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06 de dezembro 2017

HAWAII, A HORA DA VERDADE.

O prazo do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons, começa na sexta-feira e tem até o dia 20 de dezembro para fechar a temporada 2017 do World Surf League Championship Tour. Os surfistas já estão escalados e o havaiano John John Florence e o brasileiro Gabriel Medina vão tentar o bicampeonato mundial, mas o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson têm chances de conseguir o primeiro título deles esse ano. Também em Banzai Pipeline será definida a lista dos top-34 que vão disputar o CT 2018 e a briga pelas últimas vagas no grupo dos 22 que são mantidos na elite, vai envolver quatorze surfistas na parte de baixo da tabela.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

A batalha principal pelo título mundial está mais concentrada em John John Florence e Gabriel Medina, que venceu as duas etapas da perna europeia na França e em Portugal, última parada antes da grande final no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu. O havaiano tem 53.350 pontos no ranking e o brasileiro está com 50.250, precisando no mínimo chegar nas quartas de final para atingir 53.700. John John confirma o bicampeonato consecutivo se chegar na final do Billabong Pipe Masters, o que ainda não conseguiu.

No entanto, se o havaiano parar nas semifinais, por exemplo, Medina ainda tem chance de lhe tirar o título se vencer o campeonato, o que ele também não conseguiu ainda, apesar de já ter feito duas finais em Banzai Pipeline. A primeira perdeu para Julian Wilson depois de festejar o título mundial em 2014. No ano seguinte, a decisão foi brasileira e Medina já tinha conquistado a Tríplice Coroa Havaiana e garantido o título mundial de Adriano de Souza ao barrar Mick Fanning nas semifinais. Mineirinho depois ganhou a coroa do Pipe Masters.

Gabriel Medina (Foto: Masurel - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Masurel – WSL)

John John Florence pode ir dificultando as chances de Gabriel Medina a cada bateria que vencer em Pipeline. Se passar pela terceira fase, obriga o brasileiro a chegar na final para supera-lo. Se ganhar mais uma e avançar para as quartas de final, Medina já vai precisar vencer o campeonato, mesma situação se o havaiano chegar nas semifinais. Já os outros dois concorrentes, John John tira Julian Wilson da briga se passar pela terceira fase e acaba com as chances de Jordy Smith se avançar para as quartas de final.

VAGAS NO CT 2018 – Na parte de baixo da tabela, a briga pelas últimas vagas para o CT 2018 promete ser intensa também. Serão cinco surfistas defendendo suas permanências no G-22, Caio Ibelli (18.o lugar), Jeremy Flores (19.o), Kanoa Igarashi (20.o), Conner Coffin (21.o) e Bede Durbidge (22.o). Entre os nove que podem superar as pontuações atuais deles no ranking, a melhor chance é para os três brasileiros que estão na porta de entrada da zona de classificação, Miguel Pupo (23.o lugar), Wiggolly Dantas (24.o) e Italo Ferreira (25.o). Para eles, a condição mínima é passar da terceira fase no Havaí, ou seja, ganhar duas baterias para garantir 4.000 pontos do nono lugar no Billabong Pipe Masters.

 

















PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PIPE MASTERS:

1.a: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Jadson André (BRA)

2.a: Owen Wright (AUS), Kanoa Igarashi (EUA), Josh Kerr (AUS)

3.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Stuart Kennedy (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS), Ethan Ewing (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Miguel Pupo (BRA), convidado

6.a: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA), convidado

7.a: Adriano de Souza (BRA)Caio Ibelli (BRA), Jack Freestone (AUS)

8.a: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA), Kelly Slater (EUA)

9.a: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH), Ezekiel Lau (HAV)

10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Ian Gouveia (BRA)

11: Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)

12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (PRT), Italo Ferreira (BRA


05 DE DEZEMBRO 2017

BAÍA FORMOSA, AONDE O SURFE NUNCA PARA.

Veja galeria especial do último swell nessa importante cidade
do Surfe potiguar.




03 de dezembro 2017

BRASIL ENTRA RASGANDO TUDO NO WQS.

A Vans World Cup of Surfing fechou o WSL Qualifying Series 2017 neste sábado no Havaí, com o Brasil conquistando seis das dez vagas para a elite dos top-34 que vai disputar o título mundial de 2018 no Championship Tour. O último a ser confirmado foi o cearense Michael Rodrigues, que ficou ameaçado de sair do G-10 até o último minuto das semifinais. Foi quando seu último concorrente, Patrick Gudauskas, terminou em quarto lugar na bateria e tiraria o brasileiro da lista se tivesse ficado em terceiro pelo menos.

Conner Coffin (Foto: Tony Heff – WSL)

Os outros classificados foram o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora, Willian Cardoso e o potiguar Italo Ferreira. Os norte-americanos também festejaram no último dia, com Griffin Colapinto tirando o primeiro lugar no ranking final do QS 2017 do brasileiro Jessé Mendes, Conner Coffin vencendo a World Cup e Kolohe Andino sendo o vice-campeão. O australiano Wade Carmichael ficou em terceiro lugar e o próprio Colapinto em quarto no QS 10000 de Sunset Beach.

O jovem Griffin Colapinto, 19 anos, também ganhou uma batalha direta pela liderança da Tríplice Coroa Havaiana com Wiggolly Dantas nas semifinais. Na primeira etapa desta competição especial que fecha a temporada da World Surf League na ilha de Oahu, o californiano ficou em segundo lugar na decisão do Hawaiian Pro e o Wiggolly em terceiro. O campeão Filipe Toledo não competiu em Sunset, então a briga pela ponta era entre os dois.

Griffin Colapinto (Foto: Tony Heff – WSL)

A bateria foi logo dominada por Colapinto e por Wade Carmichael, que atacou uma onda com seu “power surf” agressivo para ganhar 9,57 dos juízes. Mas, o norte-americano liderou desde o início com as notas 6,17 e 8,23 das suas duas primeiras ondas. Wiggolly Dantas só conseguiu surfar nos 10 minutos finais, mas em ondas que só proporcionavam uma ou duas manobras antes de fechar. Já era tarde para uma reação e ele terminou em terceiro lugar na disputa pelas duas primeiras vagas na grande final.

ÚLTIMA VAGA – Na outra semifinal, foi decidida a última classificação para o CT 2018. Eram três norte-americanos e Patrick Gudauskas tiraria o brasileiro Michael Rodrigues do G-10 se ficasse no mínimo em terceiro lugar na bateria. Mas, seus compatriotas Conner Coffin e Kolohe Andino que já estão na elite, atacaram as ondas para receber grandes notas e ganharam as duas últimas vagas para tentar o prestigiado título da Vans World Cup of Surfing.

Wiggoly Dantas (Foto: Tony Heff – WSL)

Mesmo assim, Patrick poderia conseguir a última vaga no CT se ficasse em terceiro lugar, à frente de Barron Mamiya. Ambos quase não surfaram na bateria. O californiano surfou uma no início que valeu 6,23 e só pegou outra há 3 minutos do fim. Ele ainda teve mais uma chance de superar o havaiano, mas não conseguiu. A nota saiu 5,77 e ele ficou em último por 4 décimos, totalizando 12,00 pontos contra 12,04 do terceiro colocado.

Com isso, a última vaga para o CT 2018 ficou mesmo para Michael Rodrigues. Ele perdeu na sexta-feira e o sábado começou com nove surfistas tendo chances matemáticas de ultrapassa-lo. Mas, para a sua felicidade, todos foram caindo um a um, até acontecer o único resultado que ainda manteria o cearense no G-10, Patrick Gudauskas ficar em último na semifinal. Para Michael Rodrigues, foi o fim de uma agonia que durou o dia inteiro, pois em quase todas as baterias tinha alguém ameaçando a sua última vaga na lista.

Caio Ibelli (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

SELEÇÃO BRASILEIRA – O cearense é a quinta novidade na “seleção brasileira” do CT no ano que vem. Os outros que também nunca fizeram parte do seleto grupo dos 34 melhores surfistas do mundo e vão estrear na divisão principal da World Surf League em 2018 são o paulista Jessé Mendes e os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora e Willian Cardoso. O potiguar Italo Ferreira já era da elite e confirmou sua permanência entre os dez indicados pelo QS no sábado também em Sunset Beach.

Em 2018, o Brasil estará reforçado por um surfista a mais do que os nove deste ano, pois quatro estão entre os 22 primeiros do CT que são mantidos na elite dos top-34, os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, Filipe Toledo e Caio Ibelli. E este número pode até aumentar, caso Miguel Pupo e Wiggolly Dantas consigam entrar no G-22 do CT no Billabong Pipe Masters, que começa nesta sexta-feira, 8 de dezembro. Pupo está em 23.o no ranking e Wiggolly é o 24.o, seguido por Italo Ferreira em 25.o. Se o potiguar se classificar pelo CT, sua vaga no QS fica para o americano Patrick Gudauskas.

