no G-10 pela primeira vez no ano (Foto: Sean Rowland / ASP)

G-10 PARA O WCT – O catarinense agora passa a figurar no G-10 pela primeira esse ano, saltando da 66.a para a 12.a posição no ranking com os 5.200 pontos do vice-campeonato no ASP Prime dos Estados Unidos. Ele é o penúltimo da lista porque o novo vice-líder Filipe Toledo, o terceiro Adriano de Souza, 27 anos, e o sétimo Adam Melling, 29, da Austrália, estão entre os 22 primeiros do WCT que são mantidos na elite e dispensam a vaga pelo ranking de acesso. O 13.o colocado que fecha o G-10 após as quatorze etapas completadas no US Open of Surfing é o australiano Matt Wilkinson, 25 anos.

Willian Cardoso foi o único a entrar na zona de classificação no ASP Prime dos Estados Unidos e quem saiu foi o norte-americano Patrick Gudauskas, 28 anos, que não passou da primeira fase esse ano. Ele já havia perdido a última vaga para o paranaense Peterson Crisanto, 22, que no último dia foi ultrapassado pelo catarinense e também pelo seu algoz em Huntington Beach, o californiano Brett Simpson. Mesmo assim, o Brasil continuou com quatro surfistas entre os dez indicados pelo ASP Qualifying Series para o WCT de 2015, sem contar Filipe Toledo e Adriano de Souza.

O paulista Wiggolly Dantas, 24 anos, campeão da primeira etapa com status Prime de 6.500 pontos do ano, o Quiksilver Saquarema Prime no Brasil, está em quarto no ranking, o potiguar Jadson André, 24, é o sexto e os catarinenses Tomas Hermes, 27, e Willian Cardoso ocupam a 11.a e 12.a posições. Dois são da Austrália, o líder Matt Banting e o último do G-10, Matt Wilkinson. E os outros quatro são o havaiano Keanu Asing, 21, em quinto lugar, o oitavo Charles Martin, 24, de Guadalupe, o nono Tim Reyes, 32, dos Estados Unidos e o décimo Billy Stairmand, 24, da Nova Zelândia.

WCT FEMININO – No domingo o US Open of Surfing também encerrou a sexta das dez etapas do Samsung Galaxy ASP Women´s World Tour e a disputa do título mundial ficou ainda mais acirrada. A decisão foi australiana e Tyler Wright, 20 anos, conseguiu a sua primeira vitória no ano para entrar na briga, ganhando a disputa contra Stephanie Gilmore, 26, que valia a terceira posição no ranking. A nova campeã do US Open já havia barrado a defensora do título mundial e líder do ranking 2014, Carissa Moore, 21, nas quartas de final realizadas no sábado, sempre fazendo as melhores apresentações entre as meninas.

Pódio dos campeões com Tyler Wright e Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland / ASP)

Pódio dos campeões com Tyler Wright e Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland / ASP)

Com a derrota, a havaiana poderia perder o primeiro lugar para Sally Fitzgibbons, 23 anos, se ela passasse para a final, mas a australiana acabou eliminada quando Stephanie Gilmore surfou a melhor onda do domingo em Huntington Beach, nota 9,93. Mesmo assim, a vantagem de Carissa Moore para Sally Fitzgibbons caiu para apenas 200 pontos. A havaiana segue na frente com 44.900 pontos, contra 44.700 da australiana, 41.000 de Tyler Wright e 40.750 de Stephanie Gilmore. As quatro vão brigar pelo título mundial nas quatro etapas que restam para fechar o WCT feminino de 2014.

“O campeonato foi longo, mas muito agradável para mim em todos os dias”, disse Tyler Wright. “Eu não estaria aqui sem o apoio da minha equipe e eles significam o mundo para mim. Todas as meninas surfaram muito bem todo o evento e foi maravilhoso ver isso. Eu me senti bem relaxada, só tentando surfar meu melhor e tudo correu muito bem para mim esta semana, então adorei tudo”.

PERU NO PÓDIO PRO JUNIOR – O maior campeonato do mundo também promoveu etapas do circuito norte-americano Pro Junior masculina e feminina em Huntington Beach, que foram encerradas no sábado. Dois brasileiros e igualmente catarinenses como Willian Cardoso, disputaram as semifinais, mas quem passou para representar a América do Sul na decisão do título foi o peruano Miguel Tudela. Ele ganhou a disputa pelas duas últimas vagas, que acabou tirando Yago Dora. E o atual campeão sul-americano Pro Junior, Luan Wood, já havia perdido na primeira semifinal.