Wiggoly Dantas (Foto: Tony Heff – WSL)

MAIORIA BRASILEIRA – Os brasileiros chegaram no sábado com maioria entre os 32 escalados nas oitavas de final que abriram o último dia em Sunset Beach. O mar tinha baixado um pouco em relação aos outros dias, mas o swell continuou bombando séries pesadas de 2 metros, porém com longos intervalos entre as séries e poucas ondas boas entrando nas baterias. Os sete brasileiros ficaram divididos em cinco baterias.

Na primeira do dia, entraram dois e só um passou, Caio Ibelli, na vitória de Dion Atkinson. Os favoritos eram o campeão mundial Adriano de Souza e outro australiano, Matt Wilkinson, que acabaram eliminados. O peruano Miguel Tudela competiu na segunda e ficou em último. A terceira foi outro confronto direto entre Brasil e Austrália que terminou empatado, o baiano Bino Lopes venceu, Stu Kennedy passou em segundo e Miguel Pupo, que estava bem próximo do G-10, não achou as ondas nas condições irregulares do mar e ficou em último.

Na bateria seguinte, Wiggolly Dantas usou seu “backside attack” explosivo nas direitas de Sunset Beach para avançar junto com seu principal concorrente no ranking da Tríplice Coroa Havaiana, Griffin Colapinto. Depois, os brasileiros começaram a ajudar Michael Rodrigues a permanecer no G-10. Italo Ferreira barrou o sul-africano Michael February, que já tiraria a vaga do cearense se passasse essa bateria encerrada com vitória portuguesa de Vasco Ribeiro. E Lucas Silveira despachou outro forte concorrente que estava se aproximando a cada rodada, o italiano Leonardo Fioravanti.

Kolohe Andino (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

MAIORIA AMERICANA – Nas quartas de final, apenas Wiggolly Dantas se classificou, vencendo muito bem a primeira bateria com a força do seu backside vertical atacando os pontos mais críticos das direitas em Sunset Beach. Na segunda bateria, os novos tops do CT, Griffin Colapinto e Wade Carmichael, derrotaram o paulista Caio Ibelli e o baiano Bino Lopes.

Na seguinte, Conner Coffin e Kolohe Andino iniciaram contra o carioca Lucas Silveira, uma dobradinha campeã que foi até o pódio. Na última quarta de final, Italo Ferreira também ficou em terceiro, eliminado por Patrick Gudauskas e o havaiano Barron Mamiya, a grande surpresa do evento. A situação então se inverteu e os norte-americanos passaram a ter maioria entre os semifinalistas, quatro surfistas contra dois australianos, um brasileiro e um havaiano.

Conner Coffin, Grifin Colapinto, Wade Carmichael e Kolohe Andino (Foto: Tony Heff – WSL)

Na primeira, a dupla Colapinto e Carmichael tirou o Brasil da decisão do título, com Wiggolly Dantas terminando em quinto lugar na World Cup. Na outra bateria, deu Conner Coffin e Kolohe Andino mais uma vez, contra Barron Mamiya e Patrick Gudauskas. Na última bateria do campeonato, a dobradinha americana se repetiu com Conner Coffin ganhando o troféu de campeão da segunda joia da Tríplice Coroa Havaiana. Kolohe Andino ficou em segundo lugar, seguido por Wade Carmichael e o campeão do QS 2017, Griffin Colapinto.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do QS 10000 Vans World Cup of Surfing podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com que transmitiu a grande final do WSL Qualifying Series 2017 ao vivo de Sunset Beach.
 

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2017 – após a última etapa no Havaí:

1.o: Griffin Colapinto (EUA) – 26.900 pontos

2.o: Jessé Mendes (BRA) – 25.400

3.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 23.030 e top-22 do CT

4.o: Wade Carmichael (AUS) – 21.400

5.o: Tomas Hermes (BRA) – 20.880

6.o: Yago Dora (BRA) – 20.450

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 20.360

8.o: Willian Cardoso (BRA) – 19.000

9.o: Keanu Asing (HAV) – 16.950

10.o: Ezekiel Lau (HAV) – 16.750

11.o: Michael Rodrigues (BRA) – 16.550


26 DE NOVEMBRO 2017

MIMPI SUPER GALERIA


21 de novembro 2017

VENCEDORES DO MIMPI CELEBRAM NO

PARQUE LAJE



20 de novembro 2017

DOMINGO DE ESTRELAS NO MIMPI


18 de novembro 2017

ABERTURA DO MIMPI

17  de novembro 2017

MIMPI COMEÇA FUMAÇANDO.


15 de novembro 2017

BATE E VOLTA NA BAÍA FORMOSA.











12 de novembro 2017

ODEBRECHT FECHA A PRAIA DO PAIVA.


04 de novembro 2017

DEIVID SILVA VENCE AS ESTRELAS DA ELITE.

O Hang Loose São Sebastião Pro foi encerrado no sábado com a Praia de Maresias ficando lotada mais uma vez no último dia da etapa do QS 3000 que fechou o calendário da WSL South America no litoral norte de São Paulo. O campeonato terminou com festa paulista de Deivid Silva e Thiago Camarão comemorando títulos no pódio. Deivid derrotou Flavio Nakagima na final para conquistar sua segunda vitória seguida no Brasil, pois também ganhou o QS 1500 de Itacaré, domingo passado na Bahia. Os dois barraram os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza nas quartas de final. Já Thiago Camarão, que é de São Sebastião, ficou com o título de campeão sul-americano de 2017 no ranking que liderou o ano inteiro.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“Eu só tenho que agradecer, pois ganhar dois eventos seguidos com tantos surfistas de alto nível competindo, foi sensacional”, disse o guarujaense Deivid Silva, no pódio. “Muito obrigado a toda essa galera que lotou a praia esses dias, que passou uma vibe incrível fazendo uma festa a cada onda que a gente surfava. Quero também agradecer a minha família e minha esposa que me ajudaram muito aqui e parabéns ao (Flavio) Nakagima pela bateria emocionante que fizemos na final e ao (Thiago) Camarão, que é o novo campeão sul-americano. Espero que no ano que vem tenha esse evento de novo com essa vibe incrível de vocês. Obrigado a todos”.

No sábado, as ondas estavam bem menores do que nos dois primeiros dias, mas apresentando boa formação ainda nas séries de 2-3 pés que rolavam na Praia de Maresias. A torcida que lotou a praia para ver principalmente os campeões mundiais em ação, permaneceu nas areias até as finais, mesmo depois que eles perderam. O campeão Deivid Silva ganhou duas vezes de Gabriel Medina na casa dele, até elimina-lo nas quartas de final. Na disputa seguinte, foi a vez de Flavio Nakagima barrar Adriano de Souza no desempate do duelo que terminou com os dois totalizando 13,07 pontos. A nota 7,90 de Nakagima na última onda definiu a vitória.

Flavio Nakagima (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“O evento todo foi alucinante e o dia hoje (sábado) foi incrível”, disse o surfista da Praia Grande, Flavio Nakagima. “Foi um dia tenso, com muitas baterias difíceis e quero parabenizar o Deivid (Silva) pelo excelente campeonato que fez. Ele mostrou mais uma vez que está em altíssimo nível e parabéns ao Camarão também pelo título sul-americano. Eu amo muito Maresias, me sinto em casa aqui e quero agradecer ao público que veio aqui para nos prestigiar. É isso, o surfe é um show e vocês que fazem a festa, obrigado”.

A grande final com 35 minutos de duração foi iniciada as 14h50 com a praia cheia em Maresias para assistir uma decisão paulista no Hang Loose São Sebastião Pro. As ondas estavam pequenas e demorando a entrar, com a escolha das melhores ganhando peso decisivo na definição do campeão. Deivid Silva foi o primeiro a surfar, pegando uma direita para fazer duas manobras fortes no outside e outra no inside pra finalizar. Flavio Nakagima entrou na seguinte e usou a mesma fórmula de três manobras também de backside em outra direita. As notas demoraram um pouco a sair e a do Deivid foi melhor, valeu 7,83 contra 6,67 de Nakagima.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Deivid logo pega outra e insiste nela até a beira para tirar 4,17 e liderar com 5,34 pontos de vantagem. Nagakima dá o troco numa esquerda que ele sai acelerando e voa num aéreo rodando de frontside para receber 6,03 e passar à frente da bateria. Deivid fica precisando de 4,87 e também pega uma esquerda, mas erra o segundo movimento. A prioridade de escolha da próxima onda fica então para Nakagima, mas Deivid entra em outra esquerda que ele deixa passar, faz uma rasgada e tenta o aéreo, só que não consegue aterrisar.

O tempo passa rápido e chega nos 10 minutos finais com Deivid mais ativo no mar, remando de um lado para o outro. Ele pega mais uma esquerda que abre a parede para fazer três manobras de frontside e conseguir a virada com nota 5,73. Nakagima passa a precisar de 6,03 para vencer. Os dois pegam ondas fracas na sequência, mas logo Deivid escolhe bem uma direita boa para mandar duas batidas fortes com seu backside vertical e aumentar a vantagem para 7,0 pontos com a nota 5,83 recebida.

Deivid Silva e Flavio Nakagima (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

O sinal de 5 minutos para o término soou com o mar quase “flat”. Somente nos últimos segundos entrou uma onda e Nakagima foi para a esquerda, mandou mais um aéreo, enquanto Deivid pegou uma direita, ficando o suspense pelas notas. A do Nakagima valeu 5,60 e Deivid Silva festejou sua segunda vitória seguida por 13,66 a 12,70 pontos, faturando mais 12.000 dólares de prêmio e os 3.000 pontos no QS, que o levaram do 29.o para o 21.o lugar na classificação geral das 51 etapas completadas neste sábado na Praia de Maresias.

VAGAS NO CT – Com o vice-campeonato no Hang Loose São Sebastião Pro, Flavio Nakagima subiu da 28.a para a 23.a posição no ranking que classifica os dez primeiros para a elite dos top-34 do CT. No momento, os brasileiros estão com metade das vagas no G-10. O líder, Jessé Mendes, e o terceiro colocado, Yago Dora, já são duas novidades garantidas para o ano que vem. Willian Cardoso em quarto lugar e Tomas Hermes em quinto, estão bem pertos disso também e Michael Rodrigues fecha a lista na décima posição. A definição dos dez indicados pelo QS será na Triplice Coroa Havaiana, que começa no próximo dia 12 na ilha de Oahu.

Jessé Mendes (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Jessé Mendes e Tomas Hermes foram até as semifinais do Hang Loose São Sebastião Pro no sábado. A bateria entre Nakagima e Tomas Hermes foi mais disputada e decidida nas ondas surfadas nos últimos minutos. As do vice-campeão foram melhores e valeram 7,33 e 5,87, contra 6,27 e 5,73 do catarinense no placar encerrado em 13,20 a 12,00 pontos. E foi contra Jessé Mendes, que Deivid fez sua melhor apresentação na Praia de Maresias. Ele detonou uma onda com uma série interminável de manobras que arrancou dos juízes a maior nota do campeonato, 9,87, superando a 9,80 de Gabriel Medina na sexta-feira.

“O Deivid (Silva) estava em sintonia com as ondas, pegou as melhores e mereceu ir para a final”, disse Jessé Mendes. “Mesmo já classificado para o CT no ano que vem, eu vim aqui para manter o ritmo de competição. Tive muitas baterias difíceis e sinto que fiz um bom resultado em um evento com tantos surfistas bons. Eu tenho treinado muito forte esse ano, me sinto mais maduro, mas acho que foi por forças maiores que eu consegui tantos resultados bons que me garantiram no CT”.

Adriano de Souza (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Nas quartas de final, a maioria das baterias foram definidas nos minutos finais. Na primeira, Jessé Mendes conseguiu uma nota 7,0 para derrotar o potiguar Italo Ferreira por 11,87 a 11,56 pontos. Na segunda, Deivid ganhou 7,33 na última onda para ganhar de virada de Gabriel Medina por 13,50 a 13,36 pontos. No duelo seguinte, Nakagima conseguiu a nota exata para empatar o placar com Adriano de Souza em 13,07 pontos e o 7,90 recebido decidiu a vitória. Só na última quarta de final, Tomas Hermes não deu qualquer chance para o jovem catarinense Mateus Herdy, derrotando-o com a maior somatória do último dia, 16,67 a 11,93 pontos.

TÍTULO SUL-AMERICANO – Além de valer 3.000 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series, o Hang Loose São Sebastião Pro também definiu o campeão sul-americano da WSL South America no sábado em Maresias. O título foi decidido na última bateria classificatória para as quartas de final. O paulista Thiago Camarão, local da Praia de Juquehy em São Sebastião, precisava ficar no mínimo em terceiro lugar para acabar com as chances do seu único concorrente, Deivid Silva. No entanto, o confronto terminou com ele em quarto, sem contar a nota da sua última onda, que demorou um pouco para ser divulgada.

Thiago Camarão (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Camarão ficou na beira do mar aguardando o anúncio e a nota 6,33 recebida foi suficiente para tirar o terceiro lugar do catarinense Willian Cardoso no confronto que classificou o campeão mundial Adriano de Souza e Tomas Hermes para as quartas de final. Só então, Thiago Camarão festejou o título de melhor surfista profissional da América do Sul em 2017 e foi carregado pela torcida até a arena do evento.

Ele liderou o ranking desde a sua vitória na primeira etapa em Mar del Plata, na Argentina. O circuito ainda passou pelo Peru, Chile e por Itacaré, na Bahia, antes de chegar no Hang Loose São Sebastião Pro. O prêmio para os campeões regionais da World Surf League é a garantia de participação nas principais etapas do WSL Qualifying Series, com status QS 6000 e QS 10000, que são decisivas na disputa pelas dez vagas para o CT.

Thiago Camarão campeão sul-americano de 2017 (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“Estou muito feliz pelo título, mas triste pelo resultado aqui, porque eu estava almejando a vitória nessa etapa”, disse Thiago Camarão. “Mas, estou contente pelo título sul-americano, que é inédito na minha vida e pretendo focar ainda mais nos próximos eventos do Havaí, pois vou com tudo pra lá. Fico um pouco triste porque esse evento era muito importante pelo fato de ser em casa, em frente da torcida, família, é onde eu mais treino, conheço bem a onda e tenho apoio da torcida também. Acabei perdendo a bateria, mas ganhei o título sul-americano, então só posso sair daqui feliz por isso, claro”.


29 de outubro 2017

DANILO COSTA BRILHA EM ITAPUAMA.

Potiguar ex-top mundial brilhou na etapa Surf Master que acabou a pouco
na bela praia de Itapuama.

 


28 de outubro 2017

SURF MASTER NORDESTE AGITA ITAPUAMA.


Começou hoje na bela praia de Itapuama (25 km do Recife), a etapa
Surf Master Nordeste reunindo atletas de vários estados do país.
Confira a galeria de fotos do sábado. Nossa cobertura tem apoio:
Shark Surfboards, Brisa Wax e Blocos Teccel.



25 de outubro 2017

MEDINA "SHOW" VENCE EM PORTUGAL.

Com uma performance inédita em ganhar as duas etapas da “perna europeia” do World Surf League Championship Tour, Gabriel Medina entra de vez na briga pelo bicampeonato mundial. Dessa vez, vingou a derrota sofrida para o australiano Julian Wilson nos tubos de Teahupoo, Taiti, conquistando o título do MEO Rip Curl Pro Portugal com uma virada nos últimos minutos da bateria que fechou a décima etapa da temporada na quarta-feira em Supertubos. Com a vitória, Medina assumiu a vice-liderança no ranking e passou a ser o principal concorrente do havaiano John John Florence, que também tenta o segundo título mundial e ambos já tiveram grandes resultados nos tubos de Banzai Pipeline, palco da etapa final no Havaí.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

“Estou realmente muito feliz agora. Eu tinha um objetivo de ganhar um evento na Europa, então ganhar os dois foi uma coisa incrível”, disse Gabriel Medina. “Estou muito cansado agora, porque tive que trabalhar bastante. O Julian (Wilson) já me ganhou tantas vezes desse jeito, então foi bom dar o troco nele. Quando ele conseguiu passar a frente quando faltavam cinco minutos, pensei: ‘oh meu Deus, de novo’. Mas, estava confiante e estou muito contente por ter conseguido ganhar no finalzinho dele dessa vez”.

Medina chegou na Europa em oitavo lugar no Jeep Leaderboard e tirou a vice-liderança do sul-africano Jordy Smith com as duas vitórias consecutivas em Hossegor, na França, e em Peniche, Portugal. Agora, o primeiro campeão mundial do Brasil em 2014, entrou na disputa direta pelo bicampeonato no Billabong Pipe Masters, de 8 a 20 de dezembro no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu, Havaí.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

O retrospecto dos dois nesse evento é favorável ao brasileiro. O havaiano só fez uma final em Banzai Pipeline em 2013, quando perdeu para Kelly Slater, apesar de ter outras vitórias no mesmo lugar na etapa do QS que acontece em fevereiro. Já Medina disputou duas finais seguidas no Pipe Masters, em 2014 perdeu para o próprio Julian Wilson quando foi campeão mundial e em 2015 para Adriano de Souza, na inédita final verde-amarela que coroou o segundo título brasileiro no CT.