Na bateria decisiva, Miguel Tudela não conseguiu achar boas ondas para continuar mostrando o seu surfe e terminou em quarto lugar, ainda assim um ótimo resultado para o surfista do Peru no maior palco do esporte nos Estados Unidos. O campeão Pro Junior do US Open of Surfing foi o australiano Matt Banting, que também no sábado confirmou a liderança no ranking do ASP Qualifying Series quando derrotou o brasileiro Jadson André nas oitavas de final do ASP Prime. O vice-campeão Pro Junior foi o norte-americano Cam Richards e em terceiro lugar ficou o havaiano Joshua Moniz.

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FINAL DO ASP WOMENS TOUR DO US OPEN OF SURFING:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 14,77 pontos (notas 8,67+6,10) – US$ 60.000 e 10.000 pontos no WCT

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 13,16 (7,33+5,83) – US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 15.000 e 6.500 pontos:

1.a: Tyler Wright (AUS) 13.17 x 8.70 Malia Manuel (HAV)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.10 x 14.03 Sally Fitzgibbons (AUS)

TOP-5 DO RANKING DO WCT FEMININO – 6 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 44.900 pontos

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 44.700

3.a: Tyler Wright (AUS) – 41.000

4.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 40.750

5.a: Malia Manuel (HAV) – 31.900

FINAL DO ASP PRIME VANS US OPEN OF SURFING:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 17,56 pontos (notas 8,83+8,73) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Willian Cardoso (BRA) com 12,80 (9,03+3,77) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 11.000 e 4.225 pontos:

1.a: Willian Cardoso (BRA) 15.66 x 8.57 Adam Melling (AUS)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 17.53 x 13.60 Brett Simpson (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar – US$ 7.000 e 3.320 pontos:

1.a: Willian Cardoso (BRA) 14.67 x 14.37 Maxime Huscenot (FRA)

2.a: Adam Melling (AUS) 15.60 x 11.67 Jordy Smith (AFR)

3.a: Filipe Toledo (BRA) 14.93 x 12.33 Matt Banting (AUS)

4.a: Brett Simpson (EUA) 13.83 x 11.43 Garrett Parkes (AUS)

G-10 DO ASP QUALIFYING SERIES – 14 etapas:

1.o: Matt Banting (AUS) – 12.920 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 12.880

3.o: Adriano de Souza (BRA) – 10.789

4.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 10.025

5.o: Keanu Asing (HAV) – 9.276

6.o: Jadson André (BRA) – 9.040

7.o: Adam Melling (AUS) – 8.702

8.o: Charles Martin (GLP) – 8.566

9.o: Tim Reyes (EUA) – 8.410

10: Billy Stairmand (NZL) – 8.030

11: Tomas Hermes (BRA) – 7.100

12: Willian Cardoso (BRA) – 6.995

13: Matt Wilkinson (AUS) – 6.480


SÁBADO 02 DE AGOSTO 2014
AGOSTO COMEÇA EM PERNAMBUCO


Arre Albuquerque brinda  o começo de agosto no Cupe, em Porto de Galinhas.

Tradicional mês do cachorro louco e dos fortes ventos, agosto começou com um terral nesse
dia 01 em Porto de Galinhas. Convidado pelo Shaper 
Ricardo Marroquim Jr fomos conferir a
Vala do Lobo que apresentava uma formação perfeita e segurou o terral até às 9:30 h, O
Shaper Marrocão surfando com suas novas criações 100$ epóxi estava muito satisfeito
com as novas criações. Foi uma caída muito tranquila pois o crowd não existia.
Sejam bem vindos ao Agosto do Surf.

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DESSE DIA 01/08/14

QUINTA FEIRA  31 DE JULHO 2014.

JULHO SE CONSAGRA COMO O MÊS 
DO SURF EM PERNAMBUCO.




O local de Gaíbu Betinho Rodrigues acelera no trilho do quintal de casa.

O mês de julho finaliza com uma consagração exemplar em 2014. Além de ter sido
o mês dos grandes eventos em Pernambuco, ele também apresentou dias de 
grandes ondas e grandes terrais. Ainda hoje conversando como big rider Bruno Pig
ele me falava que o final de semana foi espetacular nas principais bancadas do estado.

Gaíbu também apresentou bons momentos com sua vala muito alinhada e 
proporcionando terrais matinais de alta qualidade.

Que venha agosto e apresente seu repetório.



SÁBADO 26 DE JULHO 2014

GABRIEL FARIAS VENCE E O PINO DETONADOR
FAZ HISTÓRIA EM ITAPUAMA.