“Antes, eu não estava realmente pensando em título mundial, mas agora estou definitivamente acreditando nisso”, disse Gabriel Medina. “Ele (John John Florence) tem uma vantagem, mas agora tudo pode acontecer lá no Havaí. Eu só quero surfar o melhor que eu puder em Pipeline. Adoro aquela onda e já consegui bons resultados neste evento, então nada é impossível e vou preparado para disputar o título lá mais uma vez”.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

CAMPEÕES MUNDIAIS EM MARESIAS – Antes do Havaí, Gabriel Medina vai passar em casa e será mais uma grande atração do Hang Loose São Sebastião Pro, etapa do QS 3000 nos dias 2 e 5 de novembro na Praia de Maresias, onde ele mora em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Com exceção de Filipe Toledo, que mora na Califórnia, toda a “seleção brasileira” do CT vai prestigiar o último evento da WSL South America, o também campeão mundial Adriano de Souza, Caio Ibelli, Miguel Pupo, Wiggolly Dantas, Italo Ferreira, Ian Gouveia e Jadson André.

Na quarta-feira decisiva em Portugal, as condições estavam difíceis para competir, com poucas ondas entrando nas baterias, mas Supertubos seguiu apresentando belos tubos nas séries de 3-4 pés e boas rampas para as manobras aéreas no último dia. Na bateria final, Medina começou na frente botando pressão no australiano com uma tática e surfar várias ondas, quatorze no total, enquanto Julian preferiu ser mais paciente na escolha.

Julian Wilson (Foto: Poullenot – WSL)

DECISÃO EM PORTUGAL – Foi assim que ele conseguiu assumir a ponta numa esquerda que pegou há cinco minutos do fim da bateria e rodou um belo tubo que valeu 6,27. Mas, Medina permaneceu ativo e ainda aumentou as duas notas que estava computando nos minutos finais. Usou os aéreos também nas esquerdas de Supertubos para arrancar notas 6,93 e 6,33 e virar o placar para 13,26 a 10,94 pontos. Depois, foi carregado pelo pai e pela torcida da areia até o pódio do MEO Rip Curl Pro Portugal.

“Parabéns ao Gabriel (Medina) e tivemos dias maravilhosos aqui, com condições desafiadoras antes do mar diminuir nesses últimos dias, mas foi um grande evento”, disse Julian Wilson. “Nós sempre conseguimos boas ondas aqui em Peniche, podem ser amedrontantes ou emocionantes e agradeço a todos que vieram a praia nos apoiar nesses dias incríveis. Todos nós gostamos dessa onda, do desafio, então realmente somos gratos por toda a positividade aqui”.

DISPUTA DO TÍTULO MUNDIAL – Julian Wilson é o quarto colocado no ranking e sua chance de título mundial é bastante remota. Ele já entra no Billabong Pipe Masters necessitando unicamente da vitória. Além disso, John John Florence não poderá vencer nenhuma bateria em Pipeline, Medina não passar da terceira fase e Jordy Smith não ser o outro finalista da bateria.  Para o sul-africano, a condição mínima é chegar na final, mas John John tira ele da briga se chegar nas quartas de final e Medina também se estiver na final.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

A batalha agora ficou mais centralizada em John John Florence e Gabriel Medina e o havaiano conquista o bicampeonato se chegar na grande final do Billabong Pipe Masters, o que só conseguiu uma vez. Caso perca nas semifinais, Medina pode ficar com o título se repetir a vitória de 2014 em Banzai Pipeline. John John obriga o brasileiro a ganhar o campeonato quando chegar as quartas de final. Se terminar em nono lugar, Medina terá que chegar na final para supera-lo. De qualquer maneira, o brasileiro precisa no mínimo alcançar as quartas de final, ou seja, vencer três baterias para ultrapassar a pontuação atual do havaiano.

Em Portugal, John John tinha a chance de confirmar o bicampeonato por antecipação, antes da etapa final em Pipeline, porém competiu numa hora ruim do mar na quarta-feira em Supertubos. Ele quase não achou ondas para surfar contra Kolohe Andino, que seguiu para disputar a semifinal com Julian Wilson, deixando o havaiano em quinto lugar no Rip Curl Pro. Na mesma posição ficou o brasileiro Miguel Pupo, barrado por outro surfista dos Estados Unidos, Kanoa Igarashi, última vítima de Medina antes da decisão do título em Peniche.

“Foi realmente difícil encontrar ondas e ele (Kolohe Andino) achou duas melhores para vencer”, lamentou John John Florence. “Infelizmente, as ondas não estavam como pela manhã. Eu estava ansioso para pegar uns tubos, mas não consegui achar nenhum na bateria. Vou voltar pra casa agora e estou muito motivado para surfar em Pipeline. Espero que tenhamos boas ondas lá e se eu ganhar o título mundial em casa, será ainda mais emocionante”.

Miguel Pupo (Foto: Poullenot – WSL)

VAGAS NO CT 2018 – Apenas dois brasileiros competiram no último dia em Portugal. Diferente de Medina, o também paulista Miguel Pupo está na batalha pelas últimas vagas para o CT 2018, na parte de baixo da tabela de classificação. Ele conseguiu reagir na “perna europeia” e está agora na porta de entrada do grupo dos 22 primeiros do Jeep Leaderboard, que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem. Ele poderia ter ingressado no G-22 se chegasse na final em Portugal, porém ficou nas quartas de final. Mesmo assim, foi mais um excelente resultado para assumir o 23.o lugar no ranking, seguido por Wiggolly Dantas em 24.o e Italo Ferreira em 25.o.

Além dos três, também estão fora da zona de classificação para o CT 2018 o pernambucano Ian Gouveia em 27.o no ranking e o potiguar Jadson André em 32.o lugar. Eles podem também garantir suas permanências entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series e Jadson André vai participar das duas provas que serão realizadas agora no Brasil, antes da Tríplice Coroa Havaiana. Ele é a estrela do CT no South to South apresenta Itacaré Surf Sound Festival, que começa nesta quinta-feira e vai até domingo na Praia da Tiririca, em Itacaré, no sul da Bahia. E também estará no Hang Loose São Sebastião Pro, semana que vem na Praia de Maresias.

No WSL Qualifying Series, os brasileiros ocupam metade das vagas no G-10. No momento, os cinco estariam substituindo os cinco que estão perdendo seus lugares na elite dos top-34. O paulista Jessé Mendes (1.o no ranking) e o catarinense Yago Dora (3.o) já são dois reforços confirmados na “seleção brasileira” do CT no ano que vem. Mais dois catarinenses estão bem próximos disso, Willian Cardoso em quarto lugar e Tomas Hermes em quinto. O cearense Michael Rodrigues fecha a lista de novidades em oitavo lugar, porém terá mais trabalho para garantir vaga no G-10 na Triplice Coroa Havaiana, que fecha a temporada.






22 de outubro 2017

PAULISTA FAZ FESTA NO RIO.

A paulista Camila Cassia, 27 anos, conquistou o título mais importante do Neutrox Weekend, tirando a vitória da favorita Silvana Lima, 32, nos últimos minutos da grande final do QS 1500 que fechou o domingo na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A cearense da elite mundial do CT e líder do ranking do WSL Qualifying Series, liderou a bateria desde o início, até Camila achar uma boa esquerda que abriu a parede para ela fazer três manobras fortes de backside e ganhar nota 8,33 dos juízes, para virar o placar para 12,93 a 12,84 pontos. Na outra decisão do domingo, a catarinense Tainá Hinckel, 14 anos, venceu a final Pro Junior Sub-20, mas quem festejou o título brasileiro da categoria foi a saquaremense Kayane Reis, 18 anos.

Camila Cassia (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

“Nossa, nem tenho palavras para descrever o que estou sentindo nesse momento, mas é um sonho realizado”, disse a surfista de Ubatuba, Camila Cassia. “Eu sempre sonhei em fazer uma final com a Silvana (Lima), que sempre foi uma inspiração pra mim e só tenho que agradecer a Deus por tudo isso que estou vivendo agora. Quero oferecer essa vitória a toda galera de Ubatuba, minha família, meus amigos, ao Maicon que sempre está do meu lado e também para a galera da escolinha do Zecão”.

A cearense Silvana Lima era a grande favorita ao título do Neutrox Weekend e começou forte a bateria decisiva numa boa onda que valeu nota 7,67. As séries estavam demorando bastante para entrar e ambas tiveram que ter muita paciência dentro d´água. Camila Cassia só conseguiu notas 4,00 e 4,60 nas duas primeiras ondas que surfou e logo Silvana respondeu com 5,17 para abrir uma grande vantagem de 8,24 pontos.

Camila Cassia (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

O tempo foi passando, as ondas não apareciam, mas há 3 minutos do fim, surgiu uma série boa e Camila pegou uma esquerda que abriu uma parede lisa com bom tamanho para mandar três manobras fortes de backside. A decisão ficou para os juízes, que deram nota 8,33 para ela assumir a liderança com 12,93 pontos, contra 12,84 da cearense. Silvana ainda pegou uma onda no final, mas era fraca e o prêmio máximo de 6.000 dólares da vitória no QS 1500 Neutrox Weekend ficou mesmo para Camila Cassia.

“Foi a fé. Quando a pessoa tem fé, tudo pode acontecer até os minutos finais e estou muito feliz”, vibrou Camila Cassia, com sua primeira vitória no Circuito Mundial. “Desde o começo da bateria, eu optei em pegar as esquerdas perto da boia e procurei me manter calma, respirar e no final deu tudo certo pra mim. Pena que eu não consigo correr mais campeonatos por falta de patrocínio e aqui no Brasil todo mundo vive isso. Eu queria ter oportunidade de correr várias etapas, porque sei que eu tenho potencial. Espero conseguir um apoio, um patrocinador, para correr todo o Circuito Mundial ano que vem”.

Silvana Lima (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

Antes da vitória espetacular contra Silvana Lima, Camila Cassia já tinha barrado a grande surpresa do QS 1500 Neutrox Weekend, Tainá Hinckel, nas semifinais e passado também pela vice-líder do ranking sul-americano da WSL South America, Dominic Barona, equatoriana que ocupa a 15.a posição no WSL Qualifying Series. Ou seja, Camila derrotou as duas participantes mais bem colocadas no QS no domingo decisivo de boas ondas na Barra da Tijuca. Silvana também ficou feliz pelo resultado e pelo verdadeiro festival de surfe feminino promovido pela Neutrox no Rio de Janeiro, com várias categorias sendo disputadas desde sexta-feira.

“A Camila Cassia está de parabéns, porque surfou muito bem o evento inteiro e eu sabia que não ia ser fácil. Até falei a ela na semifinal que queria encontrar ela na final e foi isso que aconteceu”, disse Silvana Lima. “Eu cometi um erro de prioridade ali no final que acabou fazendo a diferença na bateria, pois foi quando ela conseguiu a melhor onda que valeu mesmo a nota que recebeu. Mas, o evento foi alucinante, com a Neutrox ajudando o surfe feminino e acho que isso foi só o começo porque no ano que vem vai ter mais. Eu vou continuar treinando forte, testando pranchas novas e agora é focar na última etapa do CT em Maui (Havaí), para buscar um bom resultado lá para fechar bem o ano”.

Nathalie Martins (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

SEMIFINAIS – Como não conseguiu o título no evento promovido por um dos seus patrocinadores, Neutrox, a última bateria que Silvana venceu na Barra da Tijuca foi a semifinal contra a campeã sul-americana do ano passado, Nathalie Martins. A paranaense não conseguiu achar boas ondas e dividiu o terceiro lugar no QS 1500 Neutrox Weekend com a catarinense Tainá Hinckel, que perdeu a segunda semifinal para a campeã Camila Cassia. Nathalie confirmou que vai participar da última etapa da WSL South America, no próximo fim de semana no Peru.

“É lógico que eu queria ter passado para a final, mas o terceiro lugar também é um bom resultado e hoje (domingo) eu não consegui me encontrar nesse mar em nenhum momento, até nas baterias que eu passei”, disse Nathalie Martins, que ainda não tinha participado de nenhuma das três etapas do QS antes realizadas na América do Sul. “Infelizmente, eu me lesionei e não pude ir nas outras três etapas, mas agora vou lá para San Bartolo (Peru) também e ano que vem estarei de volta com tudo para brigar pelo título sul-americano de novo”.

Anali Gomez (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

TITULO SUL-AMERICANO – A campeã do ranking 2017 da WSL South America poderia até ter sido decidido no Neutrox Weekend, no entanto as três primeiras colocadas foram barradas nas quartas de final e a decisão do título sul-americano acabou ficando para a última etapa, no próximo fim de semana em San Bartolo, no Peru.

Camila Cassia só tinha participado de um evento na Argentina e, com a vitória no Rio de Janeiro, saltou do 17.o para o quarto lugar no ranking. Apesar de ter reunido chances matemáticas de brigar pelo título sul-americano no Peru, ela confessou que não estava programada para isso. Então, a disputa deve ficar mesmo entre as peruanas Anali Gomez e Melanie Giunta.

Podio (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

Em terceiro lugar no ranking, Melanie Giunta foi a primeira a perder no domingo, para a paranaense Nathalie Martins na abertura das quartas de final. No duelo seguinte, Camila Cassia derrotou a vice-líder do sul-americano, Dominic Barona, do Equador, que não vai competir no Peru porque preferiu participar de uma prova mais importante no Japão na mesma semana. E a líder, Anali Gomez, foi surpreendida pela revelação do QS 1500 Neutrox Weekend, Tainá Hinckel, por uma pequena diferença de 12,83 a 12,33 pontos.

“Lamentavelmente, perdi agora e poderia conseguir o título aqui, mas tudo bem, vamos com tudo para competir em casa lá em San Bartolo, onde já venci uma etapa esse ano”, disse Anali Gomez, que tenta um inédito tricampeonato na história da WSL South America, pois foi campeã sul-americana em 2010 e 2013. “Sei que a Mimi (Dominic Barona) vai para o Japão, então parece que só a Melanie (Giunta) mesmo vai disputar o título comigo lá em San Bartolo, mas estou confiante que vou conseguir ir bem lá para conseguir o tricampeonato”.

Taina Hinckel (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

BRASILEIRO PRO JUNIOR – Além de Camila Cassia, outras duas surfistas festejaram conquistas no domingo decisivo do Neutrox Weekend. A catarinense Tainá Hinckel perdeu a semifinal do QS 1500 para Camila Cássia e nem saiu do mar, ficando para disputar o título da categoria Pro Junior Sub-20, válida como última etapa do Circuito da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP). Ela travou mais uma batalha com a peruana Sol Aguirre, que no domingo passado conquistou o título sul-americano Pro Junior Sub-18 da WSL South America, derrotando a catarinense na casa dela, na Guarda do Embaú.

As duas dominaram a bateria final na Barra da Tijuca e Tainá deu o troco na peruaninha também de apenas 14 anos, por uma pequena vantagem no placar encerrado em 10,67 a 9,70 pontos entre elas. Tainá somou notas 5,50 e 5,17 contra 6,17 e 3,53 de Sol Aguirre, que terminou como vice-campeã Pro Junior no Neutrox Weekend. A cearense Yanca Costa ficou em terceiro lugar com 8,33 pontos e a carioca Luara Thompson em quarto com 6,10.

Podio Pro Junior (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

“Estou muito feliz. Foi um evento incrível, desde o começo eu tive boas notas, fiz boas baterias e foi uma semana muito maneira”, disse Tainá Hinckel. “Estou muito feliz pelo terceiro lugar no QS e por ter sido campeã do Pro Junior. Eu queria muito ter ido pra final do QS também, foi por pouco, mas tudo serve como aprendizado. O evento foi muito maneiro e a Sol (Aguirre) surfa muito bem também. Eu queria muito vencer essa categoria, já que não tinha passado pra final do QS e ela é uma grande atleta, uma grande adversária, então estou feliz porque dessa vez consegui vencer uma final contra ela, mostrando que a gente também incomoda (risos)”.

CAMPEÃ BRASILEIRA – A outra surfista que festejou título no domingo foi a saquaremense Kayane Reis. Ela perdeu logo em sua estreia na categoria Pro Junior do Neutrox Weekend, mas já tinha vencido duas das outras três etapas do circuito da ABRASP e ninguém conseguiu lhe tirar o troféu de campeã brasileira Pro Junior de 2017 na Barra da Tijuca. Kayane esteve na praia também para acompanhar o último dia do festival de surfe feminino da Neutrox.

Kayane Reis (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

“Estou muito feliz por ter conquistado este título, que é muito importante para a minha carreira”, disse Kayane Reis. “Eu tinha vencido as etapas do Pena Little Monster de Itacaré (BA) e de Cabo Frio (RJ), que me deram bastante pontos para conseguir ficar em primeiro no ranking final. Esse ano, eu também fui campeã estadual profissional do Rio de Janeiro e no ano que vem eu já tenho a vaga para correr a triagem do CT de Saquarema garantida. Então, vou treinar muito até lá para conseguir ganhar essa triagem e entrar no evento principal, para competir com as melhores surfistas do mundo na minha casa, pois moro em Saquarema”.

No sábado, foram definidas as campeãs das outras três categorias que fizeram parte do Neutrox Weekend. No Longboard, a vencedora foi a número 1 do ranking mundial, Chloé Calmon, embaixadora da Neutrox junto com Silvana Lima e Nicole Pacelli. No Stand Up Paddle, modalidade praticada com remo nos pranchões, a paulista Aline Adisaka levou o título para Ubatuba, mesma cidade de Camila Cassia. E na categoria Sub-16, a campeã foi a peruana Sol Aguirre. O Neutrox Weekend foi um grande sucesso e promete ser reeditado em 2018, com mais novidades ainda do que as apresentadas esse ano no Posto 3 da Barra da Tijuca.