Encerrada nessa sexta a quarta etapa do pernambucano 2014 de forma brilhante na praia de Itapuama, (25 km do Recife) considerada o novo Acaiaca, aonde nasceu o Surf no Recife. Com um swell forte a competição aconteceu com uma Itapuama mostrando seus dias nervosos com as series bombando sem parar, e essa foi um dos pontos forte desse circuito muita onda. Parabenizar a Federação Pernambucana a Associação Nordestina e a CBS por mais um grande evento. O nosso Presidente Geraldinho muito feliz com a realização do evento já contabilizava o circuito como um dos melhores já realizados.

 Na água brilhou o Gabriel Farias, atual campeão profissional que teve de bater três surfistas muitos fortes para ficar no lugar mais alto, Cezar Aguiar (2) Luel Felipe (3) seus vizinhos de Porto de Galinhas e o Paulo Henrique  local de Natal. Foi uma das melhores baterias que tivemos esse ano, pois o nível do Surf estava muito alto com os atletas fazendo  notas atrás de notass e se revezando no topo. Parabéns ao Gabriel Farias que subiu para a décima primeira colocação depois de perder duas etapas por motivo de viagens internacionais e na única etapa que competiu foi apenas o décimo sexto.


Quem ficou muito feliz foi o Cezar Aguiar que no dia do seu aniversário assumiu os rankings pernambucano / nordestino e agora busca o titulo na última etapa em Olinda, que deve ter sua data anunciada nos próximos dias.



O grande destaque do evento foi com certeza a vitória do Anão Detonador, Roberto Pino na categoria Máster  Ele que na semi final tinha detonado o atual Campeão Brasileiro Pedro Lima e que já estava satisfeito de fazer duas finais, detonou o Guga Roque, Paulo Germano e Luiz Monteiro, o Potó em bateria histórica. Parabéns Detonador.

Nas demais categorias também não faltaram emoções e todos os atletas estão de parabéns, afinal se não fosse por vocês não haveria alegria.

Resultados:

PROFISSIONAL
 

 1.       Gabriel Farias

 

 2.       César Aguiar

 

 3.       Luel Felipe

 

 4.       Paulo Henrique

 
 OPEN
 
1.       Elivelton Santos
 

 2.       Emanuel de Souza

 

 3.       José Francisco

 

 4.       Pedro Henrique

 
> Máster
 

 1.       Roberto Pino

 

 2.       Gustavo Roque

 

 3.       Paulo Germano

 

 4.       Luiz Fernando

 
 Sênior
 

 1.       Emanuel de Souza

 

 2.       Oswaldo Cajá

 

 3.       Fernando Santos

 

 4.       Roberto Pino

 
 
 Junior
 

 1.       Tiago Silva

 

 2.       Dener Carvalho

 

 3.       Ivis opes

 

 4.       Douglas José

 
 Mirim
 

 1.       Douglas José

 

 2.       Wallace Junior

 

 3.       Tiago Pereira

 

 4.       Cauã Nunes

 
 Iniciante
 

 1.       Cauã Nunes

 

 2.       Lucas Lisboa

 

 3.       Grego

 

 4.       Lucas Henrique

 
 Longboard
 

 1.       Reginaldo Nascimento

 
2.       Romualdo Nascimento
 

 3.       Rafael Cavalcante

 

 4.       Carlos Silveira

 
 Feminino
 

 1.       Edjane de Oliveira

 

 2.       Carol Souza

 

 3.       Ramayana Silveira

 

 4.       Marília Lacerda





QUINTA FEIRA 24 DE JULHO 2014
PERNAMBUCANO EM ITAPUAMA, COMEÇA
COM EXCELENTES CONDIÇÕES DE ONDAS.



Thalis Galvão decola na vala e avança na Open.

A quarta etapa do pernambucano 2014 começou com excelentes condições de ondas e muito
prestigiada com atletas de vários estados disputando a premiação de R$ 5 mil reais e os pontos
que também são válidos para o Nordestino PRO. Com a presença de nomes como Elivelton
Santos, Luel Felipe Silva, Junior Lagosta, Alan Donato, Cezar Aguiar Molusco e o atual
Campeão Gabriel Farias tivemos uma quinta feira de boas baterias na categoria principal.
Amanhã sera um dia de muitas disputas pois várias categorias ainda na segunda fase terão
de ser finalizadas pois no sábado já começam as disputas do Brasileiro amador. Nessa
sexta a categoria que abre o dia é a MASTER á partir dás 7 horas.Venha para Itapuama
e acompanhe o show de Surf que vai acontecer durante todo o dia.

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DESSA QUINTA EM ITAPUAMA.





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