14 de outubro 2017

MEDINA VENCE NA FRANÇA E ABRE PORTAL PARA
TENTAR O BICAMPEONATO.


A multidão que lotou a praia La Graviere no sábado, viu Gabriel Medina despachar John John Florence com um aéreo incrível nas semifinais e também derrotar outro havaiano, Sebastian Zietz, para conquistar sua terceira vitória no Quiksilver Pro France em sua terceira final consecutiva em Hossegor. Com o título em sua quinta decisão na etapa francesa do World Surf League Championship Tour, Medina saltou da oitava para a terceira posição no ranking e entra na briga do título mundial nesta reta final da temporada. O próximo desafio dos homens já começa na sexta-feira em Portugal. A havaiana Carissa Moore também ganhou chances de buscar o tetra com o bicampeonato no Roxy Pro contra a americana Lakey Peterson.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

“Estou muito feliz, pois trabalhei bastante antes desse evento e é muito bom ganhar novamente aqui. Este é um lugar realmente especial para mim”, disse Gabriel Medina. “Foi um evento ótimo, com boas ondas todos os dias e estou muito feliz pela vitória. Não estou pensando em ranking ou título mundial, eu só quero fazer o meu melhor em todos os eventos. Eu prometi a mim mesmo que eu tinha que ganhar um evento este ano e finalmente consegui”.

No sábado, as ondas baixaram para 3-4 pés, mas continuaram apresentando boa formação em La Graviere para finalizar a nona etapa da corrida pelos títulos mundiais masculino e feminino da World Surf League na França. Gabriel Medina continuou usando a potência do seu backside nas direitas de La Graviere e a variedade das suas manobras de borda para liquidar seus oponentes. A primeira vítima foi Joel Parkinson, que não surfou nada na bateria das quartas de final e Medina passou fácil por uma larga vantagem de 15,20 a apenas 1,20 pontos.

“É sempre muito bom para mim voltar aqui pra França”, continou Gabriel Medina. “Eu adoro este tipo de beach break, com ondas fortes. São parecidas com as que tenho em casa (Maresias, São Sebastião-SP), então me sinto muito confortável aqui. Esta é minha terceira vitória aqui e isso é incrível. Fico feliz por ter chances agora de conseguir o título mundial e agora é focar em Portugal. Todo mundo começa do zero lá, então vamos com tudo para tentar outro bom resultado lá”.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

Depois, veio o grande clássico do surfe mundial no momento, com o surfista que vinha batendo recordes a cada bateria com seus voos espetaculares, John John Florence. Mas, quem fez o aéreo mais incrível e muito difícil de ser completado foi Gabriel Medina, que com a nota 8,57 dessa sua segunda onda, atingiu insuperáveis 16,40 pontos. O havaiano ainda ganhou a maior nota da bateria – 9,00 – mas não conseguiu trocar o 7,00 que tinha recebido na onda anterior e terminou em terceiro lugar na França. John John já tinha recuperado a primeira posição no ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader em Portugal.

“Foi uma bateria boa, muito divertida e é sempre interessante competir contra o Gabe (Medina)”, disse John John Florence. “Eu cometi alguns erros nas ondas que surfei no início da bateria e isso me custou caro. Mas, não me abati e acabei conseguindo surfar algumas ondas boas na bateria. Agora vamos para Portugal e estou muito confiante para buscar outra vitória lá. As ondas aqui na França estavam incríveis e espero que lá também seja assim”.

Sebastian Zietz (Foto: Poullenot – WSL)

Na grande final, Medina também não deu qualquer chance para o havaiano Sebastian Zietz, que barrou Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Nas semifinais ele passou bem pelo americano Kolohe Andino, algoz de Caio Ibelli na quarta fase, mas não achou boas ondas na decisão do título. Ele não conseguiu tirar nenhuma nota 5,00 nas cinco que surfou, enquanto Gabriel Medina ia aumentando a vantagem a cada apresentação. Nas duas melhores, recebeu notas 8,17 e 7,83 para conquistar sua terceira vitória em cinco finais disputadas no Quiksilver Pro France, por 16,00 a 9,30 pontos.

“As ondas estavam incríveis nesse evento e estou superfeliz pelo resultado”, destacou Sebastian Zietz. “Eu acho que o Gabriel (Medina) e o John John (Florence) são provavelmente os melhores surfistas do circuito, então eu sabia que ia ser muito difícil enfrentar o Gabriel numa final. Eu, infelizmente, não consegui surfar bem nenhuma onda na bateria, não consegui nem uma nota 5 pelo menos, mas está tudo bem porque consegui um troféu e o segundo lugar também é um grande resultado”.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Esta foi a primeira vitória de Gabriel Medina na temporada 2017, mas a quarta do Brasil nas nove etapas completadas na França e a segunda consecutiva, pois Filipe Toledo foi o campeão da antes dessa, o Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos. Filipe já tinha vencido o Corona J-Bay Open na África do Sul e Adriano de Souza conquistado sua segunda vitória no Oi Rio Pro, que mudou para Saquarema esse ano. Os três estão entre os oito surfistas que ainda têm chances matemáticas de conseguir o título mundial esse ano, mas apenas os três primeiros colocados vão brigar pela ponta do ranking no MEO Rip Curl Pro Portugal, que começa na próxima sexta-feira nas ondas de Supertubos, em Peniche.

O único brasileiro que pode chegar no Havaí com a lycra amarela do Jeep WSL Leader é Gabriel Medina. A possibilidade existe, mas será difícil de acontecer, pois o brasileiro já necessita unicamente da vitória em Portugal. Além disso, o líder John John Florence não poderá passar da terceira fase e o vice, Jordy Smith, não chegar nas quartas de final. Até porque John John foi o campeão do MEO Rip Curl Pro Portugal no ano passado e está em excelente fase, saindo da França como recordista absoluto, com as maiores notas e placares do Quiksilver Pro.

Miguel Pupo (Foto: Poullenot – WSL)

DERROTAS BRASILEIRAS – Além de Medina, mais dois brasileiros competiram no último dia da etapa francesa, mas foram derrotados em suas primeiras baterias no sábado em Hossegor. Caio Ibelli tentou aproveitar a segunda chance de classificação para as quartas de final no segundo duelo do dia, porém foi eliminado pelo norte-americano Kolohe Andino por 14,94 a 11,96 pontos. Mesmo não avançando, Ibelli já tinha subido da 22.a para a 19.a posição no ranking, deixando a rabeira da lista dos 22 surfistas que são mantidos na elite do CT para o ano que vem, com o também paulista Wiggolly Dantas.

O outro representante do Brasil era Miguel Pupo, que venceu dois duelos verde-amarelos na França. O primeiro foi contra Filipe Toledo na primeira repescagem do Quiksilver Pro e o outro contra o campeão mundial Adriano de Souza na terceira fase. Pupo está fora do G-22 e precisava da vitória em Hossegor para tirar a última posição de Wiggoly Dantas. No entanto, não conseguiu passar por Sebastian Zietz na primeira quarta de final e terminou em quinto lugar no evento, seu melhor resultado na temporada.

Caio Ibelli (Foto: Masurel – WSL)

BRASIL NO G-22 – Dos nove integrantes da “seleção brasileira” no CT 2017, cinco estão confirmando suas permanências no G-22, Gabriel Medina agora em terceiro lugar, Adriano de Souza em sétimo, Filipe Toledo em oitavo, Caio Ibelli em 19.o e Wiggolly Dantas em 22.o. Na porta de entrada da zona de classificação está Italo Ferreira na 23.a posição, depois tem Ian Gouveia na 25.a, Miguel Pupo que subiu da 31.a para a 27.a e Jadson André na trigésima.

Estes quatro terão que conseguir bons resultados nas duas etapas que fecham o World Surf League Championship Tour 2017, ou então buscar garantir suas vagas pelo ranking do WSL Qualifying Series, que classifica dez surfistas para completar o grupo dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. No momento, metade das vagas no G-10 do QS é do Brasil, com Jessé Mendes e Yago Dora já confirmados para reforçar a “seleção brasileira” em 2018, além de Willian Cardoso, Tomas Hermes e Michael Rodrigues.

O prazo do MEO Rip Curl Pro Portugal começa na próxima sexta-feira e vai até o dia 31 de outubro em Peniche. Já a etapa final da temporada, o Billabong Pipe Masters nos tubos de Banzai Pipeline, será disputada entre os dias 6 e 20 de dezembro, fechando também a Tríplice Coroa Havaiana na ilha de Oahu. Antes do Pipe Masters, acontecem as duas últimas etapas do WSL Qualifying Series com status QS 10000, o Hawaiian Pro de 12 a 24 de novembro em Haleiwa Beach e o Vans World Cup de 25 de novembro a 5 de dezembro em Sunset Beach.

Carissa Moore (Foto: Poullenot – WSL)

ROXY PRO FRANCE – No CT feminino, só resta mais uma etapa para definir a campeã mundial da temporada, o Maui Women´s Pro, entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro em Honolua Bay, na ilha de Maui, no Havaí. A havaiana Carissa Moore necessitava da vitória no Roxy Pro France para ter chances de tentar o tetracampeonato mundial e conseguiu isso. O bicampeonato em Hossegor levou a havaiana da sétima para a quarta posição no ranking e as cinco primeiras colocadas vão brigar pelo título mundial de 2017 no Havaí.

No entanto, as chances de Carissa Moore e de Stephanie Gilmore são as mais remotas, pois ambas precisam unicamente da vitória no Maui Women´s Pro e de uma combinação de resultados das três que estão na frente delas. A líder Sally Fitzgibbons e a vice Tyler Wright, não poderão chegar nas semifinais e a terceira colocada, Courtney Conlogue, não ser finalista em Honolua Bay. Antes de conquistar o bicampeonato na França, Carissa Moore barrou a número 1 do Jeep WSL Leader, Sally Fitzgibbons, nas semifinais.

Lakey Peterson (Foto: Poullenot – WSL)

Na outra bateria, a americana Lakey Peterson impediu que a atual campeã mundial, Tyler Wright, reeditasse a final do ano passado em Hossegor com Carissa. Peterson foi um dos destaques do evento, por usar as manobras aéreas na maioria das suas baterias em La Graviere. A decisão feminina foi disputada em altíssimo nível, com Carissa somando notas 9,20 e 7,50 contra 8,27 e 6,23 no placar encerrado em 16,70 a 14,50 pontos.

“Esse ano foi muito louco pra mim e conseguir uma vitória aqui foi incrível”, disse Carissa Moore. “Isso significa muito pra mim, porque foi um ano complicado. Tivemos boas ondas para competir aqui e estava um pouco nervosa contra a Lakey (Peterson) na final, mas sabia que tinha que relaxar e simplesmente me divertir. Todas as meninas estão surfando muito bem e estou muito feliz por estar aqui comemorando mais uma vitória na França”.

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – 9 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 49.900 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 47.600

3.o: Gabriel Medina (BRA) – 40.750

4.o: Owen Wright (AUS) – 39.850

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 38.200

6.o: Julian Wilson (AUS) – 37.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

8.o: Filipe Toledo (BRA) – 34.950

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 31.850

10: Kolohe Andino (EUA) – 30.000

11: Sebastian Zietz (HAV) – 29.750

12: Mick Fanning (AUS) – 28.300

13: Frederico Morais (PRT) – 26.400

14: Adrian Buchan (AUS) – 25.250

15: Connor O´Leary (AUS) – 25.200

16: Joan Duru (FRA) – 23.400

17: Michel Bourez (TAH) – 22.450

18: Jeremy Flores (FRA) – 21.450

19: Caio Ibelli (BRA) – 20.500

20: Bede Durbidge (AUS) – 20.200

21: Conner Coffin (EUA) – 19.750

22: Wiggolly Dantas (BRA) – 18.700



08 de outubro 2017

VERÃO ESQUENTA COM LUA CHEIA.




05 de outubro 2017

EZEKIEL LAU É SINISTRO.

O potiguar Italo Ferreira ficou muito perto de conquistar a quinta vitória seguida do Brasil em etapas do WSL Qualifying Series nesta quinta-feira em Portugal. Mas, por 12,90 a 12,10 pontos, o havaiano Ezekiel Lau conseguiu acabar com essa série invicta e faturou o título do QS 10000 EDP Billabong Pro Cascais. A vitória valeu 92 posições no ranking para o havaiano, que saiu da 104.a para a 12.a colocação. E os 8.000 pontos do vice-campeonato, levaram o brasileiro do 96.o para o 17.o lugar. Os quatro surfistas que chegaram no último dia, agora partem de Portugal para a França, onde no sábado começa a oitava das dez etapas do World Surf League Championship Tour em Hossegor.

Italo Ferreira (Foto: Poullenot – WSL)

O surfista de Baía Formosa (RN) sofreu uma contusão no início da temporada e não competiu em três etapas do CT. Com isso, está fora do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem, mas bem perto da zona de classificação, em 23.o lugar. Esta foi apenas a segunda participação de Italo Ferreira em eventos do QS esse ano e agora está em uma situação mais confortável para garantir sua permanência pelo ranking de acesso, que indica dez surfistas para o CT. Já faziam dois anos que ele não decidia um título na World Surf League e o potiguar agora ganha novo ânimo para buscar outros bons resultados.

“Foram três meses muito difíceis de recuperação da minha lesão (tornozelo), então estou muito feliz por estar de volta ao pódio”, disse Italo Ferreira. “Parabéns ao Zeke (Ezekiel Lau), pois ele surfou muito bem e obrigado a todo este público que veio aqui para nos apoiar. A vibração aqui em Portugal é sempre fantástica. Eu tenho ótimas lembranças daqui, onde fiz final do World Junior, no CT em Peniche e agora aqui em Cascais, então saio feliz mais uma vez pelo resultado e já estou ansioso para voltar”.

A decisão do título da última etapa com status máximo QS 10000, antes da Tríplice Coroa Havaiana que fecha a temporada na ilha de Oahu, rolou com notas medianas nas ondas de 3-4 pés da quinta-feira na Praia do Guincho. Italo largou na frente surfando uma esquerda que rendeu nota 5,83. As ondas não estavam abrindo paredes mais longas para fazer mais manobras, então ambos optaram em usar os aéreos para arrancar maiores notas.

Ezekiel Lau (Foto: Poullenot – WSL)

O havaiano entrou na briga com notas 5,17 e 6,67 seguidas, enquanto o brasileiro não conseguia completar as aterrisagens. Ezekiel Lau seguiu aumentando a vantagem a cada onda, trocando o 5,17 por 5,33 e logo por um 6,23 que construiu o seu placar da vitória por 12,90 pontos. Italo Ferreira ainda tentou uma reação no final, porém o máximo que conseguiu foi uma nota 6,27 para totalizar 12,10 pontos.

“Este é o primeiro ano que eu participo deste evento e só em chegar na final já era uma grande vitória para mim”, contou Ezekiel Lau, que também está fora dos top-22 do CT e busca confirmar sua permanência pelo QS. “Está sendo um ano de aprendizado para mim, aprendendo sobre mim mesmo e como eu gosto de competir. Tentei encarar cada dia como se fosse um surfe normal, apenas com uma lycra e eu adoro competir, então eu simplesmente aprendi a amar tudo isso, vivendo intensamente cada momento”.

O havaiano entrou no CT com a última vaga do QS no ano passado e já conseguiu um bom resultado em sua primeira temporada na divisão de elite da World Surf League, um terceiro lugar parando nas semifinais do Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália. Depois disso, não passou mais da terceira fase nas outras etapas e ocupa a 25.a posição no ranking. Agora, deve confirmar sua permanência pelo G-10 de novo, pois as duas últimas etapas com status QS 10000 serão na sua casa, abrindo a Tríplice Coroa Havaiana na ilha de Oahu.

Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

SEMIFINAIS – Nas semifinais, Ezekiel Lau barrou o favorito ao título do EDP Billabong Pro Cascais, o português Frederico Morais. Nessa bateria, o havaiano fez a melhor apresentação do último dia, surfando muito bem as quatro ondas que pegou. Ele recebeu três notas na casa dos 7 pontos para conquistar a segunda vaga na grande final por 15,27 a 12,13 pontos.

No primeiro duelo do dia, Italo Ferreira usou sua variedade de manobras para liquidar o norte-americano Kanoa Igarashi por um placar mais apertado, 12,67 a 12,30 pontos. A classificação para a grande final foi confirmada só na última onda do potiguar, que valeu 6,47. O californiano ainda recebeu a maior nota da bateria – 6,77 – e tentou a vitória mais duas vezes, porém o máximo que conseguiu foi 5,53 e precisava de um pouquinho mais do que isso.

PRÓXIMAS NO BRASIL – Depois do encerramento da “perna europeia” em Portugal, o Brasil vai sediar as próximas etapas do WSL Qualifying Series nesta reta final da temporada. Serão duas em semanas seguidas. A primeira é o South to South apresenta Itacaré Surf Sound Festival com status QS 1500 nos dias 26 a 29 de outubro na Praia da Tiririca, em Itacaré, na bela Costa do Cacau do Sul da Bahia. E a última parada antes da Tríplice Coroa Havaiana será no litoral norte de São Paulo, no Hang Loose São Sebastião Pro com nível QS 3000 de 1.o a 5 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião.

Ezekiel Lau e Italo Ferreira (Foto: Poullenot – WSL)

No momento, os brasileiros dominam a lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 da World Surf League. São cinco que estão se classificando. O paulista Jessé Mendes e o catarinense Yago Dora, já ultrapassaram a barreira dos 19.000 pontos que garantem vaga no CT 2018. Jessé lidera o ranking e Yago perdeu a segunda posição para o norte-americano Kanoa Igarashi, que também confirmou o seu nome agora em Portugal.

Os catarinenses Willian Cardoso e Tomas Hermes estão mais perto disso, ocupando a quarta e quinta posições com 17.550 e 17.000 pontos, respectivamente. O cearense Michael Rodrigues, que foi vice-campeão nas duas provas do QS 6000 da “perna europeia”, na Espanha e Portugal, não passou da sua estreia em Cascais e caiu da quarta para a oitava posição. E os mais próximos da zona de classificação agora são o catarinense Alejo Muniz em 16.o lugar e Italo Ferreira em 17.o, somando apenas dois resultados entre os cinco computados no ranking.


03 de outubro 2017


BRASIL COM 07 NA DISPUTA DO WQS
10 MIL PONTOS EM PORTUGAL.

Os brasileiros são maioria entre os concorrentes ao título do QS 10000 EDP Billabong Pro Cascais, que estava parado desde sábado aguardando a volta das ondas em Portugal. E entraram com força total na terça-feira, com séries de 6-8 pés na Praia do Guincho, mas as condições do mar ficaram tão difíceis, que só rolaram as quatro baterias restantes da quarta fase. O defensor do título desta etapa, Jessé Mendes, e os catarinenses Tomas Hermes, Willian Cardoso e Alejo Muniz, avançaram para as oitavas de final e se juntam ao paulista Deivid Silva e os potiguares Italo Ferreira e Jadson André, que se classificaram nas últimas baterias da sexta-feira em Portugal.

Tomas Hermes (Foto: Poullenot – WSL)

São tantos brasileiros que um duelo ficou 100% verde-amarelo, entre Tomas Hermes e Willian Cardoso, que estão no grupo dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 que disputa o título mundial no World Surf League Championship Tour. Tomas foi o primeiro a enfrentar as difíceis condições do mar na terça-feira e passou em segundo lugar no confronto vencido pelo português Frederico Morais, por 11,33 pontos apenas. O placar foi apertado e Tomas barrou o australiano Ethan Ewing por 10,84 a 10,34 em sua última onda.

Willian Cardoso ganhou a disputa seguinte com o 6,17 e 5,00 que recebeu nas duas únicas que surfou, superando os 10,43 pontos do italiano Leonardo Fioravanti e os 8,90 do francês Maxime Huscenot. Com o segundo lugar de Tomas Hermes e a vitória de Willian, os dois vão ter que disputar a sexta vaga para as quartas de final e um terminará em nono lugar no QS 10000 EDP Billabong Pro Cascais. No entanto, ambos já ganharam posições no ranking, com Tomas já aparecendo em quarto lugar e Willian em sexto, saindo da incômoda nona posição na lista dos dez que se classificam para o CT 2018.

Willian Cardoso (Foto: Poullenot – WSL)

“Foi muito difícil ganhar essa bateria contra o Leo (Leonardo Fioravanti) e o Maxime (Huscenot), pois ambos são grandes surfistas”, destacou Willian Cardoso. “Os dois vivem na França e têm muita experiência em condições de mar como hoje (terça-feira) aqui no Guincho. Então, tentei fazer o meu jogo, pegar uma onda com algum espaço para fazer uma grande manobra e estou feliz por ter dado certo. Eu já estou buscando uma vaga no CT há doze anos e esta temporada está funcionando bem para mim, então espero fazer a final aqui para somar mais pontos para atingir meu grande objetivo”.

MELHOR DO DIA – Na bateria seguinte, o líder disparado do ranking já com vaga confirmada no CT 2018 por antecipação e campeão do EDP Billabong Pro Cascais no ano passado, Jessé Mendes, confirmou todo o favoritismo contra o havaiano Ezekiel Lau e o australiano Ryan Callinan. O brasileiro fez os recordes das quatro baterias disputadas na terça-feira – nota 7,50 e 13,33 pontos – e vai enfrentar o norte-americano Griffin Colapinto no penúltimo duelo das oitavas de final.

Jesse Mendes (Foto: Poullenot – WSL)

“Eu tenho tentado aproveitar meu tempo para respirar bem, antes de uma bateria, durante a bateria, entre as manobras”, disse Jessé Mendes, que segue firme rumo ao bicampeonato em Portugal. “Isso acalma os nervos e evita você lutar consigo mesmo. Essa é a maior lição que aprendi esse ano, saber como se manter calmo e paciente para escolher boas ondas para surfar nas baterias”.

O havaiano Ezekiel Lau somou 9,97 pontos contra 9,50 de Ryan Callinan na bateria vencida por Jessé Mendes e será o adversário do catarinense Alejo Muniz na disputa pela última vaga nas quartas de final do QS 10000 de Portugal. Alejo competiu na hora que os ventos fortes já agiam negativamente na qualidade das ondas, tanto que logo após sua vitória a comissão técnica decidiu adiar as oitavas de final para a quarta-feira. Alejo ficou perdido no mar, mas achou uma onda no final que valeu 6,50 para vencer por 10,40 pontos, contra 10,00 de Griffin Colapinto e 8,83 do outro norte-americano, Nat Young, que foi eliminado.

Alejo Muniz (Foto: Poullenot – WSL)

“Nossa, estou muito feliz, é uma sensação incrível, pois pensei que tinha perdido a bateria”, disse Alejo Muniz. “Eu não conseguia ouvir nada lá fora, então não sabia o resultado quando saí do mar. Eu tentei pegar a última onda que o Nat (Young) surfou e eu realmente não tinha qualquer ideia do que aconteceria. Eu perdi nessa fase nos últimos eventos do QS 10000 esse ano, então estou muito contente por ter passado para as oitavas dessa vez”.

PRÓXIMO DO G-10 – Alejo Muniz é o brasileiro que está mais próximo da zona de classificação para o CT, porém só entra no G-10 se chegar na grande final do EDP Billabong Pro Cascais. Caso perca nas semifinais, termina com 14.600 pontos no ranking, um pouco abaixo dos 14.750 do sul-africano Michael February e do australiano Wade Carmichael, que no momento dividem a nona posição. February já perdeu em Portugal e Carmichael vai enfrentar o potiguar Jadson André no quarto duelo das oitavas de final.

Jadson é um dos tops da atual elite do CT que tenta se manter no grupo dos top-34 pelo ranking de acesso e precisa de um bom resultado para ficar mais perto do G-10. Outro que está fora dos 22 primeiros do Jeep WSL Ranking que permanecem no CT é o também potiguar Italo Ferreira, que disputa a bateria anterior com o havaiano Keanu Asing. Já o paulista Deivid Silva, que vem embalado do bicampeonato no QS 1500 de Marrocos, será o primeiro brasileiro a brigar por vagas nas quartas de final, na segunda bateria com o francês Joan Duru, mais um top do CT que busca sua permanência pelo ranking do QS.

Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

MAIORIA BRASILEIRA – Os brasileiros são maioria entre os dezesseis finalistas do EDP Billabong Pro Cascais e tentam a quinta vitória consecutiva nas etapas do WSL Qualifying Series. A outra que teve em Portugal foi encerrada com uma final verde-amarela e o catarinense Yago Dora também confirmou sua vaga antecipada no CT 2018, com a vitória sobre o cearense Michael Rodrigues no QS 6000 Azores Airlines Pro nas Ilhas Açores.

Agora em Cascais, são sete brasileiros escalados nas oitavas de final, contra dois australianos, dois norte-americanos, dois havaianos e três europeus que estão estreando na elite do CT esse ano, o português Frederico Morais, o italiano Leonardo Fioravanti e o francês Joan Duru. Frederico ganhou a primeira bateria da terça-feira na Praia do Guincho, a que Tomas Hermes se classificou em segundo lugar, eliminando o australiano Ethan Ewing.

“Nós tivemos uma chamada na Praia de Carcavelos, porque o swell (ondulação) parecia ser bom para lá, mas no final voltamos para o Guincho, que é uma praia muito bonita e eu adoro”, disse Frederico Morais. “Foi difícil competir hoje (terça-feira) nessas ondas grandes, com várias séries quebrando em cima da sua cabeça. Mas, estou muito acostumado em surfar em condições assim, então me senti em casa, literalmente”.

Frederico Morais enfrenta o italiano Leonardo Fioravanti na quinta oitava de final e a outra única bateria que não terá algum brasileiro disputando classificação é a primeira, entre o norte-americano Kanoa Igarashi e o australiano Stuart Kennedy. Os surfistas que chegaram nessa fase já garantiram um mínimo de 3.700 pontos no ranking. Quem passar para as quartas de final, a pontuação aumenta para 5.200, os semifinalistas recebem 6.500, o vice-campeão ganha 8.000 e os 10.000 pontos vão para o campeão, que também fatura o prêmio máximo de 40.000 dólares oferecido em etapas do WSL Qualifying Series.






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